quer dizer, eu gosto de um céu bastante carregado, desde que isso signifique que vai chover às carradas.
gosto de pequenos dilúvios, de sentir a chuva na cara e de dançar numa rua inundada.
agora, se não é para chuver, vento e um pequeno temporal, prefiro ver o céu sem nuvens.
assim, este tempo em que não chove nem me deixa ver a luz do sol deprime-me.
a sério, fico sem energia para fazer o que quer que seja.
é que não dá para nada. simplesmente para ficar em casa, a olhar lá para fora e ver nuvens por cima de ruas desertas sem movimento nem vida.
se é para o tempo estar assim, então é bom mesmo que chova, que venham as cheias, que me deixem ir dançar nas poças de lama.
ou isso, ou então que possa ir para uma esplanada e ter motivos para colocar os óculos de sol, enquanto tomo o meu café e leio o jornal.
acho que aquilo que mais me deprime neste estado do tempo é mesmo a indefinição a que nos sujeita, sem sabermos se as nuvens se vão embora, ou se vão transformar numa chuva fria e agradável.
e tal como tempo, também o meu humor se torna indefinido...
sexta-feira, setembro 26, 2008
a segunda arma mais poderosa alguma vez inventada por uma mulher foi, sem sombra de dúvida,...
sou impulsivo. tenho uma grande tendencia a agir sem pensar em todas as consequências, a aceitar os desafios sem olhar às dificuldades e passar pelos limites sem reparar que já lá estavam;
sou apaixonado. defendo o que é meu e aquilo que quero que seja meu. não importa quem os outros são. defendo até ao fim porque acredito naquilo por que me apaixono;
sou parcial. não consigo ficar parado sem assumir uma posição. não resisto a tomar um lado e lutar por algo. não consigo ser um espectador;
sou aluado. tudo acaba por me passar ao lado, sem reparar na "grande novidade" de que toda a gente fala. não sou a melhor pessoa para alguém perguntar das "notícias do burgo". se não forem realmente importantes, não as sei;
sou obssessivo. não consigo parar de tentar controlar o ambiente à minha volta. não consigo parar de tentar manter tudo na ordem que estabeleci;
sou perfeccionista. não consigo deixar as coisas a meio nem suporto fazê-las sem empenho. não as consigo fazer sem o compromisso que não serão nada menos que perfeitas.
não,
não sou humilde. sei as qualidades que tenho e não consigo escondê-las. tenho a consciencia das minhas qualidades epouco me interessa se o mundo me vê como convencido. afinal de contas, i'm what i'm. deal with it...
agora, desafio os autores dos seguintes sete blogs a escreverem as seis coisas que são e uma que não.
saio do trabalho. despeço-me dos meus colegas. hoje não os acompanho no "copo depois do trabalho". meto-me no metro para tentar chegar ao carro. chego ao carro e apanho trânsito a voltar para trás, chego atrasado. stresso, mas chego lá. aí, já estou descansado. já cheguei e isso é que importa. e para quê? fácil, para um fim de tarde, para me sentar junto ao rio e ver as luzes, para tomar um chocolate quente, para tirar o meu casaco e pousa-lo nas costas de quem tinha frio e para, simplesmente, ao som de boa música, apreciar o momento. momento de calma, momento de conforto, momento de tentar não pensar em trabalho. simplesmente conversar, simplesmente ouvir, simplesmente estar. não olhar para o relógio porque as responsabilidades só nascem com o dia e, naquele momento, era de noite, sem nuvens, sem barulho, simplesmente, noite. são estes momentos que dão gozo à vida.
peço desculpa por ser uma pessoa social. peço desculpa por me estar a ambientar a um novo ambiente que vai fazer parte da minha vida, espero eu, por muito tempo; peço desculpa por ligar aos meus amigos para tomar café; peço desculpa por deixar de ligar porque os meus amigos me dão a descasca de que sou um chato por lhes ligar para tomar café; peço desculpa por não gostar de apanhar trânsito; peço desculpa por ficar a mamar umas imperiais com a malta do trabalho depois de uma semana cansativa; peço desculpa por ir jantar e beber uns copos ao bairro com o meus colegas porque os meus amigos não combinaram nada comigo; peço desculpa por ter uma hora para almoçar e escolher ficar perto do trabalho e, vá, desgraçado que eu sou, almoçar com os meus colegas que, ainda por cima, alguns até são mulheres... pá, peço desculpa. a sério, sou mesmo uma merda...
quinta-feira, setembro 11, 2008
acho que sou um bom ouvinte. se calhar, não sou é grande coisa enquanto falante... aqui fica o recado.
