domingo, março 16, 2008

a droga e a dor



todos temos uma droga.
não é preciso que seja uma substância química que nos põe em transe.
todos temos um droga, algo que não conseguimos largar, mas que nos vai destruindo lentamente, sem sequer repararmos que já não somos nós próprios.
não somos, nem voltaremos a ser.
eramos puros, antes de encontrar essa droga. eramos felizes, ou fazíamos por isso, mas não continuamos assim.
é impossível continuar assim.
encontarmos essa nossa droga, essa substancia, essa pessoa que achamos que nos vai fazer felizes, que encontarmos tudo aquilo que sempre precisamos, mas as coisas não são assim, nem tudo vai ficar bem, mas nós não nos importamos pois sentimos que é o correcto, que é aquilo que nos traz felicidade, que é aquilo que nos faz gritar ao mundo unteiro que somos felizes, que somos os maiores, que temos aquilo que sempre procuramos.
mas as coisas não são assim. nós não conseguimos ser felizes, não conseguimos manter aquilo que queremos.
as coisas acabam, acaba-se a felicidade, acaba-se outro sentimento, a pessoa vai-se embora.
então e depois?
todos acreditamos que conseguimos ultrapassar tudo. toda a gente nos diz que somos fortes, que ultrapassamos as nossa fraquezas e que não era aquilo que nos fazia felizes, mas não é bem assim.
nós sofremos. começa a doer, lá dentro, bem dentro do nosso peito, bem no fundo da alma.
nós precisamos dessa nossa droga, seja ela quem for, mas precisamos dela, para conseguirmos ser felizes, para nos mantermos sãos, para conseguir pensar direito.
nós precisamos, mas não temos.
é aí que sofremos à séria. é aí que choramos e é aí que nos deitamos todas as noites, já não para dormir descansados depois de um dia longo, mas porque já não temos capacidade de nos mantermos acordados de tão cansados que estamos de sofrer.
é essa a nossa ressaca dessa nossa droga.
é esse o sofrimento que sentimos por não estarmos com ela.
mas será que algum dia recuperamos?
bem, ninguém vive em ressaca para sempre.
sim , toda a gente acaba por fazer o seu tratamento, toda a gente acaba por aprender a viver sem essa nossa droga.
mas ñunca volta a ser o mesmo.
nós aprendemos a viver sem, mas nunca mais somos o que eramos.
tanto a inocência perdida nunca mais volta, como´nem nós voltamos a ser os mesmos.
podemos parecer os mesmos, podemos passar dia todo sem essa nossa droga, mas vai estar sempre na nossa cabeça, vai estar o nosso coração a pedi-la.
nós não recuperamos, não voltamos ser felizes, não voltamos a ser quem eramos.
simplesmente, aprendemos a conviver com essa falta. aprendemos a sentir a presença dessa dor e acabamos por senti-la como parte de nós?
quem é que estou a tentar enganar?
ela é mesmo parte de nós.
e nós vamos vivendo. nunca mais vivemos. vamos vivendo, suportando os dias com uma máscara de quem não somos, acabando por ter como única e real companheira essa dor.
essa nossa amiga que nos acompanha sempre. essa esposa que nunca nos deixa realmente ser felizes com uma outra droga, mas que nos trai e que nos mantem ali, bem doridos, bem a sofrer.
às vezes, essa dor vai-se embora.
não acontece muitas vezes, e nunca se vai embora de vez.
é quando temos uma recaída, quando voltamos a ter essa droga, quando nos deixamos cair outra vez nos braços desse vício.
aí, a dor desaparece, mas simplesmente porque voltamos à droga que nos mantem o coração aprisionado.
voltammos tempos pós-felicidade inocente, voltam as sensações quase-para-normais, volta aquela falsa sensação de felicidade eterna.
volta tudo, menos essa dor.
essa dor é esquecida. essa nossa velha amiga de tantos anos é posta de parte e nós nem sentimos remorsos. queremos viver de novo e essa dor nem sequer alguma vez foi nossa amiga.
era só alguma coisa que preenchia um vazio deixado pela ausencia dessa nossa droga.
mas já devíamos saber que as drogas são passageiras, e quando voltam só nos vão deixar em pior estado do que da última vez, mas não nos importamos.
estamos felizes de novo, ou, pelo menos, começamos a viver nessa ilusão.
só que essa droga acaba por se ir embora. ela vai-se sempre embora.
não há nada a fazer.
todos nós temos a nossa droga, e todos sabemos bem como ela vem e vai.
e quando ela se vai, retorna o vazioque tem de ser preenchido com alguma coisa.
e aí retorna a nossa velha amiga, aquela que nunca nos abandona. a nossa velha amiga dor, que retorna sem ressentimentos por a termos abandonado temporariamente.
ela não se importa. sabia que voltava.
então, vai chegando aos poucos, sabendo que vai ficar conosco até ao momento em que tivermos uma nova recaída, sabendo que depois vai desaparecer, mas que também vai voltar.
sê benvinda, velha companheira. fiquemos juntos por mais uns tempos...

