domingo, setembro 28, 2008

meteorologia


o céu com nuvens não me faz nada bem.

quer dizer, eu gosto de um céu bastante carregado, desde que isso signifique que vai chover às carradas.

gosto de pequenos dilúvios, de sentir a chuva na cara e de dançar numa rua inundada.

agora, se não é para chuver, vento e um pequeno temporal, prefiro ver o céu sem nuvens.

assim, este tempo em que não chove nem me deixa ver a luz do sol deprime-me.

a sério, fico sem energia para fazer o que quer que seja.

é que não dá para nada. simplesmente para ficar em casa, a olhar lá para fora e ver nuvens por cima de ruas desertas sem movimento nem vida.

se é para o tempo estar assim, então é bom mesmo que chova, que venham as cheias, que me deixem ir dançar nas poças de lama.

ou isso, ou então que possa ir para uma esplanada e ter motivos para colocar os óculos de sol, enquanto tomo o meu café e leio o jornal.

acho que aquilo que mais me deprime neste estado do tempo é mesmo a indefinição a que nos sujeita, sem sabermos se as nuvens se vão embora, ou se vão transformar numa chuva fria e agradável.

e tal como tempo, também o meu humor se torna indefinido...


sexta-feira, setembro 26, 2008


a segunda arma mais poderosa alguma vez inventada por uma mulher foi, sem sombra de dúvida,...

o beicinho...

quarta-feira, setembro 24, 2008

desafiando...


sou,

sou impulsivo.
tenho uma grande tendencia a agir sem pensar em todas as consequências, a aceitar os desafios sem olhar às dificuldades e passar pelos limites sem reparar que já lá estavam;

sou apaixonado.
defendo o que é meu e aquilo que quero que seja meu.
não importa quem os outros são. defendo até ao fim porque acredito naquilo por que me apaixono;

sou parcial.
não consigo ficar parado sem assumir uma posição.
não resisto a tomar um lado e lutar por algo.
não consigo ser um espectador;

sou aluado.
tudo acaba por me passar ao lado, sem reparar na "grande novidade" de que toda a gente fala.
não sou a melhor pessoa para alguém perguntar das "notícias do burgo".
se não forem realmente importantes, não as sei;

sou obssessivo.
não consigo parar de tentar controlar o ambiente à minha volta.
não consigo parar de tentar manter tudo na ordem que estabeleci;

sou perfeccionista.
não consigo deixar as coisas a meio nem suporto fazê-las sem empenho.
não as consigo fazer sem o compromisso que não serão nada menos que perfeitas.

não,

não sou humilde.
sei as qualidades que tenho e não consigo escondê-las.
tenho a consciencia das minhas qualidades epouco me interessa se o mundo me vê como convencido.
afinal de contas, i'm what i'm. deal with it...

agora, desafio os autores dos seguintes sete blogs a escreverem as seis coisas que são e uma que não.

. ipsis verbis

.diga trinta e quatro

.tulipa negra

.ambloguidades

.constantes & inconstantes

.musa à parte

.pirata alegre





segunda-feira, setembro 22, 2008

dia das profissões

-então, que é que tu fazes da vida?
-sou arquitecto. então e tu?
-eu, eu sou metedor de patas na poça profissional... mas os brutos...

quinta-feira, setembro 18, 2008

.



será que não é verdade?

terça-feira, setembro 16, 2008

crónica de um fim de tarde





saio do trabalho.
despeço-me dos meus colegas. hoje não os acompanho no "copo depois do trabalho".
meto-me no metro para tentar chegar ao carro.
chego ao carro e apanho trânsito a voltar para trás, chego atrasado. stresso, mas chego lá.
aí, já estou descansado. já cheguei e isso é que importa.
e para quê?
fácil, para um fim de tarde, para me sentar junto ao rio e ver as luzes, para tomar um chocolate quente, para tirar o meu casaco e pousa-lo nas costas de quem tinha frio e para, simplesmente, ao som de boa música, apreciar o momento.
momento de calma, momento de conforto, momento de tentar não pensar em trabalho.
simplesmente conversar, simplesmente ouvir, simplesmente estar.
não olhar para o relógio porque as responsabilidades só nascem com o dia e, naquele momento, era de noite, sem nuvens, sem barulho, simplesmente, noite.
são estes momentos que dão gozo à vida.

obrigado


sábado, setembro 13, 2008

peço desculpa

peço desculpa por ser uma pessoa social.
peço desculpa por me estar a ambientar a um novo ambiente que vai fazer parte da minha vida, espero eu, por muito tempo;
peço desculpa por ligar aos meus amigos para tomar café;
peço desculpa por deixar de ligar porque os meus amigos me dão a descasca de que sou um chato por lhes ligar para tomar café;
peço desculpa por não gostar de apanhar trânsito;
peço desculpa por ficar a mamar umas imperiais com a malta do trabalho depois de uma semana cansativa;
peço desculpa por ir jantar e beber uns copos ao bairro com o meus colegas porque os meus amigos não combinaram nada comigo;
peço desculpa por ter uma hora para almoçar e escolher ficar perto do trabalho e, vá, desgraçado que eu sou, almoçar com os meus colegas que, ainda por cima, alguns até são mulheres...
pá, peço desculpa. a sério, sou mesmo uma merda...

quinta-feira, setembro 11, 2008

acho que sou um bom ouvinte.
se calhar, não sou é grande coisa enquanto falante...
aqui fica o recado.

quarta-feira, setembro 10, 2008

reciclagem...

se calhar, é tempo de uma reciclagem.
quer dizer, a reciclagem em si não é nada de especial, e se estamos a falar de algo mais do que lixo, então, se calhar,a reciclagem não ajuda em nada.
essa coisa do "reduzir, reciclar e reutilizar" pode funcionar muito bem para os ambientalistas mas, sinceramente, se não estivermos a falar de lixo, pá, é só um retorno de problemas.
reciclar, reutilizar pode não ser a solução que devemos procurar.
afinal de contas, reutilizar e reciclar é acabar com os mesmos problemas com que começamos, mas, agora, tem um ar mais...bem...mais... mais limpo, na falta de expressão melhor.
se calhar, em vez de de voltar a usar as coisas que já entendemos como gastas só porque é a solução mais conscienciosa, talvez devessemos mandá-las para o lixo.
afinal de contas, já repararam que só ficamos com a casa amontaoda de coisas que, provavelmente, nem nos vamos lembrar de voltar a usar?
o melhor é mesmo deitar tudo ao lixo e ir até ao shopping arranjar aquilo que precisamos novo.
se calhar, vou fazer isso.
já ando com muita coisa a amontoar-se...


domingo, setembro 07, 2008

Citações da noite passada

"ah, sabes, é que eu tenho um órbita" by yours truly

e

"sabem como é que se distingue um advogado?
é aquele que tem as mãos nos bolsos.
se estiver frio, tem as mãos nos bolsos dele,
se não estiver, tem as mãos nos bolsos dos outros..." by barbas

sábado, setembro 06, 2008

fim-de-semana

fim-de-semana: é hora de curtir e fazer cenas...
ah, espera, agora sou mais um menos uma pessoa responsavel.
é melhor levar o fatos à lavandaria, limpara casa e o carro também tem de limpar.
afinal de contas, mais do que uma imagem que se tem de transmitir, é agradável não viver numa pocilga.
quer dizer, vai voltar a ser uma pocilga logo a partir do momento em que o outro idiota que vive cá em casa acorde, mas, até lá, é bom sentir o cheiro a lavado.
podia estar a fazer coisas mais interessantes, mas, já lá diz o outro: "se formos organizados, há tempo para tudo". e é bem verdade.
depois disto, é hora de sair lá para fora.
depois de uns dias a chegar ensopado ao trabalho e a rezar para que o pc não tenha apanhado água (dizem que é capaz de não fazer muito bem...), está um sol lindo lá fora.
quase que me chama para uma tarde de caracóis e cerveja.
e, daí, talvez vá só até à esplanada beber o meu café e ler a imprensa de fim-de-semana.
estou a gostar desta nova fase da minha vida.
parece que, de repente, cresci e criei alguns métodos.
tive sorte. felizmente, encontrei pessoas tão ou mais avariadas do que eu, e estou a adorar, assim como começo a ver que vou adorar as tardes de sexta-feira, quando todos descemos e vamos até ao bar lá de baixo beber umas imperiais antes de voltar à nossa outra vida.
é bom, é agradável e estou ansioso que as coisas se intensifiquem.
quando começar a sentir a adrenalina, aí sim, vou começar a gostar mesmo a sério.
hmm, se calhar, ia era até ao cinema.
também já lá vai um tempinho desde que não ponho lá os pés.
por outro lado, o solinho lá fora está mesmo a puxar por mim...

domingo, agosto 31, 2008

let's play ball...


ok, eu admito.
estou com um certo friozinho na barriga.
parece que andei a vida toda a preparar-me para isto, para começar a trabalhar, para fazer algo de importante.
e, no entanto,neste momento, sinto-me completamente terrificado com o facto de entrar num sítio totalmente novo, com colegas que não conheço e começara a assumir responsabilidades daquelas em que os erros não nos deixam apenas com um buraco no peito, ou com uma sensação de tristeza.
agora, é a sério, e estou com receio. receio de falhar, receio de não gostar, receio de não ser tão bom como penso que sou.
talvez seja normal, não sei.
mas sei que o friozinho cá está.
parece que me sinto como um pássaro-bébé que atingiu a idade de sair do ninho e foi atirado pelo precipicio para que abra as asas e voe por si mesmo.
confio que vai correr tudo bem, mas não consigo deixar de pensar no que pode correr mal.
vamos lá ver.
é hora de me fazer à vida e ultrapassar isto tudo.
afinal de contas, citando pierce brosnan enquanto thomas crown, "let's play ball..."