se calhar, é tempo de uma reciclagem. quer dizer, a reciclagem em si não é nada de especial, e se estamos a falar de algo mais do que lixo, então, se calhar,a reciclagem não ajuda em nada. essa coisa do "reduzir, reciclar e reutilizar" pode funcionar muito bem para os ambientalistas mas, sinceramente, se não estivermos a falar de lixo, pá, é só um retorno de problemas. reciclar, reutilizar pode não ser a solução que devemos procurar. afinal de contas, reutilizar e reciclar é acabar com os mesmos problemas com que começamos, mas, agora, tem um ar mais...bem...mais... mais limpo, na falta de expressão melhor. se calhar, em vez de de voltar a usar as coisas que já entendemos como gastas só porque é a solução mais conscienciosa, talvez devessemos mandá-las para o lixo. afinal de contas, já repararam que só ficamos com a casa amontaoda de coisas que, provavelmente, nem nos vamos lembrar de voltar a usar? o melhor é mesmo deitar tudo ao lixo e ir até ao shopping arranjar aquilo que precisamos novo. se calhar, vou fazer isso. já ando com muita coisa a amontoar-se...
"ah, sabes, é que eu tenho um órbita" by yours truly
e
"sabem como é que se distingue um advogado? é aquele que tem as mãos nos bolsos. se estiver frio, tem as mãos nos bolsos dele, se não estiver, tem as mãos nos bolsos dos outros..." by barbas
fim-de-semana: é hora de curtir e fazer cenas... ah, espera, agora sou mais um menos uma pessoa responsavel. é melhor levar o fatos à lavandaria, limpara casa e o carro também tem de limpar. afinal de contas, mais do que uma imagem que se tem de transmitir, é agradável não viver numa pocilga. quer dizer, vai voltar a ser uma pocilga logo a partir do momento em que o outro idiota que vive cá em casa acorde, mas, até lá, é bom sentir o cheiro a lavado. podia estar a fazer coisas mais interessantes, mas, já lá diz o outro: "se formos organizados, há tempo para tudo". e é bem verdade. depois disto, é hora de sair lá para fora. depois de uns dias a chegar ensopado ao trabalho e a rezar para que o pc não tenha apanhado água (dizem que é capaz de não fazer muito bem...), está um sol lindo lá fora. quase que me chama para uma tarde de caracóis e cerveja. e, daí, talvez vá só até à esplanada beber o meu café e ler a imprensa de fim-de-semana. estou a gostar desta nova fase da minha vida. parece que, de repente, cresci e criei alguns métodos. tive sorte. felizmente, encontrei pessoas tão ou mais avariadas do que eu, e estou a adorar, assim como começo a ver que vou adorar as tardes de sexta-feira, quando todos descemos e vamos até ao bar lá de baixo beber umas imperiais antes de voltar à nossa outra vida. é bom, é agradável e estou ansioso que as coisas se intensifiquem. quando começar a sentir a adrenalina, aí sim, vou começar a gostar mesmo a sério. hmm, se calhar, ia era até ao cinema. também já lá vai um tempinho desde que não ponho lá os pés. por outro lado, o solinho lá fora está mesmo a puxar por mim...
ok, eu admito. estou com um certo friozinho na barriga. parece que andei a vida toda a preparar-me para isto, para começar a trabalhar, para fazer algo de importante. e, no entanto,neste momento, sinto-me completamente terrificado com o facto de entrar num sítio totalmente novo, com colegas que não conheço e começara a assumir responsabilidades daquelas em que os erros não nos deixam apenas com um buraco no peito, ou com uma sensação de tristeza. agora, é a sério, e estou com receio. receio de falhar, receio de não gostar, receio de não ser tão bom como penso que sou. talvez seja normal, não sei. mas sei que o friozinho cá está. parece que me sinto como um pássaro-bébé que atingiu a idade de sair do ninho e foi atirado pelo precipicio para que abra as asas e voe por si mesmo. confio que vai correr tudo bem, mas não consigo deixar de pensar no que pode correr mal. vamos lá ver. é hora de me fazer à vida e ultrapassar isto tudo. afinal de contas, citando pierce brosnan enquanto thomas crown, "let's play ball..."
