quinta-feira, abril 03, 2008

sabem?


sabem o que acontece quando queremos dar algo a alguém que não quer receber?
não damos. vai para o lixo.
sabem o que acontece àquele algo que alguém não não o queria receber?
é levado pelos técnicos de recolha de resíduos (os homens do lixo).
sabem para onde vai algo que alguém não queria receber?
vai para a lixeira.
sabem o que acontece na lixeira?
como ainda existem poucas pessoas que acreditam na reciclagem e na reutilização, o mais provável é ficar a apodrecer.
sabem o que é que acontece depois de apodrecer?
desaparece.
sabem o que acontece quando desaparece?
deixa de haver, deixa de existir, acabou.
sabem o que acontece à pessoa que não queria receber quando se apercebe que afinal quer esse algo?
fica sem nada, porque já não há nada para receber.
saber o que acontece à pessoa que queria dar a alguém que não queria receber?
fica sem algo para dar. já não tem algo para dar, seja a quem for.
sabem o que acontece quando aparecer alguém que quer receber?
também não vai receber pois foi algo que apodreceu. ninguém o recebeu nem ninguém poderá voltar a recebê-lo.
é a chatice de sermos efémeros: é que aquilo que nós temos para dar não dura para sempre. aquilo que temos para dar é frágil e não aguenta muito quando é posto no lixo.
ao fim e ao cabo, acabamos todos sem nada.
acabamos vazios.

domingo, março 30, 2008

o casino da vida...


há coisas na vida que acabam por ser um pouco como ir ao casino.
pessoalmente, gosto de dar um saltinho ao casino.
acaba sempre por ser para ir tomar um cafézinho, mas, estando onde estou, acabo sempre por dar uma voltinha pelas salas lá de cima.
"só vou dar uma olhadela", pensamos nós, enquanto subimos as escadas, tentando convercer-nos que somos melhores que os outros, que aquela ideia de felicidade instantânea não nos vai afectar.
mas, olhando para toda a gente com dinheiro e fichas na mão, acabamos sempre por ir ter à roleta, ou a uma máquina. "oh! já sei que não vou ganhar nada", pensamos para não nos iludirmos demasiado. afinal de contas, a vida vive-se melhor se não tivermos muitas expectativas.
então, convence-mo-nos que não vamos ganhar, que aquele dinheiro já está perdido e só nos vamos distrair um bocadinho.
é esse o erro da maior parte das pessoas, eu incluído: pensamos que controlamos a situação, pensamos que controlamos aquilo que sentimos.
assim, metemos a nota na máquina e começamos a jogar.
à primeira, ganha-se sempre e começamos a esboçar um sorriso nos lábios. "estou a ganhar, estou feliz, isto vai durar para sempre", mas não é assim que acontece.
vem as contrariedades e começamos a perder, tanto aquilo que já tinhamos ganho,, como aquilo que nóis investimos.
sentimo-nos frustados quando vemos o nosso crédito a zero.
já não levamos o nosso prémio para casa, nem sequer algum peso que traziamos na carteira.
no fundo, ficamos vazios.
voltamos desanimados para casa, sozinhos e apenas com aquela sensação que era quase ali que seríamos felizes.
de repente, aqueles sentimentos nos quais somos os reis do mundo, em que somos bons, em que somos felizes, desvanecem.
passamos um bom bocado que já passou, mas ficou caro. foi uma ilusão bonita, mas acabou.
mas aquilo que é mais gritante não é isso. é o facto de sairmos de lá, olhando para tras, vendo o casino e pensar que não voltaremos lá. afinal de contas, perdemos e de uma forma rápida. nem sequer deu tempo de sonhar um bocadinho.
o casino consome-nos e deita-nos fora.
mas, apesar disso, nós não conseguimos abandoná-lo. saímos de lá, juramos que nunca mais. muitas vezes, até nos tentamos controlar, mas acabamos por voltar lá.
já devíamos saber que continuamos a não ganhar, mas não resistimos.

outras coisas na vida são exactamente a mesma situação.

terça-feira, março 25, 2008

segunda-feira, março 24, 2008

despedida?


odeio despedidas.
não necessáriamente porque aquele(a) de quem nos despedimos se vai embora, mas porque...se vai embora.
quando alguém parte, fá-lo por uma, ou por várias razões.
partimos sempre por algo melhor, seja uma carreira, seja uma casa, seja uma relação, seja, pura e simplesmente, uma nova vida.
é isso que normalmente temo.
eu já me despedi e outros já se despediram de mim.
é isso que eu temo, e acredito que tu também.
é aquela altura do medo. o medo de não conseguirmos aquilo que queremos, o medo de não encontrarmos aquilo que estavamos à espera, o medo da saudade ou, ainda, o medo de encontrarmos tudo aquilo que esperavamos e já não querer voltar.
são esses os medos de quem parte.
então e os medos de quem fica?
bem, na verdade, não devíamos ter medo.
despedimo-nos de alguém, mas pelos bons motivos.
devemos estar felizes por aqueles de quem nos despedimos.
assim como nós tentamos encontrar a felicidade, também os outros tem esse direito e não somos nós que lhes podemos mostrar como se faz.
na verdade, não tenho medo de me despedir de alguém e essa pessoa venha a ser feliz.
espero, sinceramente que o consiga, assim como espero que se realize tudo aquilo que te contei entre piadas acerca da tua nova vida.
as piadas sempre foram uma forma de eu enfrentar os meus medos.
mas sim, tenho algum medo. não o medo como quem parte, mas o medo de quem fica.
é aquele medo que as coisas mudem, que já não voltam ao que fomos.
sei que as coisas mudam. acredito que a mudança é necessária.
é só aquele medo que mudem demasiado, o medo de nos encontrarmos na rua e não nos reconhecermos.
pior, o medo de nos encontramos e não ter nada para contar.
é esse o meu grande medo.
confio que não vá acontecer.
acredito que já não vamos falar das mesmas coisas. ambos crescemos, seguimos rumos diferentes e vamos ter experiências distintas, mas quero continuar a poder falar delas contigo, e ouvir as tuas.
espero sinceramente que ainda te rias de quando te conto as minhas "aventuras", assim como espero continuar a levar com aqueles comentários.
sei que não vão ser tão frequentes.
talvez já não possa ser aquele café sazonal, mas sei que o vamos continuar a cumprir.
talvez de mais tempo a tempo. talvez com outras companhias, as tuas e as minhas, talvez já não usemos um carro branco, meu ou teu, mas espero que os continuemos a tomar.
agora, em relação aos teus medos, são legítimos.
é sempre difícil mudar de vida e ir para longe.
há sempre medos da incerteza, que as coisas mudem ou que sintas que já não é a mesma coisa.
contudo, há sempre uma coisa que não vai mudar, há sempre algo com que podemos sempre contar e que vai estar sempre lá à espera:

O SÍTIO DO COSTUME.

