terça-feira, abril 29, 2008

Como conquistar o coração de uma mulher...

Não resolvas tudo com ignorância;
Não cuspas no chão;
Escova os dentes;
Não coces o saco à frente dela;

Dá-lhe flores e muitos... muitos presentes. Aliás, dá só
presentes caros;
Levanta a tampa da sanita antes de mijar. E lembra-te de

A abaixares depois;
Lava as mãos quando saíres da casa de banho;
Não mastigues de boca aberta;
Não arrotes alto. Aliás, não arrotes;

Não te peides sob o cobertor. Aliás, não te peides.
Não palites os dentes em público;
Faz a descarga antes de saíres da casa de banho;
Corta e limpa as unhas. Não roas as unhas;
Não fales mal da mãe dela. Aliás, ama a mãe dela;
Usa desodorizante (que preste);
Não digas palavrões;
Ri-te sempre das piadas dela;

Não sejas engraçadinho com os outros;

Não tenhas ciúmes dela;
Deixa-a ter ciúmes de ti na medida que ela quiser;
ela pode;

Não fiques barrigudo. Aliás, não engordes;

Não te demores no banho;

Não molhes o chão da casa de banho, nem deixes a
toalha de qualquer maneira;

Não te sentes à mesa em tronco nu;

Não digas que as mulheres não sabem conduzir

(guarda essa verdade para ti);
Não tenhas chulé;

Não chegues tarde a casa. Aliás, sai só para
trabalhar e volta a correr;

Não bebas até tarde com os teus amigos. Aliás, não
tenhas amigos e nem penses em ter amigas;

Não seja sovina e dá-lhe pelo menos dois cartões
de crédito;

Não olhes para outras mulheres. Aliás, não existem
outras mulheres;
Não fales da tua ex-namorada. Aliás, tu nem tiveste
nenhuma antes dela;
Não comentes as tuas experiências sexuais. Aliás,
eras virgem, lembras-te?

Diz "Eu amo-te" pelo menos 24 vezes por dia;
Aprende a cozinhar;
Lava a louça;
Faz a cama, sempre;
Liga para ela, de qualquer lugar;
Deixa-a comprar roupas e sapatos sempre que ela
quiser. Aliás, ajuda-a a andar durante horas à

Procura de roupa nova;
Deixa-a conversar durante horas ao telefone;
Nunca a convides para namorar, só para fazer amor.

E faz isso com moderação e cuidado redobrado;
Discute sempre o relacionamento, mesmo que não
tenhas o que discutir;
Não ressones;

Não gostes de futebol;

Faz a barba todos os dias para a não arranhares;

Apaixona-te pelos parentes dela, até os chatos;
Passa os fins-de-semana em casa, com a tua sogra e
o seu cunhado;
E ri sempre das piadas dele;
Nunca reclames de nada;
Trabalha pouco e ganha muito dinheiro, para poderes
dá-lo todo a ela;
Diz a todo momento que ela é a mulher mais linda
que você já viste;
Elogia-a sempre quando ela vestir uma roupa, mesmo
que seja de todo dia;
Repara quando ela cortar o cabelo, mesmo que seja
apenas as pontinhas, e diz sempre que ficou lindo

segunda-feira, abril 28, 2008


estou em luta comigo mesmo.
em luta para não te ligar.
em luta para não pegar no carro e ir ter contigo, em luta para não estar contigo.
todas horas me vejo pegar no telefone e escrever o teu número.
não acabo de fazer a chamada, mas está aí todo o desejo de falar contigo.
quero falar contigo, quero ouvir-te, quero fazer parte da tua vida, mas não o faço.
escrevo o teu número e apago-o.
não é que não te queira ouvir, não é que não tenha tanta coisa para te dizer.
mas sei que não o queres ouvir.
sei que não me vais responder, sei que não queres que te diga aquilo que eu quero dizer.
daí, para quê ligar-te, se será só um telefonema de cortesia?
mas eu quero dizer-te as coisas, quero que as sintas como eu sinto, quero que ... quero.
daí não te telefonar, mas acredita que tenho esse vontade dentro de mim.
tenho esse desejo de estar contigo e tenho o peito a rebentar por não o poder fazer.
quero fazer parte dessa tua vida da qual me pões fora, quero fazer parte de ti.
por isso, não te telefono, porque não é aí que tu me queres, porque não é isso que tu queres ouvir, não é isso que tu queres...

quinta-feira, abril 24, 2008

à espera

é esta indefinição que acaba comigo.
não sei para onde me virar. será que ligo? será que não ligo?
passo a vida a olhar para o raio do telefone, mas não me traz boas notícias.
na verdade, nem boas, nem más.
e eu à espera.
à espera de não sei bem o quê.
talvez seja necessário um pouco de paciência, não sei, mas será que a consigo ter?
é isto que acaba comigo. é isto que me tira a pouca sanidade que ainda tenho.