sábado, agosto 30, 2008

google maps


por acaso, já repararm que a maior parte dos programas de busca que encontramos na net estão agora equipados com um serviço de mapas e direcções?
pois bem, hoje, gostava de fazer de fazer a review do google maps.
sendo o google o motor de busca, segundo dizem, mais completo do mundo, era de supor que o seu serviço de mapas fosse absolutamente incrível.
e, de facto, é... absolutamente inútil, estúpido e perigoso.
talvez seja o facto de ser criado e produzido por americanos que, apesar de até conseguirem fazer um mapa, não conhecem minimamente as realidades europeias.
assim, se eu vou ao google maps pedir direcções, tal como o idiota habitual, eu quero o caminho mais rápido para algum sítio, prefriro que me digam, como a pessoa com quem ia ter me disse, posteriormente, "mete-te na via-rapida, sais em tal saída e estás em minha casa". era só isto.
sinceramente, não precisava de uma conjunto de indicações por dentro da cidade que, além de
me dizerem para virar em ruas que não estavam nem próximas da rua onde me encontrava, ainda me deram a possibilidade de fazer um pouco de turismo dentro dos bairros de lata mais perigosos da região.
não é que eu não aprecie ver ao vivo todos aqueles sítios que estamos habituados a ver na televisão, mas, sinceramente, preferia que não tivesse acontecido assim e depois ter de telefonar a alguém pedindo indicações de sítios onde não tinha sequer a noção onde estava.
é que é um bocado complicado situar alguém para nos dar indicações ao elefone quando o ínico ponto de referencia é o carro que está a ser desmantelado ou a barraca com os vidros furados de balas.
ainda por cima, graças ao google maps, cheguei atrasado, que é coisa que simplesmente odeio e não suporto que aconteça.
bem, ao menos, tive um gostinho do que é viver no limite e ter a nossa vida por um fio.
obrigado pelas emoções fortes, google maps...

veredícto: é uma merda.

quinta-feira, agosto 28, 2008

shaper

Traits: Anxious, dominant, extrovert


"Some observers of teams in action have suggested that a team needs a ‘social leader’, who is the permanent head of the group, and a separate ‘task leader’, who is in charge of a specific and defined project - much in the way that a nation needs both a Head of State, who is permanent, and a Head of Government, with a specific job to do. If so, the Shaper is the task leader and the Coordinator is the social leader. The Shaper is the most likely to be the actual leader of the team in those cases where there is no Coordinator, or where the Coordinator is not, in fact, the leader.
The Shaper is full of nervous energy; he/she is outgoing and emotional, impulsive and impatient, sometimes edgy and easily frustrated. They are quick to challenge, and quick to respond to a challenge (which they enjoy and welcome). They often have rows, but they are quickly over and they do not harbor grudges. Of all the team, they are the most prone to paranoia, quick to sense a slight and the first to feel that there is a conspiracy afoot, and they are the object, or the victim, of it.
The principal function of the Shaper is to give shape to the application of the team’s efforts, often supplying more of their own personal input than the Coordinator does. They are always looking for a pattern to discussions, and trying to unite ideas, objectives and practical considerations into a single feasible project, which they seek to push forward urgently to decision and action.
The Shaper exudes self-confidence, which often belies strong self-doubts. Only results can reassure them. Their drive, which has a compulsive quality, is always directed at their objectives. They are usually the team’s objectives too, but then the Shaper, much more than the Coordinator, sees the team as an extension of their ego. They want action and they want it now. They are personally competitive, intolerant of vagueness, and muddled thinking; people outside the team are likely to describe them as arrogant and abrasive. Even people inside the team are in danger of being steamrollered by them on occasion, and they can make the team uncomfortable; but they make things happen."

não percebi...

aqui vai uma em memória da noite de ontem...

terça-feira, agosto 26, 2008

acabou a tortura.
alcancei um novo nível,
com o meu esforço,
com a minha dedicação,
com o meu engenho.
é altura de reclamar o que me é devido.
é altura de escolher,
é altura de ir à caça.
afinal de contas, eu posso.

quinta-feira, agosto 21, 2008

mas quem disse que as boas notícias não correm depressa?

nós, portugueses em geral, andamos sempre a dizer que só nos chegam más notícias, que a vida nos corre mal, que é tudo uma merda e que, enquanto as boas notícias demoram séculos, as más parece que voam...
pois bem, se calhar, não andamos é muito atentos.
uma notícia boa pode vir de um simples anúncio de jornal, de uma mensagem escrita ou até de um daqueles telefonemas de pura bazófia.
as vezes, até podem aqueles que a trazem nem sequer saber a boa notícia que nos estão a dar, mas a verdade é que estão.
eu gosto de receber essas notícias e gosto de as festejar.
mesmo que seja algo que me passa, à priori, à parte, quem disse que não me traz motivos para estar feliz.
as boas notícias são boas e toda a gente gosta de as receber. até os meninos da Católica...


terça-feira, agosto 19, 2008

time to work...

tenho medo de começar algo perfeitamente desconhecido e para o qual sinto que não tenho a mínima preparação?
não, tenho é medo de ficar parado.
bora lá!

segunda-feira, agosto 18, 2008

ahh, estão quase a acabar... :)

dentro em muito breve, pisgo-me.
a mesma viagem de sempre, a mesma hora de sempre.
sai-se cedo, ainda com toda a gente a dormir, para evitar choradeiras, e fazer-me à estrada sem que ninguém repare, sequer, que eu já não estou ali.
depois, é ir por aí abaixo.
ãinda vou com uma certa antecedência, para evitar confusões e conseguir tomar os cafés todos antes de começar a bulir.
se calhar, acho que até tenho um bocadinho de tempo para poder arrumar a rou e, quiçá, comprar cenas para casa... mas isso, só mesmo se tiver tempo...
acabam-se as férias mas não se me acaba a boa disposição.
tudo o que é demais chateia, mas, ao menos, vou voltar para o meu poiso (isto de estar em casa dos pais já me estava a dar ideias homicidas, o que é chato pois, como não moro na quinta do mocho, provavelmente, seria apanhado...) e para uma vida que, tanto quanto prevejo, estará mais ou menos igual como a deixei.
quer dizer, há coisas que mudaram, mas o espírito continua lá. tanto o das coisas boas como o das merdas.
não interessa. boa ou má, é a minha vida e é disso que tenho saudades.
tenho saudades das minhas coisas, tenho saudades de ir lavar o carro e secá-lo na auto-estrada, tenho saudades dos meus amigos, tenho saudades de ter rede de telemóvel em casa, tenho saudades do que aí deixei.
porra, até saudades do metro tenho... pronto, ok, não tenho saudades do metro nem tenho a mínima vontade de andar lá, mas tenho saudades de saber que posso contar com ele às seis e tal da manhã quando não conseguir pegar no carro por causa da bezana que apanhei.
assim, daqui a uma semana, vou matar as saudades. vou voltar, vou sair com os amigos e fazer uma preparação psicológica para um novo rumo a tomar na minha vida. se calhar, até corto o cabelo.
vai ser bom voltar. mesmo que seja para a miséria e para o sofrimento, vai ser bom voltar...
a proposito, para acabar com o cinzentismo em que a minha vida vai ser mergulhada e para revolucionar os padrões morais e sociais do mundo jurídico, comprei dois fatos...cinzentos...

quarta-feira, agosto 13, 2008

raios paratm as férias...

aos três ou quatro gatos pingados que ainda tem paciência para ler as minhas merdas e aparecer por aqui, peço desculpa pelo tempo de ausência, mas, efectivamente, quando estou de férias, estou de férias.
quer dizer, estando em férias, também não ha muito para contar. são aquelas coisas normais, tipo, ah e tal, ir para os copos, apanhar sol, quase morrer afogado, começar a ver que é boa ideia pôr os pais num lar porque a casa é grande e dava para fazer umas festas jeitosas, pegar numa chave de ferramentas e destruir por completo o interior do carro e roubar os estofos ao carro do meu pai porque estou com excesso de tempo livre e era isso ou, então, cortar os pulsos porque já não há mais nada para fazer.
não me levem a mal. eu gosto de férias, gosto de ficar com o (grande) papo para o ar (com que então sou gordo, não é?) sem fazer nenhum, mas tudo o que vem em demasia, cansa. ainda por cima, a maior parte dos meus amigos, não todos, já está a bulir e trabalhar no durinho, e está a fazer-me uma confusão danada estar aqui com o único sentido na vid de vegetar.
devia ter-me candidatado a uma cena qualquer para fazer no verão.
talvez nem tanto um emprego, mas algo que me ocupasse um bocadinho o tempo.
sei lá, tipo, constituir uma multinacional ligada ao petróleo, ou talvez uma sociedade financeira.
assim, algo que me ocupasse um bocadinho do meu tempo enquanto não começo a trabalhar.
mas enfim, não pensem que tudo é mau.
verdade seja dita, e nunca pensei que o fosse admitir, ainda por cima num blog que chega a ser um bocadinho público, afinal de contas, tem mais de três leitores confirmados, mas estou com saudades daquela cidade reles onde querem que passe o resto da vida a trabalhar.
bem, o resto da vida talvez não. estão nos meus planos pisgar-me dali mal haja oportunidade, mas hei-de voltar, eventualmente...
mas agora a séria (há bocado também o era), estou com saudades de lisboa, tenho saudades de quem aí deixei e estou mortinho por voltar.
já não sei bem para o que é que volto, mas tenho vontade de voltar rapidamente.
quero começar novos desafios, quero voltar e ver caras conhecidas e conhecer outras, quero ser, vá, feliz, ou algo do género.
mas nem tudo aqui é mau.
sempre acordo sem preocupações e lá vou passando o dia clamamente, de tão relaxante que esta terra é.
raios me partam, porque é que eu gosto tanto do stress?


quarta-feira, julho 30, 2008

nova leva de doutores...