Boa Viagem

domingo, março 16, 2008

a droga e a dor



todos temos uma droga.
não é preciso que seja uma substância química que nos põe em transe.
todos temos um droga, algo que não conseguimos largar, mas que nos vai destruindo lentamente, sem sequer repararmos que já não somos nós próprios.
não somos, nem voltaremos a ser.
eramos puros, antes de encontrar essa droga. eramos felizes, ou fazíamos por isso, mas não continuamos assim.
é impossível continuar assim.
encontarmos essa nossa droga, essa substancia, essa pessoa que achamos que nos vai fazer felizes, que encontarmos tudo aquilo que sempre precisamos, mas as coisas não são assim, nem tudo vai ficar bem, mas nós não nos importamos pois sentimos que é o correcto, que é aquilo que nos traz felicidade, que é aquilo que nos faz gritar ao mundo unteiro que somos felizes, que somos os maiores, que temos aquilo que sempre procuramos.
mas as coisas não são assim. nós não conseguimos ser felizes, não conseguimos manter aquilo que queremos.
as coisas acabam, acaba-se a felicidade, acaba-se outro sentimento, a pessoa vai-se embora.
então e depois?
todos acreditamos que conseguimos ultrapassar tudo. toda a gente nos diz que somos fortes, que ultrapassamos as nossa fraquezas e que não era aquilo que nos fazia felizes, mas não é bem assim.
nós sofremos. começa a doer, lá dentro, bem dentro do nosso peito, bem no fundo da alma.
nós precisamos dessa nossa droga, seja ela quem for, mas precisamos dela, para conseguirmos ser felizes, para nos mantermos sãos, para conseguir pensar direito.
nós precisamos, mas não temos.
é aí que sofremos à séria. é aí que choramos e é aí que nos deitamos todas as noites, já não para dormir descansados depois de um dia longo, mas porque já não temos capacidade de nos mantermos acordados de tão cansados que estamos de sofrer.
é essa a nossa ressaca dessa nossa droga.
é esse o sofrimento que sentimos por não estarmos com ela.
mas será que algum dia recuperamos?
bem, ninguém vive em ressaca para sempre.
sim , toda a gente acaba por fazer o seu tratamento, toda a gente acaba por aprender a viver sem essa nossa droga.
mas ñunca volta a ser o mesmo.
nós aprendemos a viver sem, mas nunca mais somos o que eramos.
tanto a inocência perdida nunca mais volta, como´nem nós voltamos a ser os mesmos.
podemos parecer os mesmos, podemos passar dia todo sem essa nossa droga, mas vai estar sempre na nossa cabeça, vai estar o nosso coração a pedi-la.
nós não recuperamos, não voltamos ser felizes, não voltamos a ser quem eramos.
simplesmente, aprendemos a conviver com essa falta. aprendemos a sentir a presença dessa dor e acabamos por senti-la como parte de nós?
quem é que estou a tentar enganar?
ela é mesmo parte de nós.
e nós vamos vivendo. nunca mais vivemos. vamos vivendo, suportando os dias com uma máscara de quem não somos, acabando por ter como única e real companheira essa dor.
essa nossa amiga que nos acompanha sempre. essa esposa que nunca nos deixa realmente ser felizes com uma outra droga, mas que nos trai e que nos mantem ali, bem doridos, bem a sofrer.
às vezes, essa dor vai-se embora.
não acontece muitas vezes, e nunca se vai embora de vez.
é quando temos uma recaída, quando voltamos a ter essa droga, quando nos deixamos cair outra vez nos braços desse vício.
aí, a dor desaparece, mas simplesmente porque voltamos à droga que nos mantem o coração aprisionado.
voltammos tempos pós-felicidade inocente, voltam as sensações quase-para-normais, volta aquela falsa sensação de felicidade eterna.
volta tudo, menos essa dor.
essa dor é esquecida. essa nossa velha amiga de tantos anos é posta de parte e nós nem sentimos remorsos. queremos viver de novo e essa dor nem sequer alguma vez foi nossa amiga.
era só alguma coisa que preenchia um vazio deixado pela ausencia dessa nossa droga.
mas já devíamos saber que as drogas são passageiras, e quando voltam só nos vão deixar em pior estado do que da última vez, mas não nos importamos.
estamos felizes de novo, ou, pelo menos, começamos a viver nessa ilusão.
só que essa droga acaba por se ir embora. ela vai-se sempre embora.
não há nada a fazer.
todos nós temos a nossa droga, e todos sabemos bem como ela vem e vai.
e quando ela se vai, retorna o vazioque tem de ser preenchido com alguma coisa.
e aí retorna a nossa velha amiga, aquela que nunca nos abandona. a nossa velha amiga dor, que retorna sem ressentimentos por a termos abandonado temporariamente.
ela não se importa. sabia que voltava.
então, vai chegando aos poucos, sabendo que vai ficar conosco até ao momento em que tivermos uma nova recaída, sabendo que depois vai desaparecer, mas que também vai voltar.
sê benvinda, velha companheira. fiquemos juntos por mais uns tempos...

sábado, março 15, 2008

ressaca...


escrevo bem lá o fundo da ressaca da minha vida.
escrevo da bebedeira que todos apanhamos de tempos a tempos.
mas, e se essa bebdeira for constante, ou melhor, porque é que tem essa bebedeira de nos apanhar?
bebemos um copo,e vai ficar tudo bem. bebemos outro e sabemos que a vida é a bebedeira que sempre quisemos apanhar.
mas toda a euforia acaba.
volta tudo ao mesmo, mas sentimos a alma dorida, sentimos que não devíamos ter feito. não nos devíamos ter envolvido.
afinal de contas, da felicidade que essa bebedeira nos trouxe, resta muito pouco. resta nada, a não ser a maldita ressaca que nos acaba de destruir.
faz-nos sentir vazios, sem um propósito.
é a ressaca da vida, é aquilo que nos mostra que estamos vivos, que sentimos, que amamos, pois é aquilo que nos mostra que doi.

terça-feira, março 11, 2008

de volta


às vezes, é necessário afastar-mo-nos por uns tempos.
é sempre bom para arejar, viver novas expriências e ter alguma coisa para contar.
pois bem, foi o que fiz.
saí por uns tempos, e volto agora.
talvez volte porque não conseguia abandonar este sítio, ou talvez porque já não há motivo para não voltar.
no fundo, as coisas passam-se como num qualquer ciclo: fazemos algo, fazemos outra coisa e voltamos sempre ao ínicio.
pois bem, não sei se voltei ao ínicio, mas não consigo tirar da cabeça que voltei ao ponto onde estava: a mesma treta , os mesmos sentimentos , a mesma atitude, ou quase, de sempre.
não queria estar aqui, mas parece que é para onde sempre retorno.
ao menos, tive um cheirinho do que podia ser a felicidade. não por muito tempo, mas tive.
fica isso.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Nascemos, Vivemos e Morremos


tudo tem um ínicio, um desenvolvimento e um fim.
este blog nasceu, desenvolveu-se, e talvéz esteja na hora de morrer...
tuo se iniciou por um motivo e desenvolveu-se para além disso.
sem querer parecer presunçoso, sei que as minhas palavras tocaram muita gente. umas vezes, num bom sentido, outras, nem por isso, mas sei que tocaram.
também a mim me tocaram as palavras que escrevi, os sentimentos que expus e as histórias que contei.
mas tudo nasce, se desenvolve, e tudo morre.
pois bem, este blog nasceu e desenvolveu-se.
não sei se é altura de morrer, não sei se não é apenas mais uma etapa do seu desenvolvimento,mas, neste momento, não tenho mais nada para vos contar, pelo menos aqui.
não estou a terminar com este lugar, mas estou a recolher-me desta obra.
não o vou fechar, pois acredito que as coisas, se tiverem de morrer, o fazem por si próprias, mas encerro este capítulo, com o Canto da Fénix e com este personagem que criei, a Phoenix.
eles não merrem, e não digo que não volte a aparecer por aqui, mas, neste momento, para que a Fénix possa renascer, primeiro tem de enontara a sua morte.
só depois, pode erguer-se de novo no seu esplendor.
assim, e acreditando que não tenho mais nada para vos oferecer, fecho este lugar, pelo menos, por uns tempos, a ver se consigo arranjar a inspiração que preciso para voltar a colocar aqui as minhas palavras.
entretanto, outros projectos se adivinham, e não vou ficar parado. apenas esta persona.
convido-vos a visitarem um sitio diferente, um novo projecto. talvez uma continuação deste, ou não. sinceramente, ainda não sei.
só sei que aqui suspendo a minha escrita.
agradeço aos leitores que acabaram por me acompanhar nesta viagem. alguns, desde o ínicio, outros que fui apanhando pelo caminho, pelos vossos comments, pelas vossas criticas e pela vossa leitura.
sem esses leitores, a quem hoje desejo um "Godspeed", o meu muito obrigado.
contudo, agora, é altura de morrer, para que se possa renascer de novo.
a Phoenix voltará, talvez em breve, talvez demore mais tempo, mas voltará, mas até lá,