domingo, abril 20, 2008

aspirations


será que tudo aquilo que queremos reside numa birra?
será que tudo aquilo que queremos se deve a uma questão de orgulho?
será que não podemos perseguir algo porque, simplesmente, acreditamos que é o caminho da nossa felicidade?
será que não podemos gostar de algo, ou de alguém, simplesmente porque gostamos?
terá de ser tudo por causa do nosso orgulho, do nosso ego ferido?
eu não acredito nisso.
pode haver quem acredite que tudo na vida dos outras, ou mesmo na nossa, se resume a um troféu.
contudo, não sou assim. não é desse forma que vejo as coisas, nem tão pouco como as sinto.
sou movido pelos sentimentos, sou movido por aquilo que me faz feliz.
eu busco essa felicidade. nada mais.
nãoa busco por buscar, nem a descartarei quando alcançar.
eu busco aquilo que me faz feliz e aquilo que gosto, que desejo, que amo.
será assim tão complicado de perceber?
será assim tão complicado de entender que não quero nada por querer, mas porque isso me faz falta, e porque eu posso fazer falta.
quero fazer falta, quero amar e ser amado.
não é um objectivo em si. é um caminho, e é um caminho que eu persigo sem ver como um troféu a alcançar.
é muito mais que isso, é muito para além disso.

quarta-feira, abril 16, 2008

o abraço


ele olha para ela.
ela olhou para ele.
no meio dos dois, apenas uma um campo e uma linha de comboio.
não interessa, pois ele sabe o que o espera quando chegar até ela.
mesmo sem ter ainda chegado, ele já sente os beijos e as carícias, já sente o seu calor e já lhe vem aos dedos o doce tacto da sua pele.
ainda sem a tocar, já a tocou.
ela olha para ele e lembra-se de como é sentir-se amada. fecha os olhos e sente a sua boca a laber-lhe o pescoço enquanto fecha os olhos e sente o seu doce aroma.
correm um para o outro.
a distância não importa. começam a correr um para o outro, começam a correr para o mundo que sabem que os espera, correm para a felicidade que nunca vai acabar. não interessa o quanto tem de correr para se tocarem, eles já o fizeram, já sentiram as carícias, já sabem que vai valer a pena.
só não percebem como estavam tão afastados, não percebem como foram para àqueles extremos, um sem o outro, vendo-o, mas não chegando até ao outro.
já não interessa, agora vão estar juntos, vão ser felizes.
continuam a correr, não sentem cansaço, não sentem dor, não sentem o suor que lhes salta do corpo.
eles já não sentem isso, só sentem aquilo que está para vir.
então correm e correm e correm.
correm até que ele chega à linha.
tropeçou e ficou prostrado no chão.
ela pára, leva as mãos à cabeça e descansa.
ele levanta-se e fica a olhar para ela, como se estivesse a admirá-la pela iltima vez antes de ser sua.
abre os braços e espera que ela lhe corresponda.
ela sente o gesto. começa a correr para ele de braços abertos.
ele continua à espera, vendo-a a correr para ser sua, só sua.
ela aproxima-se, ao que ele já mal aguenta com a antecipação, vai ser agora que vai encontrar a felicidade.
está quieto só tem de esperar, o amor vai cair-lhe no colo.
é agora, é a felicidade a invádi-lo.
solta um grito de contentamento mal conseguindo conter-se ao vê-la chegar até ele.
ouve-se um barulho,
o comboio passou-lhe por cima...

quarta-feira, abril 09, 2008

temporal lá fora!


gosto deste temporal qe se arrasta pela cidade.
posso não gostar muito da chva a molhar-me a roupa que teima em não secar, mas gosto de sentir a chuva a bater-me na janela, quando está escuro lá fora, gosto de ouvir a chuva cair-me em cima do carro enquanto conduzo para nenhum lugar em especial.
ste mau tempo faz-nos sentir aconchegados quando o vemos de fora, faz-nos acalmar enquanto estamos cá dentro.
de fora deste rodopio da natureza, daquela força que destrói e leva tudo à frente, sinto-me calmo, sereno.
gosto...

quinta-feira, abril 03, 2008

sabem?


