domingo, agosto 31, 2008

let's play ball...


ok, eu admito.
estou com um certo friozinho na barriga.
parece que andei a vida toda a preparar-me para isto, para começar a trabalhar, para fazer algo de importante.
e, no entanto,neste momento, sinto-me completamente terrificado com o facto de entrar num sítio totalmente novo, com colegas que não conheço e começara a assumir responsabilidades daquelas em que os erros não nos deixam apenas com um buraco no peito, ou com uma sensação de tristeza.
agora, é a sério, e estou com receio. receio de falhar, receio de não gostar, receio de não ser tão bom como penso que sou.
talvez seja normal, não sei.
mas sei que o friozinho cá está.
parece que me sinto como um pássaro-bébé que atingiu a idade de sair do ninho e foi atirado pelo precipicio para que abra as asas e voe por si mesmo.
confio que vai correr tudo bem, mas não consigo deixar de pensar no que pode correr mal.
vamos lá ver.
é hora de me fazer à vida e ultrapassar isto tudo.
afinal de contas, citando pierce brosnan enquanto thomas crown, "let's play ball..."

sábado, agosto 30, 2008

google maps


por acaso, já repararm que a maior parte dos programas de busca que encontramos na net estão agora equipados com um serviço de mapas e direcções?
pois bem, hoje, gostava de fazer de fazer a review do google maps.
sendo o google o motor de busca, segundo dizem, mais completo do mundo, era de supor que o seu serviço de mapas fosse absolutamente incrível.
e, de facto, é... absolutamente inútil, estúpido e perigoso.
talvez seja o facto de ser criado e produzido por americanos que, apesar de até conseguirem fazer um mapa, não conhecem minimamente as realidades europeias.
assim, se eu vou ao google maps pedir direcções, tal como o idiota habitual, eu quero o caminho mais rápido para algum sítio, prefriro que me digam, como a pessoa com quem ia ter me disse, posteriormente, "mete-te na via-rapida, sais em tal saída e estás em minha casa". era só isto.
sinceramente, não precisava de uma conjunto de indicações por dentro da cidade que, além de
me dizerem para virar em ruas que não estavam nem próximas da rua onde me encontrava, ainda me deram a possibilidade de fazer um pouco de turismo dentro dos bairros de lata mais perigosos da região.
não é que eu não aprecie ver ao vivo todos aqueles sítios que estamos habituados a ver na televisão, mas, sinceramente, preferia que não tivesse acontecido assim e depois ter de telefonar a alguém pedindo indicações de sítios onde não tinha sequer a noção onde estava.
é que é um bocado complicado situar alguém para nos dar indicações ao elefone quando o ínico ponto de referencia é o carro que está a ser desmantelado ou a barraca com os vidros furados de balas.
ainda por cima, graças ao google maps, cheguei atrasado, que é coisa que simplesmente odeio e não suporto que aconteça.
bem, ao menos, tive um gostinho do que é viver no limite e ter a nossa vida por um fio.
obrigado pelas emoções fortes, google maps...

veredícto: é uma merda.

