terça-feira, julho 08, 2008
domingo, junho 29, 2008
arriscar...

às vezes, fazemos certas e determinadas loucuras.
porquê?
bem, acima de tudo porque queremos, porque podemos e porque nos sabe tão bem.
é precio passar dos simples pensamentos e ir em frente, independentemente do que os outros possam pensar.
seremos, por isso, loucos?
talvez, mas aqui fica a pergunta: "então, e daí?"
não podemos ficar parados sem fazer nada, não é possível ficar no mesmo sítio contentando-me com o sonho do "como seria"...
é preciso arriscar e i em frente.
podemos dar-nos mal.
sim, é verdade. "então, e daí?"
ao menos, fi-lo e posso dizer que fiz.
posso olhar para trás e sentir que tive parte naquilo.
se não correr bem, pá, não correu, mas o importante, ao contrário do que a maioria pensa (talvez seja eu que estou errado) não é o resultado.
é o caminho que tomamos para o alcançar.
se, por ter arriscado, não chegar ao fim do caminho, ao menos sei uma coisa: foi uma viagem do caraças...
quinta-feira, junho 26, 2008
quarta-feira, junho 25, 2008
obrigado
ontem foi um dia especial.
foi um dia em que acordei tarde, almocei, arranjei-me, vesti exactamente o mesmo fato que usei na minha primeira prova oral naquele sítio.
saí de casa e encontrei o stress. tornei-me insuportável.
não era por ser uma prova oral, era por ser a última.
sentia o peso de toda a gente me estar a dizer que ia passar, o peso dos meus pais estarem a contar que acabasse ali a minha miséria, o peso de não admitir falhar perante mim mesmo.
ontem, senti o peso do mundo nos meus ombros, assim como senti a pressão de ter de a fazer.
e depois, entrei na sala.
de todo o meu nervosismo, começou a surgir, pouco a pouco, a confiância que eu precisa ter, começaram a surgir as palavras certas e comecei a pensar que era mesmo ali que iria acontecer.
e, volvidos quinze minutos, saí da sala e apercebi-me que, embora pudesse ainda não estar acabado, senti que o ciclo de cinco anos chegou ao fim.
é uma situação estranha. deliciosa, mas estranha.
vem-nos à ideia que, ao longo de cinco anos, eu vivi para aquela casa, vivi para aquela causa e aprendi, acima de tudo, a viver para mim.
o alívio que senti ao saber a nota foi, sem dúvida, dos sentimentos que levarei para a cova.
aquele momento, ninguém me tira. era apenas mais um sentimento que aquela casa me proporcionou. porém, não era apenas mais um. era o último.
e foi assim que eu deixei para trás uma batalha vivida diariamente para alcançar aquele momento.
podem falar de ciclos, podem falar de fases da vida, podem falar daquilo que quiserem.
para mim, foi o terminus de cinco anos intensos.
foi o terminus de uma fase da minha vida que transfigurou a forma como me vejo e como vejo os outros.
destes cinco anos, eu levo, muita coisa, mas sem querer fazer uma enumeração exaustiva, lembrar-me-ei do dia em que lá entrei pela primeira vez, acompanhado do meu irmão, e fui recebido pela Nicole.
lembrar-me-ei, ou, pelo menos, ouvirei falar, daquele rally das tascas em que ainda não sei como cheguei a casa, mas na qual conheci o Tiago, o luís e o José Pedro.
ficam as lembranças da minha primeira oral, em que estava teoricamente chumbado e fiz o brilharete da minha vida, assim como fica o dia 27 de julho de 2004, onde soube que era mesmo isto que eu queria fazer.
fica também o dia em que ela entrou na faculdade e o bruno a mandou para a minha mesa de inscrições.
ficam-me aquelas duas horas de conversa sem praticamente termos preenchido papel algum.
fica-me também o momento em que percebi que estava apaixonado, comtodas as alegrias e dramas que daí advem.
ficam-me os tantos anos de AAFDL, com tantas noites de luta, sem dormir, com tantos dias de estudo desperdiçado para fazer algo, mas sempre com o sentimento que estava a dar algo de mim àquela academia.