Dia 29 de Julho de 2008, foi o dia da Dr.ª Vanessa Magalhães Sequeira,Advogada-Estagiária.

Parabéns amiga!

segunda-feira, julho 28, 2008

nova leva de doutores...




Dia 28 de Julho de 2008, foi o dia da Dr.ª Célia Lima Costa, Advogada-Estagiária.

Muitos Parabéns, amiga.
Desculpa não ter estado aí.

sexta-feira, julho 18, 2008

noites de karaoke...

tem piada as noites de karaoke.
não é suposto saber cantar e, na maior parte das vezes, ainda é melhor nem saber a letra.
afinal de contas, o que as pessoas se esquecem quando vão para um bar com karaoke é que ninguém vai estar lá para os descobrir.
estão lá pessoas que não sabem cantar e vão para o palco simplesmente para se divertir e fazer figuras que não faríamos na rua, ou no jantar da empresa.
é para isso que serve o karaoke, para deixarmos de ser nós próprios, pelo menos, como os outros nos conhecem, e avacalhar um bocado.
é para dançar, gritar, estar desafinado e fazer os outros rir.
por isso, se calhar, chateio-me com aquelas pessoas que vão para um karaoke com a ideia de que sabem cantar e, por isso, escolhem músicas profundas, mas que, por muito profundas que sejam, a única coisa que vão conseguir é adormecer a plateia.
avacalhem... acreditem, é divertido.

quinta-feira, julho 17, 2008

a viagem


daqui a alguns dias, vou-me embora.
pela primeira vez em cinco anos, vou partir sem ter um destino certo para quando voltar.
de facto, pela primeira vez, em cinco anos, nem sei bem para onde vou voltar.
falam eles das etapas. de uma que acaba e outra que começa.
não sei se é bem isso, mas sempre tem uma pontinha de verdade.
mas o que interessa é que, por agora, vou-me embora.
é altura de começar a fazer as malas, pegar no carro e fazer 416 kilómetros até chegar´`aquela que já foi, uma vez, a minha casa. agora, é a casa da minha família, a minha casa de férias, se quiserem, mas já não sinto que seja a minha casa.
vou para lá passar o meu último verão, vou para lá para descansar a sério uma última vez antes da outra etapa que começa depois desta que se inicia: a reforma.
não sei como vou fazer estes 416 kilómetros.
não sei qual das sensações se vai sobrepôr. se a sensação de ansiedade de chegar e ser recebido pela minha família e ser tratado como o rei que eu não sou por ter feito algo que acaba por ser tão banal como ter acabado a merda do curso, ou se vou por esses 416 kilómetros com a companhia da tristeza por, mais uma vez, estar abandonar aquilo que conheci e que foi a kinha vida por cinco anos, sabendo que, quando voltar, as coisas vão estar diferentes.
não é que não goste da mudança. apenas me aflige que não possa controlar as coisas de acontecerem enquanto estou longe.
talvez profeticamente, quer-me parecer que já vi um pequeno relance do futuro que me espera quando voltar. quer-me parecer que já sei aquilo que vai acontecer enquanto estiver fora e isso só demosntra que, quando voltar à cidade que me acolhei por cinco anos, terei de começar tudo de novo pois encontrarei este sítio de pernas para o ar.
também não sei o que me espera lá em cima. não sei. mas sei que vou sofrer mais com aquilo que acontecer cá em baixo do que com aquilo que eventualmente possa suceder enquanto estiver na terra, vá, dos meus pais...
não sei como vou fazer esta viagem, mas sei que não a vou fazer de animo leve.
só sei que tenho de a fazer, que tenho de estar com a minha família, de estar com os poucos amigos que ainda tenho por lá.
a incerteza parece que me prende aqui, mas vou. tenho de ir.

quarta-feira, julho 16, 2008

duvidas da vida

no outro dia, fui ao cinema.
fui ver o novo filme do will smith, "hancock".
não posso dizer que seja um filme profundo, que nos deixa a pensar no sentido da vida ou, até, defender que tem que ganhar, pelo menos, um óscar.
contudo, o filme serve exactamente para aquilo que lá fui fazer: passar tempo sem histórias muito complicadas à minha volta.
ora, sem querer estragar o fim do filme (há pessoas que odeiam quando lhes contam a história), mas estando-me um bocado a cagar para isso, o filme trata de uma espécie de super-herói.
não é necessáriamente o super-herói de quem toda a gente gosta. o facto de estar sempre alcoolizado e, de cada vez que salva uma vida, coloca milhares em perigo, se calhar, são boas razões para isso.
mas enfim, hancock tem uma força sobre-humana, as balas não o atingem, consegue voar e coisas do género. é uma espécie de super-homem alcoolico.
contudo, a força de super-homem e o ricochete das balas vão desaparecendo quando se aproxima de uma mulher com os mesmos poderes que ele.
ora, o argumento é que eles são os dois últimos da sua espécie e são almas gémeas.
todos os da sua espécie foram feitos aos pares e, quando se apoximam os pares, perdem os poderes para que possam tornar-se humanos, para que possam amar-se e morrer como todos nós.
ora, o filme que não tinha praticamente sumo nenhum para retirar dali, deixou-me mais uma vez, com uma analogia com a minha vida. de facto, uma analogia com a nossa.
eu não sei se existem almas gémeas. sinceramente, pouco acredito que estamos destinados para uma pessoa, aconteça o que acontecer.
se acreditasse, estava bem fodido, admito, poiso sofrimento, nessa altura, seria concerteza insuportavel.
mas enfim, continuemos. eu não sou um super-homem, não tenho super-poderes, super-inteligencia, não sou imortal e a única vez que salvei o planeta foi quando deixei de usar desodorizante de spray para usar os roll-on's.
agora, e se estiver mesmo alguem destinado a mim. alguém feita da mesma matéria, com os mesmos sonhos, com as mesmas aspirações?
será que ia funcionar?
será que eu consigo ser eu próprio e conservar toda a minha dedicação aos meus objectivos, ou, se estivermos juntos, estamos condenados a ficar anulados?
tudo o que consegui na minha vida, aconteceu quando estava longe. tudo o que me leva à ruína, acontece perto.
o que se há-de fazer?
mesmo quando alcanço o sucesso, sinto-me infeliz.
o raio do filme deixou-me estas dúvidas peculiares:

será que devo continuar com todos os meus poderes e ser um super-homem, com a consequencia de não estar perto da minha alma gémea?

ou,

será que devo seguir o destino, deixar-me ser um ser humano normal, abdicando da minha força, e vivendo kortal, só para estar com ela?

o que é que vocês fariam?

sábado, julho 12, 2008

afinal, os radicais anti-globalização estavam certos...


por muito que me custe admitir, esses radicais estavam cetos: o McDonald's é, efectivamente, o grande satã do capitalismo.
o que talvez esses radicais não saibam é que este gigante tem uma agenda para nos colocar todos sob o seu controlo e gerir uma sociedade dispar onde não existe, afinal de contas, qualquer tipo de igualdade.
pensem em dois sujeitos que se foram divertir.
copo atrás de copo, até porque a noite é uma criança e ahavia bastantes motivos para festejar.
é claro que uma pessoa não se pode alimentar apenas de alcool. quando a fome aperta, há que comer qualquer coisa.
ora, o único sítio com comida aberto àquelas horas, como não podia deixar de ser, era o colosso norte-americano que procura, a todo o momento, subjugar-nos à sua vontade.
o gigante situa-se do outro lado da cidade e, como cidadãos responsáveis que são, nenhum dos dois trouxe carro.
há que meter-se num táxi e ir até lá.
até aqui, tudo bem.
agora, quando lá se chega, obviamente não se vai estar dentro do táxi a pagar a tarifa. paga-se o que se deve, sai-se do carro e dirigem-se os cidadãos ao restaurante.
e qual é o espanto dos dois sujeitos quando lhes encontram as portas fechadas. o restaurante que está aberto 24 horas por dia está... fechado.
"agora, só no McDrive", diz o segurança.
bem, e o que fazem os dois individuos que procuram comer qualquer coisa para matar a traça provocada pelo alcool? bem, a única coisa que podiam:; colocaram-se na fila do McDrive como qualquer outro cidadão que ali estava.
Fizeram o pedido, mantiveram-se na fila e esperaram como qualquer outro cidadão que lá se encontrava.
qual não foi o espanto deles quando chegam ao guichet de pagamento e os "competentes" funcionários do McDonald's se recusaram a servi-los porque... não tinham carro...
não lhes foi permitida a entrada no restaurante aberto 24 horas porque estava fechado, e não lhes foi servida a refeição no McDrive, apesar de terem cumprido com todo o regulamento porque não tinham carro...
talvez pareça rídiculo, mas já repararam que este gigante americano se mostra claramente partidário das pessoas automobilizadas?
pior, o McDonald's incentiva os cidadãos a incumprir a lei e arriscarem-se a se presos, ou até provocar acidentes com danos para eles e para os outros.
Ora, a dois cidadãos responsáveis que decidiram não usar o carro porque beberam uns copos e não quiseram prejudicar ou pôr em perigo a vida de terceiros, foi-lhes recusada a refeição pela qual atravessaram a cidade.
curiosamente, aos míudos de dezoito anos que estavam a fumar charros e beber litrosas enquanto ao volante do civic dos papás, foi servida.