quinta-feira, agosto 28, 2008

shaper

Traits: Anxious, dominant, extrovert


"Some observers of teams in action have suggested that a team needs a ‘social leader’, who is the permanent head of the group, and a separate ‘task leader’, who is in charge of a specific and defined project - much in the way that a nation needs both a Head of State, who is permanent, and a Head of Government, with a specific job to do. If so, the Shaper is the task leader and the Coordinator is the social leader. The Shaper is the most likely to be the actual leader of the team in those cases where there is no Coordinator, or where the Coordinator is not, in fact, the leader.
The Shaper is full of nervous energy; he/she is outgoing and emotional, impulsive and impatient, sometimes edgy and easily frustrated. They are quick to challenge, and quick to respond to a challenge (which they enjoy and welcome). They often have rows, but they are quickly over and they do not harbor grudges. Of all the team, they are the most prone to paranoia, quick to sense a slight and the first to feel that there is a conspiracy afoot, and they are the object, or the victim, of it.
The principal function of the Shaper is to give shape to the application of the team’s efforts, often supplying more of their own personal input than the Coordinator does. They are always looking for a pattern to discussions, and trying to unite ideas, objectives and practical considerations into a single feasible project, which they seek to push forward urgently to decision and action.
The Shaper exudes self-confidence, which often belies strong self-doubts. Only results can reassure them. Their drive, which has a compulsive quality, is always directed at their objectives. They are usually the team’s objectives too, but then the Shaper, much more than the Coordinator, sees the team as an extension of their ego. They want action and they want it now. They are personally competitive, intolerant of vagueness, and muddled thinking; people outside the team are likely to describe them as arrogant and abrasive. Even people inside the team are in danger of being steamrollered by them on occasion, and they can make the team uncomfortable; but they make things happen."

não percebi...

aqui vai uma em memória da noite de ontem...

terça-feira, agosto 26, 2008

acabou a tortura.
alcancei um novo nível,
com o meu esforço,
com a minha dedicação,
com o meu engenho.
é altura de reclamar o que me é devido.
é altura de escolher,
é altura de ir à caça.
afinal de contas, eu posso.

quinta-feira, agosto 21, 2008

mas quem disse que as boas notícias não correm depressa?

nós, portugueses em geral, andamos sempre a dizer que só nos chegam más notícias, que a vida nos corre mal, que é tudo uma merda e que, enquanto as boas notícias demoram séculos, as más parece que voam...
pois bem, se calhar, não andamos é muito atentos.
uma notícia boa pode vir de um simples anúncio de jornal, de uma mensagem escrita ou até de um daqueles telefonemas de pura bazófia.
as vezes, até podem aqueles que a trazem nem sequer saber a boa notícia que nos estão a dar, mas a verdade é que estão.
eu gosto de receber essas notícias e gosto de as festejar.
mesmo que seja algo que me passa, à priori, à parte, quem disse que não me traz motivos para estar feliz.
as boas notícias são boas e toda a gente gosta de as receber. até os meninos da Católica...


terça-feira, agosto 19, 2008

time to work...

tenho medo de começar algo perfeitamente desconhecido e para o qual sinto que não tenho a mínima preparação?
não, tenho é medo de ficar parado.
bora lá!

segunda-feira, agosto 18, 2008

ahh, estão quase a acabar... :)

dentro em muito breve, pisgo-me.
a mesma viagem de sempre, a mesma hora de sempre.
sai-se cedo, ainda com toda a gente a dormir, para evitar choradeiras, e fazer-me à estrada sem que ninguém repare, sequer, que eu já não estou ali.
depois, é ir por aí abaixo.
ãinda vou com uma certa antecedência, para evitar confusões e conseguir tomar os cafés todos antes de começar a bulir.
se calhar, acho que até tenho um bocadinho de tempo para poder arrumar a rou e, quiçá, comprar cenas para casa... mas isso, só mesmo se tiver tempo...
acabam-se as férias mas não se me acaba a boa disposição.
tudo o que é demais chateia, mas, ao menos, vou voltar para o meu poiso (isto de estar em casa dos pais já me estava a dar ideias homicidas, o que é chato pois, como não moro na quinta do mocho, provavelmente, seria apanhado...) e para uma vida que, tanto quanto prevejo, estará mais ou menos igual como a deixei.
quer dizer, há coisas que mudaram, mas o espírito continua lá. tanto o das coisas boas como o das merdas.
não interessa. boa ou má, é a minha vida e é disso que tenho saudades.
tenho saudades das minhas coisas, tenho saudades de ir lavar o carro e secá-lo na auto-estrada, tenho saudades dos meus amigos, tenho saudades de ter rede de telemóvel em casa, tenho saudades do que aí deixei.
porra, até saudades do metro tenho... pronto, ok, não tenho saudades do metro nem tenho a mínima vontade de andar lá, mas tenho saudades de saber que posso contar com ele às seis e tal da manhã quando não conseguir pegar no carro por causa da bezana que apanhei.
assim, daqui a uma semana, vou matar as saudades. vou voltar, vou sair com os amigos e fazer uma preparação psicológica para um novo rumo a tomar na minha vida. se calhar, até corto o cabelo.
vai ser bom voltar. mesmo que seja para a miséria e para o sofrimento, vai ser bom voltar...
a proposito, para acabar com o cinzentismo em que a minha vida vai ser mergulhada e para revolucionar os padrões morais e sociais do mundo jurídico, comprei dois fatos...cinzentos...