ficam-me na memória, as danças que fazia com a victória em que eramos sempre apanhados pelos assistentes que ficavam com a ideia de que nos estavamos a comer, assim como me fica na memória o grupo de má língua que formei com a mafalda, a bárbara e com a célia.
ficam-me as noites a fio no ágora em que estudávamos até perder os sentidos, assim como as pragas que rogavamos àqueles idiotas que estacionavam lá em frente para ir para os copos enquanto nós ficávamos lá presos em frente aos livros.
fica-me a minha tatuagem e os motivos pelos quais a fiz e o sofrimento que com ela tentei expurgar, assim como me ficam os inúros chapéus de aspecto duvidoso com os quais fiz sucesso nas festas da cerveja.
ficam-me as saídas profissionais e a execelente equipa com quem tive a honra de trabaçhar (célia e vanessa), assim como a vice-presidência mais venenosa em que alguma vez eu tinha feito parte.
fica-me o estágio na Uría e a Maria Inês com quem foi preciso chegar ao fim do quarto ano para nos tornarmos bons amigos.
ficam-me as esperanças e os contratempos.
não consigo enumerar estes cinco anos por completo, nem todas as pessoas sensacionais quem quem tive a honra e o privilégio de trabalhar e de fomentar uma amizade.
não consigo aqui falar de todas a pessoas que foram importantes para mim.
não consigo falar de todos aqueles em quem confio e que confiam em mim.
não consigo falar de todas as idiotices, todos os risos, de todos os choros, de toda a glória e de toda a queda que vive ali.
é demasiado e não coseguiria falar das minhas afilhadas, dos meus amigos, de todos os que me amaram e de todos os que me odiaram ali dentro.
durante estes cinco anos, tive alegrias, tive tristezas, tive noites no number two com a filipa e tive desilusões demasiado grandes.
mas, ao longo destes cinco anos, aquele menino assustado que lá entrou, mudou, tonou-se diferente. não sei se melhor, ou pior, mas diferente, e ao longo destes cinco anos, eu levo uma autentica vida com tudo aquilo que tive direito.
muito obrigado a todos, por me fazerem quem sou...
foi um dia em que acordei tarde, almocei, arranjei-me, vesti exactamente o mesmo fato que usei na minha primeira prova oral naquele sítio.
saí de casa e encontrei o stress. tornei-me insuportável.
não era por ser uma prova oral, era por ser a última.
sentia o peso de toda a gente me estar a dizer que ia passar, o peso dos meus pais estarem a contar que acabasse ali a minha miséria, o peso de não admitir falhar perante mim mesmo.
ontem, senti o peso do mundo nos meus ombros, assim como senti a pressão de ter de a fazer.
e depois, entrei na sala.
de todo o meu nervosismo, começou a surgir, pouco a pouco, a confiância que eu precisa ter, começaram a surgir as palavras certas e comecei a pensar que era mesmo ali que iria acontecer.
e, volvidos quinze minutos, saí da sala e apercebi-me que, embora pudesse ainda não estar acabado, senti que o ciclo de cinco anos chegou ao fim.
é uma situação estranha. deliciosa, mas estranha.
vem-nos à ideia que, ao longo de cinco anos, eu vivi para aquela casa, vivi para aquela causa e aprendi, acima de tudo, a viver para mim.
o alívio que senti ao saber a nota foi, sem dúvida, dos sentimentos que levarei para a cova.
aquele momento, ninguém me tira. era apenas mais um sentimento que aquela casa me proporcionou. porém, não era apenas mais um. era o último.
e foi assim que eu deixei para trás uma batalha vivida diariamente para alcançar aquele momento.
podem falar de ciclos, podem falar de fases da vida, podem falar daquilo que quiserem.
para mim, foi o terminus de cinco anos intensos.
foi o terminus de uma fase da minha vida que transfigurou a forma como me vejo e como vejo os outros.