sábado, março 15, 2008

ressaca...


escrevo bem lá o fundo da ressaca da minha vida.
escrevo da bebedeira que todos apanhamos de tempos a tempos.
mas, e se essa bebdeira for constante, ou melhor, porque é que tem essa bebedeira de nos apanhar?
bebemos um copo,e vai ficar tudo bem. bebemos outro e sabemos que a vida é a bebedeira que sempre quisemos apanhar.
mas toda a euforia acaba.
volta tudo ao mesmo, mas sentimos a alma dorida, sentimos que não devíamos ter feito. não nos devíamos ter envolvido.
afinal de contas, da felicidade que essa bebedeira nos trouxe, resta muito pouco. resta nada, a não ser a maldita ressaca que nos acaba de destruir.
faz-nos sentir vazios, sem um propósito.
é a ressaca da vida, é aquilo que nos mostra que estamos vivos, que sentimos, que amamos, pois é aquilo que nos mostra que doi.

terça-feira, março 11, 2008

de volta


às vezes, é necessário afastar-mo-nos por uns tempos.
é sempre bom para arejar, viver novas expriências e ter alguma coisa para contar.
pois bem, foi o que fiz.
saí por uns tempos, e volto agora.
talvez volte porque não conseguia abandonar este sítio, ou talvez porque já não há motivo para não voltar.
no fundo, as coisas passam-se como num qualquer ciclo: fazemos algo, fazemos outra coisa e voltamos sempre ao ínicio.
pois bem, não sei se voltei ao ínicio, mas não consigo tirar da cabeça que voltei ao ponto onde estava: a mesma treta , os mesmos sentimentos , a mesma atitude, ou quase, de sempre.
não queria estar aqui, mas parece que é para onde sempre retorno.
ao menos, tive um cheirinho do que podia ser a felicidade. não por muito tempo, mas tive.
fica isso.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Nascemos, Vivemos e Morremos


tudo tem um ínicio, um desenvolvimento e um fim.
este blog nasceu, desenvolveu-se, e talvéz esteja na hora de morrer...
tuo se iniciou por um motivo e desenvolveu-se para além disso.
sem querer parecer presunçoso, sei que as minhas palavras tocaram muita gente. umas vezes, num bom sentido, outras, nem por isso, mas sei que tocaram.
também a mim me tocaram as palavras que escrevi, os sentimentos que expus e as histórias que contei.
mas tudo nasce, se desenvolve, e tudo morre.
pois bem, este blog nasceu e desenvolveu-se.
não sei se é altura de morrer, não sei se não é apenas mais uma etapa do seu desenvolvimento,mas, neste momento, não tenho mais nada para vos contar, pelo menos aqui.
não estou a terminar com este lugar, mas estou a recolher-me desta obra.
não o vou fechar, pois acredito que as coisas, se tiverem de morrer, o fazem por si próprias, mas encerro este capítulo, com o Canto da Fénix e com este personagem que criei, a Phoenix.
eles não merrem, e não digo que não volte a aparecer por aqui, mas, neste momento, para que a Fénix possa renascer, primeiro tem de enontara a sua morte.
só depois, pode erguer-se de novo no seu esplendor.
assim, e acreditando que não tenho mais nada para vos oferecer, fecho este lugar, pelo menos, por uns tempos, a ver se consigo arranjar a inspiração que preciso para voltar a colocar aqui as minhas palavras.
entretanto, outros projectos se adivinham, e não vou ficar parado. apenas esta persona.
convido-vos a visitarem um sitio diferente, um novo projecto. talvez uma continuação deste, ou não. sinceramente, ainda não sei.
só sei que aqui suspendo a minha escrita.
agradeço aos leitores que acabaram por me acompanhar nesta viagem. alguns, desde o ínicio, outros que fui apanhando pelo caminho, pelos vossos comments, pelas vossas criticas e pela vossa leitura.
sem esses leitores, a quem hoje desejo um "Godspeed", o meu muito obrigado.
contudo, agora, é altura de morrer, para que se possa renascer de novo.
a Phoenix voltará, talvez em breve, talvez demore mais tempo, mas voltará, mas até lá,