Muito Obrigado e Até Breve.

terça-feira, fevereiro 05, 2008




o carnaval passa-me um bocado ao lado.
na verdade, todos os feriados me passam um pouco ao lado.
diz o Prof. Menezes Leitão que "os feriados são dias de dispensa ao trabalho para que os trabalhadores possam participar nos costumes da colectividade".
bem, eu não trabalho, e não participo nestes costumes.
não percebo porque é que nos temos de disfarçar de alguma coisa, e normalmente, nesta altura, o número de travestis aumenta esponencialmente, nem andar a ver desfiles que não são mais que imitações do que se passa além-mar.
sim, podemos dizer que o carnaval é a altura em que podemos dar asas à nossa loucura, fazer tudo o que não podemos nos outros dias do ano, ser quem não conseguimos ser.
mas vejamos uma coisa, se nós precisamos de um dia para poder fazer isso, não seremos uma cambada de tristes?
talvez eu esteja errado, mas é assim que eu penso.
não percebo porque é que tenho de esperar pelo carnaval para poder dizer que sou um homem de sucesso.
afinal de contas, se eu me aplicar, se batalhar e trabalhar no duro, vou, um dia, poder dizer que sou um homem de sucesso e não precisarei de me disfarçar como tal.
o carnaval permite-nos ser quem não podemos ser, é verdade, mas não será uma tristeza que tenhamos que sonhar só neste dia.
nós devemos ser como queremos ser.
devemos agir de acordo com aquilo que acreditamos e fazer o que nos parece verdadeiro.
não precisamos de alguém a sambar à nossa frente para sermos felizes, assim como, se temos a vontade de nos vertirmos de mulher, porque raio não o fazemos todo o ano, ou cada vez que nos apetece?
seremos assim tão limitados que precisamos de um dia para sermos verdadeiros?
será que somos tão medrosos que só aproveitamos esse dia para fazer as louciuras que não temos coragem para fazer nos outros dias?
não gosto do carnaval.
peço desculpa a quem gosta, mas não me parece que seja mais do que um dia em que tomamos a coragem de fazer alguma coisa, só porque os outros também estão a fazer.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

hoje, senti o mundo a cair-me em cima.
senti o fogo nas minhas costas e a minha pele a deixar-me.
senti a dor, devagarinho, numa tortura lenta, num espectáculo de lava em cima de mim.
e senti os sentidos a deixarem-me, as forças a irem embora e os meus braços caídos por já não aguentarem mais.
hoje, senti a dor, senti a pena, senti castigo.
tudo para que, depois, possa deliciar-me com o céu.
hoje, senti a dor e senti o mel.

sexta-feira, janeiro 25, 2008



será veneno? ou será outra coisa?

domingo, janeiro 20, 2008

daqui a 4 anos...


há uma pergunta que muita gente gosta de fazer nas entrevistas: "como se vê daqui a 5 anos?"
pois bem, eu não sei onde vou estar daqui a 5 anos.
contudo, consigo perspectivar a minha vida para daqui a 4.
daqui a 4 anos, espero eu que ainda esteja vivo, vejo a minha vida de uma forma diferente da que vejo hoje.
eventualmente, serei advogado. talvez não o seja, mas é algo que quero ser. quero cumprir esse sonho.
assim, daqui a 4 anos, espero bem ser o advogado mais filho-da-puta que há no escritório. não serei o homem do contenciosos, mas serei o mestre do corporate.
daqui a 4 anos, vejo-me a acordar cedo.
levanto-me e vou tomar um duche rápido. vou vestir aquele fato que me compraste e usar aquela gravata de seda. é amarela, para que não passe despercebida. é berrante, para que todo o escritório repare que não me importo que não seja a norma do advogado.
deixar-te-ei o pequeno-almoço preparado, mas vou deixar-te dormir. afinal de contas, tiveste uma noite tão cansativa como a minha.
pegarei nos pequenos, visto-os e dou-lhes as torradas com leite.
depois, pego neles e meto-os naquele mercedes enorme que me obrigaste a comprar. nesse momento, sonho um bocadinho acordado com o nosso fim-de-semana que já planeei sem que tu saibas. penso no roadster com 50 anos que comprei àquele senhor que ficou inválido e não o podia conduzir mais, mas que eu ainda posso cuidar dele e apreciá-lo como uma máquina daquele calibre deve ser apreciada.
vejo-nos a ir para o hotel na sexta-feira nele. nunca gostaste muito do carro, mas sabes que é o meu refugio do mundo dos homens. alem disso, tu adoras sentir o teu cabelo ao vento. dá-te uma sensação de liberdade que nem o blackberry sempre a tocar te consegue tirar.
ainda bem que a tua mãe concordou ficar com os pequenos. assim, temos todo o tempo para nós. sim, sei que lhes vais telefonar a toda a hora, mas não me importo. sinceramente, e sem querer parecer preocupado, o mais novo deve estar a chocar qualquer coisa.
deixo-as na escola e telefono para te dar os bons dias.
ficaste chateada comigo por não te acordar. tinhas trabalho para fazer e não te podias dar ao luxo de acordar em cima da hora, mas dormias tão angélicamente que não tive coragem para te acordar. desculpa.
chego ao escritório e tudo muda. lá dentro, sou um cabrão. os estagiários mal me conseguem aguentar com o trabalho que lhes dou.
os sócios não me curtem e já estão fartos de mim, mas não podem fazer nada. é que aquela pequena avença que lhes trouxe. além do mais, temos que prepara a nova AG da merda daquele banco. eles sabem que não hámais ninguém como eu. nem para o bem, nem para o mal. sou bom e eles sabem disso. o J. até já me veio falar em sociedade. ele sabe que ando a ser rondado pela M.
e foi um dia de trabalho. são 9 da noite e estou a sair so escritório.
estou a sentir-me mal porque não estive contigo, nem com os pequenos.
tu também não estiveste. deves estar agora também a sair.
custa-me este tempo que passo longe deles, longe de ti.
se não fossem os almoços alargados que fazemos e em que vamos buscá-los à escola para estarmos todos juntos, não sei como aguentaria.
a caminho de casa, vejo uma florista. não resisto. tenho de parar. parei o carro e só desejava que não houvesse policia por perto pois as multas estão cada vez piores.
entro e compro apenas uma rosa vermelha.
não é preciso mais. só aquela para te mostrar que o sentimento continua aceso como daquela primeira vez em que me apercebi do quanto significas para mim.
chego a casa. os pequenos já estão a dormir. não tenho coragem de os acordar. na quinta-feira vou tirar a tarde e leva-los ao cinema, ou talvez a outro sitio, mas não vou deixar perder a oportunidade de estar com les. é a única tarde livre que eles tem, tadinhos.
vejo que tu estás a chegar a casa. hoje, conseguiste chegar depois de mim. sei que andas um bocadinho chateada por não te dizer o que ando a fazer para aquele novo cliente, mas sabes que negócios são negócios.
entras em casa.
percebo que estás cansada. não vou tentar nada que te desagrade, mas dou-te a rosa. ficas derretida. é o costume do "não devias", mas sabes que gostaste do gesto e eu sei que li te fiz feliz. deixo-te descanmsar um bocadinho no sofá. faço-te uma massagem para relaxares e fico a olhar-te enquanto adormeces com o cansaço todo de um dia no escritório.
quando adormeces, finalmente, pego em ti, e levo-te para a cama. deito-te. dispo-te, mas não me dou ao trabalho de te vestir o pijama.
gosto de ti assim, nua, sem status, sem compromissos, sem um passado e sem um futuro.
tu acordas e és minha. só por esta noite só por todas as noites pois sei que todos os dias tu és a mãe, a advogada, a esposa, a amiga, a esposa.
admiro essa força que tu tens.
consegues fazer tudo, mas à noite, tu és só minha.
e depois deste dia, daqui a 4 anos, eu sei uma coisa, nós somos felizes.