destes cinco anos, eu levo, muita coisa, mas sem querer fazer uma enumeração exaustiva, lembrar-me-ei do dia em que lá entrei pela primeira vez, acompanhado do meu irmão, e fui recebido pela Nicole.
lembrar-me-ei, ou, pelo menos, ouvirei falar, daquele rally das tascas em que ainda não sei como cheguei a casa, mas na qual conheci o Tiago, o luís e o José Pedro.
ficam as lembranças da minha primeira oral, em que estava teoricamente chumbado e fiz o brilharete da minha vida, assim como fica o dia 27 de julho de 2004, onde soube que era mesmo isto que eu queria fazer.
fica também o dia em que ela entrou na faculdade e o bruno a mandou para a minha mesa de inscrições.
ficam-me aquelas duas horas de conversa sem praticamente termos preenchido papel algum.
fica-me também o momento em que percebi que estava apaixonado, comtodas as alegrias e dramas que daí advem.
ficam-me os tantos anos de AAFDL, com tantas noites de luta, sem dormir, com tantos dias de estudo desperdiçado para fazer algo, mas sempre com o sentimento que estava a dar algo de mim àquela academia.
ficam-me na memória, as danças que fazia com a victória em que eramos sempre apanhados pelos assistentes que ficavam com a ideia de que nos estavamos a comer, assim como me fica na memória o grupo de má língua que formei com a mafalda, a bárbara e com a célia.
ficam-me as noites a fio no ágora em que estudávamos até perder os sentidos, assim como as pragas que rogavamos àqueles idiotas que estacionavam lá em frente para ir para os copos enquanto nós ficávamos lá presos em frente aos livros.
fica-me a minha tatuagem e os motivos pelos quais a fiz e o sofrimento que com ela tentei expurgar, assim como me ficam os inúros chapéus de aspecto duvidoso com os quais fiz sucesso nas festas da cerveja.
ficam-me as saídas profissionais e a execelente equipa com quem tive a honra de trabaçhar (célia e vanessa), assim como a vice-presidência mais venenosa em que alguma vez eu tinha feito parte.
fica-me o estágio na Uría e a Maria Inês com quem foi preciso chegar ao fim do quarto ano para nos tornarmos bons amigos.
ficam-me as esperanças e os contratempos.
não consigo enumerar estes cinco anos por completo, nem todas as pessoas sensacionais quem quem tive a honra e o privilégio de trabalhar e de fomentar uma amizade.
não consigo aqui falar de todas a pessoas que foram importantes para mim.
não consigo falar de todos aqueles em quem confio e que confiam em mim.
não consigo falar de todas as idiotices, todos os risos, de todos os choros, de toda a glória e de toda a queda que vive ali.
é demasiado e não coseguiria falar das minhas afilhadas, dos meus amigos, de todos os que me amaram e de todos os que me odiaram ali dentro.
durante estes cinco anos, tive alegrias, tive tristezas, tive noites no number two com a filipa e tive desilusões demasiado grandes.
mas, ao longo destes cinco anos, aquele menino assustado que lá entrou, mudou, tonou-se diferente. não sei se melhor, ou pior, mas diferente, e ao longo destes cinco anos, eu levo uma autentica vida com tudo aquilo que tive direito.
muito obrigado a todos, por me fazerem quem sou...
terça-feira, junho 24, 2008
domingo, junho 22, 2008
sexta-feira, junho 20, 2008
terceira idade
segunda-feira, junho 16, 2008
questão do dia
"-oh z... porque é que não sou antes uma prostituta de luxo?"
"-porque estás gorda..."
"-porque estás gorda..."
quarta-feira, junho 11, 2008
camionistas ou rufias?

Greve?
não sei de nenhum sindicato que a tenha convocado.
Piquetes pacíficos que apelam à paralisação dos colegas?
declarações de um camionista do piquete para outro: "podes seguir, mas por tua conta e risco. se te partirem o camião todo, não te queixes..."
um mártir que morreu na luta?
é impressão minha ou morreu porque se pôs à frente do camião de um companheiro de profissão impedindo a sua liberdade de iniciativa económica?