Muito Obrigado e Até Breve.

terça-feira, fevereiro 05, 2008




o carnaval passa-me um bocado ao lado.
na verdade, todos os feriados me passam um pouco ao lado.
diz o Prof. Menezes Leitão que "os feriados são dias de dispensa ao trabalho para que os trabalhadores possam participar nos costumes da colectividade".
bem, eu não trabalho, e não participo nestes costumes.
não percebo porque é que nos temos de disfarçar de alguma coisa, e normalmente, nesta altura, o número de travestis aumenta esponencialmente, nem andar a ver desfiles que não são mais que imitações do que se passa além-mar.
sim, podemos dizer que o carnaval é a altura em que podemos dar asas à nossa loucura, fazer tudo o que não podemos nos outros dias do ano, ser quem não conseguimos ser.
mas vejamos uma coisa, se nós precisamos de um dia para poder fazer isso, não seremos uma cambada de tristes?
talvez eu esteja errado, mas é assim que eu penso.
não percebo porque é que tenho de esperar pelo carnaval para poder dizer que sou um homem de sucesso.
afinal de contas, se eu me aplicar, se batalhar e trabalhar no duro, vou, um dia, poder dizer que sou um homem de sucesso e não precisarei de me disfarçar como tal.
o carnaval permite-nos ser quem não podemos ser, é verdade, mas não será uma tristeza que tenhamos que sonhar só neste dia.
nós devemos ser como queremos ser.
devemos agir de acordo com aquilo que acreditamos e fazer o que nos parece verdadeiro.
não precisamos de alguém a sambar à nossa frente para sermos felizes, assim como, se temos a vontade de nos vertirmos de mulher, porque raio não o fazemos todo o ano, ou cada vez que nos apetece?
seremos assim tão limitados que precisamos de um dia para sermos verdadeiros?
será que somos tão medrosos que só aproveitamos esse dia para fazer as louciuras que não temos coragem para fazer nos outros dias?
não gosto do carnaval.
peço desculpa a quem gosta, mas não me parece que seja mais do que um dia em que tomamos a coragem de fazer alguma coisa, só porque os outros também estão a fazer.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

hoje, senti o mundo a cair-me em cima.
senti o fogo nas minhas costas e a minha pele a deixar-me.
senti a dor, devagarinho, numa tortura lenta, num espectáculo de lava em cima de mim.
e senti os sentidos a deixarem-me, as forças a irem embora e os meus braços caídos por já não aguentarem mais.
hoje, senti a dor, senti a pena, senti castigo.
tudo para que, depois, possa deliciar-me com o céu.
hoje, senti a dor e senti o mel.

sexta-feira, janeiro 25, 2008



será veneno? ou será outra coisa?

domingo, janeiro 20, 2008

daqui a 4 anos...