sexta-feira, janeiro 18, 2008




pecado

do Lat. peccatu

s. m.,
transgressão de preceito religioso;

maldade;culpa;vício;
prov.,
o Demónio

Mas será que é mesmo?
vejamos:
pecado enquanto transgressão de preceito reliosos- é possível que seja. há a norma religiosa que se incumpre, mas por esse prisma, só é pecado se seguirmos esse preceito reliosos, só é pecado se nos rendermos a esa fé.
por exemplo, a igreja católica ensina a monogamia, que em homem só é feliz com uma única mulher. já os muçulmanos acreditam que um homem deve ter múltiplas esposas e tratá-las todas da mesma forma. vejamos, para os católicos ter várias mulheres é pecado. já para os muçulmanos, é quase uma imposição religiosa.
conclusão: é relativo.

pecado enquanto maldade; culpa ou vício:
bem , será que o pecado é um sinónimo de maldade?
pensar assim levaria a que só os maldosos pecassem.
bem , eu peco e não me considero maldoso. os meus amigos pecam. será que são maus?
será que o pecado é mesmo um sinónimo de maldade?
não me parece. às vezes, o pecado é muito bom, sabe bem e não prejudica ninguém.

pecado enquanto culpa:
bem, perdoem-me a minha faceta mais jurídica, mas a culpa é inerente à intenção, ao animo de agir e cometer uma conduta pecaminosa.
bem , então e se o pecado acontecer?
não o mpedimos, não contribuimos para ele, mmas acabamos por comete-lo?
bem , não há pena sem culpa e não há pena para além da culpa.
será que só é pecado, então, se nos sentirmos culpados?
~então e se não o sentirmos?
será que estamos a pecar por não ter essa consciência?
mas, se é necessária a culpa, então, se não nos sentimos culpados, quer por ignorancia, quer porque não vemos se fizemos algo de mal, então como poderemos estar a pecar?

pecado enquanto vício:
bem , todos nós temos vícios, todos temos algo de que não nos conseguimos afastar.
são vícios?
talvez, mas será que são maus?
será que é pecado ter um vício?
mesmo que seja um bom vício?
se um católico não conseguir passar um dia sem entrar numa igreja e rezar, é um vício?
talvez, mas será que é considerado um pecado?
é que os vícios fazem parte de nós, parte de quem nós somos e, desta forma, nós somos pecadores só pelo facto de existirmos.
é chato porque lá se vai o argumento da vontade que nos leva à culpa, oui o argumento da maldade pois ninguém é maldoso só porque existe.
assim, continua a ser inconclusivo.

o demónio?
bem , lá dizem que ele está sempre conosco, não é?
mas será que nós pecamos, a admitir que existe pecado, porque ele está conosco, ou porque nós queremos pecar, ou até, porque pecamos sem o saber, já agora?
o demónio não nos leva a fazer nada que nós não queiramos.
o demónio não nos diz o que é certo ou errado.
tal como aquele que oferece duas portas para seguir uma, não é ele que faz a sua escolha. somos nós.

então, se por aqui não chego lá, alguém que me explique o que é o pecado.
já agora, explique-me também porque é suposto ser assim tão mau.

é que eu não estou a ver como é que é mau.
sinceramente, nem estou a ver como é que existe.

o pecado foi inventado pela igreja, e atenção que não estou a falar mal deles, e expresa aqulea conduta que eles acharam que devia ser reprimida.
mas digam-me, é assim tão pecaminos fazer aquilo que nos faz felizes?
é assim tão pecaminoso deixarmo-nos levar por um caminho que nos dá gozo, que nos traz prazer?
é assim tão pecaminoso tentar ser feliz?

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Oportunidades


Hoje, está um dia particularmente solarengo.
apetecia-me ir um bocadinho lá fora, sair do entre estas quatro paredes, talvez, dar um passeio.
não o posso fazer, não posso desleixar-me, não posso deixar que as oportunidades me fujam porque não me soube empenhar como deve ser.
já o fiz o muitas vezes, e talvez, agora, me arrependa disso que fiz.
talvez me arrependa de pensar que tudo se pode arranjar, tudo se conserta e que as segundas oportunidades estão sempre a cair-me em cima.
não posso pensar mais assim. não posso, nem devo.
até porque as oportunidades, se bem que acabamos por ser nós que as fazemos, dependem sempre de um timming, de uma altura.
e agora, sinto que essa altura chegou. atingi o timming perfeito, por assim dizer.
assim, se o destino já cumpriu a sua parte, quer-me parecer que é a minha vez de fazer alguma coisa, de me aplicar, de me esforçar, de lutar por aquilo que quero.
talvez seja mesmo o destino que me faz lutar agora. talvez das outras vezes, não existisse timming nem, sequer, existisse mesmo uma oportunidade.
mas agora, sinto que ela me espreita, que chama por mim, que é altura de fazer alguma coisa, de me fazer à luta, de suar para que esta oportunidade não me fuja.
sinto que é altura de fazer alguma coisa, sinto que é altura de batalhar, contra mim e contra todos.
sinto que quro, posso e vou fazê-lo.
afinal de contas, porque raio hei-de eu ficar quieto?
porque raio não hei-de eu fazer alguma coisa?
porque raio não hei-de eu lutar pela minha felicidade?
vou fazê-lo, vou lutar, vou correr atrás do que quero.
se não resultar, talvez não fosse essa a oportunidade.
mas vai resultar, eu sei que sim, eu sinto que sim.
vou correr, vou lutar, vou conseguir aquilo que quero.

contra mim, contra ti, contra todos...

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Obrigado!!!


As minhas costas estão como novas.
Devíamos fazer isto mais vezes.

segunda-feira, janeiro 07, 2008


decisões, decisões, decisões...
todos temos de as tomar.
umas por vezes, fáceis.
outras, por vezes, dificeis.
mas será por serem dificeis, complicadas, ou, por vezes,dúbias, que não as devemos tomar?
será que nos devemos acomodar em vez de tomar as decisões que sabemos que podem ser as certas?
sim, tudo bem.
às vezes, não é assim tão fácil.
é normal termos medo.
sim, às vezes, podem-se magoar pessoas.
é normal mostrar compaixão.
e sim, às vezes, podemos sair magoados.
mas será que, por isso, não devemos correr esse riscoserá que não devemos apostar um pouco a nosse vida?
sim, podemos perder.
por outro lado, imaginem só o que podemos ganhar.
imaginem o que podemos fazer.
imaginem aquilo que podemos sentir.
às vezes, é preciso dar o salto por cima do muro, atirar-nos de um prédio abaixo, mergulhar sem saber o que podemos encontrar nas profundezas.
pode ser que encontremos a felicidade que nos teima em fugir,
pode ser que encontremos quem buscamos.
e deixamos de dar esse salto, esse mergulho porque podemos sofrer?
tretas?
não o fazemos porque temos medo.
medo de não ser felizes, mas, então e se a felicidade estiver lá à nossa espera?
será que devemos deixar passar esta oportunidade?
e se não houver outra?
e senão tomarmos a decisão que sabemos ter de tomar?
será que seremos felizes se não a tomarmos?
será que que nos vamos sentir preenchidos?
será que alguma vez estaremos completos?
não sei, mas será que na duvida, não devemos arriscar?
se calhar, é melhor.

afinal de contas, já lá dizia o outro: "mais vale amar e perder do que nunca ter amado".