quarta-feira, agosto 13, 2008

raios paratm as férias...

aos três ou quatro gatos pingados que ainda tem paciência para ler as minhas merdas e aparecer por aqui, peço desculpa pelo tempo de ausência, mas, efectivamente, quando estou de férias, estou de férias.
quer dizer, estando em férias, também não ha muito para contar. são aquelas coisas normais, tipo, ah e tal, ir para os copos, apanhar sol, quase morrer afogado, começar a ver que é boa ideia pôr os pais num lar porque a casa é grande e dava para fazer umas festas jeitosas, pegar numa chave de ferramentas e destruir por completo o interior do carro e roubar os estofos ao carro do meu pai porque estou com excesso de tempo livre e era isso ou, então, cortar os pulsos porque já não há mais nada para fazer.
não me levem a mal. eu gosto de férias, gosto de ficar com o (grande) papo para o ar (com que então sou gordo, não é?) sem fazer nenhum, mas tudo o que vem em demasia, cansa. ainda por cima, a maior parte dos meus amigos, não todos, já está a bulir e trabalhar no durinho, e está a fazer-me uma confusão danada estar aqui com o único sentido na vid de vegetar.
devia ter-me candidatado a uma cena qualquer para fazer no verão.
talvez nem tanto um emprego, mas algo que me ocupasse um bocadinho o tempo.
sei lá, tipo, constituir uma multinacional ligada ao petróleo, ou talvez uma sociedade financeira.
assim, algo que me ocupasse um bocadinho do meu tempo enquanto não começo a trabalhar.
mas enfim, não pensem que tudo é mau.
verdade seja dita, e nunca pensei que o fosse admitir, ainda por cima num blog que chega a ser um bocadinho público, afinal de contas, tem mais de três leitores confirmados, mas estou com saudades daquela cidade reles onde querem que passe o resto da vida a trabalhar.
bem, o resto da vida talvez não. estão nos meus planos pisgar-me dali mal haja oportunidade, mas hei-de voltar, eventualmente...
mas agora a séria (há bocado também o era), estou com saudades de lisboa, tenho saudades de quem aí deixei e estou mortinho por voltar.
já não sei bem para o que é que volto, mas tenho vontade de voltar rapidamente.
quero começar novos desafios, quero voltar e ver caras conhecidas e conhecer outras, quero ser, vá, feliz, ou algo do género.
mas nem tudo aqui é mau.
sempre acordo sem preocupações e lá vou passando o dia clamamente, de tão relaxante que esta terra é.
raios me partam, porque é que eu gosto tanto do stress?


quarta-feira, julho 30, 2008

nova leva de doutores...



Dia 29 de Julho de 2008, foi o dia da Dr.ª Vanessa Magalhães Sequeira,Advogada-Estagiária.

Parabéns amiga!

segunda-feira, julho 28, 2008

nova leva de doutores...




Dia 28 de Julho de 2008, foi o dia da Dr.ª Célia Lima Costa, Advogada-Estagiária.