é impressão minha, ou o McDonald's não só é apologista, como também incentiva a uma política de irresponsabilidade crónica?

quarta-feira, julho 09, 2008

nova leva de doutores...




Dia 9 de Julho de 2008, foi o dia do Dr. José Pedro Salgado, futuro diplomata.

Muitos parabéns.

terça-feira, julho 08, 2008

é hora de ir à luta!!!



afinal de contas, "nem que morra a tentar..."

domingo, junho 29, 2008

arriscar...




às vezes, fazemos certas e determinadas loucuras.
porquê?
bem, acima de tudo porque queremos, porque podemos e porque nos sabe tão bem.
é precio passar dos simples pensamentos e ir em frente, independentemente do que os outros possam pensar.
seremos, por isso, loucos?
talvez, mas aqui fica a pergunta: "então, e daí?"
não podemos ficar parados sem fazer nada, não é possível ficar no mesmo sítio contentando-me com o sonho do "como seria"...
é preciso arriscar e i em frente.
podemos dar-nos mal.
sim, é verdade. "então, e daí?"
ao menos, fi-lo e posso dizer que fiz.
posso olhar para trás e sentir que tive parte naquilo.
se não correr bem, pá, não correu, mas o importante, ao contrário do que a maioria pensa (talvez seja eu que estou errado) não é o resultado.
é o caminho que tomamos para o alcançar.
se, por ter arriscado, não chegar ao fim do caminho, ao menos sei uma coisa: foi uma viagem do caraças...

quinta-feira, junho 26, 2008

nova leva de doutores...


Dia 26 de junho de 2008, foi o dia da Dr.ª Bárbara Cagica Oliveira, "taxista".

Parabéns, amiga.

nova leva de doutores...

dia 24 de Junho de 2008, foi o dia do Dr. José Rodrigues Pereira, "taxista"


quarta-feira, junho 25, 2008

obrigado

ontem foi um dia especial.
foi um dia em que acordei tarde, almocei, arranjei-me, vesti exactamente o mesmo fato que usei na minha primeira prova oral naquele sítio.
saí de casa e encontrei o stress. tornei-me insuportável.
não era por ser uma prova oral, era por ser a última.
sentia o peso de toda a gente me estar a dizer que ia passar, o peso dos meus pais estarem a contar que acabasse ali a minha miséria, o peso de não admitir falhar perante mim mesmo.
ontem, senti o peso do mundo nos meus ombros, assim como senti a pressão de ter de a fazer.
e depois, entrei na sala.
de todo o meu nervosismo, começou a surgir, pouco a pouco, a confiância que eu precisa ter, começaram a surgir as palavras certas e comecei a pensar que era mesmo ali que iria acontecer.
e, volvidos quinze minutos, saí da sala e apercebi-me que, embora pudesse ainda não estar acabado, senti que o ciclo de cinco anos chegou ao fim.
é uma situação estranha. deliciosa, mas estranha.
vem-nos à ideia que, ao longo de cinco anos, eu vivi para aquela casa, vivi para aquela causa e aprendi, acima de tudo, a viver para mim.
o alívio que senti ao saber a nota foi, sem dúvida, dos sentimentos que levarei para a cova.
aquele momento, ninguém me tira. era apenas mais um sentimento que aquela casa me proporcionou. porém, não era apenas mais um. era o último.
e foi assim que eu deixei para trás uma batalha vivida diariamente para alcançar aquele momento.
podem falar de ciclos, podem falar de fases da vida, podem falar daquilo que quiserem.
para mim, foi o terminus de cinco anos intensos.
foi o terminus de uma fase da minha vida que transfigurou a forma como me vejo e como vejo os outros.
destes cinco anos, eu levo, muita coisa, mas sem querer fazer uma enumeração exaustiva, lembrar-me-ei do dia em que lá entrei pela primeira vez, acompanhado do meu irmão, e fui recebido pela Nicole.
lembrar-me-ei, ou, pelo menos, ouvirei falar, daquele rally das tascas em que ainda não sei como cheguei a casa, mas na qual conheci o Tiago, o luís e o José Pedro.
ficam as lembranças da minha primeira oral, em que estava teoricamente chumbado e fiz o brilharete da minha vida, assim como fica o dia 27 de julho de 2004, onde soube que era mesmo isto que eu queria fazer.
fica também o dia em que ela entrou na faculdade e o bruno a mandou para a minha mesa de inscrições.
ficam-me aquelas duas horas de conversa sem praticamente termos preenchido papel algum.
fica-me também o momento em que percebi que estava apaixonado, comtodas as alegrias e dramas que daí advem.
ficam-me os tantos anos de AAFDL, com tantas noites de luta, sem dormir, com tantos dias de estudo desperdiçado para fazer algo, mas sempre com o sentimento que estava a dar algo de mim àquela academia.
ficam-me na memória, as danças que fazia com a victória em que eramos sempre apanhados pelos assistentes que ficavam com a ideia de que nos estavamos a comer, assim como me fica na memória o grupo de má língua que formei com a mafalda, a bárbara e com a célia.
ficam-me as noites a fio no ágora em que estudávamos até perder os sentidos, assim como as pragas que rogavamos àqueles idiotas que estacionavam lá em frente para ir para os copos enquanto nós ficávamos lá presos em frente aos livros.
fica-me a minha tatuagem e os motivos pelos quais a fiz e o sofrimento que com ela tentei expurgar, assim como me ficam os inúros chapéus de aspecto duvidoso com os quais fiz sucesso nas festas da cerveja.
ficam-me as saídas profissionais e a execelente equipa com quem tive a honra de trabaçhar (célia e vanessa), assim como a vice-presidência mais venenosa em que alguma vez eu tinha feito parte.
fica-me o estágio na Uría e a Maria Inês com quem foi preciso chegar ao fim do quarto ano para nos tornarmos bons amigos.
ficam-me as esperanças e os contratempos.
não consigo enumerar estes cinco anos por completo, nem todas as pessoas sensacionais quem quem tive a honra e o privilégio de trabalhar e de fomentar uma amizade.
não consigo aqui falar de todas a pessoas que foram importantes para mim.
não consigo falar de todos aqueles em quem confio e que confiam em mim.
não consigo falar de todas as idiotices, todos os risos, de todos os choros, de toda a glória e de toda a queda que vive ali.
é demasiado e não coseguiria falar das minhas afilhadas, dos meus amigos, de todos os que me amaram e de todos os que me odiaram ali dentro.
durante estes cinco anos, tive alegrias, tive tristezas, tive noites no number two com a filipa e tive desilusões demasiado grandes.
mas, ao longo destes cinco anos, aquele menino assustado que lá entrou, mudou, tonou-se diferente. não sei se melhor, ou pior, mas diferente, e ao longo destes cinco anos, eu levo uma autentica vida com tudo aquilo que tive direito.
muito obrigado a todos, por me fazerem quem sou...

terça-feira, junho 24, 2008

sou dr.

mais tarde farei um post mais profundo.
agora, tenho de ir festejar... :)

domingo, junho 22, 2008

sexta-feira, junho 20, 2008

terceira idade


acho imensa piada aos velhotes que se enfiam por uma rua de sentido proíbido, directinhos a nós, obrigando-nos a fazer uma travagem de emergência e, como se não bastasse, ainda começam a mandar vir conosco porque não podíamos andar ali...

segunda-feira, junho 16, 2008

serve?

questão do dia

"-oh z... porque é que não sou antes uma prostituta de luxo?"
"-porque estás gorda..."

quarta-feira, junho 11, 2008

camionistas ou rufias?


Greve?
não sei de nenhum sindicato que a tenha convocado.

Piquetes pacíficos que apelam à paralisação dos colegas?
declarações de um camionista do piquete para outro: "podes seguir, mas por tua conta e risco. se te partirem o camião todo, não te queixes..."

um mártir que morreu na luta?
é impressão minha ou morreu porque se pôs à frente do camião de um companheiro de profissão impedindo a sua liberdade de iniciativa económica?

Declarações de um grupo de camionistas: "é uma manifestação pacífica e não queremos prejudicar ninguém".
Camião que transporta, com escolta policial, medicamentos para hospital, apedrejado.
Declarações de um camionista: "ah, se soubessemos que tinha medicamentos, não tinhamos mandado pedras..."
Mas, então, não eram livres de seguir todos aqueles que quizessem?

luta por todos os camionistas?
então e os doze camiões que foram queimados durante a noite?