sabem o que acontece quando queremos dar algo a alguém que não quer receber?
não damos. vai para o lixo.
sabem o que acontece àquele algo que alguém não não o queria receber?
é levado pelos técnicos de recolha de resíduos (os homens do lixo).
sabem para onde vai algo que alguém não queria receber?
vai para a lixeira.
sabem o que acontece na lixeira?
como ainda existem poucas pessoas que acreditam na reciclagem e na reutilização, o mais provável é ficar a apodrecer.
sabem o que é que acontece depois de apodrecer?
desaparece.
sabem o que acontece quando desaparece?
deixa de haver, deixa de existir, acabou.
sabem o que acontece à pessoa que não queria receber quando se apercebe que afinal quer esse algo?
fica sem nada, porque já não há nada para receber.
saber o que acontece à pessoa que queria dar a alguém que não queria receber?
fica sem algo para dar. já não tem algo para dar, seja a quem for.
sabem o que acontece quando aparecer alguém que quer receber?
também não vai receber pois foi algo que apodreceu. ninguém o recebeu nem ninguém poderá voltar a recebê-lo.
é a chatice de sermos efémeros: é que aquilo que nós temos para dar não dura para sempre. aquilo que temos para dar é frágil e não aguenta muito quando é posto no lixo.
ao fim e ao cabo, acabamos todos sem nada.
acabamos vazios.

domingo, março 30, 2008

o casino da vida...


há coisas na vida que acabam por ser um pouco como ir ao casino.
pessoalmente, gosto de dar um saltinho ao casino.
acaba sempre por ser para ir tomar um cafézinho, mas, estando onde estou, acabo sempre por dar uma voltinha pelas salas lá de cima.
"só vou dar uma olhadela", pensamos nós, enquanto subimos as escadas, tentando convercer-nos que somos melhores que os outros, que aquela ideia de felicidade instantânea não nos vai afectar.
mas, olhando para toda a gente com dinheiro e fichas na mão, acabamos sempre por ir ter à roleta, ou a uma máquina. "oh! já sei que não vou ganhar nada", pensamos para não nos iludirmos demasiado. afinal de contas, a vida vive-se melhor se não tivermos muitas expectativas.
então, convence-mo-nos que não vamos ganhar, que aquele dinheiro já está perdido e só nos vamos distrair um bocadinho.
é esse o erro da maior parte das pessoas, eu incluído: pensamos que controlamos a situação, pensamos que controlamos aquilo que sentimos.
assim, metemos a nota na máquina e começamos a jogar.
à primeira, ganha-se sempre e começamos a esboçar um sorriso nos lábios. "estou a ganhar, estou feliz, isto vai durar para sempre", mas não é assim que acontece.
vem as contrariedades e começamos a perder, tanto aquilo que já tinhamos ganho,, como aquilo que nóis investimos.
sentimo-nos frustados quando vemos o nosso crédito a zero.
já não levamos o nosso prémio para casa, nem sequer algum peso que traziamos na carteira.
no fundo, ficamos vazios.
voltamos desanimados para casa, sozinhos e apenas com aquela sensação que era quase ali que seríamos felizes.
de repente, aqueles sentimentos nos quais somos os reis do mundo, em que somos bons, em que somos felizes, desvanecem.
passamos um bom bocado que já passou, mas ficou caro. foi uma ilusão bonita, mas acabou.
mas aquilo que é mais gritante não é isso. é o facto de sairmos de lá, olhando para tras, vendo o casino e pensar que não voltaremos lá. afinal de contas, perdemos e de uma forma rápida. nem sequer deu tempo de sonhar um bocadinho.
o casino consome-nos e deita-nos fora.
mas, apesar disso, nós não conseguimos abandoná-lo. saímos de lá, juramos que nunca mais. muitas vezes, até nos tentamos controlar, mas acabamos por voltar lá.
já devíamos saber que continuamos a não ganhar, mas não resistimos.

outras coisas na vida são exactamente a mesma situação.

terça-feira, março 25, 2008

segunda-feira, março 24, 2008

despedida?


odeio despedidas.
não necessáriamente porque aquele(a) de quem nos despedimos se vai embora, mas porque...se vai embora.
quando alguém parte, fá-lo por uma, ou por várias razões.
partimos sempre por algo melhor, seja uma carreira, seja uma casa, seja uma relação, seja, pura e simplesmente, uma nova vida.
é isso que normalmente temo.
eu já me despedi e outros já se despediram de mim.
é isso que eu temo, e acredito que tu também.
é aquela altura do medo. o medo de não conseguirmos aquilo que queremos, o medo de não encontrarmos aquilo que estavamos à espera, o medo da saudade ou, ainda, o medo de encontrarmos tudo aquilo que esperavamos e já não querer voltar.
são esses os medos de quem parte.
então e os medos de quem fica?
bem, na verdade, não devíamos ter medo.
despedimo-nos de alguém, mas pelos bons motivos.
devemos estar felizes por aqueles de quem nos despedimos.
assim como nós tentamos encontrar a felicidade, também os outros tem esse direito e não somos nós que lhes podemos mostrar como se faz.
na verdade, não tenho medo de me despedir de alguém e essa pessoa venha a ser feliz.
espero, sinceramente que o consiga, assim como espero que se realize tudo aquilo que te contei entre piadas acerca da tua nova vida.
as piadas sempre foram uma forma de eu enfrentar os meus medos.
mas sim, tenho algum medo. não o medo como quem parte, mas o medo de quem fica.
é aquele medo que as coisas mudem, que já não voltam ao que fomos.
sei que as coisas mudam. acredito que a mudança é necessária.
é só aquele medo que mudem demasiado, o medo de nos encontrarmos na rua e não nos reconhecermos.
pior, o medo de nos encontramos e não ter nada para contar.
é esse o meu grande medo.
confio que não vá acontecer.
acredito que já não vamos falar das mesmas coisas. ambos crescemos, seguimos rumos diferentes e vamos ter experiências distintas, mas quero continuar a poder falar delas contigo, e ouvir as tuas.
espero sinceramente que ainda te rias de quando te conto as minhas "aventuras", assim como espero continuar a levar com aqueles comentários.
sei que não vão ser tão frequentes.
talvez já não possa ser aquele café sazonal, mas sei que o vamos continuar a cumprir.
talvez de mais tempo a tempo. talvez com outras companhias, as tuas e as minhas, talvez já não usemos um carro branco, meu ou teu, mas espero que os continuemos a tomar.
agora, em relação aos teus medos, são legítimos.
é sempre difícil mudar de vida e ir para longe.
há sempre medos da incerteza, que as coisas mudem ou que sintas que já não é a mesma coisa.
contudo, há sempre uma coisa que não vai mudar, há sempre algo com que podemos sempre contar e que vai estar sempre lá à espera:

O SÍTIO DO COSTUME.

Boa Viagem

domingo, março 16, 2008

a droga e a dor



todos temos uma droga.
não é preciso que seja uma substância química que nos põe em transe.
todos temos um droga, algo que não conseguimos largar, mas que nos vai destruindo lentamente, sem sequer repararmos que já não somos nós próprios.
não somos, nem voltaremos a ser.
eramos puros, antes de encontrar essa droga. eramos felizes, ou fazíamos por isso, mas não continuamos assim.
é impossível continuar assim.
encontarmos essa nossa droga, essa substancia, essa pessoa que achamos que nos vai fazer felizes, que encontarmos tudo aquilo que sempre precisamos, mas as coisas não são assim, nem tudo vai ficar bem, mas nós não nos importamos pois sentimos que é o correcto, que é aquilo que nos traz felicidade, que é aquilo que nos faz gritar ao mundo unteiro que somos felizes, que somos os maiores, que temos aquilo que sempre procuramos.
mas as coisas não são assim. nós não conseguimos ser felizes, não conseguimos manter aquilo que queremos.
as coisas acabam, acaba-se a felicidade, acaba-se outro sentimento, a pessoa vai-se embora.
então e depois?
todos acreditamos que conseguimos ultrapassar tudo. toda a gente nos diz que somos fortes, que ultrapassamos as nossa fraquezas e que não era aquilo que nos fazia felizes, mas não é bem assim.
nós sofremos. começa a doer, lá dentro, bem dentro do nosso peito, bem no fundo da alma.
nós precisamos dessa nossa droga, seja ela quem for, mas precisamos dela, para conseguirmos ser felizes, para nos mantermos sãos, para conseguir pensar direito.
nós precisamos, mas não temos.
é aí que sofremos à séria. é aí que choramos e é aí que nos deitamos todas as noites, já não para dormir descansados depois de um dia longo, mas porque já não temos capacidade de nos mantermos acordados de tão cansados que estamos de sofrer.
é essa a nossa ressaca dessa nossa droga.
é esse o sofrimento que sentimos por não estarmos com ela.
mas será que algum dia recuperamos?
bem, ninguém vive em ressaca para sempre.
sim , toda a gente acaba por fazer o seu tratamento, toda a gente acaba por aprender a viver sem essa nossa droga.
mas ñunca volta a ser o mesmo.
nós aprendemos a viver sem, mas nunca mais somos o que eramos.
tanto a inocência perdida nunca mais volta, como´nem nós voltamos a ser os mesmos.
podemos parecer os mesmos, podemos passar dia todo sem essa nossa droga, mas vai estar sempre na nossa cabeça, vai estar o nosso coração a pedi-la.
nós não recuperamos, não voltamos ser felizes, não voltamos a ser quem eramos.
simplesmente, aprendemos a conviver com essa falta. aprendemos a sentir a presença dessa dor e acabamos por senti-la como parte de nós?
quem é que estou a tentar enganar?
ela é mesmo parte de nós.
e nós vamos vivendo. nunca mais vivemos. vamos vivendo, suportando os dias com uma máscara de quem não somos, acabando por ter como única e real companheira essa dor.
essa nossa amiga que nos acompanha sempre. essa esposa que nunca nos deixa realmente ser felizes com uma outra droga, mas que nos trai e que nos mantem ali, bem doridos, bem a sofrer.
às vezes, essa dor vai-se embora.
não acontece muitas vezes, e nunca se vai embora de vez.
é quando temos uma recaída, quando voltamos a ter essa droga, quando nos deixamos cair outra vez nos braços desse vício.
aí, a dor desaparece, mas simplesmente porque voltamos à droga que nos mantem o coração aprisionado.
voltammos tempos pós-felicidade inocente, voltam as sensações quase-para-normais, volta aquela falsa sensação de felicidade eterna.
volta tudo, menos essa dor.
essa dor é esquecida. essa nossa velha amiga de tantos anos é posta de parte e nós nem sentimos remorsos. queremos viver de novo e essa dor nem sequer alguma vez foi nossa amiga.
era só alguma coisa que preenchia um vazio deixado pela ausencia dessa nossa droga.
mas já devíamos saber que as drogas são passageiras, e quando voltam só nos vão deixar em pior estado do que da última vez, mas não nos importamos.
estamos felizes de novo, ou, pelo menos, começamos a viver nessa ilusão.
só que essa droga acaba por se ir embora. ela vai-se sempre embora.
não há nada a fazer.
todos nós temos a nossa droga, e todos sabemos bem como ela vem e vai.
e quando ela se vai, retorna o vazioque tem de ser preenchido com alguma coisa.
e aí retorna a nossa velha amiga, aquela que nunca nos abandona. a nossa velha amiga dor, que retorna sem ressentimentos por a termos abandonado temporariamente.
ela não se importa. sabia que voltava.
então, vai chegando aos poucos, sabendo que vai ficar conosco até ao momento em que tivermos uma nova recaída, sabendo que depois vai desaparecer, mas que também vai voltar.
sê benvinda, velha companheira. fiquemos juntos por mais uns tempos...