Declarações de um grupo de camionistas: "é uma manifestação pacífica e não queremos prejudicar ninguém".
Camião que transporta, com escolta policial, medicamentos para hospital, apedrejado.
Declarações de um camionista: "ah, se soubessemos que tinha medicamentos, não tinhamos mandado pedras..."
Mas, então, não eram livres de seguir todos aqueles que quizessem?
luta por todos os camionistas?
então e os doze camiões que foram queimados durante a noite?
Meus amigos, os motivos até são compreensiveis e a luta pode ter um motivo justo.
agora, a partir do momento em que se tornam num grupo de rufias a querer fazer a lei pela força, eu pergunto, onde é que estão as forças de intervenção, e porque é que ainda não carregaram sobre eles?
é que isto já não tem nada a ver com greve ou com qualquer direito constitucional de manifestação.
Tem a ver com, no mínimo, um exercício de abuso de direito levado a cabo por um grupo de milicias que se auto-justificam com o preço dos combustiveis.
tudo bem que o preço está caro e eu sei o que eles sofrem com isso. afinal de contas, também o meu pai trabalho no sector dos transportes, mas será que estas atitudes justificam o pedido deles de gasóleo profissional 4 a 5% mais barato?
se eles só pedem isso e vão à sua vida, reduzam-lhes lá o imposto sobre os combústiveis.
com duas ou três actualizações de preço por parte da galp, estão outra vez paralisados... mas eles é que sabem...
meus senhores, querem fazer uma manifestação que obdeça aos tramites legais, legalmente convocada e lutar pelos vossos direitos, eu apoio.
Agora, se querem alcançar os vossos objectivos através da paralisação forçada dos companheiros que querem e etem o direito de trabalhar, se querem apedrejar os vossos colegas que transportam medicamentos e bens essenciais, se querem andar a incendiar camiões de colegas que escolheram não aderir ao vosso boicote, e no fim, dizer que é tudo pacífico, meus caros, TODOS PRÓ CARALHO.
Vou-me rir como um perdido quando as forças de intervenção carregaram sobre vocês...
segunda-feira, junho 02, 2008
domingo, junho 01, 2008
quarta-feira, maio 28, 2008
agenda cultural...
7:30 - toca a acordar
8:05 - sair de casa, apanhar transito, maldizer da minha vida
8:35 - café, na faculdade, palheta com os amigos, ler o horóscopo, dizer palhaçadas
8:50 - pensar porque é que estou ali
8:57 - lembrar-me e procurar a sala de aulas
10:01- dirigir-me ao bar. acabaram as aulas e preciso do pequeno-almoço (um rissol e uma cerveja), palheta com os amigos
10:26- mais cerveja. houve alguém que pagou um rodada. beber cerveja até à hora do almoço
13:34- almoço. não esquecer de acompanhar com cerveja
14:57- café, depois, peço mais umas cervejas
16:30- continuo a beber cerveja. é importante não perder o ritmo
17:45- sair da faculdade, ir para casa trocar de roupa e ficar preso no ínicio da hora de ponta. maldizer da minha vida
19:34- chegar à faculdade. beber uma cerveja antes do jantar
20:58- chegar ao restaurante. bebi mais umas cervejas do que o suposto
21:30- começar a jantar. antes, bebi umas cervejas porque não sou um grande amante de sangria e não gosto de fazer misturas. ainda fico bebedo...