há uma pergunta que muita gente gosta de fazer nas entrevistas: "como se vê daqui a 5 anos?"
pois bem, eu não sei onde vou estar daqui a 5 anos.
contudo, consigo perspectivar a minha vida para daqui a 4.
daqui a 4 anos, espero eu que ainda esteja vivo, vejo a minha vida de uma forma diferente da que vejo hoje.
eventualmente, serei advogado. talvez não o seja, mas é algo que quero ser. quero cumprir esse sonho.
assim, daqui a 4 anos, espero bem ser o advogado mais filho-da-puta que há no escritório. não serei o homem do contenciosos, mas serei o mestre do corporate.
daqui a 4 anos, vejo-me a acordar cedo.
levanto-me e vou tomar um duche rápido. vou vestir aquele fato que me compraste e usar aquela gravata de seda. é amarela, para que não passe despercebida. é berrante, para que todo o escritório repare que não me importo que não seja a norma do advogado.
deixar-te-ei o pequeno-almoço preparado, mas vou deixar-te dormir. afinal de contas, tiveste uma noite tão cansativa como a minha.
pegarei nos pequenos, visto-os e dou-lhes as torradas com leite.
depois, pego neles e meto-os naquele mercedes enorme que me obrigaste a comprar. nesse momento, sonho um bocadinho acordado com o nosso fim-de-semana que já planeei sem que tu saibas. penso no roadster com 50 anos que comprei àquele senhor que ficou inválido e não o podia conduzir mais, mas que eu ainda posso cuidar dele e apreciá-lo como uma máquina daquele calibre deve ser apreciada.
vejo-nos a ir para o hotel na sexta-feira nele. nunca gostaste muito do carro, mas sabes que é o meu refugio do mundo dos homens. alem disso, tu adoras sentir o teu cabelo ao vento. dá-te uma sensação de liberdade que nem o blackberry sempre a tocar te consegue tirar.
ainda bem que a tua mãe concordou ficar com os pequenos. assim, temos todo o tempo para nós. sim, sei que lhes vais telefonar a toda a hora, mas não me importo. sinceramente, e sem querer parecer preocupado, o mais novo deve estar a chocar qualquer coisa.
deixo-as na escola e telefono para te dar os bons dias.
ficaste chateada comigo por não te acordar. tinhas trabalho para fazer e não te podias dar ao luxo de acordar em cima da hora, mas dormias tão angélicamente que não tive coragem para te acordar. desculpa.
chego ao escritório e tudo muda. lá dentro, sou um cabrão. os estagiários mal me conseguem aguentar com o trabalho que lhes dou.
os sócios não me curtem e já estão fartos de mim, mas não podem fazer nada. é que aquela pequena avença que lhes trouxe. além do mais, temos que prepara a nova AG da merda daquele banco. eles sabem que não hámais ninguém como eu. nem para o bem, nem para o mal. sou bom e eles sabem disso. o J. até já me veio falar em sociedade. ele sabe que ando a ser rondado pela M.
e foi um dia de trabalho. são 9 da noite e estou a sair so escritório.
estou a sentir-me mal porque não estive contigo, nem com os pequenos.
tu também não estiveste. deves estar agora também a sair.
custa-me este tempo que passo longe deles, longe de ti.
se não fossem os almoços alargados que fazemos e em que vamos buscá-los à escola para estarmos todos juntos, não sei como aguentaria.
a caminho de casa, vejo uma florista. não resisto. tenho de parar. parei o carro e só desejava que não houvesse policia por perto pois as multas estão cada vez piores.
entro e compro apenas uma rosa vermelha.
não é preciso mais. só aquela para te mostrar que o sentimento continua aceso como daquela primeira vez em que me apercebi do quanto significas para mim.
chego a casa. os pequenos já estão a dormir. não tenho coragem de os acordar. na quinta-feira vou tirar a tarde e leva-los ao cinema, ou talvez a outro sitio, mas não vou deixar perder a oportunidade de estar com les. é a única tarde livre que eles tem, tadinhos.
vejo que tu estás a chegar a casa. hoje, conseguiste chegar depois de mim. sei que andas um bocadinho chateada por não te dizer o que ando a fazer para aquele novo cliente, mas sabes que negócios são negócios.
entras em casa.
percebo que estás cansada. não vou tentar nada que te desagrade, mas dou-te a rosa. ficas derretida. é o costume do "não devias", mas sabes que gostaste do gesto e eu sei que li te fiz feliz. deixo-te descanmsar um bocadinho no sofá. faço-te uma massagem para relaxares e fico a olhar-te enquanto adormeces com o cansaço todo de um dia no escritório.
quando adormeces, finalmente, pego em ti, e levo-te para a cama. deito-te. dispo-te, mas não me dou ao trabalho de te vestir o pijama.
gosto de ti assim, nua, sem status, sem compromissos, sem um passado e sem um futuro.
tu acordas e és minha. só por esta noite só por todas as noites pois sei que todos os dias tu és a mãe, a advogada, a esposa, a amiga, a esposa.
admiro essa força que tu tens.
consegues fazer tudo, mas à noite, tu és só minha.
e depois deste dia, daqui a 4 anos, eu sei uma coisa, nós somos felizes.

sexta-feira, janeiro 18, 2008




pecado

do Lat. peccatu

s. m.,
transgressão de preceito religioso;

maldade;culpa;vício;
prov.,
o Demónio

Mas será que é mesmo?
vejamos:
pecado enquanto transgressão de preceito reliosos- é possível que seja. há a norma religiosa que se incumpre, mas por esse prisma, só é pecado se seguirmos esse preceito reliosos, só é pecado se nos rendermos a esa fé.
por exemplo, a igreja católica ensina a monogamia, que em homem só é feliz com uma única mulher. já os muçulmanos acreditam que um homem deve ter múltiplas esposas e tratá-las todas da mesma forma. vejamos, para os católicos ter várias mulheres é pecado. já para os muçulmanos, é quase uma imposição religiosa.
conclusão: é relativo.

pecado enquanto maldade; culpa ou vício:
bem , será que o pecado é um sinónimo de maldade?
pensar assim levaria a que só os maldosos pecassem.
bem , eu peco e não me considero maldoso. os meus amigos pecam. será que são maus?
será que o pecado é mesmo um sinónimo de maldade?
não me parece. às vezes, o pecado é muito bom, sabe bem e não prejudica ninguém.