Meus amigos, os motivos até são compreensiveis e a luta pode ter um motivo justo.
agora, a partir do momento em que se tornam num grupo de rufias a querer fazer a lei pela força, eu pergunto, onde é que estão as forças de intervenção, e porque é que ainda não carregaram sobre eles?
é que isto já não tem nada a ver com greve ou com qualquer direito constitucional de manifestação.
Tem a ver com, no mínimo, um exercício de abuso de direito levado a cabo por um grupo de milicias que se auto-justificam com o preço dos combustiveis.

tudo bem que o preço está caro e eu sei o que eles sofrem com isso. afinal de contas, também o meu pai trabalho no sector dos transportes, mas será que estas atitudes justificam o pedido deles de gasóleo profissional 4 a 5% mais barato?
se eles só pedem isso e vão à sua vida, reduzam-lhes lá o imposto sobre os combústiveis.

com duas ou três actualizações de preço por parte da galp, estão outra vez paralisados... mas eles é que sabem...

meus senhores, querem fazer uma manifestação que obdeça aos tramites legais, legalmente convocada e lutar pelos vossos direitos, eu apoio.

Agora, se querem alcançar os vossos objectivos através da paralisação forçada dos companheiros que querem e etem o direito de trabalhar, se querem apedrejar os vossos colegas que transportam medicamentos e bens essenciais, se querem andar a incendiar camiões de colegas que escolheram não aderir ao vosso boicote, e no fim, dizer que é tudo pacífico, meus caros, TODOS PRÓ CARALHO.
Vou-me rir como um perdido quando as forças de intervenção carregaram sobre vocês...

segunda-feira, junho 02, 2008

domingo, junho 01, 2008

Banda sonora da Semana

Quem esteve lá, percebe...

quarta-feira, maio 28, 2008

agenda cultural...

7:30 - toca a acordar
8:05 - sair de casa, apanhar transito, maldizer da minha vida
8:35 - café, na faculdade, palheta com os amigos, ler o horóscopo, dizer palhaçadas
8:50 - pensar porque é que estou ali
8:57 - lembrar-me e procurar a sala de aulas
10:01- dirigir-me ao bar. acabaram as aulas e preciso do pequeno-almoço (um rissol e uma cerveja), palheta com os amigos
10:26- mais cerveja. houve alguém que pagou um rodada. beber cerveja até à hora do almoço
13:34- almoço. não esquecer de acompanhar com cerveja
14:57- café, depois, peço mais umas cervejas
16:30- continuo a beber cerveja. é importante não perder o ritmo
17:45- sair da faculdade, ir para casa trocar de roupa e ficar preso no ínicio da hora de ponta. maldizer da minha vida
19:34- chegar à faculdade. beber uma cerveja antes do jantar
20:58- chegar ao restaurante. bebi mais umas cervejas do que o suposto
21:30- começar a jantar. antes, bebi umas cervejas porque não sou um grande amante de sangria e não gosto de fazer misturas. ainda fico bebedo...
0:017- o pessoal está um bocadinho com os copos. não sei se aguentam com mais umas cervejinhas em cima
0:45 - entrada na festa da cerveja. correr para o bar e pedir cerveja
1:35 - sentir-me um pouco tonto. deve ter sido algo que comi
2:23 - a cerveja não para. grande confusão
3:12 - ficar sem tabaco. fodasse... cravar a alguém um cigarrito que isto está a ficar atróz
4:20 - a festa fecha. ser posto fora pelos seguranças. importante proteger as partes baixas
5:23 - ficar na palheta no jardim da universidade. importante ter cuidado onde vomito
6:02 - adormecer na relva. não me esquecer de por os oculos de sol
8:12 - ser acordado pelos polícios de giro. evitar ir para a esquadra porque tenho de esperar pela banda
8:35 - sandes de presunto e uma cerveja. um bom pequeno-almoço é fundamental para aguentar o dia. já agora, três redbull de tacada
8:45 - chega a banda. os idiotas estão atrasados. não sei se lhes vou pagar
9:01 - começar a invador salas. ser araastado para as mesmas e insultar o corpo docente
10:47 - amdar a dançar e cantar. acender um cigarro dentro de um recinto fechado. levar na boca do segurança
11:35 - beber mais umas cervejas
13:01 - a banda vai-se embora, abraçar toda a gente e começar a chorar. importante abraçar só as miúdas
14:45 - encontrar um taxi e ir para casa. importante chorar no táxi. gastei todo o dinheiro do táxi em cerveja. levar na boca do táxista
15:07 - chegar a casa. ir à casa-de-banho. importante não adormecer na sanita
15:15 - adormecer para só acordar no sábado. importante ter aspirinas e muita água com gás ao pé da cama para quando acordar

sábado

13:56 - acordar. sentir-me culpado, com dor de cabeça e interrogar-me porque é que estou algemado à cama
16:29 - começar a estudar. vêm aí as orais...

sábado, maio 24, 2008

bolas...

hoje, acordei bem-disposto.
na verdade, acordei extramamente bem-disposto, com vontade de fazer algo em grande.
saí da cama e decidi fazer algo que marcasse. decidi fazer uma tatuagem. uma daquelas bem grandes, que me ocupe as costas todas e se prolongue por uma perna. sim, acho que isso era comemorar o dia em grande. ou isso, ou comprar um carro. também era boa ideia. um clássico, descapotável, daqueles bem rápidos e extramanente desconfortáveis para que só eu conseguisse apreciar a máquina.
então, levantei-me e foi o que fui fazer: fui comprar o jornal...
bem, pode não ser uma decisão tão dispendiosa como as anteriores, mas atenção, fui compara o jornal de carro. logo, também já pode ser considerado uma loucura. com os preços a que os combústiveis andam, até pode ser considerada uma manifestação de riqueza...
bem, agora que um homem já tem o seu jornal, com este solinho que faz, o que sabia bem era ir lê-lo para uma esplanada, daquelas muito giras, no meio de um qualquer jardim, bem no centro da cidade.
ora, isso é que é uma boa ideia.
sentar-me a contemplar um jardim , ao sabor de um cafézinho, enquanto leio o jornal e me passam miúdas giras pela frente ao mesmo tempo que bate o sol na cara.
bolas que eu até me espanto com as boas ideias que tenho.
claro, eu tenho tantas boas ideias como azar nesta vida.
mal saio do carro e me dirijo para a bela da esplanada... começou a chover.
lá se foi o café, lá se foram as miúdas giras, lá se foi o sol na cara.
bem, uma vez que ainda tinha o jornal, se calhar, é mais seguro ir lê-lo para casa. sim, ao menos lá não tinha chatices.
mas o que fiz eu, meu deus?
é que mal um homem chega a casa para ler o seu jornal, olha para a janela e lá está o céu limpo outra vez e as nuvens voltaram a desaparecer...
acho que vou sair outra vez...

quinta-feira, maio 22, 2008

crónica de um dia seguinte...


citando um colega de faculdade, "às vezes, gosto de apanhá-las"...
a única chatice de apanhá-las é a sensação no dia seguinte.
não me refiro à dor de cabeça, ou sequer ao desconforto da ressaca.
refiro-me à sensação de inutilidade que sinto quando, a caminho de casa, vejo pessoas a sairem para ir trabalhar, a inutilidade de acordar bem a meio da tarde e reparar que todo o dia está perdido.
é esta inutilidade que sinto quando as apanho.
não consigo evitar.
até posso, antes de ter ido beber uns copos e festejar alguma coisa com os amigos, ter tido um longo dia de trabalho. até posso estar a festejar o fecho de um ciclo e o ínicio de um novo projecto. até posso não ter de ir trabalhar no dia seguinte.
em qualquer dessas hipoteses, continuo a sentir-me um inútil.
acordo, e fico mais um pouco na cama. olho para a janela e vejo que o dia começou sem mim. não é agradável, mas que gosto de apanhá-las, isso gosto...

segunda-feira, maio 19, 2008

saídas profissionais???


quem diria que era preciso um curso superior para isto?
quem diria que seria esta a vida que eu tinha à minha espera?
pois é, a vida dá muitas voltas.
umkas, são boas. outras, nem por isso.
umas vezes, a vida dá para nos apaixonar-mos. outras, vezes, dá para ficarmos na merda.
a vida dá para alcançar-mos o tecto do mundo, e, às vezes, dá para ficarmos bem lá em baixo.
é assim a vida.
agora, nunca diria que a vida daria tantas voltas que teria a mesma profissão que o meu pai.
não tem nada de mal. é honesta, paga as contas e não é preciso ter vergonha de ninguém.
de facto, da humilde profissão do meu pai, aprendi que temos que respeitar a todos. afinal de contas, nunca sabemos onde vamos estar nem com quem precisaremos de contar no futuro.
é uma profissão humilde, mas paga as contas.
é uma profissão de trabalho, mas é pôs-me na faculdade.
de facto, o meu pai nunca se queixou da despesa que era ter-me aqui.
sei que teve alturas dificeis, sei que teve alturas complicadas em que teve de cortar em certos luxos, mas nunca mo disse.
o meu pai nunca me demonstrou que estava a passar dificuldades.
talvez não me quisesse preocupar com isso. talvez fosse demasiado orgulhoso para demonstrar que a minha estadia em lisboa estava a ser penosa para a família, talvez não quisesse admitir que para eu estar, aqui, a comer bifes, ele estava a comer sopa.
não sei porque o fez, mas sei que o fez, e sei que sempre continuou orgulhoso de eu estar num curso de direito.
sei que falava às velhotas que transportava do orgulho que tinha de ter um filho na faculdade, de ter um filho que seria advogado.
o meu pai é assim: nunca mo disse directamente, porque não era o jeito dele dizer que tinha orgulho nos filhos. eu compreendo isso,mas dizia-o aos outros: "o mu filho está a estudar para ser advogado".
o meu pai é assim, e é por isso que tenho orgulho nele, e talvez seja por isso que ele tem orgulho em mim.
contudo, acho que não vou poder dizer ao meu pai que, alguma vez, serei advogado.
não é isso que vou fazer. não foi isso que a vida me reservou.
contudo, posso, e digo-o, neste momento da minha vida, depois de quase ncinco anos de curso que estão a acabar, tenho orgulho de ser como o meu pai.
tenho orgulho de seguir as suas pisadas.
hoje, dia 19 de maio de 2008, posso dizer, tal como o meu pai, que tenho orgulho em, ao acabar o curso, ser "taxista".

quarta-feira, maio 14, 2008

frase do dia:

"onde estão os fetos mortos?"

segunda-feira, maio 12, 2008

domingo, maio 04, 2008

terça-feira, abril 29, 2008

Como conquistar o coração de uma mulher...