por acaso, já repararm que a maior parte dos programas de busca que encontramos na net estão agora equipados com um serviço de mapas e direcções? pois bem, hoje, gostava de fazer de fazer a review do google maps. sendo o google o motor de busca, segundo dizem, mais completo do mundo, era de supor que o seu serviço de mapas fosse absolutamente incrível. e, de facto, é... absolutamente inútil, estúpido e perigoso. talvez seja o facto de ser criado e produzido por americanos que, apesar de até conseguirem fazer um mapa, não conhecem minimamente as realidades europeias. assim, se eu vou ao google maps pedir direcções, tal como o idiota habitual, eu quero o caminho mais rápido para algum sítio, prefriro que me digam, como a pessoa com quem ia ter me disse, posteriormente, "mete-te na via-rapida, sais em tal saída e estás em minha casa". era só isto. sinceramente, não precisava de uma conjunto de indicações por dentro da cidade que, além de me dizerem para virar em ruas que não estavam nem próximas da rua onde me encontrava, ainda me deram a possibilidade de fazer um pouco de turismo dentro dos bairros de lata mais perigosos da região. não é que eu não aprecie ver ao vivo todos aqueles sítios que estamos habituados a ver na televisão, mas, sinceramente, preferia que não tivesse acontecido assim e depois ter de telefonar a alguém pedindo indicações de sítios onde não tinha sequer a noção onde estava. é que é um bocado complicado situar alguém para nos dar indicações ao elefone quando o ínico ponto de referencia é o carro que está a ser desmantelado ou a barraca com os vidros furados de balas. ainda por cima, graças ao google maps, cheguei atrasado, que é coisa que simplesmente odeio e não suporto que aconteça. bem, ao menos, tive um gostinho do que é viver no limite e ter a nossa vida por um fio. obrigado pelas emoções fortes, google maps...
"Some observers of teams in action have suggested that a team needs a ‘social leader’, who is the permanent head of the group, and a separate ‘task leader’, who is in charge of a specific and defined project - much in the way that a nation needs both a Head of State, who is permanent, and a Head of Government, with a specific job to do. If so, the Shaper is the task leader and the Coordinator is the social leader. The Shaper is the most likely to be the actual leader of the team in those cases where there is no Coordinator, or where the Coordinator is not, in fact, the leader. The Shaper is full of nervous energy; he/she is outgoing and emotional, impulsive and impatient, sometimes edgy and easily frustrated. They are quick to challenge, and quick to respond to a challenge (which they enjoy and welcome). They often have rows, but they are quickly over and they do not harbor grudges. Of all the team, they are the most prone to paranoia, quick to sense a slight and the first to feel that there is a conspiracy afoot, and they are the object, or the victim, of it. The principal function of the Shaper is to give shape to the application of the team’s efforts, often supplying more of their own personal input than the Coordinator does. They are always looking for a pattern to discussions, and trying to unite ideas, objectives and practical considerations into a single feasible project, which they seek to push forward urgently to decision and action. The Shaper exudes self-confidence, which often belies strong self-doubts. Only results can reassure them. Their drive, which has a compulsive quality, is always directed at their objectives. They are usually the team’s objectives too, but then the Shaper, much more than the Coordinator, sees the team as an extension of their ego. They want action and they want it now. They are personally competitive, intolerant of vagueness, and muddled thinking; people outside the team are likely to describe them as arrogant and abrasive. Even people inside the team are in danger of being steamrollered by them on occasion, and they can make the team uncomfortable; but they make things happen."
não percebi...
aqui vai uma em memória da noite de ontem...
terça-feira, agosto 26, 2008
acabou a tortura. alcancei um novo nível, com o meu esforço, com a minha dedicação, com o meu engenho. é altura de reclamar o que me é devido. é altura de escolher, é altura de ir à caça. afinal de contas, eu posso.
nós, portugueses em geral, andamos sempre a dizer que só nos chegam más notícias, que a vida nos corre mal, que é tudo uma merda e que, enquanto as boas notícias demoram séculos, as más parece que voam... pois bem, se calhar, não andamos é muito atentos. uma notícia boa pode vir de um simples anúncio de jornal, de uma mensagem escrita ou até de um daqueles telefonemas de pura bazófia. as vezes, até podem aqueles que a trazem nem sequer saber a boa notícia que nos estão a dar, mas a verdade é que estão. eu gosto de receber essas notícias e gosto de as festejar. mesmo que seja algo que me passa, à priori, à parte, quem disse que não me traz motivos para estar feliz. as boas notícias são boas e toda a gente gosta de as receber. até os meninos da Católica...
tenho medo de começar algo perfeitamente desconhecido e para o qual sinto que não tenho a mínima preparação? não, tenho é medo de ficar parado. bora lá!