Muitos Parabéns, amiga.
Desculpa não ter estado aí.

sexta-feira, julho 18, 2008

noites de karaoke...

tem piada as noites de karaoke.
não é suposto saber cantar e, na maior parte das vezes, ainda é melhor nem saber a letra.
afinal de contas, o que as pessoas se esquecem quando vão para um bar com karaoke é que ninguém vai estar lá para os descobrir.
estão lá pessoas que não sabem cantar e vão para o palco simplesmente para se divertir e fazer figuras que não faríamos na rua, ou no jantar da empresa.
é para isso que serve o karaoke, para deixarmos de ser nós próprios, pelo menos, como os outros nos conhecem, e avacalhar um bocado.
é para dançar, gritar, estar desafinado e fazer os outros rir.
por isso, se calhar, chateio-me com aquelas pessoas que vão para um karaoke com a ideia de que sabem cantar e, por isso, escolhem músicas profundas, mas que, por muito profundas que sejam, a única coisa que vão conseguir é adormecer a plateia.
avacalhem... acreditem, é divertido.

quinta-feira, julho 17, 2008

a viagem


daqui a alguns dias, vou-me embora.
pela primeira vez em cinco anos, vou partir sem ter um destino certo para quando voltar.
de facto, pela primeira vez, em cinco anos, nem sei bem para onde vou voltar.
falam eles das etapas. de uma que acaba e outra que começa.
não sei se é bem isso, mas sempre tem uma pontinha de verdade.
mas o que interessa é que, por agora, vou-me embora.
é altura de começar a fazer as malas, pegar no carro e fazer 416 kilómetros até chegar´`aquela que já foi, uma vez, a minha casa. agora, é a casa da minha família, a minha casa de férias, se quiserem, mas já não sinto que seja a minha casa.
vou para lá passar o meu último verão, vou para lá para descansar a sério uma última vez antes da outra etapa que começa depois desta que se inicia: a reforma.
não sei como vou fazer estes 416 kilómetros.
não sei qual das sensações se vai sobrepôr. se a sensação de ansiedade de chegar e ser recebido pela minha família e ser tratado como o rei que eu não sou por ter feito algo que acaba por ser tão banal como ter acabado a merda do curso, ou se vou por esses 416 kilómetros com a companhia da tristeza por, mais uma vez, estar abandonar aquilo que conheci e que foi a kinha vida por cinco anos, sabendo que, quando voltar, as coisas vão estar diferentes.
não é que não goste da mudança. apenas me aflige que não possa controlar as coisas de acontecerem enquanto estou longe.
talvez profeticamente, quer-me parecer que já vi um pequeno relance do futuro que me espera quando voltar. quer-me parecer que já sei aquilo que vai acontecer enquanto estiver fora e isso só demosntra que, quando voltar à cidade que me acolhei por cinco anos, terei de começar tudo de novo pois encontrarei este sítio de pernas para o ar.
também não sei o que me espera lá em cima. não sei. mas sei que vou sofrer mais com aquilo que acontecer cá em baixo do que com aquilo que eventualmente possa suceder enquanto estiver na terra, vá, dos meus pais...
não sei como vou fazer esta viagem, mas sei que não a vou fazer de animo leve.
só sei que tenho de a fazer, que tenho de estar com a minha família, de estar com os poucos amigos que ainda tenho por lá.
a incerteza parece que me prende aqui, mas vou. tenho de ir.