pecado enquanto culpa:
bem, perdoem-me a minha faceta mais jurídica, mas a culpa é inerente à intenção, ao animo de agir e cometer uma conduta pecaminosa.
bem , então e se o pecado acontecer?
não o mpedimos, não contribuimos para ele, mmas acabamos por comete-lo?
bem , não há pena sem culpa e não há pena para além da culpa.
será que só é pecado, então, se nos sentirmos culpados?
~então e se não o sentirmos?
será que estamos a pecar por não ter essa consciência?
mas, se é necessária a culpa, então, se não nos sentimos culpados, quer por ignorancia, quer porque não vemos se fizemos algo de mal, então como poderemos estar a pecar?

pecado enquanto vício:
bem , todos nós temos vícios, todos temos algo de que não nos conseguimos afastar.
são vícios?
talvez, mas será que são maus?
será que é pecado ter um vício?
mesmo que seja um bom vício?
se um católico não conseguir passar um dia sem entrar numa igreja e rezar, é um vício?
talvez, mas será que é considerado um pecado?
é que os vícios fazem parte de nós, parte de quem nós somos e, desta forma, nós somos pecadores só pelo facto de existirmos.
é chato porque lá se vai o argumento da vontade que nos leva à culpa, oui o argumento da maldade pois ninguém é maldoso só porque existe.
assim, continua a ser inconclusivo.

o demónio?
bem , lá dizem que ele está sempre conosco, não é?
mas será que nós pecamos, a admitir que existe pecado, porque ele está conosco, ou porque nós queremos pecar, ou até, porque pecamos sem o saber, já agora?
o demónio não nos leva a fazer nada que nós não queiramos.
o demónio não nos diz o que é certo ou errado.
tal como aquele que oferece duas portas para seguir uma, não é ele que faz a sua escolha. somos nós.

então, se por aqui não chego lá, alguém que me explique o que é o pecado.
já agora, explique-me também porque é suposto ser assim tão mau.

é que eu não estou a ver como é que é mau.
sinceramente, nem estou a ver como é que existe.

o pecado foi inventado pela igreja, e atenção que não estou a falar mal deles, e expresa aqulea conduta que eles acharam que devia ser reprimida.
mas digam-me, é assim tão pecaminos fazer aquilo que nos faz felizes?
é assim tão pecaminoso deixarmo-nos levar por um caminho que nos dá gozo, que nos traz prazer?
é assim tão pecaminoso tentar ser feliz?

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Oportunidades


Hoje, está um dia particularmente solarengo.
apetecia-me ir um bocadinho lá fora, sair do entre estas quatro paredes, talvez, dar um passeio.
não o posso fazer, não posso desleixar-me, não posso deixar que as oportunidades me fujam porque não me soube empenhar como deve ser.
já o fiz o muitas vezes, e talvez, agora, me arrependa disso que fiz.
talvez me arrependa de pensar que tudo se pode arranjar, tudo se conserta e que as segundas oportunidades estão sempre a cair-me em cima.
não posso pensar mais assim. não posso, nem devo.
até porque as oportunidades, se bem que acabamos por ser nós que as fazemos, dependem sempre de um timming, de uma altura.
e agora, sinto que essa altura chegou. atingi o timming perfeito, por assim dizer.
assim, se o destino já cumpriu a sua parte, quer-me parecer que é a minha vez de fazer alguma coisa, de me aplicar, de me esforçar, de lutar por aquilo que quero.
talvez seja mesmo o destino que me faz lutar agora. talvez das outras vezes, não existisse timming nem, sequer, existisse mesmo uma oportunidade.
mas agora, sinto que ela me espreita, que chama por mim, que é altura de fazer alguma coisa, de me fazer à luta, de suar para que esta oportunidade não me fuja.
sinto que é altura de fazer alguma coisa, sinto que é altura de batalhar, contra mim e contra todos.
sinto que quro, posso e vou fazê-lo.
afinal de contas, porque raio hei-de eu ficar quieto?
porque raio não hei-de eu fazer alguma coisa?
porque raio não hei-de eu lutar pela minha felicidade?
vou fazê-lo, vou lutar, vou correr atrás do que quero.
se não resultar, talvez não fosse essa a oportunidade.
mas vai resultar, eu sei que sim, eu sinto que sim.
vou correr, vou lutar, vou conseguir aquilo que quero.

contra mim, contra ti, contra todos...

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Obrigado!!!