sábado, março 15, 2008

ressaca...


escrevo bem lá o fundo da ressaca da minha vida.
escrevo da bebedeira que todos apanhamos de tempos a tempos.
mas, e se essa bebdeira for constante, ou melhor, porque é que tem essa bebedeira de nos apanhar?
bebemos um copo,e vai ficar tudo bem. bebemos outro e sabemos que a vida é a bebedeira que sempre quisemos apanhar.
mas toda a euforia acaba.
volta tudo ao mesmo, mas sentimos a alma dorida, sentimos que não devíamos ter feito. não nos devíamos ter envolvido.
afinal de contas, da felicidade que essa bebedeira nos trouxe, resta muito pouco. resta nada, a não ser a maldita ressaca que nos acaba de destruir.
faz-nos sentir vazios, sem um propósito.
é a ressaca da vida, é aquilo que nos mostra que estamos vivos, que sentimos, que amamos, pois é aquilo que nos mostra que doi.

terça-feira, março 11, 2008

de volta


às vezes, é necessário afastar-mo-nos por uns tempos.
é sempre bom para arejar, viver novas expriências e ter alguma coisa para contar.
pois bem, foi o que fiz.
saí por uns tempos, e volto agora.
talvez volte porque não conseguia abandonar este sítio, ou talvez porque já não há motivo para não voltar.
no fundo, as coisas passam-se como num qualquer ciclo: fazemos algo, fazemos outra coisa e voltamos sempre ao ínicio.
pois bem, não sei se voltei ao ínicio, mas não consigo tirar da cabeça que voltei ao ponto onde estava: a mesma treta , os mesmos sentimentos , a mesma atitude, ou quase, de sempre.
não queria estar aqui, mas parece que é para onde sempre retorno.
ao menos, tive um cheirinho do que podia ser a felicidade. não por muito tempo, mas tive.
fica isso.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Nascemos, Vivemos e Morremos


tudo tem um ínicio, um desenvolvimento e um fim.
este blog nasceu, desenvolveu-se, e talvéz esteja na hora de morrer...
tuo se iniciou por um motivo e desenvolveu-se para além disso.
sem querer parecer presunçoso, sei que as minhas palavras tocaram muita gente. umas vezes, num bom sentido, outras, nem por isso, mas sei que tocaram.
também a mim me tocaram as palavras que escrevi, os sentimentos que expus e as histórias que contei.
mas tudo nasce, se desenvolve, e tudo morre.
pois bem, este blog nasceu e desenvolveu-se.
não sei se é altura de morrer, não sei se não é apenas mais uma etapa do seu desenvolvimento,mas, neste momento, não tenho mais nada para vos contar, pelo menos aqui.
não estou a terminar com este lugar, mas estou a recolher-me desta obra.
não o vou fechar, pois acredito que as coisas, se tiverem de morrer, o fazem por si próprias, mas encerro este capítulo, com o Canto da Fénix e com este personagem que criei, a Phoenix.
eles não merrem, e não digo que não volte a aparecer por aqui, mas, neste momento, para que a Fénix possa renascer, primeiro tem de enontara a sua morte.
só depois, pode erguer-se de novo no seu esplendor.
assim, e acreditando que não tenho mais nada para vos oferecer, fecho este lugar, pelo menos, por uns tempos, a ver se consigo arranjar a inspiração que preciso para voltar a colocar aqui as minhas palavras.
entretanto, outros projectos se adivinham, e não vou ficar parado. apenas esta persona.
convido-vos a visitarem um sitio diferente, um novo projecto. talvez uma continuação deste, ou não. sinceramente, ainda não sei.
só sei que aqui suspendo a minha escrita.
agradeço aos leitores que acabaram por me acompanhar nesta viagem. alguns, desde o ínicio, outros que fui apanhando pelo caminho, pelos vossos comments, pelas vossas criticas e pela vossa leitura.
sem esses leitores, a quem hoje desejo um "Godspeed", o meu muito obrigado.
contudo, agora, é altura de morrer, para que se possa renascer de novo.
a Phoenix voltará, talvez em breve, talvez demore mais tempo, mas voltará, mas até lá,