quarta-feira, julho 16, 2008

duvidas da vida

no outro dia, fui ao cinema.
fui ver o novo filme do will smith, "hancock".
não posso dizer que seja um filme profundo, que nos deixa a pensar no sentido da vida ou, até, defender que tem que ganhar, pelo menos, um óscar.
contudo, o filme serve exactamente para aquilo que lá fui fazer: passar tempo sem histórias muito complicadas à minha volta.
ora, sem querer estragar o fim do filme (há pessoas que odeiam quando lhes contam a história), mas estando-me um bocado a cagar para isso, o filme trata de uma espécie de super-herói.
não é necessáriamente o super-herói de quem toda a gente gosta. o facto de estar sempre alcoolizado e, de cada vez que salva uma vida, coloca milhares em perigo, se calhar, são boas razões para isso.
mas enfim, hancock tem uma força sobre-humana, as balas não o atingem, consegue voar e coisas do género. é uma espécie de super-homem alcoolico.
contudo, a força de super-homem e o ricochete das balas vão desaparecendo quando se aproxima de uma mulher com os mesmos poderes que ele.
ora, o argumento é que eles são os dois últimos da sua espécie e são almas gémeas.
todos os da sua espécie foram feitos aos pares e, quando se apoximam os pares, perdem os poderes para que possam tornar-se humanos, para que possam amar-se e morrer como todos nós.
ora, o filme que não tinha praticamente sumo nenhum para retirar dali, deixou-me mais uma vez, com uma analogia com a minha vida. de facto, uma analogia com a nossa.
eu não sei se existem almas gémeas. sinceramente, pouco acredito que estamos destinados para uma pessoa, aconteça o que acontecer.
se acreditasse, estava bem fodido, admito, poiso sofrimento, nessa altura, seria concerteza insuportavel.
mas enfim, continuemos. eu não sou um super-homem, não tenho super-poderes, super-inteligencia, não sou imortal e a única vez que salvei o planeta foi quando deixei de usar desodorizante de spray para usar os roll-on's.
agora, e se estiver mesmo alguem destinado a mim. alguém feita da mesma matéria, com os mesmos sonhos, com as mesmas aspirações?
será que ia funcionar?
será que eu consigo ser eu próprio e conservar toda a minha dedicação aos meus objectivos, ou, se estivermos juntos, estamos condenados a ficar anulados?
tudo o que consegui na minha vida, aconteceu quando estava longe. tudo o que me leva à ruína, acontece perto.
o que se há-de fazer?
mesmo quando alcanço o sucesso, sinto-me infeliz.
o raio do filme deixou-me estas dúvidas peculiares:

será que devo continuar com todos os meus poderes e ser um super-homem, com a consequencia de não estar perto da minha alma gémea?

ou,

será que devo seguir o destino, deixar-me ser um ser humano normal, abdicando da minha força, e vivendo kortal, só para estar com ela?

o que é que vocês fariam?

sábado, julho 12, 2008

afinal, os radicais anti-globalização estavam certos...


por muito que me custe admitir, esses radicais estavam cetos: o McDonald's é, efectivamente, o grande satã do capitalismo.
o que talvez esses radicais não saibam é que este gigante tem uma agenda para nos colocar todos sob o seu controlo e gerir uma sociedade dispar onde não existe, afinal de contas, qualquer tipo de igualdade.
pensem em dois sujeitos que se foram divertir.
copo atrás de copo, até porque a noite é uma criança e ahavia bastantes motivos para festejar.
é claro que uma pessoa não se pode alimentar apenas de alcool. quando a fome aperta, há que comer qualquer coisa.
ora, o único sítio com comida aberto àquelas horas, como não podia deixar de ser, era o colosso norte-americano que procura, a todo o momento, subjugar-nos à sua vontade.
o gigante situa-se do outro lado da cidade e, como cidadãos responsáveis que são, nenhum dos dois trouxe carro.
há que meter-se num táxi e ir até lá.
até aqui, tudo bem.
agora, quando lá se chega, obviamente não se vai estar dentro do táxi a pagar a tarifa. paga-se o que se deve, sai-se do carro e dirigem-se os cidadãos ao restaurante.
e qual é o espanto dos dois sujeitos quando lhes encontram as portas fechadas. o restaurante que está aberto 24 horas por dia está... fechado.
"agora, só no McDrive", diz o segurança.
bem, e o que fazem os dois individuos que procuram comer qualquer coisa para matar a traça provocada pelo alcool? bem, a única coisa que podiam:; colocaram-se na fila do McDrive como qualquer outro cidadão que ali estava.
Fizeram o pedido, mantiveram-se na fila e esperaram como qualquer outro cidadão que lá se encontrava.
qual não foi o espanto deles quando chegam ao guichet de pagamento e os "competentes" funcionários do McDonald's se recusaram a servi-los porque... não tinham carro...
não lhes foi permitida a entrada no restaurante aberto 24 horas porque estava fechado, e não lhes foi servida a refeição no McDrive, apesar de terem cumprido com todo o regulamento porque não tinham carro...
talvez pareça rídiculo, mas já repararam que este gigante americano se mostra claramente partidário das pessoas automobilizadas?
pior, o McDonald's incentiva os cidadãos a incumprir a lei e arriscarem-se a se presos, ou até provocar acidentes com danos para eles e para os outros.
Ora, a dois cidadãos responsáveis que decidiram não usar o carro porque beberam uns copos e não quiseram prejudicar ou pôr em perigo a vida de terceiros, foi-lhes recusada a refeição pela qual atravessaram a cidade.
curiosamente, aos míudos de dezoito anos que estavam a fumar charros e beber litrosas enquanto ao volante do civic dos papás, foi servida.