As minhas costas estão como novas.
Devíamos fazer isto mais vezes.

segunda-feira, janeiro 07, 2008


decisões, decisões, decisões...
todos temos de as tomar.
umas por vezes, fáceis.
outras, por vezes, dificeis.
mas será por serem dificeis, complicadas, ou, por vezes,dúbias, que não as devemos tomar?
será que nos devemos acomodar em vez de tomar as decisões que sabemos que podem ser as certas?
sim, tudo bem.
às vezes, não é assim tão fácil.
é normal termos medo.
sim, às vezes, podem-se magoar pessoas.
é normal mostrar compaixão.
e sim, às vezes, podemos sair magoados.
mas será que, por isso, não devemos correr esse riscoserá que não devemos apostar um pouco a nosse vida?
sim, podemos perder.
por outro lado, imaginem só o que podemos ganhar.
imaginem o que podemos fazer.
imaginem aquilo que podemos sentir.
às vezes, é preciso dar o salto por cima do muro, atirar-nos de um prédio abaixo, mergulhar sem saber o que podemos encontrar nas profundezas.
pode ser que encontremos a felicidade que nos teima em fugir,
pode ser que encontremos quem buscamos.
e deixamos de dar esse salto, esse mergulho porque podemos sofrer?
tretas?
não o fazemos porque temos medo.
medo de não ser felizes, mas, então e se a felicidade estiver lá à nossa espera?
será que devemos deixar passar esta oportunidade?
e se não houver outra?
e senão tomarmos a decisão que sabemos ter de tomar?
será que seremos felizes se não a tomarmos?
será que que nos vamos sentir preenchidos?
será que alguma vez estaremos completos?
não sei, mas será que na duvida, não devemos arriscar?
se calhar, é melhor.

afinal de contas, já lá dizia o outro: "mais vale amar e perder do que nunca ter amado".

Dá o salto!
Estarei lá para te apanhar.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

sexta-feira, dezembro 21, 2007

matar, não matam.
mas que desmoralizam, desmoralizam.
lá começa um gajo a beber porque parece a atitude mais indicada, na altura.
copo aqui, copo ali, dança para aqui, dança para ali e, quando damos por nós, bem...já não damos por nós.
e continua-se a beber porque a vida nos corre bem, e continuamos a dançar porque, apesar da música ser uma merda, temos sempre de dar ser aquele look que até sabemos o que estamos a fazer.
e lá vai mais um copo, porque,agora, já não estamos a celebrar, mas aquele cigarro nos deixou com uma sede danada.
se calhar, não se pede água porque é muito cara nas discos. pedimos algo com alcool porque, já que temos sede, pedimos algo que nos deixe com um sorriso nos lábios.
dança-se mais um bocadinho e já nem sentimos as poucas horas de sono que tinhamos em cima.
afinal de contas, já que não dormimos ontem, também não há mal de não dormirmos hoje.
olha, mais um copo que daqui a pouco vou embora e não quero ir para casa com sede.
é que lá não há cuba libre e eu não gosto muito de misturas.
e lá dançamos mais um bocadinho.
será que estamos bebedos?
será que estamos a fazer figuras?NÃO.
somos os reis do mundo e os reis do mundo fazem o que querem.
olha ela.
vou meter conversa.
mas se calhar, é melhor ir beber algo primeiro porque não gosto de me meter com ninguém coma garganta seca.
e de repente, AI, se calhar, este último copo fez-me mal.
o que será que meteram lá dentro?
é que o mundo está a andar à volta.
espera, o mundo está a andar à volta e eu estou no meio...
fixe, já me sinto especial outra vez.
e lá vamos nós, numa dnça exótica. espera, não é exótica, mas o chão mexe.
estes construtores inventam cada coisa para nos dificultar a vida... assim, ainda caio. e depois, como é?
pois, parte um gajo uma perna e lá temos que levar aquilo para tribunal.
é chato.
estes gajos gostam é de nos dificultar a vida. assim, nunca mais chego ao outro lado da sala.
se calhar, é melhor beber qualquer coisinha porque o caminho parece ser longo.
imagine-se lá se me dá a sede no caminho. teria de voltar atrás e com este chão a mexer-se por debaixo de mim, é perigoso.
ainda caio.
o melhor é mesmo beber um copo...

quinta-feira, dezembro 20, 2007


quais são as minhas probabilidades?

who cares?

sinceramente, se nós estamos nesta vida, que acaba por ser miserável, devemos estar aqui pela viagem, pelas sensações, por aquilo que nos faz correr.

então se não der certo?

e se o plano não funcionar?

então, e se acabar por me foder?

bem, é fácil: fodi-me, lixei-me, tombei.

mas será que devo desistir de algo só pelo facto de poder falhar?

meus amigos, não é assim que funciona.

não é a isso que se chama viver.

pá, vamos à luta, por muito dificil que possa parecer.

e se for um esforço inglório?

bem, desde que morra de pé...

perdoem-me lá o excesso, mas...