Muito Obrigado e Até Breve.

terça-feira, fevereiro 05, 2008




o carnaval passa-me um bocado ao lado.
na verdade, todos os feriados me passam um pouco ao lado.
diz o Prof. Menezes Leitão que "os feriados são dias de dispensa ao trabalho para que os trabalhadores possam participar nos costumes da colectividade".
bem, eu não trabalho, e não participo nestes costumes.
não percebo porque é que nos temos de disfarçar de alguma coisa, e normalmente, nesta altura, o número de travestis aumenta esponencialmente, nem andar a ver desfiles que não são mais que imitações do que se passa além-mar.
sim, podemos dizer que o carnaval é a altura em que podemos dar asas à nossa loucura, fazer tudo o que não podemos nos outros dias do ano, ser quem não conseguimos ser.
mas vejamos uma coisa, se nós precisamos de um dia para poder fazer isso, não seremos uma cambada de tristes?
talvez eu esteja errado, mas é assim que eu penso.
não percebo porque é que tenho de esperar pelo carnaval para poder dizer que sou um homem de sucesso.
afinal de contas, se eu me aplicar, se batalhar e trabalhar no duro, vou, um dia, poder dizer que sou um homem de sucesso e não precisarei de me disfarçar como tal.
o carnaval permite-nos ser quem não podemos ser, é verdade, mas não será uma tristeza que tenhamos que sonhar só neste dia.
nós devemos ser como queremos ser.
devemos agir de acordo com aquilo que acreditamos e fazer o que nos parece verdadeiro.
não precisamos de alguém a sambar à nossa frente para sermos felizes, assim como, se temos a vontade de nos vertirmos de mulher, porque raio não o fazemos todo o ano, ou cada vez que nos apetece?
seremos assim tão limitados que precisamos de um dia para sermos verdadeiros?
será que somos tão medrosos que só aproveitamos esse dia para fazer as louciuras que não temos coragem para fazer nos outros dias?
não gosto do carnaval.
peço desculpa a quem gosta, mas não me parece que seja mais do que um dia em que tomamos a coragem de fazer alguma coisa, só porque os outros também estão a fazer.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

hoje, senti o mundo a cair-me em cima.
senti o fogo nas minhas costas e a minha pele a deixar-me.
senti a dor, devagarinho, numa tortura lenta, num espectáculo de lava em cima de mim.
e senti os sentidos a deixarem-me, as forças a irem embora e os meus braços caídos por já não aguentarem mais.
hoje, senti a dor, senti a pena, senti castigo.
tudo para que, depois, possa deliciar-me com o céu.
hoje, senti a dor e senti o mel.

sexta-feira, janeiro 25, 2008



será veneno? ou será outra coisa?

domingo, janeiro 20, 2008

daqui a 4 anos...