Não resolvas tudo com ignorância;
Não cuspas no chão;
Escova os dentes;
Não coces o saco à frente dela;

Dá-lhe flores e muitos... muitos presentes. Aliás, dá só
presentes caros;
Levanta a tampa da sanita antes de mijar. E lembra-te de

A abaixares depois;
Lava as mãos quando saíres da casa de banho;
Não mastigues de boca aberta;
Não arrotes alto. Aliás, não arrotes;

Não te peides sob o cobertor. Aliás, não te peides.
Não palites os dentes em público;
Faz a descarga antes de saíres da casa de banho;
Corta e limpa as unhas. Não roas as unhas;
Não fales mal da mãe dela. Aliás, ama a mãe dela;
Usa desodorizante (que preste);
Não digas palavrões;
Ri-te sempre das piadas dela;

Não sejas engraçadinho com os outros;

Não tenhas ciúmes dela;
Deixa-a ter ciúmes de ti na medida que ela quiser;
ela pode;

Não fiques barrigudo. Aliás, não engordes;

Não te demores no banho;

Não molhes o chão da casa de banho, nem deixes a
toalha de qualquer maneira;

Não te sentes à mesa em tronco nu;

Não digas que as mulheres não sabem conduzir

(guarda essa verdade para ti);
Não tenhas chulé;

Não chegues tarde a casa. Aliás, sai só para
trabalhar e volta a correr;

Não bebas até tarde com os teus amigos. Aliás, não
tenhas amigos e nem penses em ter amigas;

Não seja sovina e dá-lhe pelo menos dois cartões
de crédito;

Não olhes para outras mulheres. Aliás, não existem
outras mulheres;
Não fales da tua ex-namorada. Aliás, tu nem tiveste
nenhuma antes dela;
Não comentes as tuas experiências sexuais. Aliás,
eras virgem, lembras-te?

Diz "Eu amo-te" pelo menos 24 vezes por dia;
Aprende a cozinhar;
Lava a louça;
Faz a cama, sempre;
Liga para ela, de qualquer lugar;
Deixa-a comprar roupas e sapatos sempre que ela
quiser. Aliás, ajuda-a a andar durante horas à

Procura de roupa nova;
Deixa-a conversar durante horas ao telefone;
Nunca a convides para namorar, só para fazer amor.

E faz isso com moderação e cuidado redobrado;
Discute sempre o relacionamento, mesmo que não
tenhas o que discutir;
Não ressones;

Não gostes de futebol;

Faz a barba todos os dias para a não arranhares;

Apaixona-te pelos parentes dela, até os chatos;
Passa os fins-de-semana em casa, com a tua sogra e
o seu cunhado;
E ri sempre das piadas dele;
Nunca reclames de nada;
Trabalha pouco e ganha muito dinheiro, para poderes
dá-lo todo a ela;
Diz a todo momento que ela é a mulher mais linda
que você já viste;
Elogia-a sempre quando ela vestir uma roupa, mesmo
que seja de todo dia;
Repara quando ela cortar o cabelo, mesmo que seja
apenas as pontinhas, e diz sempre que ficou lindo

segunda-feira, abril 28, 2008


estou em luta comigo mesmo.
em luta para não te ligar.
em luta para não pegar no carro e ir ter contigo, em luta para não estar contigo.
todas horas me vejo pegar no telefone e escrever o teu número.
não acabo de fazer a chamada, mas está aí todo o desejo de falar contigo.
quero falar contigo, quero ouvir-te, quero fazer parte da tua vida, mas não o faço.
escrevo o teu número e apago-o.
não é que não te queira ouvir, não é que não tenha tanta coisa para te dizer.
mas sei que não o queres ouvir.
sei que não me vais responder, sei que não queres que te diga aquilo que eu quero dizer.
daí, para quê ligar-te, se será só um telefonema de cortesia?
mas eu quero dizer-te as coisas, quero que as sintas como eu sinto, quero que ... quero.
daí não te telefonar, mas acredita que tenho esse vontade dentro de mim.
tenho esse desejo de estar contigo e tenho o peito a rebentar por não o poder fazer.
quero fazer parte dessa tua vida da qual me pões fora, quero fazer parte de ti.
por isso, não te telefono, porque não é aí que tu me queres, porque não é isso que tu queres ouvir, não é isso que tu queres...

quinta-feira, abril 24, 2008

à espera

é esta indefinição que acaba comigo.
não sei para onde me virar. será que ligo? será que não ligo?
passo a vida a olhar para o raio do telefone, mas não me traz boas notícias.
na verdade, nem boas, nem más.
e eu à espera.
à espera de não sei bem o quê.
talvez seja necessário um pouco de paciência, não sei, mas será que a consigo ter?
é isto que acaba comigo. é isto que me tira a pouca sanidade que ainda tenho.

domingo, abril 20, 2008

aspirations


será que tudo aquilo que queremos reside numa birra?
será que tudo aquilo que queremos se deve a uma questão de orgulho?
será que não podemos perseguir algo porque, simplesmente, acreditamos que é o caminho da nossa felicidade?
será que não podemos gostar de algo, ou de alguém, simplesmente porque gostamos?
terá de ser tudo por causa do nosso orgulho, do nosso ego ferido?
eu não acredito nisso.
pode haver quem acredite que tudo na vida dos outras, ou mesmo na nossa, se resume a um troféu.
contudo, não sou assim. não é desse forma que vejo as coisas, nem tão pouco como as sinto.
sou movido pelos sentimentos, sou movido por aquilo que me faz feliz.
eu busco essa felicidade. nada mais.
nãoa busco por buscar, nem a descartarei quando alcançar.
eu busco aquilo que me faz feliz e aquilo que gosto, que desejo, que amo.
será assim tão complicado de perceber?
será assim tão complicado de entender que não quero nada por querer, mas porque isso me faz falta, e porque eu posso fazer falta.
quero fazer falta, quero amar e ser amado.
não é um objectivo em si. é um caminho, e é um caminho que eu persigo sem ver como um troféu a alcançar.
é muito mais que isso, é muito para além disso.

quarta-feira, abril 16, 2008

o abraço


ele olha para ela.
ela olhou para ele.
no meio dos dois, apenas uma um campo e uma linha de comboio.
não interessa, pois ele sabe o que o espera quando chegar até ela.
mesmo sem ter ainda chegado, ele já sente os beijos e as carícias, já sente o seu calor e já lhe vem aos dedos o doce tacto da sua pele.
ainda sem a tocar, já a tocou.
ela olha para ele e lembra-se de como é sentir-se amada. fecha os olhos e sente a sua boca a laber-lhe o pescoço enquanto fecha os olhos e sente o seu doce aroma.
correm um para o outro.
a distância não importa. começam a correr um para o outro, começam a correr para o mundo que sabem que os espera, correm para a felicidade que nunca vai acabar. não interessa o quanto tem de correr para se tocarem, eles já o fizeram, já sentiram as carícias, já sabem que vai valer a pena.
só não percebem como estavam tão afastados, não percebem como foram para àqueles extremos, um sem o outro, vendo-o, mas não chegando até ao outro.
já não interessa, agora vão estar juntos, vão ser felizes.
continuam a correr, não sentem cansaço, não sentem dor, não sentem o suor que lhes salta do corpo.
eles já não sentem isso, só sentem aquilo que está para vir.
então correm e correm e correm.
correm até que ele chega à linha.
tropeçou e ficou prostrado no chão.
ela pára, leva as mãos à cabeça e descansa.
ele levanta-se e fica a olhar para ela, como se estivesse a admirá-la pela iltima vez antes de ser sua.
abre os braços e espera que ela lhe corresponda.
ela sente o gesto. começa a correr para ele de braços abertos.
ele continua à espera, vendo-a a correr para ser sua, só sua.
ela aproxima-se, ao que ele já mal aguenta com a antecipação, vai ser agora que vai encontrar a felicidade.
está quieto só tem de esperar, o amor vai cair-lhe no colo.
é agora, é a felicidade a invádi-lo.
solta um grito de contentamento mal conseguindo conter-se ao vê-la chegar até ele.
ouve-se um barulho,
o comboio passou-lhe por cima...

quarta-feira, abril 09, 2008

temporal lá fora!