...BOLAS QUE EU SOU BOM!!!

terça-feira, dezembro 11, 2007


parei, olhei-me no espelho, e não me reconheci.

sei que era eu naquele reflexo, sei que era a minha cara, mas já não era o eu que eu me lembrava de ser.

não sei quem era aquela pessoa que estava à minha frente.

não sei quem é esta pessoa em que me tornei.

já não sou eu, já não sou aquilo que os outros pensam que eu era.

já não sou.

não consigo perceber o que aconteceu para não me reconhecer.

não consigo perceber como mudei tanto.

não consigo perceber o que é que aconteceu para eu me tornar assim.

aquele ser que eu vi não é a pessoa que eu já fui.

já não há sonhos,

já não há esperanças,

já não há a alegria de simplesmente viver.

não sei o que fiz para acontecer isto, não sei quando é que fiquei assim, não sei como é que me posso ter tornado nesta figra que nem eu reconheço.

será que alguém sabe?

será que alguém o fez por mim?

será que alguém o fez a mim?

não sei, não quero sequer pensar nisso.

mas sei que já não sou o pateta que fui, não sou o sonhador que fui, não sou o apaixonada que fui.

dizem que "a fénix renasce".

esqueceram-se foi do facto que nem sempre as pessoas renascem para melhor...

de facto, provavelmente, renasci.

provavelmente, surgiu alguém novo, há tempo atrás.

provavelmente, ergueu-se outro ser no lugar do antigo.

mas não gosto desse ser. fico chocado com ele. fico abismado com os sentimentos que ele sente.

não é boa pessoa. não é um gajo porreiro.

é prático, é directo, é frontal, é sarcástico,

mas não sou eu.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

e o que é que eu faço da minha vida?
que rumo devo eu tomar?
o que me aconselhas?
projectei todos os caminhos, analisei todas as hipóteses, revi todas as vias possíveis.
e onde é que isso me deixa?
na mesma, se um destini, sem uma solução, sem uma alternativa favorável.
faça A, ou faça B, estou fodido, estou lixado, perdi.
qualquer caminho que eu tome está condenado.

terça-feira, dezembro 04, 2007


às vezes, vemos fantasmas.

eles existem, andam entre nós.

às vezes, assombram-nos.

não me refiro a almas daqueles que morreram.

refiro-me às coisas do passado que aparecem para nos atormentar.

esses fantasmas do nosso passado aparecem e vão.

não lhes podemos dar grande importância, mas sabemos que eles pairam à nossa volta.

é esse o grande problema do Homem: ser perseguido pelo seu passado, por essas lembranças que já pensava esquecidas e por aqueles que julgava já não existirem.

eles aparecem e vão.

mas enquanto aparecem , lá que fazem o seu estrago, lá trazem a memória, lá nos estragm o dia.

nem todos os fantasmas são maus, nem todos os fantasmas nos assombram.

alguns, trazem boas recordações, trazem a frescura de momentos felizes, trazem um sorriso de quem, também para eles, somo nós os fantasmas da sua vida.

todos temos esses fantasmas. nem só os temos maus, mas também os devemos ter bons.

é claro que, se pensarmos profundamente, são mesmo os maus que nos assolam.

será que esses portadores de memórias sofridas são os fantasmas, e aqueles que nos trazem a sensação de uma felicidade passada, os espíritos?

não sei bem, mas não creio.

nem todos os fantasmas nos podem trazer apenas o sofrimento de outros tempos, nem todos os espíritos nos trazem a felicidade de uma diferente era.

todos tem um pouco de tudo. a única coisa que pode variar é a intensidade do sentimento ido que eles trazem.

são todos fantasmas.

e, contudo, na verdade, fantasmas somos todos nós.

domingo, dezembro 02, 2007

lição de hoje: a representação do autor

num comment a um destes posts que cá "vomito", um(a) leitor(a) anónimo(a), deixei-me umas pequenas questões, com o conselho de fazer sobre elas um post.
bem, caro(a) anónimo(a), desafio aceite.
escreveu esta personagem "(nas relações)nada é fácil... mas representar um papel dificulta a coisa...será k representas?será k deste tudo? não cabe a mais ninguem do k tu próprio responder a isto... ".