é impressão minha, ou o McDonald's não só é apologista, como também incentiva a uma política de irresponsabilidade crónica?

quarta-feira, julho 09, 2008

nova leva de doutores...




Dia 9 de Julho de 2008, foi o dia do Dr. José Pedro Salgado, futuro diplomata.

Muitos parabéns.

terça-feira, julho 08, 2008

é hora de ir à luta!!!



afinal de contas, "nem que morra a tentar..."

domingo, junho 29, 2008

arriscar...




às vezes, fazemos certas e determinadas loucuras.
porquê?
bem, acima de tudo porque queremos, porque podemos e porque nos sabe tão bem.
é precio passar dos simples pensamentos e ir em frente, independentemente do que os outros possam pensar.
seremos, por isso, loucos?
talvez, mas aqui fica a pergunta: "então, e daí?"
não podemos ficar parados sem fazer nada, não é possível ficar no mesmo sítio contentando-me com o sonho do "como seria"...
é preciso arriscar e i em frente.
podemos dar-nos mal.
sim, é verdade. "então, e daí?"
ao menos, fi-lo e posso dizer que fiz.
posso olhar para trás e sentir que tive parte naquilo.
se não correr bem, pá, não correu, mas o importante, ao contrário do que a maioria pensa (talvez seja eu que estou errado) não é o resultado.
é o caminho que tomamos para o alcançar.
se, por ter arriscado, não chegar ao fim do caminho, ao menos sei uma coisa: foi uma viagem do caraças...

quinta-feira, junho 26, 2008

nova leva de doutores...


Dia 26 de junho de 2008, foi o dia da Dr.ª Bárbara Cagica Oliveira, "taxista".

Parabéns, amiga.

nova leva de doutores...

dia 24 de Junho de 2008, foi o dia do Dr. José Rodrigues Pereira, "taxista"