0:017- o pessoal está um bocadinho com os copos. não sei se aguentam com mais umas cervejinhas em cima
0:45 - entrada na festa da cerveja. correr para o bar e pedir cerveja
1:35 - sentir-me um pouco tonto. deve ter sido algo que comi
2:23 - a cerveja não para. grande confusão
3:12 - ficar sem tabaco. fodasse... cravar a alguém um cigarrito que isto está a ficar atróz
4:20 - a festa fecha. ser posto fora pelos seguranças. importante proteger as partes baixas
5:23 - ficar na palheta no jardim da universidade. importante ter cuidado onde vomito
6:02 - adormecer na relva. não me esquecer de por os oculos de sol
8:12 - ser acordado pelos polícios de giro. evitar ir para a esquadra porque tenho de esperar pela banda
8:35 - sandes de presunto e uma cerveja. um bom pequeno-almoço é fundamental para aguentar o dia. já agora, três redbull de tacada
8:45 - chega a banda. os idiotas estão atrasados. não sei se lhes vou pagar
9:01 - começar a invador salas. ser araastado para as mesmas e insultar o corpo docente
10:47 - amdar a dançar e cantar. acender um cigarro dentro de um recinto fechado. levar na boca do segurança
11:35 - beber mais umas cervejas
13:01 - a banda vai-se embora, abraçar toda a gente e começar a chorar. importante abraçar só as miúdas
14:45 - encontrar um taxi e ir para casa. importante chorar no táxi. gastei todo o dinheiro do táxi em cerveja. levar na boca do táxista
15:07 - chegar a casa. ir à casa-de-banho. importante não adormecer na sanita
15:15 - adormecer para só acordar no sábado. importante ter aspirinas e muita água com gás ao pé da cama para quando acordar
sábado
13:56 - acordar. sentir-me culpado, com dor de cabeça e interrogar-me porque é que estou algemado à cama
16:29 - começar a estudar. vêm aí as orais...
8:05 - sair de casa, apanhar transito, maldizer da minha vida
8:35 - café, na faculdade, palheta com os amigos, ler o horóscopo, dizer palhaçadas
8:50 - pensar porque é que estou ali
8:57 - lembrar-me e procurar a sala de aulas
10:01- dirigir-me ao bar. acabaram as aulas e preciso do pequeno-almoço (um rissol e uma cerveja), palheta com os amigos
10:26- mais cerveja. houve alguém que pagou um rodada. beber cerveja até à hora do almoço
13:34- almoço. não esquecer de acompanhar com cerveja
14:57- café, depois, peço mais umas cervejas
16:30- continuo a beber cerveja. é importante não perder o ritmo
17:45- sair da faculdade, ir para casa trocar de roupa e ficar preso no ínicio da hora de ponta. maldizer da minha vida
19:34- chegar à faculdade. beber uma cerveja antes do jantar
20:58- chegar ao restaurante. bebi mais umas cervejas do que o suposto
21:30- começar a jantar. antes, bebi umas cervejas porque não sou um grande amante de sangria e não gosto de fazer misturas. ainda fico bebedo...
0:017- o pessoal está um bocadinho com os copos. não sei se aguentam com mais umas cervejinhas em cima
0:45 - entrada na festa da cerveja. correr para o bar e pedir cerveja
1:35 - sentir-me um pouco tonto. deve ter sido algo que comi
2:23 - a cerveja não para. grande confusão
3:12 - ficar sem tabaco. fodasse... cravar a alguém um cigarrito que isto está a ficar atróz
4:20 - a festa fecha. ser posto fora pelos seguranças. importante proteger as partes baixas
5:23 - ficar na palheta no jardim da universidade. importante ter cuidado onde vomito
6:02 - adormecer na relva. não me esquecer de por os oculos de sol
8:12 - ser acordado pelos polícios de giro. evitar ir para a esquadra porque tenho de esperar pela banda
8:35 - sandes de presunto e uma cerveja. um bom pequeno-almoço é fundamental para aguentar o dia. já agora, três redbull de tacada
8:45 - chega a banda. os idiotas estão atrasados. não sei se lhes vou pagar
9:01 - começar a invador salas. ser araastado para as mesmas e insultar o corpo docente
10:47 - amdar a dançar e cantar. acender um cigarro dentro de um recinto fechado. levar na boca do segurança
11:35 - beber mais umas cervejas
13:01 - a banda vai-se embora, abraçar toda a gente e começar a chorar. importante abraçar só as miúdas
14:45 - encontrar um taxi e ir para casa. importante chorar no táxi. gastei todo o dinheiro do táxi em cerveja. levar na boca do táxista
15:07 - chegar a casa. ir à casa-de-banho. importante não adormecer na sanita
15:15 - adormecer para só acordar no sábado. importante ter aspirinas e muita água com gás ao pé da cama para quando acordar
sábado
13:56 - acordar. sentir-me culpado, com dor de cabeça e interrogar-me porque é que estou algemado à cama
16:29 - começar a estudar. vêm aí as orais...