há uma pergunta que muita gente gosta de fazer nas entrevistas: "como se vê daqui a 5 anos?"
pois bem, eu não sei onde vou estar daqui a 5 anos.
contudo, consigo perspectivar a minha vida para daqui a 4.
daqui a 4 anos, espero eu que ainda esteja vivo, vejo a minha vida de uma forma diferente da que vejo hoje.
eventualmente, serei advogado. talvez não o seja, mas é algo que quero ser. quero cumprir esse sonho.
assim, daqui a 4 anos, espero bem ser o advogado mais filho-da-puta que há no escritório. não serei o homem do contenciosos, mas serei o mestre do corporate.
daqui a 4 anos, vejo-me a acordar cedo.
levanto-me e vou tomar um duche rápido. vou vestir aquele fato que me compraste e usar aquela gravata de seda. é amarela, para que não passe despercebida. é berrante, para que todo o escritório repare que não me importo que não seja a norma do advogado.
deixar-te-ei o pequeno-almoço preparado, mas vou deixar-te dormir. afinal de contas, tiveste uma noite tão cansativa como a minha.
pegarei nos pequenos, visto-os e dou-lhes as torradas com leite.
depois, pego neles e meto-os naquele mercedes enorme que me obrigaste a comprar. nesse momento, sonho um bocadinho acordado com o nosso fim-de-semana que já planeei sem que tu saibas. penso no roadster com 50 anos que comprei àquele senhor que ficou inválido e não o podia conduzir mais, mas que eu ainda posso cuidar dele e apreciá-lo como uma máquina daquele calibre deve ser apreciada.
vejo-nos a ir para o hotel na sexta-feira nele. nunca gostaste muito do carro, mas sabes que é o meu refugio do mundo dos homens. alem disso, tu adoras sentir o teu cabelo ao vento. dá-te uma sensação de liberdade que nem o blackberry sempre a tocar te consegue tirar.
ainda bem que a tua mãe concordou ficar com os pequenos. assim, temos todo o tempo para nós. sim, sei que lhes vais telefonar a toda a hora, mas não me importo. sinceramente, e sem querer parecer preocupado, o mais novo deve estar a chocar qualquer coisa.
deixo-as na escola e telefono para te dar os bons dias.
ficaste chateada comigo por não te acordar. tinhas trabalho para fazer e não te podias dar ao luxo de acordar em cima da hora, mas dormias tão angélicamente que não tive coragem para te acordar. desculpa.
chego ao escritório e tudo muda. lá dentro, sou um cabrão. os estagiários mal me conseguem aguentar com o trabalho que lhes dou.
os sócios não me curtem e já estão fartos de mim, mas não podem fazer nada. é que aquela pequena avença que lhes trouxe. além do mais, temos que prepara a nova AG da merda daquele banco. eles sabem que não hámais ninguém como eu. nem para o bem, nem para o mal. sou bom e eles sabem disso. o J. até já me veio falar em sociedade. ele sabe que ando a ser rondado pela M.
e foi um dia de trabalho. são 9 da noite e estou a sair so escritório.
estou a sentir-me mal porque não estive contigo, nem com os pequenos.
tu também não estiveste. deves estar agora também a sair.
custa-me este tempo que passo longe deles, longe de ti.
se não fossem os almoços alargados que fazemos e em que vamos buscá-los à escola para estarmos todos juntos, não sei como aguentaria.
a caminho de casa, vejo uma florista. não resisto. tenho de parar. parei o carro e só desejava que não houvesse policia por perto pois as multas estão cada vez piores.
entro e compro apenas uma rosa vermelha.
não é preciso mais. só aquela para te mostrar que o sentimento continua aceso como daquela primeira vez em que me apercebi do quanto significas para mim.
chego a casa. os pequenos já estão a dormir. não tenho coragem de os acordar. na quinta-feira vou tirar a tarde e leva-los ao cinema, ou talvez a outro sitio, mas não vou deixar perder a oportunidade de estar com les. é a única tarde livre que eles tem, tadinhos.
vejo que tu estás a chegar a casa. hoje, conseguiste chegar depois de mim. sei que andas um bocadinho chateada por não te dizer o que ando a fazer para aquele novo cliente, mas sabes que negócios são negócios.
entras em casa.
percebo que estás cansada. não vou tentar nada que te desagrade, mas dou-te a rosa. ficas derretida. é o costume do "não devias", mas sabes que gostaste do gesto e eu sei que li te fiz feliz. deixo-te descanmsar um bocadinho no sofá. faço-te uma massagem para relaxares e fico a olhar-te enquanto adormeces com o cansaço todo de um dia no escritório.
quando adormeces, finalmente, pego em ti, e levo-te para a cama. deito-te. dispo-te, mas não me dou ao trabalho de te vestir o pijama.
gosto de ti assim, nua, sem status, sem compromissos, sem um passado e sem um futuro.
tu acordas e és minha. só por esta noite só por todas as noites pois sei que todos os dias tu és a mãe, a advogada, a esposa, a amiga, a esposa.
admiro essa força que tu tens.
consegues fazer tudo, mas à noite, tu és só minha.
e depois deste dia, daqui a 4 anos, eu sei uma coisa, nós somos felizes.

sexta-feira, janeiro 18, 2008




pecado

do Lat. peccatu

s. m.,
transgressão de preceito religioso;

maldade;culpa;vício;
prov.,
o Demónio

Mas será que é mesmo?
vejamos:
pecado enquanto transgressão de preceito reliosos- é possível que seja. há a norma religiosa que se incumpre, mas por esse prisma, só é pecado se seguirmos esse preceito reliosos, só é pecado se nos rendermos a esa fé.
por exemplo, a igreja católica ensina a monogamia, que em homem só é feliz com uma única mulher. já os muçulmanos acreditam que um homem deve ter múltiplas esposas e tratá-las todas da mesma forma. vejamos, para os católicos ter várias mulheres é pecado. já para os muçulmanos, é quase uma imposição religiosa.
conclusão: é relativo.