quarta-feira, junho 25, 2008

obrigado

ontem foi um dia especial.
foi um dia em que acordei tarde, almocei, arranjei-me, vesti exactamente o mesmo fato que usei na minha primeira prova oral naquele sítio.
saí de casa e encontrei o stress. tornei-me insuportável.
não era por ser uma prova oral, era por ser a última.
sentia o peso de toda a gente me estar a dizer que ia passar, o peso dos meus pais estarem a contar que acabasse ali a minha miséria, o peso de não admitir falhar perante mim mesmo.
ontem, senti o peso do mundo nos meus ombros, assim como senti a pressão de ter de a fazer.
e depois, entrei na sala.
de todo o meu nervosismo, começou a surgir, pouco a pouco, a confiância que eu precisa ter, começaram a surgir as palavras certas e comecei a pensar que era mesmo ali que iria acontecer.
e, volvidos quinze minutos, saí da sala e apercebi-me que, embora pudesse ainda não estar acabado, senti que o ciclo de cinco anos chegou ao fim.
é uma situação estranha. deliciosa, mas estranha.
vem-nos à ideia que, ao longo de cinco anos, eu vivi para aquela casa, vivi para aquela causa e aprendi, acima de tudo, a viver para mim.
o alívio que senti ao saber a nota foi, sem dúvida, dos sentimentos que levarei para a cova.
aquele momento, ninguém me tira. era apenas mais um sentimento que aquela casa me proporcionou. porém, não era apenas mais um. era o último.
e foi assim que eu deixei para trás uma batalha vivida diariamente para alcançar aquele momento.
podem falar de ciclos, podem falar de fases da vida, podem falar daquilo que quiserem.
para mim, foi o terminus de cinco anos intensos.
foi o terminus de uma fase da minha vida que transfigurou a forma como me vejo e como vejo os outros.
destes cinco anos, eu levo, muita coisa, mas sem querer fazer uma enumeração exaustiva, lembrar-me-ei do dia em que lá entrei pela primeira vez, acompanhado do meu irmão, e fui recebido pela Nicole.
lembrar-me-ei, ou, pelo menos, ouvirei falar, daquele rally das tascas em que ainda não sei como cheguei a casa, mas na qual conheci o Tiago, o luís e o José Pedro.
ficam as lembranças da minha primeira oral, em que estava teoricamente chumbado e fiz o brilharete da minha vida, assim como fica o dia 27 de julho de 2004, onde soube que era mesmo isto que eu queria fazer.
fica também o dia em que ela entrou na faculdade e o bruno a mandou para a minha mesa de inscrições.
ficam-me aquelas duas horas de conversa sem praticamente termos preenchido papel algum.
fica-me também o momento em que percebi que estava apaixonado, comtodas as alegrias e dramas que daí advem.
ficam-me os tantos anos de AAFDL, com tantas noites de luta, sem dormir, com tantos dias de estudo desperdiçado para fazer algo, mas sempre com o sentimento que estava a dar algo de mim àquela academia.
ficam-me na memória, as danças que fazia com a victória em que eramos sempre apanhados pelos assistentes que ficavam com a ideia de que nos estavamos a comer, assim como me fica na memória o grupo de má língua que formei com a mafalda, a bárbara e com a célia.
ficam-me as noites a fio no ágora em que estudávamos até perder os sentidos, assim como as pragas que rogavamos àqueles idiotas que estacionavam lá em frente para ir para os copos enquanto nós ficávamos lá presos em frente aos livros.
fica-me a minha tatuagem e os motivos pelos quais a fiz e o sofrimento que com ela tentei expurgar, assim como me ficam os inúros chapéus de aspecto duvidoso com os quais fiz sucesso nas festas da cerveja.
ficam-me as saídas profissionais e a execelente equipa com quem tive a honra de trabaçhar (célia e vanessa), assim como a vice-presidência mais venenosa em que alguma vez eu tinha feito parte.
fica-me o estágio na Uría e a Maria Inês com quem foi preciso chegar ao fim do quarto ano para nos tornarmos bons amigos.
ficam-me as esperanças e os contratempos.
não consigo enumerar estes cinco anos por completo, nem todas as pessoas sensacionais quem quem tive a honra e o privilégio de trabalhar e de fomentar uma amizade.
não consigo aqui falar de todas a pessoas que foram importantes para mim.
não consigo falar de todos aqueles em quem confio e que confiam em mim.
não consigo falar de todas as idiotices, todos os risos, de todos os choros, de toda a glória e de toda a queda que vive ali.
é demasiado e não coseguiria falar das minhas afilhadas, dos meus amigos, de todos os que me amaram e de todos os que me odiaram ali dentro.
durante estes cinco anos, tive alegrias, tive tristezas, tive noites no number two com a filipa e tive desilusões demasiado grandes.
mas, ao longo destes cinco anos, aquele menino assustado que lá entrou, mudou, tonou-se diferente. não sei se melhor, ou pior, mas diferente, e ao longo destes cinco anos, eu levo uma autentica vida com tudo aquilo que tive direito.
muito obrigado a todos, por me fazerem quem sou...