Dá o salto!
Estarei lá para te apanhar.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

sexta-feira, dezembro 21, 2007

matar, não matam.
mas que desmoralizam, desmoralizam.
lá começa um gajo a beber porque parece a atitude mais indicada, na altura.
copo aqui, copo ali, dança para aqui, dança para ali e, quando damos por nós, bem...já não damos por nós.
e continua-se a beber porque a vida nos corre bem, e continuamos a dançar porque, apesar da música ser uma merda, temos sempre de dar ser aquele look que até sabemos o que estamos a fazer.
e lá vai mais um copo, porque,agora, já não estamos a celebrar, mas aquele cigarro nos deixou com uma sede danada.
se calhar, não se pede água porque é muito cara nas discos. pedimos algo com alcool porque, já que temos sede, pedimos algo que nos deixe com um sorriso nos lábios.
dança-se mais um bocadinho e já nem sentimos as poucas horas de sono que tinhamos em cima.
afinal de contas, já que não dormimos ontem, também não há mal de não dormirmos hoje.
olha, mais um copo que daqui a pouco vou embora e não quero ir para casa com sede.
é que lá não há cuba libre e eu não gosto muito de misturas.
e lá dançamos mais um bocadinho.
será que estamos bebedos?
será que estamos a fazer figuras?NÃO.
somos os reis do mundo e os reis do mundo fazem o que querem.
olha ela.
vou meter conversa.
mas se calhar, é melhor ir beber algo primeiro porque não gosto de me meter com ninguém coma garganta seca.
e de repente, AI, se calhar, este último copo fez-me mal.
o que será que meteram lá dentro?
é que o mundo está a andar à volta.
espera, o mundo está a andar à volta e eu estou no meio...
fixe, já me sinto especial outra vez.
e lá vamos nós, numa dnça exótica. espera, não é exótica, mas o chão mexe.
estes construtores inventam cada coisa para nos dificultar a vida... assim, ainda caio. e depois, como é?
pois, parte um gajo uma perna e lá temos que levar aquilo para tribunal.
é chato.
estes gajos gostam é de nos dificultar a vida. assim, nunca mais chego ao outro lado da sala.
se calhar, é melhor beber qualquer coisinha porque o caminho parece ser longo.
imagine-se lá se me dá a sede no caminho. teria de voltar atrás e com este chão a mexer-se por debaixo de mim, é perigoso.
ainda caio.
o melhor é mesmo beber um copo...

quinta-feira, dezembro 20, 2007


quais são as minhas probabilidades?

who cares?

sinceramente, se nós estamos nesta vida, que acaba por ser miserável, devemos estar aqui pela viagem, pelas sensações, por aquilo que nos faz correr.

então se não der certo?

e se o plano não funcionar?

então, e se acabar por me foder?

bem, é fácil: fodi-me, lixei-me, tombei.

mas será que devo desistir de algo só pelo facto de poder falhar?

meus amigos, não é assim que funciona.

não é a isso que se chama viver.

pá, vamos à luta, por muito dificil que possa parecer.

e se for um esforço inglório?

bem, desde que morra de pé...

perdoem-me lá o excesso, mas...




...BOLAS QUE EU SOU BOM!!!

terça-feira, dezembro 11, 2007


parei, olhei-me no espelho, e não me reconheci.

sei que era eu naquele reflexo, sei que era a minha cara, mas já não era o eu que eu me lembrava de ser.

não sei quem era aquela pessoa que estava à minha frente.

não sei quem é esta pessoa em que me tornei.

já não sou eu, já não sou aquilo que os outros pensam que eu era.

já não sou.

não consigo perceber o que aconteceu para não me reconhecer.

não consigo perceber como mudei tanto.

não consigo perceber o que é que aconteceu para eu me tornar assim.

aquele ser que eu vi não é a pessoa que eu já fui.

já não há sonhos,

já não há esperanças,

já não há a alegria de simplesmente viver.

não sei o que fiz para acontecer isto, não sei quando é que fiquei assim, não sei como é que me posso ter tornado nesta figra que nem eu reconheço.

será que alguém sabe?

será que alguém o fez por mim?

será que alguém o fez a mim?

não sei, não quero sequer pensar nisso.

mas sei que já não sou o pateta que fui, não sou o sonhador que fui, não sou o apaixonada que fui.

dizem que "a fénix renasce".

esqueceram-se foi do facto que nem sempre as pessoas renascem para melhor...

de facto, provavelmente, renasci.

provavelmente, surgiu alguém novo, há tempo atrás.

provavelmente, ergueu-se outro ser no lugar do antigo.

mas não gosto desse ser. fico chocado com ele. fico abismado com os sentimentos que ele sente.

não é boa pessoa. não é um gajo porreiro.

é prático, é directo, é frontal, é sarcástico,

mas não sou eu.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

e o que é que eu faço da minha vida?
que rumo devo eu tomar?
o que me aconselhas?
projectei todos os caminhos, analisei todas as hipóteses, revi todas as vias possíveis.
e onde é que isso me deixa?
na mesma, se um destini, sem uma solução, sem uma alternativa favorável.
faça A, ou faça B, estou fodido, estou lixado, perdi.
qualquer caminho que eu tome está condenado.

terça-feira, dezembro 04, 2007


às vezes, vemos fantasmas.

eles existem, andam entre nós.

às vezes, assombram-nos.

não me refiro a almas daqueles que morreram.

refiro-me às coisas do passado que aparecem para nos atormentar.

esses fantasmas do nosso passado aparecem e vão.

não lhes podemos dar grande importância, mas sabemos que eles pairam à nossa volta.

é esse o grande problema do Homem: ser perseguido pelo seu passado, por essas lembranças que já pensava esquecidas e por aqueles que julgava já não existirem.

eles aparecem e vão.

mas enquanto aparecem , lá que fazem o seu estrago, lá trazem a memória, lá nos estragm o dia.

nem todos os fantasmas são maus, nem todos os fantasmas nos assombram.

alguns, trazem boas recordações, trazem a frescura de momentos felizes, trazem um sorriso de quem, também para eles, somo nós os fantasmas da sua vida.

todos temos esses fantasmas. nem só os temos maus, mas também os devemos ter bons.

é claro que, se pensarmos profundamente, são mesmo os maus que nos assolam.

será que esses portadores de memórias sofridas são os fantasmas, e aqueles que nos trazem a sensação de uma felicidade passada, os espíritos?

não sei bem, mas não creio.

nem todos os fantasmas nos podem trazer apenas o sofrimento de outros tempos, nem todos os espíritos nos trazem a felicidade de uma diferente era.

todos tem um pouco de tudo. a única coisa que pode variar é a intensidade do sentimento ido que eles trazem.

são todos fantasmas.

e, contudo, na verdade, fantasmas somos todos nós.

domingo, dezembro 02, 2007

lição de hoje: a representação do autor

num comment a um destes posts que cá "vomito", um(a) leitor(a) anónimo(a), deixei-me umas pequenas questões, com o conselho de fazer sobre elas um post.
bem, caro(a) anónimo(a), desafio aceite.
escreveu esta personagem "(nas relações)nada é fácil... mas representar um papel dificulta a coisa...será k representas?será k deste tudo? não cabe a mais ninguem do k tu próprio responder a isto... ".