pecado enquanto maldade; culpa ou vício:
bem , será que o pecado é um sinónimo de maldade?
pensar assim levaria a que só os maldosos pecassem.
bem , eu peco e não me considero maldoso. os meus amigos pecam. será que são maus?
será que o pecado é mesmo um sinónimo de maldade?
não me parece. às vezes, o pecado é muito bom, sabe bem e não prejudica ninguém.

pecado enquanto culpa:
bem, perdoem-me a minha faceta mais jurídica, mas a culpa é inerente à intenção, ao animo de agir e cometer uma conduta pecaminosa.
bem , então e se o pecado acontecer?
não o mpedimos, não contribuimos para ele, mmas acabamos por comete-lo?
bem , não há pena sem culpa e não há pena para além da culpa.
será que só é pecado, então, se nos sentirmos culpados?
~então e se não o sentirmos?
será que estamos a pecar por não ter essa consciência?
mas, se é necessária a culpa, então, se não nos sentimos culpados, quer por ignorancia, quer porque não vemos se fizemos algo de mal, então como poderemos estar a pecar?

pecado enquanto vício:
bem , todos nós temos vícios, todos temos algo de que não nos conseguimos afastar.
são vícios?
talvez, mas será que são maus?
será que é pecado ter um vício?
mesmo que seja um bom vício?
se um católico não conseguir passar um dia sem entrar numa igreja e rezar, é um vício?
talvez, mas será que é considerado um pecado?
é que os vícios fazem parte de nós, parte de quem nós somos e, desta forma, nós somos pecadores só pelo facto de existirmos.
é chato porque lá se vai o argumento da vontade que nos leva à culpa, oui o argumento da maldade pois ninguém é maldoso só porque existe.
assim, continua a ser inconclusivo.

o demónio?
bem , lá dizem que ele está sempre conosco, não é?
mas será que nós pecamos, a admitir que existe pecado, porque ele está conosco, ou porque nós queremos pecar, ou até, porque pecamos sem o saber, já agora?
o demónio não nos leva a fazer nada que nós não queiramos.
o demónio não nos diz o que é certo ou errado.
tal como aquele que oferece duas portas para seguir uma, não é ele que faz a sua escolha. somos nós.

então, se por aqui não chego lá, alguém que me explique o que é o pecado.
já agora, explique-me também porque é suposto ser assim tão mau.

é que eu não estou a ver como é que é mau.
sinceramente, nem estou a ver como é que existe.

o pecado foi inventado pela igreja, e atenção que não estou a falar mal deles, e expresa aqulea conduta que eles acharam que devia ser reprimida.
mas digam-me, é assim tão pecaminos fazer aquilo que nos faz felizes?
é assim tão pecaminoso deixarmo-nos levar por um caminho que nos dá gozo, que nos traz prazer?
é assim tão pecaminoso tentar ser feliz?

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Oportunidades


Hoje, está um dia particularmente solarengo.
apetecia-me ir um bocadinho lá fora, sair do entre estas quatro paredes, talvez, dar um passeio.
não o posso fazer, não posso desleixar-me, não posso deixar que as oportunidades me fujam porque não me soube empenhar como deve ser.
já o fiz o muitas vezes, e talvez, agora, me arrependa disso que fiz.
talvez me arrependa de pensar que tudo se pode arranjar, tudo se conserta e que as segundas oportunidades estão sempre a cair-me em cima.
não posso pensar mais assim. não posso, nem devo.
até porque as oportunidades, se bem que acabamos por ser nós que as fazemos, dependem sempre de um timming, de uma altura.
e agora, sinto que essa altura chegou. atingi o timming perfeito, por assim dizer.
assim, se o destino já cumpriu a sua parte, quer-me parecer que é a minha vez de fazer alguma coisa, de me aplicar, de me esforçar, de lutar por aquilo que quero.
talvez seja mesmo o destino que me faz lutar agora. talvez das outras vezes, não existisse timming nem, sequer, existisse mesmo uma oportunidade.
mas agora, sinto que ela me espreita, que chama por mim, que é altura de fazer alguma coisa, de me fazer à luta, de suar para que esta oportunidade não me fuja.
sinto que é altura de fazer alguma coisa, sinto que é altura de batalhar, contra mim e contra todos.
sinto que quro, posso e vou fazê-lo.
afinal de contas, porque raio hei-de eu ficar quieto?
porque raio não hei-de eu fazer alguma coisa?
porque raio não hei-de eu lutar pela minha felicidade?
vou fazê-lo, vou lutar, vou correr atrás do que quero.
se não resultar, talvez não fosse essa a oportunidade.
mas vai resultar, eu sei que sim, eu sinto que sim.
vou correr, vou lutar, vou conseguir aquilo que quero.

contra mim, contra ti, contra todos...