gosto deste temporal qe se arrasta pela cidade.
posso não gostar muito da chva a molhar-me a roupa que teima em não secar, mas gosto de sentir a chuva a bater-me na janela, quando está escuro lá fora, gosto de ouvir a chuva cair-me em cima do carro enquanto conduzo para nenhum lugar em especial.
ste mau tempo faz-nos sentir aconchegados quando o vemos de fora, faz-nos acalmar enquanto estamos cá dentro.
de fora deste rodopio da natureza, daquela força que destrói e leva tudo à frente, sinto-me calmo, sereno.
gosto...

quinta-feira, abril 03, 2008

sabem?


sabem o que acontece quando queremos dar algo a alguém que não quer receber?
não damos. vai para o lixo.
sabem o que acontece àquele algo que alguém não não o queria receber?
é levado pelos técnicos de recolha de resíduos (os homens do lixo).
sabem para onde vai algo que alguém não queria receber?
vai para a lixeira.
sabem o que acontece na lixeira?
como ainda existem poucas pessoas que acreditam na reciclagem e na reutilização, o mais provável é ficar a apodrecer.
sabem o que é que acontece depois de apodrecer?
desaparece.
sabem o que acontece quando desaparece?
deixa de haver, deixa de existir, acabou.
sabem o que acontece à pessoa que não queria receber quando se apercebe que afinal quer esse algo?
fica sem nada, porque já não há nada para receber.
saber o que acontece à pessoa que queria dar a alguém que não queria receber?
fica sem algo para dar. já não tem algo para dar, seja a quem for.
sabem o que acontece quando aparecer alguém que quer receber?
também não vai receber pois foi algo que apodreceu. ninguém o recebeu nem ninguém poderá voltar a recebê-lo.
é a chatice de sermos efémeros: é que aquilo que nós temos para dar não dura para sempre. aquilo que temos para dar é frágil e não aguenta muito quando é posto no lixo.
ao fim e ao cabo, acabamos todos sem nada.
acabamos vazios.

domingo, março 30, 2008

o casino da vida...


há coisas na vida que acabam por ser um pouco como ir ao casino.
pessoalmente, gosto de dar um saltinho ao casino.
acaba sempre por ser para ir tomar um cafézinho, mas, estando onde estou, acabo sempre por dar uma voltinha pelas salas lá de cima.
"só vou dar uma olhadela", pensamos nós, enquanto subimos as escadas, tentando convercer-nos que somos melhores que os outros, que aquela ideia de felicidade instantânea não nos vai afectar.
mas, olhando para toda a gente com dinheiro e fichas na mão, acabamos sempre por ir ter à roleta, ou a uma máquina. "oh! já sei que não vou ganhar nada", pensamos para não nos iludirmos demasiado. afinal de contas, a vida vive-se melhor se não tivermos muitas expectativas.
então, convence-mo-nos que não vamos ganhar, que aquele dinheiro já está perdido e só nos vamos distrair um bocadinho.
é esse o erro da maior parte das pessoas, eu incluído: pensamos que controlamos a situação, pensamos que controlamos aquilo que sentimos.
assim, metemos a nota na máquina e começamos a jogar.
à primeira, ganha-se sempre e começamos a esboçar um sorriso nos lábios. "estou a ganhar, estou feliz, isto vai durar para sempre", mas não é assim que acontece.
vem as contrariedades e começamos a perder, tanto aquilo que já tinhamos ganho,, como aquilo que nóis investimos.
sentimo-nos frustados quando vemos o nosso crédito a zero.
já não levamos o nosso prémio para casa, nem sequer algum peso que traziamos na carteira.
no fundo, ficamos vazios.
voltamos desanimados para casa, sozinhos e apenas com aquela sensação que era quase ali que seríamos felizes.
de repente, aqueles sentimentos nos quais somos os reis do mundo, em que somos bons, em que somos felizes, desvanecem.
passamos um bom bocado que já passou, mas ficou caro. foi uma ilusão bonita, mas acabou.
mas aquilo que é mais gritante não é isso. é o facto de sairmos de lá, olhando para tras, vendo o casino e pensar que não voltaremos lá. afinal de contas, perdemos e de uma forma rápida. nem sequer deu tempo de sonhar um bocadinho.
o casino consome-nos e deita-nos fora.
mas, apesar disso, nós não conseguimos abandoná-lo. saímos de lá, juramos que nunca mais. muitas vezes, até nos tentamos controlar, mas acabamos por voltar lá.
já devíamos saber que continuamos a não ganhar, mas não resistimos.

outras coisas na vida são exactamente a mesma situação.

terça-feira, março 25, 2008

segunda-feira, março 24, 2008

despedida?


odeio despedidas.
não necessáriamente porque aquele(a) de quem nos despedimos se vai embora, mas porque...se vai embora.
quando alguém parte, fá-lo por uma, ou por várias razões.
partimos sempre por algo melhor, seja uma carreira, seja uma casa, seja uma relação, seja, pura e simplesmente, uma nova vida.
é isso que normalmente temo.
eu já me despedi e outros já se despediram de mim.
é isso que eu temo, e acredito que tu também.
é aquela altura do medo. o medo de não conseguirmos aquilo que queremos, o medo de não encontrarmos aquilo que estavamos à espera, o medo da saudade ou, ainda, o medo de encontrarmos tudo aquilo que esperavamos e já não querer voltar.
são esses os medos de quem parte.
então e os medos de quem fica?
bem, na verdade, não devíamos ter medo.
despedimo-nos de alguém, mas pelos bons motivos.
devemos estar felizes por aqueles de quem nos despedimos.
assim como nós tentamos encontrar a felicidade, também os outros tem esse direito e não somos nós que lhes podemos mostrar como se faz.
na verdade, não tenho medo de me despedir de alguém e essa pessoa venha a ser feliz.
espero, sinceramente que o consiga, assim como espero que se realize tudo aquilo que te contei entre piadas acerca da tua nova vida.
as piadas sempre foram uma forma de eu enfrentar os meus medos.
mas sim, tenho algum medo. não o medo como quem parte, mas o medo de quem fica.
é aquele medo que as coisas mudem, que já não voltam ao que fomos.
sei que as coisas mudam. acredito que a mudança é necessária.
é só aquele medo que mudem demasiado, o medo de nos encontrarmos na rua e não nos reconhecermos.
pior, o medo de nos encontramos e não ter nada para contar.
é esse o meu grande medo.
confio que não vá acontecer.
acredito que já não vamos falar das mesmas coisas. ambos crescemos, seguimos rumos diferentes e vamos ter experiências distintas, mas quero continuar a poder falar delas contigo, e ouvir as tuas.
espero sinceramente que ainda te rias de quando te conto as minhas "aventuras", assim como espero continuar a levar com aqueles comentários.
sei que não vão ser tão frequentes.
talvez já não possa ser aquele café sazonal, mas sei que o vamos continuar a cumprir.
talvez de mais tempo a tempo. talvez com outras companhias, as tuas e as minhas, talvez já não usemos um carro branco, meu ou teu, mas espero que os continuemos a tomar.
agora, em relação aos teus medos, são legítimos.
é sempre difícil mudar de vida e ir para longe.
há sempre medos da incerteza, que as coisas mudem ou que sintas que já não é a mesma coisa.
contudo, há sempre uma coisa que não vai mudar, há sempre algo com que podemos sempre contar e que vai estar sempre lá à espera:

O SÍTIO DO COSTUME.