Bem, agora, vamos lá deixar que as minhas palavras façam destas questões alguma coisa de jeito.

falando em relações, deixou-se explícito que representar papéis dificulta as coisas.
partindo daqui, acho que todos concordamos.
na verdade, se nas relações, em certas alturas, e agora é a parte mais ordinária, a representação de papéis acaba por ser benéfica, a verdade é que, quando representamos um papel, fora desses paramêtros, acabamos por erguer uma máscara que não permite à outra pessoa conhecer-nos com o realmente somos.
às vezes, porém, também nos temos de lembrar de uma coisa: há muitas pessoas para quem representar um papel é efectivamente uma forma de estar, já faz parte dessas pessoas. eu sei, já andei com pessoas assim...
~mas agora, indo à parte mais intimista que o(a) leitor(a) queria saber: "será que eu represento?"
bem, eu admito que não é uma coisa fácil de responder. talvez porque nem eu sei se represento, ou não.
pensando bem, e no que faço na minha vida, em todos os seus aspectos, terei que admitir que depende.
na verdade, todos nós representamos uma qualquer, ou várias personagens.
vá, admitamos, quando nos abordam na rua a pedir informações e nós somos muito simpáticos com a pessoa, estamo-nos um bocado a cagar para se essa pessoa dá com o sítio, ou não. aqui está uma personagem: " o sujeito prestável".
quando estamos em alguma esplanada, depois do empregado nos ignorar durante meia-hora, finalmente nos atende e nós pedimos "um café, se faz favor", aqui está outra personagem: " o tipo educado". nós não queremos pedir com delicadez. estamos fodidos com o gajo, mas somos cínicos porque fica bem.
bem, assim , também eu posso dizer que represento.
na verdade, eu eu represento muitas personagens: sou o sujeito simpático quando dá indicações, sou o sujeito que, quando está a trabalhar, se transforma num convencido porque, efectivamente, o trabalho se fez e de forma muito bem feita.
obviamente que, quando estou intressado numa rapariga, sou um sujeito simpático e disponível.
mas agora, questiono-me: "são isto personagens, ou serão apenas formas de agir diferentes porque estamos perante situações diferentes?"
bem, tenho de admitir. não são personagens, são estados de espírito diferentes porque não conseguimos agir sempre da mesma forma perante todas as situações.
mas enfim, se calhar , até já me estou a afastar um bocadinho do tema principal que acredito ser a dúvida se o autor deste modesto blog representa, ou não, nas relações.
bem, aqui posso ser muito sincero:NÃO, não represento nas relações.
na verdade, e se me permitem a redundância, deve ser a única altura da minha vida em sou realmente verdadeiro.
muitas vezes, isso pode magoar a outra pessoa, porque, vá, ser verdadeiro, acaba por ser cruel para alguém que, às vezes, só quer mesmo aquelas coisas com piada que as mulheres tanto gostam como, vá, que nós entremos em certos joguinhos que nós não temos paciência. depois cahteiam-se.
claro, não se faz isso quando se está realmente apaixonado, mas isso deve-se ao facto de, nessas alturas, nada nos irrita.
mas a verdade, é que, tam,bém, quando estamos muito apaixonados por um certo tipo de pessoas, a verdade, é que, sejamos nós próprios, ou uma personagem, acabamos sempre por levar por tabela.
vejam o caso de a outra pessoa ser incrivelmente desconfiada, insegura e ciumenta( também já me aconteceu).
bem, nesse caso, o que acontece é que, por muito verdadeiros que sejam quando dizem que querem ficar com essa pessoa, que a amam e que é a unica, na verdade, isso vai cair em saco roto.
ela não vai acreditar.
se lhe juramos, a pés juntos, que é a única pessoa que nós queremos, vai haver cenas de ciumes à mesma.
se nós garantimos que nunca acntreceu nada, na verdade, na cabeça dela, aconteceu e não ha como provar em contrario.
nestas relações, ha sempre duas formas de ver as coisas, ou melhor, duas alternativas e uma conclusão. nas alternativas, podemos sempre representar, e, dessa forma e de ouras, estar a enganar a pessoa com quem estamos, ou, na segunda alternativa, podemos ser verdadeiros, ser nós próprios e desejar que a outra pessoa nos veja como somos, como aquilo que está à frente dela.
é claro que, caso estejamos face a uma pessoa desconfiada como aquelas que eu descrevi em cima, de uma forma, ou de outra, só existe uma conclusão:"ele está a mentir".
depois, essas pessoas, e são as únicas que o fazem, perguntam-me se estoua representar.
espero ter respondido às questões que me foram colocadas.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Coisas que consigo fazer com relativa facilidade:
- rir-me,
- contar piadas,
- ser um bom confidente

Coisas que consigo fazer, apesar da relativa dificuldade:
- cozinhar,
- passar camisas a ferro,
- fazer-me entender quando estou com os copos

Coisas que não consigo fazer, em situação alguma:
- assumir compromissos,
- contar a velha mentira piedosa,
- ser cínico.

i'm what i'm...
so, fuck off...

sábado, novembro 10, 2007

e se a minha vida já tiver um destino marcado?
e se tudo o que acontece já estivevesse destinado para que possa cumprir um objectivo marcado?
e se eu não tiver qualquer tipo de escolha porque tudo o que faço por livre arbitrio já está, na verdade, destinado a acontecer?
e se eu estiver destinado a amar-te?
e se tu não estiveres destinada a fazer o mesmo?
o que hei-de eu fazer?
como hei-de eu ultrapassar isto?
mais, pergunto eu, estarei mesmo destinado a ultrapassar?
porque é que não tenho forças para que isto não continue?
porque é que te amo?

quinta-feira, novembro 08, 2007

queiramos ou não, a vida é um jogo.
às vezes ganhamos, outras vezes perdemos.
não vejo mal nenhum nisso.
de facto, às vezes, penso que temos que levar a nossa vida como se fosse um jogo de poker.
há que fazer acreditar no nosso bluff.
agora, sendo a vida um jogo de pokr, devemos sentir-nos culpados por ganharmos?
e se dessa jogada de bluff surgir uma cartada perfeitamente legítima?
devemos abster-nos de jogar?
não penso assim, mas há quem me faça querer pensar assim.
agora, vem a pergunta, se não podermos fazer o bluff que nosm leva a arrecadar o prémio, porque é que continuamos a jogar?

sábado, novembro 03, 2007


ja mal sinto a cabeça que se tenta levantar.

ja mal consigo sentir este corpo usado que teima em me deixar mal...

o alcool não me ajuda, mas é o que me faz viver.

é o que me anestesia desta dor que sinto, destes sentimentos de culpa, destes desejos que tudo fosse diferente.

garrafa, minha amiga, que me fazes ver um mundo diferente, um mundo semdor porque só há um sentimento depois de ti: a abstracção.

sinto nada porque estou anestesiado.

chateio-me com nada porque estou bebedo.

ai co o gostava de estar assim o dia todo, sem conseguir sequer pensar em pensar nos problemas.

quem me dera a mim , estar assim o dia todo par não pensar em ti, para não me sentir mal por não ter estado lá, pr não ter estado quando mais precisaste.

a mesma garrfa que me mata, leva-me a acreditar, ou pelo menos, convencer-me disso.me, que tudo foi pacifico, que aconteceu enquanto dormias, que não sofreste, que partiste sem saudades de mim, apesar das saudades que eu sinto de ti...

ai esta garrfa que se torna, a cada gole que lhe dou, minha amiga, porque me impede de sofrer, ou, se calhar, de me lembrar que também sofro...

sinto atua falta, ou talvez seja só a falta de que estejas a meu lado....

não sei, e a garrafa também já não me deixa pensar como deve ser, mas sinto a tua falta. seja por ti, seja por nós.

não sei, não sei.

e sofro por isso, mas quero que voltes a estar comigo.

quero que voltes ao meu lado, pelo menos para que possa saber que não foste embora.

preciso de saber que não acabou. que é só uma fase, que vamos voltar a encontrar-nos, que me perdoas por não ter lá estado, na hora, no momento, no final.

a garraf já não me deixa raciocinar, mas continuo o meu pensamento.

preciso que não te vás embora.

preciso que não me abandones, embora já o tenhas feito...

talvez esteja a ser egoísta. provavélmente sabes que estou, mas também sabes que sou assim...

provavélmente, a única pessoa que sabe realmente como sou.

ao menos, sei que fica o segredo guardado, que não o dirás a ninguém, mas revolta-me, e talvez seja a garrafa já afalar, mas custa.

sinto a tua falta, sinto falta de não ter a quem ligar, de não ter a quem confessar os meus pecados.

sinto falta de não conseguir ultrapassar os problemas porque o meu apoio já não está lá.

a garrafa, disso, já nada me diz.

na verdade, não me diz nada de nada, mas torna-me auente, sem resposta.

talvez seja o melhor por agora.

talvez não o seja, mas sinto a tua falta, sinto a tua ausencia, sinto que preciso de ti.