sábado, maio 24, 2008
bolas...
hoje, acordei bem-disposto.
na verdade, acordei extramamente bem-disposto, com vontade de fazer algo em grande.
saí da cama e decidi fazer algo que marcasse. decidi fazer uma tatuagem. uma daquelas bem grandes, que me ocupe as costas todas e se prolongue por uma perna. sim, acho que isso era comemorar o dia em grande. ou isso, ou comprar um carro. também era boa ideia. um clássico, descapotável, daqueles bem rápidos e extramanente desconfortáveis para que só eu conseguisse apreciar a máquina.
então, levantei-me e foi o que fui fazer: fui comprar o jornal...
bem, pode não ser uma decisão tão dispendiosa como as anteriores, mas atenção, fui compara o jornal de carro. logo, também já pode ser considerado uma loucura. com os preços a que os combústiveis andam, até pode ser considerada uma manifestação de riqueza...
bem, agora que um homem já tem o seu jornal, com este solinho que faz, o que sabia bem era ir lê-lo para uma esplanada, daquelas muito giras, no meio de um qualquer jardim, bem no centro da cidade.
ora, isso é que é uma boa ideia.
sentar-me a contemplar um jardim , ao sabor de um cafézinho, enquanto leio o jornal e me passam miúdas giras pela frente ao mesmo tempo que bate o sol na cara.
bolas que eu até me espanto com as boas ideias que tenho.
claro, eu tenho tantas boas ideias como azar nesta vida.
mal saio do carro e me dirijo para a bela da esplanada... começou a chover.
lá se foi o café, lá se foram as miúdas giras, lá se foi o sol na cara.
bem, uma vez que ainda tinha o jornal, se calhar, é mais seguro ir lê-lo para casa. sim, ao menos lá não tinha chatices.
mas o que fiz eu, meu deus?
é que mal um homem chega a casa para ler o seu jornal, olha para a janela e lá está o céu limpo outra vez e as nuvens voltaram a desaparecer...
acho que vou sair outra vez...
na verdade, acordei extramamente bem-disposto, com vontade de fazer algo em grande.
saí da cama e decidi fazer algo que marcasse. decidi fazer uma tatuagem. uma daquelas bem grandes, que me ocupe as costas todas e se prolongue por uma perna. sim, acho que isso era comemorar o dia em grande. ou isso, ou comprar um carro. também era boa ideia. um clássico, descapotável, daqueles bem rápidos e extramanente desconfortáveis para que só eu conseguisse apreciar a máquina.
então, levantei-me e foi o que fui fazer: fui comprar o jornal...
bem, pode não ser uma decisão tão dispendiosa como as anteriores, mas atenção, fui compara o jornal de carro. logo, também já pode ser considerado uma loucura. com os preços a que os combústiveis andam, até pode ser considerada uma manifestação de riqueza...
bem, agora que um homem já tem o seu jornal, com este solinho que faz, o que sabia bem era ir lê-lo para uma esplanada, daquelas muito giras, no meio de um qualquer jardim, bem no centro da cidade.
ora, isso é que é uma boa ideia.
sentar-me a contemplar um jardim , ao sabor de um cafézinho, enquanto leio o jornal e me passam miúdas giras pela frente ao mesmo tempo que bate o sol na cara.
bolas que eu até me espanto com as boas ideias que tenho.
claro, eu tenho tantas boas ideias como azar nesta vida.
mal saio do carro e me dirijo para a bela da esplanada... começou a chover.
lá se foi o café, lá se foram as miúdas giras, lá se foi o sol na cara.
bem, uma vez que ainda tinha o jornal, se calhar, é mais seguro ir lê-lo para casa. sim, ao menos lá não tinha chatices.
mas o que fiz eu, meu deus?