dentro em muito breve, pisgo-me. a mesma viagem de sempre, a mesma hora de sempre. sai-se cedo, ainda com toda a gente a dormir, para evitar choradeiras, e fazer-me à estrada sem que ninguém repare, sequer, que eu já não estou ali. depois, é ir por aí abaixo. ãinda vou com uma certa antecedência, para evitar confusões e conseguir tomar os cafés todos antes de começar a bulir. se calhar, acho que até tenho um bocadinho de tempo para poder arrumar a rou e, quiçá, comprar cenas para casa... mas isso, só mesmo se tiver tempo... acabam-se as férias mas não se me acaba a boa disposição. tudo o que é demais chateia, mas, ao menos, vou voltar para o meu poiso (isto de estar em casa dos pais já me estava a dar ideias homicidas, o que é chato pois, como não moro na quinta do mocho, provavelmente, seria apanhado...) e para uma vida que, tanto quanto prevejo, estará mais ou menos igual como a deixei. quer dizer, há coisas que mudaram, mas o espírito continua lá. tanto o das coisas boas como o das merdas. não interessa. boa ou má, é a minha vida e é disso que tenho saudades. tenho saudades das minhas coisas, tenho saudades de ir lavar o carro e secá-lo na auto-estrada, tenho saudades dos meus amigos, tenho saudades de ter rede de telemóvel em casa, tenho saudades do que aí deixei. porra, até saudades do metro tenho... pronto, ok, não tenho saudades do metro nem tenho a mínima vontade de andar lá, mas tenho saudades de saber que posso contar com ele às seis e tal da manhã quando não conseguir pegar no carro por causa da bezana que apanhei. assim, daqui a uma semana, vou matar as saudades. vou voltar, vou sair com os amigos e fazer uma preparação psicológica para um novo rumo a tomar na minha vida. se calhar, até corto o cabelo. vai ser bom voltar. mesmo que seja para a miséria e para o sofrimento, vai ser bom voltar... a proposito, para acabar com o cinzentismo em que a minha vida vai ser mergulhada e para revolucionar os padrões morais e sociais do mundo jurídico, comprei dois fatos...cinzentos...
aos três ou quatro gatos pingados que ainda tem paciência para ler as minhas merdas e aparecer por aqui, peço desculpa pelo tempo de ausência, mas, efectivamente, quando estou de férias, estou de férias. quer dizer, estando em férias, também não ha muito para contar. são aquelas coisas normais, tipo, ah e tal, ir para os copos, apanhar sol, quase morrer afogado, começar a ver que é boa ideia pôr os pais num lar porque a casa é grande e dava para fazer umas festas jeitosas, pegar numa chave de ferramentas e destruir por completo o interior do carro e roubar os estofos ao carro do meu pai porque estou com excesso de tempo livre e era isso ou, então, cortar os pulsos porque já não há mais nada para fazer. não me levem a mal. eu gosto de férias, gosto de ficar com o (grande) papo para o ar (com que então sou gordo, não é?) sem fazer nenhum, mas tudo o que vem em demasia, cansa. ainda por cima, a maior parte dos meus amigos, não todos, já está a bulir e trabalhar no durinho, e está a fazer-me uma confusão danada estar aqui com o único sentido na vid de vegetar. devia ter-me candidatado a uma cena qualquer para fazer no verão. talvez nem tanto um emprego, mas algo que me ocupasse um bocadinho o tempo. sei lá, tipo, constituir uma multinacional ligada ao petróleo, ou talvez uma sociedade financeira. assim, algo que me ocupasse um bocadinho do meu tempo enquanto não começo a trabalhar. mas enfim, não pensem que tudo é mau. verdade seja dita, e nunca pensei que o fosse admitir, ainda por cima num blog que chega a ser um bocadinho público, afinal de contas, tem mais de três leitores confirmados, mas estou com saudades daquela cidade reles onde querem que passe o resto da vida a trabalhar. bem, o resto da vida talvez não. estão nos meus planos pisgar-me dali mal haja oportunidade, mas hei-de voltar, eventualmente... mas agora a séria (há bocado também o era), estou com saudades de lisboa, tenho saudades de quem aí deixei e estou mortinho por voltar. já não sei bem para o que é que volto, mas tenho vontade de voltar rapidamente. quero começar novos desafios, quero voltar e ver caras conhecidas e conhecer outras, quero ser, vá, feliz, ou algo do género. mas nem tudo aqui é mau. sempre acordo sem preocupações e lá vou passando o dia clamamente, de tão relaxante que esta terra é. raios me partam, porque é que eu gosto tanto do stress?