não estou sentido por me teres abandonado. sei que a culpa não foi tua, mas sinto-me sentido com Ele por te levar dessa forma.

talvez tenha sido pelo melhor, mas não compreendo porquê,

não entendo porque o fez,

não entendo porque teve que brincar contigo...

revolta-me isso.

revolta-me contra Ele, revolta-me contr todos os que não me entendem.

revolta-me que não perceba porquê.

sinto a tua falta.

quinta-feira, novembro 01, 2007

não vejo estrelas no céu.

quinta-feira, outubro 25, 2007


1984-2007

sexta-feira, outubro 19, 2007

este cansaço assola-me.
não é o cansaço do corpo, nem tão pouco o cansaço do espírito.
é simplesmente o cansaço.
quero lutar contra ele, e, ao mesmo tempo, entregar-me....
continuar, ou desistir?
lutar, ou render-me?
ser o inconformado, ou seguir o sistema?
não sei.
são dois caminhos.
aliás, como em tudo na vida, são dois caminhos.
talvez seja só confusão, mas o cansaço está lá.
talvez seja apenas a incerteza, mas o cansaço está lá.
talvez seja o não saber o que fazer.
talvez seja exactamente aquilo que sei que devo fazer.

segunda-feira, outubro 01, 2007


será que fizemos o suficiente?

será que fiz o melhor para ti?

será que consegui lá estar quando mais precisaste?

sei que não estive lá a toda a hora. sei que não fui o mais presente.

mas também sei que entendes e me perdoas por isso.

agora, não sei se consigo lá estar. não sei se aguento lá estar. não por ti, mas porque sei que a dor que vou sentir vai ser demasiado insuportável.

afinal de contas, foram muitas horas, muitas conversas, muitas confidências, muitas lágrimas e muitas alegrias.

e agora, agora não posso estar contigo. estou preso por um dever e por uma grande distância, assim como estou preso por um medo que meenche o coração.

mas, uma coisa é certa, e disso podes ter a certeza. que vou estar contigo e tu vais estar sempre presente no meu coração.

ensinaste-me a coragem,e espero que a tenhas agora.

ensinaste-me a compreensão e espero que tu não a esqueças.

ensinaste-me a amizade e só anseio que não me esqueças.

eu sei que o tempo não jogo do nosso lado, e sei que que...

eu não quero que...

não sei se aguento...

já nem isto consigo acabar.

mas digo-te, não tudo aquilo que ficou por dizer pois acho que não precisas de o ouvir para saber que o sinto.

digo-te apenas que estarei lá, seja lá onde for, contigo.

beijo

quinta-feira, setembro 27, 2007

o infinito...


acabamos sempre por ter menos do que queremos.

na verdade, até podemos ter aquilo que precisamos, e até podemos viver bem com isso, mas se fosse só mais um bocadinho...

ahh, como seria bom se tivesses tudo isso que queriamos. como seria bom poder esticar só mais um bocadinho e poder ter só mais um valor, uma nota, um desejo.

mas nem tudo é possível.

nem tudo é realizável, pelo menos com o mesmo esforço que se fez até agora.

mas, apesar disso, queremos sempre mais e devemos ser assim.

devemos querer o impossível.

devemos alcançar o inalcançável e, acima de tudo, devemos ir mais além.

por muito que nos custe, por muito que vá doer, por muito suor que haja.

ir mais além , ser mais forte, ser melhor.

é isso que devemos querer e é isso que devemos alcançar: o infinito, ou talvez mais um pouco.

terça-feira, setembro 25, 2007

estrelas, bons samaritanos, egoístas... Todos no mesmo saco.

o céu está limpo, mas não vejo as estrelas.
talvez seja das fortes luzes da cidade, não sei.
mas sei que não vejo as estrelas.
não posso dizer que me fazem realmente falta. afinal de contas, não é que tenham muito uso.
também não é que precise delas. afinal de contas, não é que me sirvam de muito.
contudo, não posso deixar de reparar que não estão lá.
quero-as lá. não porque preciso delas, mas porque já estva habituado.
são assim as coisas da vida.
queremos tudo, mesmo que não precisemos, apenas porque nos acostumamos.
bolas... como odeio eu esta mania de ser comodista.
talvez as estrelas não sejam bom exemplo, mas terá de servir.
afinal de contas, já todos estamos acostumados a olhar para cima e lá estarem elas para nós, ou assim pensamos.
elas não estão lá para nós. elas estão lá por elas e para elas, exactamente da mesma forma que nós, quando estamos, estamos principalmente por nós.
ajudar os outros, tal como se ensina na cadeira de economia política, não é mais do que uma externalidade positiva.
sim, porque mostrem-me o homem que faz tudo pelos outros e eu mostrar-vos-ei o homem que apenas o faz para se ajudar a si.
não é mau. de facto, até ajuda o sistema a evoluir, mas não me digam que o altruísmo não é a forma mais perversa de ser egoísta. é a verdade. aceitem-na.
mas, já agora, respondam-me lá a isto: e se, por acaso, a nossa forma de demonstrar egoísmo deixar de passar por ser o altruísta de serviço, o bom samaritano, the nice guy? passamos a ser maus? passamos a ser uns merdas?
bem, eu tenho uma resposta a isso: NÃO QUERO SABER. parte de ser egoísta também é não ter que responder a estas merdas.

segunda-feira, setembro 24, 2007

"no more mr. nice guy"

sinceramente, já estou um pouco farto dos queixume dos outros.
sinceramente, já estou um pouco farto de ser o apoio que todos procuram.
sinceramente, já é altura de pensar em mim.
sim, eu sei que me estou a tornar, vá, num cabrão.
então e depois?
até parece que sou o único.
já me fartei de me sacrificar pelo sofrimento alheio.
já me fartei de fazer as coisas em prol dos outros.
então e eu?
ah, pois é...

noutros tempos, as coisas não seriam assim, mas as coisas mudam.
já dizia o outro:
"mudam-se os tempos,
mudam-se as vontades...." ou uma qualquer merda parecida com isto.

de facto, mudei.
de facto, estou diferente.
de facto, posso até chocar aqueles que não o esperavam.
contudo, não me choca a mim e, afinal de contas, não é isso que interessa?

estou diferente.
estou mais insensivel.estou mais cabrão.

talvez seja este o verdadeiro renascer da fénix.
talvéz seja só uma fase, como quando cortamos o cabelo, ou algo do género, mas não é assim que o sinto.

é bom?
é mau?
é-me indiferente.

contudo, uma coisa é certa:
citando as palavras de alice cooper, ""no more mr. nice guy".

quarta-feira, setembro 19, 2007

"Um mundo para construir..."


a inércia das pessoas irrita-me.

não me irrita quando a pessoa quer, ou precisa de, fazer algo e não faz porque não pode.

mas irrita-me quando o ser humano não age por pura preguiça, por não lhe apetecer, ou, simplesmente, porque não quer.

se nós sabemos que há algo para ser feito, então, fazemos.

não devemos ficar à espera que aconteça por si, para o bem ou para o mal.

teremos nós medo de descobrir?

e depois? mais vale saber do que morrer na ignorancia.

não quero entrar num post de frases feitas, mas, uma vez, houve alguém que me chamou a atenção para um ponto de vista.

disse-me ela que "se temos uma vida para viver, é porque temos um mundo para construir."

talvez na altura não me tenha feito grande espécie, mas agora que penso nessas palavras, agora, sei que estão correctas, que são sábias e que devem ser seguidas de forma quase cega.

não podemos ficar à espera que as coisas aconteçam.

temos que fazer as coisas por nós. mesmo que isso signifique que podemos sofrer mais cedo do que queremos.

é que também esse sofrimento faz parte da nossa vida.

por isso, vamos vivê-la, vamos senti-la.

não a vamos desperdiçar, não vamos ficar sentados a assistir a um espectáculo que podia ser nosso.