é que mal um homem chega a casa para ler o seu jornal, olha para a janela e lá está o céu limpo outra vez e as nuvens voltaram a desaparecer...
acho que vou sair outra vez...
quinta-feira, maio 22, 2008
crónica de um dia seguinte...

citando um colega de faculdade, "às vezes, gosto de apanhá-las"...
a única chatice de apanhá-las é a sensação no dia seguinte.
não me refiro à dor de cabeça, ou sequer ao desconforto da ressaca.
refiro-me à sensação de inutilidade que sinto quando, a caminho de casa, vejo pessoas a sairem para ir trabalhar, a inutilidade de acordar bem a meio da tarde e reparar que todo o dia está perdido.
é esta inutilidade que sinto quando as apanho.
não consigo evitar.
até posso, antes de ter ido beber uns copos e festejar alguma coisa com os amigos, ter tido um longo dia de trabalho. até posso estar a festejar o fecho de um ciclo e o ínicio de um novo projecto. até posso não ter de ir trabalhar no dia seguinte.
em qualquer dessas hipoteses, continuo a sentir-me um inútil.
acordo, e fico mais um pouco na cama. olho para a janela e vejo que o dia começou sem mim. não é agradável, mas que gosto de apanhá-las, isso gosto...
segunda-feira, maio 19, 2008
saídas profissionais???

quem diria que era preciso um curso superior para isto?
quem diria que seria esta a vida que eu tinha à minha espera?
pois é, a vida dá muitas voltas.
umkas, são boas. outras, nem por isso.
umas vezes, a vida dá para nos apaixonar-mos. outras, vezes, dá para ficarmos na merda.
a vida dá para alcançar-mos o tecto do mundo, e, às vezes, dá para ficarmos bem lá em baixo.
é assim a vida.
agora, nunca diria que a vida daria tantas voltas que teria a mesma profissão que o meu pai.
não tem nada de mal. é honesta, paga as contas e não é preciso ter vergonha de ninguém.
de facto, da humilde profissão do meu pai, aprendi que temos que respeitar a todos. afinal de contas, nunca sabemos onde vamos estar nem com quem precisaremos de contar no futuro.
é uma profissão humilde, mas paga as contas.
é uma profissão de trabalho, mas é pôs-me na faculdade.
de facto, o meu pai nunca se queixou da despesa que era ter-me aqui.
sei que teve alturas dificeis, sei que teve alturas complicadas em que teve de cortar em certos luxos, mas nunca mo disse.
o meu pai nunca me demonstrou que estava a passar dificuldades.
talvez não me quisesse preocupar com isso. talvez fosse demasiado orgulhoso para demonstrar que a minha estadia em lisboa estava a ser penosa para a família, talvez não quisesse admitir que para eu estar, aqui, a comer bifes, ele estava a comer sopa.
não sei porque o fez, mas sei que o fez, e sei que sempre continuou orgulhoso de eu estar num curso de direito.
sei que falava às velhotas que transportava do orgulho que tinha de ter um filho na faculdade, de ter um filho que seria advogado.
o meu pai é assim: nunca mo disse directamente, porque não era o jeito dele dizer que tinha orgulho nos filhos. eu compreendo isso,mas dizia-o aos outros: "o mu filho está a estudar para ser advogado".
o meu pai é assim, e é por isso que tenho orgulho nele, e talvez seja por isso que ele tem orgulho em mim.
contudo, acho que não vou poder dizer ao meu pai que, alguma vez, serei advogado.
não é isso que vou fazer. não foi isso que a vida me reservou.
contudo, posso, e digo-o, neste momento da minha vida, depois de quase ncinco anos de curso que estão a acabar, tenho orgulho de ser como o meu pai.
tenho orgulho de seguir as suas pisadas.
hoje, dia 19 de maio de 2008, posso dizer, tal como o meu pai, que tenho orgulho em, ao acabar o curso, ser "taxista".
quarta-feira, maio 14, 2008
segunda-feira, maio 12, 2008
domingo, maio 04, 2008
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