Bem, agora, vamos lá deixar que as minhas palavras façam destas questões alguma coisa de jeito.

falando em relações, deixou-se explícito que representar papéis dificulta as coisas.
partindo daqui, acho que todos concordamos.
na verdade, se nas relações, em certas alturas, e agora é a parte mais ordinária, a representação de papéis acaba por ser benéfica, a verdade é que, quando representamos um papel, fora desses paramêtros, acabamos por erguer uma máscara que não permite à outra pessoa conhecer-nos com o realmente somos.
às vezes, porém, também nos temos de lembrar de uma coisa: há muitas pessoas para quem representar um papel é efectivamente uma forma de estar, já faz parte dessas pessoas. eu sei, já andei com pessoas assim...
~mas agora, indo à parte mais intimista que o(a) leitor(a) queria saber: "será que eu represento?"
bem, eu admito que não é uma coisa fácil de responder. talvez porque nem eu sei se represento, ou não.
pensando bem, e no que faço na minha vida, em todos os seus aspectos, terei que admitir que depende.
na verdade, todos nós representamos uma qualquer, ou várias personagens.
vá, admitamos, quando nos abordam na rua a pedir informações e nós somos muito simpáticos com a pessoa, estamo-nos um bocado a cagar para se essa pessoa dá com o sítio, ou não. aqui está uma personagem: " o sujeito prestável".
quando estamos em alguma esplanada, depois do empregado nos ignorar durante meia-hora, finalmente nos atende e nós pedimos "um café, se faz favor", aqui está outra personagem: " o tipo educado". nós não queremos pedir com delicadez. estamos fodidos com o gajo, mas somos cínicos porque fica bem.
bem, assim , também eu posso dizer que represento.
na verdade, eu eu represento muitas personagens: sou o sujeito simpático quando dá indicações, sou o sujeito que, quando está a trabalhar, se transforma num convencido porque, efectivamente, o trabalho se fez e de forma muito bem feita.
obviamente que, quando estou intressado numa rapariga, sou um sujeito simpático e disponível.
mas agora, questiono-me: "são isto personagens, ou serão apenas formas de agir diferentes porque estamos perante situações diferentes?"
bem, tenho de admitir. não são personagens, são estados de espírito diferentes porque não conseguimos agir sempre da mesma forma perante todas as situações.
mas enfim, se calhar , até já me estou a afastar um bocadinho do tema principal que acredito ser a dúvida se o autor deste modesto blog representa, ou não, nas relações.
bem, aqui posso ser muito sincero:NÃO, não represento nas relações.
na verdade, e se me permitem a redundância, deve ser a única altura da minha vida em sou realmente verdadeiro.
muitas vezes, isso pode magoar a outra pessoa, porque, vá, ser verdadeiro, acaba por ser cruel para alguém que, às vezes, só quer mesmo aquelas coisas com piada que as mulheres tanto gostam como, vá, que nós entremos em certos joguinhos que nós não temos paciência. depois cahteiam-se.
claro, não se faz isso quando se está realmente apaixonado, mas isso deve-se ao facto de, nessas alturas, nada nos irrita.
mas a verdade, é que, tam,bém, quando estamos muito apaixonados por um certo tipo de pessoas, a verdade, é que, sejamos nós próprios, ou uma personagem, acabamos sempre por levar por tabela.
vejam o caso de a outra pessoa ser incrivelmente desconfiada, insegura e ciumenta( também já me aconteceu).
bem, nesse caso, o que acontece é que, por muito verdadeiros que sejam quando dizem que querem ficar com essa pessoa, que a amam e que é a unica, na verdade, isso vai cair em saco roto.
ela não vai acreditar.
se lhe juramos, a pés juntos, que é a única pessoa que nós queremos, vai haver cenas de ciumes à mesma.
se nós garantimos que nunca acntreceu nada, na verdade, na cabeça dela, aconteceu e não ha como provar em contrario.
nestas relações, ha sempre duas formas de ver as coisas, ou melhor, duas alternativas e uma conclusão. nas alternativas, podemos sempre representar, e, dessa forma e de ouras, estar a enganar a pessoa com quem estamos, ou, na segunda alternativa, podemos ser verdadeiros, ser nós próprios e desejar que a outra pessoa nos veja como somos, como aquilo que está à frente dela.
é claro que, caso estejamos face a uma pessoa desconfiada como aquelas que eu descrevi em cima, de uma forma, ou de outra, só existe uma conclusão:"ele está a mentir".
depois, essas pessoas, e são as únicas que o fazem, perguntam-me se estoua representar.
espero ter respondido às questões que me foram colocadas.