Boa Viagem

domingo, março 16, 2008

a droga e a dor



todos temos uma droga.
não é preciso que seja uma substância química que nos põe em transe.
todos temos um droga, algo que não conseguimos largar, mas que nos vai destruindo lentamente, sem sequer repararmos que já não somos nós próprios.
não somos, nem voltaremos a ser.
eramos puros, antes de encontrar essa droga. eramos felizes, ou fazíamos por isso, mas não continuamos assim.
é impossível continuar assim.
encontarmos essa nossa droga, essa substancia, essa pessoa que achamos que nos vai fazer felizes, que encontarmos tudo aquilo que sempre precisamos, mas as coisas não são assim, nem tudo vai ficar bem, mas nós não nos importamos pois sentimos que é o correcto, que é aquilo que nos traz felicidade, que é aquilo que nos faz gritar ao mundo unteiro que somos felizes, que somos os maiores, que temos aquilo que sempre procuramos.
mas as coisas não são assim. nós não conseguimos ser felizes, não conseguimos manter aquilo que queremos.
as coisas acabam, acaba-se a felicidade, acaba-se outro sentimento, a pessoa vai-se embora.
então e depois?
todos acreditamos que conseguimos ultrapassar tudo. toda a gente nos diz que somos fortes, que ultrapassamos as nossa fraquezas e que não era aquilo que nos fazia felizes, mas não é bem assim.
nós sofremos. começa a doer, lá dentro, bem dentro do nosso peito, bem no fundo da alma.
nós precisamos dessa nossa droga, seja ela quem for, mas precisamos dela, para conseguirmos ser felizes, para nos mantermos sãos, para conseguir pensar direito.
nós precisamos, mas não temos.
é aí que sofremos à séria. é aí que choramos e é aí que nos deitamos todas as noites, já não para dormir descansados depois de um dia longo, mas porque já não temos capacidade de nos mantermos acordados de tão cansados que estamos de sofrer.
é essa a nossa ressaca dessa nossa droga.
é esse o sofrimento que sentimos por não estarmos com ela.
mas será que algum dia recuperamos?
bem, ninguém vive em ressaca para sempre.
sim , toda a gente acaba por fazer o seu tratamento, toda a gente acaba por aprender a viver sem essa nossa droga.
mas ñunca volta a ser o mesmo.
nós aprendemos a viver sem, mas nunca mais somos o que eramos.
tanto a inocência perdida nunca mais volta, como´nem nós voltamos a ser os mesmos.
podemos parecer os mesmos, podemos passar dia todo sem essa nossa droga, mas vai estar sempre na nossa cabeça, vai estar o nosso coração a pedi-la.
nós não recuperamos, não voltamos ser felizes, não voltamos a ser quem eramos.
simplesmente, aprendemos a conviver com essa falta. aprendemos a sentir a presença dessa dor e acabamos por senti-la como parte de nós?
quem é que estou a tentar enganar?
ela é mesmo parte de nós.
e nós vamos vivendo. nunca mais vivemos. vamos vivendo, suportando os dias com uma máscara de quem não somos, acabando por ter como única e real companheira essa dor.
essa nossa amiga que nos acompanha sempre. essa esposa que nunca nos deixa realmente ser felizes com uma outra droga, mas que nos trai e que nos mantem ali, bem doridos, bem a sofrer.
às vezes, essa dor vai-se embora.
não acontece muitas vezes, e nunca se vai embora de vez.
é quando temos uma recaída, quando voltamos a ter essa droga, quando nos deixamos cair outra vez nos braços desse vício.
aí, a dor desaparece, mas simplesmente porque voltamos à droga que nos mantem o coração aprisionado.
voltammos tempos pós-felicidade inocente, voltam as sensações quase-para-normais, volta aquela falsa sensação de felicidade eterna.
volta tudo, menos essa dor.
essa dor é esquecida. essa nossa velha amiga de tantos anos é posta de parte e nós nem sentimos remorsos. queremos viver de novo e essa dor nem sequer alguma vez foi nossa amiga.
era só alguma coisa que preenchia um vazio deixado pela ausencia dessa nossa droga.
mas já devíamos saber que as drogas são passageiras, e quando voltam só nos vão deixar em pior estado do que da última vez, mas não nos importamos.
estamos felizes de novo, ou, pelo menos, começamos a viver nessa ilusão.
só que essa droga acaba por se ir embora. ela vai-se sempre embora.
não há nada a fazer.
todos nós temos a nossa droga, e todos sabemos bem como ela vem e vai.
e quando ela se vai, retorna o vazioque tem de ser preenchido com alguma coisa.
e aí retorna a nossa velha amiga, aquela que nunca nos abandona. a nossa velha amiga dor, que retorna sem ressentimentos por a termos abandonado temporariamente.
ela não se importa. sabia que voltava.
então, vai chegando aos poucos, sabendo que vai ficar conosco até ao momento em que tivermos uma nova recaída, sabendo que depois vai desaparecer, mas que também vai voltar.
sê benvinda, velha companheira. fiquemos juntos por mais uns tempos...

sábado, março 15, 2008

ressaca...


escrevo bem lá o fundo da ressaca da minha vida.
escrevo da bebedeira que todos apanhamos de tempos a tempos.
mas, e se essa bebdeira for constante, ou melhor, porque é que tem essa bebedeira de nos apanhar?
bebemos um copo,e vai ficar tudo bem. bebemos outro e sabemos que a vida é a bebedeira que sempre quisemos apanhar.
mas toda a euforia acaba.
volta tudo ao mesmo, mas sentimos a alma dorida, sentimos que não devíamos ter feito. não nos devíamos ter envolvido.
afinal de contas, da felicidade que essa bebedeira nos trouxe, resta muito pouco. resta nada, a não ser a maldita ressaca que nos acaba de destruir.
faz-nos sentir vazios, sem um propósito.
é a ressaca da vida, é aquilo que nos mostra que estamos vivos, que sentimos, que amamos, pois é aquilo que nos mostra que doi.

terça-feira, março 11, 2008

de volta


às vezes, é necessário afastar-mo-nos por uns tempos.
é sempre bom para arejar, viver novas expriências e ter alguma coisa para contar.
pois bem, foi o que fiz.
saí por uns tempos, e volto agora.
talvez volte porque não conseguia abandonar este sítio, ou talvez porque já não há motivo para não voltar.
no fundo, as coisas passam-se como num qualquer ciclo: fazemos algo, fazemos outra coisa e voltamos sempre ao ínicio.
pois bem, não sei se voltei ao ínicio, mas não consigo tirar da cabeça que voltei ao ponto onde estava: a mesma treta , os mesmos sentimentos , a mesma atitude, ou quase, de sempre.
não queria estar aqui, mas parece que é para onde sempre retorno.
ao menos, tive um cheirinho do que podia ser a felicidade. não por muito tempo, mas tive.
fica isso.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Nascemos, Vivemos e Morremos


tudo tem um ínicio, um desenvolvimento e um fim.
este blog nasceu, desenvolveu-se, e talvéz esteja na hora de morrer...
tuo se iniciou por um motivo e desenvolveu-se para além disso.
sem querer parecer presunçoso, sei que as minhas palavras tocaram muita gente. umas vezes, num bom sentido, outras, nem por isso, mas sei que tocaram.
também a mim me tocaram as palavras que escrevi, os sentimentos que expus e as histórias que contei.
mas tudo nasce, se desenvolve, e tudo morre.
pois bem, este blog nasceu e desenvolveu-se.
não sei se é altura de morrer, não sei se não é apenas mais uma etapa do seu desenvolvimento,mas, neste momento, não tenho mais nada para vos contar, pelo menos aqui.
não estou a terminar com este lugar, mas estou a recolher-me desta obra.
não o vou fechar, pois acredito que as coisas, se tiverem de morrer, o fazem por si próprias, mas encerro este capítulo, com o Canto da Fénix e com este personagem que criei, a Phoenix.
eles não merrem, e não digo que não volte a aparecer por aqui, mas, neste momento, para que a Fénix possa renascer, primeiro tem de enontara a sua morte.
só depois, pode erguer-se de novo no seu esplendor.
assim, e acreditando que não tenho mais nada para vos oferecer, fecho este lugar, pelo menos, por uns tempos, a ver se consigo arranjar a inspiração que preciso para voltar a colocar aqui as minhas palavras.
entretanto, outros projectos se adivinham, e não vou ficar parado. apenas esta persona.
convido-vos a visitarem um sitio diferente, um novo projecto. talvez uma continuação deste, ou não. sinceramente, ainda não sei.
só sei que aqui suspendo a minha escrita.
agradeço aos leitores que acabaram por me acompanhar nesta viagem. alguns, desde o ínicio, outros que fui apanhando pelo caminho, pelos vossos comments, pelas vossas criticas e pela vossa leitura.
sem esses leitores, a quem hoje desejo um "Godspeed", o meu muito obrigado.
contudo, agora, é altura de morrer, para que se possa renascer de novo.
a Phoenix voltará, talvez em breve, talvez demore mais tempo, mas voltará, mas até lá,

Muito Obrigado e Até Breve.

terça-feira, fevereiro 05, 2008




o carnaval passa-me um bocado ao lado.
na verdade, todos os feriados me passam um pouco ao lado.
diz o Prof. Menezes Leitão que "os feriados são dias de dispensa ao trabalho para que os trabalhadores possam participar nos costumes da colectividade".
bem, eu não trabalho, e não participo nestes costumes.
não percebo porque é que nos temos de disfarçar de alguma coisa, e normalmente, nesta altura, o número de travestis aumenta esponencialmente, nem andar a ver desfiles que não são mais que imitações do que se passa além-mar.
sim, podemos dizer que o carnaval é a altura em que podemos dar asas à nossa loucura, fazer tudo o que não podemos nos outros dias do ano, ser quem não conseguimos ser.
mas vejamos uma coisa, se nós precisamos de um dia para poder fazer isso, não seremos uma cambada de tristes?
talvez eu esteja errado, mas é assim que eu penso.
não percebo porque é que tenho de esperar pelo carnaval para poder dizer que sou um homem de sucesso.
afinal de contas, se eu me aplicar, se batalhar e trabalhar no duro, vou, um dia, poder dizer que sou um homem de sucesso e não precisarei de me disfarçar como tal.
o carnaval permite-nos ser quem não podemos ser, é verdade, mas não será uma tristeza que tenhamos que sonhar só neste dia.
nós devemos ser como queremos ser.
devemos agir de acordo com aquilo que acreditamos e fazer o que nos parece verdadeiro.
não precisamos de alguém a sambar à nossa frente para sermos felizes, assim como, se temos a vontade de nos vertirmos de mulher, porque raio não o fazemos todo o ano, ou cada vez que nos apetece?
seremos assim tão limitados que precisamos de um dia para sermos verdadeiros?
será que somos tão medrosos que só aproveitamos esse dia para fazer as louciuras que não temos coragem para fazer nos outros dias?
não gosto do carnaval.
peço desculpa a quem gosta, mas não me parece que seja mais do que um dia em que tomamos a coragem de fazer alguma coisa, só porque os outros também estão a fazer.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

hoje, senti o mundo a cair-me em cima.
senti o fogo nas minhas costas e a minha pele a deixar-me.
senti a dor, devagarinho, numa tortura lenta, num espectáculo de lava em cima de mim.
e senti os sentidos a deixarem-me, as forças a irem embora e os meus braços caídos por já não aguentarem mais.
hoje, senti a dor, senti a pena, senti castigo.
tudo para que, depois, possa deliciar-me com o céu.
hoje, senti a dor e senti o mel.

sexta-feira, janeiro 25, 2008



será veneno? ou será outra coisa?