"se temos uma vida para viver, é porque temos um mundo para construir".

levantem esses cus do sofá e comecem o trabalho.

a tempestade


gostei da chuva de hoje.

quer dizer, não gostei da chuva em si, que de tanta que era, quase me fazia resvalar da auto-estrada.

mas apreciei o momento.

apreciei o facto de estar a conduzir enquanto o horizonte, em minha frente, se tornava cinzento escuro, quase preto, e não se distinguir onde começava o céu, ou acabava a terra.

e a chuva continuou a cair, até ao momento em que conduziamos cegos, sem ver nada à frente.

se repararem, ou pouco como acontece com a nossa própria vida.

de facto, até podemos saber onde, na vida, queremos chegar.

até podemos saber como lá chegar, mas nenhum de nós controla a "metereologia" que encontramos pelo caminho.

de facto, em todas as alturas do nosso caminho, encontramos uma tempestade que nos turva a vista.

a diferença para com os outros é que uns conseguem ultrapassar essa tempestade na vida. outros não.

a forma como lidamos com essa tempestade varia de pessoa para pessoa.

a forma como fugimos, ou a enfrentamos, a nós diz respeito.

afinal de contas, somo s livres.

afinal, ninguém manda em nós.somos espíritos livres.

não nos encurralem.

terça-feira, setembro 18, 2007

sinto-me velho e, contudo,
rodeado de juventude.
eles chegam,
cheios de ambições, sonhos e alegrias
e só estou lá eu para os receber.
eu, o fruto de uma outra era, o resquício de um passado que, embora não seja longinquo, já não faz parte do seu presente.
eles vem com sonhos para serem destruídos.
vem com esperanças que vão desaparecer.
tenho pena deles, ou tenho pena de mim.
não sei.
o que é pior,ter sonhos que desaparecem, ou os sonhos já terem desaparecido?

quinta-feira, setembro 13, 2007

Dedicado a ti! Sim, a ti...

Dedico este post a uma pessoa muito querida para mim.
na verdade, eu avisei-a que o ia fazer e ela ameaçou-me de porrada, mas como eu faço o que eu quero...
por motivos obvios, não vou revelar o seu nome. provavelmente, tambem não a conhecem, mas deviam conhecer.
antes de mais, porque é sempre bom conhecer pessoas novas. depois, porque é sempre muito bom quando se conhece esta pessoa(estás a ver? nem tudo o que escrevo ofende os outros...).
é uma pessoa que está sempre a dizer que eu sou, e cito, "um grande chato".
não sei se quando o diz é com um certo sentido carinhoso por trás, ou não. eu gosto de ir pensando que sim.
mas ela tem razão. eu consigo mesmo ser um grande chato, e ela que o diga pois é raro ter um momento de sossego quando estou perto dela. não é que o faça por mal, mas dá-me para estas coisas e, pensando bem, ela até tem razão nas coisas que me diz.
por exemplo, um simples tema, que não vou discutir aqui mas posso assegurar que é perfeitamente banal, tem sido tema de discussão nossa há, vá, três meses?
eu faço-lhe aquela simples pergunta, e tu nunca me respondes. na verdade, dizes que "depois vejo", mas nunca chega o "depois".
por isso, insisto.
ainda hoje lhe telefonei e fiz a pergunta da praxe, e mais uma vez,ela deixou-me pendurado.
sempre a mesma coisa. talvez por isso isto se esteja a tornar mais num desporto do que numa simples curiosidade.
mas uma coisa também te digo, menina M..., apesar de me chamares chato e teimoso, isso também se deve ao facto de também o seres. caso contrário, também já me tinhas respondido há, vá, não dogo há três meses atrás, mas sendo constantemente bombardeada com o mesmo assunto, pelo menos, há um mesito, não achas?
de facto, é assim esta pessoa. o seu maior defeito e a sua maior qualidade são exactamente a mesma coisa: é teimosa como uma mula. se calhar, é mesmo tão teimosa como eu.
aquilo que quer fazer, faz.
aquilo que não quer fazer, boa sorte se a conseguirem convencer.
faz o que quer e o que bem entende sem se preocupar com o que os outros dizem , ou deixam de dizer.
na verdade, é isso que admiro nela: essa auto-confiança que a muitos faz, ou se ñão faz devia fazer, inveja.
não digo que, neste ponto, seja tudo bom, mas é impossível não admirar, não apreciar, não gostar de uma pessoa assim.
tem muitos defeitos, é verdade.
tem algumas qualidades...cof cof... (desculpa, estou um pouco para o rouco...),
mas é por esta que se torna um desafio conviver com ela, e é por essa que também se torna tão gratificante.
a piada de eu estar a escrever este humilde texto, é que ele segue na sequência desta pessoa não me responder à minha pergunta.
a chatice é que, depois de ler isto, e eu sei que ela também faz parte do meu adorado público, muito menos me vai contar.
o mais provável é que me telefone a dizer que, efectivamente, eu sou um garnde estúpido, teimoso e um íncrivel chato.
posso-te adiantar que já estou preparado para isso.
se não o fizer, não será a pessoa teimosa que eu pensava conhecer.
de qualquer forma, aqui fica o meu pequeno tributo para essa menina que tantas dores de cabeça consegue dar, quando quer.
não obstante, espero que gostes.
Beijo e boa sorte para o exame de amanhã. @»-

Quem é que nunca se sentiu assim?

When I'm looking in your eyes
Everything seems to fade away
After all these years we had do I know you now
Have I trusted blindly in your love, too many times
You said: "hey, my love, I'm sorry but we can't go on 'cause
I'm in love with someone else"
Tell me, what do you want me to say
When you treat me this way
Oh, I love you, maybe
And I hope it goes away
Oh, how I want you daily
I know it's gonna stay
You are so self satisfied
Always ready for a ride
Double crossing, lousy cheat, love you anyway
You have warm and tender devils soul, you are so low
I can hear you say:
"I'm sorry, should we still go on,
I'm not in love with that someone else"
Tell me, what do you want me to say
When you treat me this way
Oh I love you, maybe?
And I hope it goes away
Oh, how I want you daily
I have found the whore in you
Why can't I tell you no
Time will show, the last word is for me
If you fail to see the problem we have, one room full of walls
Jar of love isn't dry until the last drop falls
The moment I will step aside, you're ready for another ride
Walking in the cool night air without underwear
You have red light burning in your soul,
I've seen the glow
In every dream
I have I say: "I'm not in love with you"
But every day I say I do
You have messed with my head so many times
Forced me to love you
Now that...
I have found the whore in you
Why Can't I tell you no
Time will show, the last word is for me
If you fail to see the problem we have, one room full of walls
I will try until the last drop falls...

segunda-feira, setembro 03, 2007


para ela...

quarta-feira, julho 25, 2007


nunca o meu nome junto a um número tinha feito tanto sentido.

nunca, numa situação destas, me tinha sentido com uma energia tão forte.

consegui. cumpri aquilo que me tinha imposto a mim mesmo e, acima de tudo, não desiludi aqueles que depositaram a sua confiança em mim.

foi aí que não me apeteceu festejar. pelo menos, festejar da forma que sempre faço.

meti-me no carro e meti-me na auto-estrada. eram 400 kms, estava cansado, ainda não tinha comido nada, mas isso não me demoveu. fiz-me à estrada com o desejo de aproveitar o pouco tempo que tenho, com o desejo de abraçar a família, de ver os amigos e de, acima de tudo, voltar a ver a minha terra, voltar às minhas origens, sentir-me integrado, de novo.

o cansaço era grande, mas também o era a vontade de ver a terra que me criou.

admito que o carro voou e nem o medo das multas me demoveu. eu ia continuar até chegar pois tinha que festejar.

não era apenas um festejo comum.

era o festejo que nunca tinha sentido na vida. era a sensação de dever cumprido. o sentimento que alcancei todos os meus objectivos.

era esse sentimento que me movia, assim como era ele que me trazia uma sensação estranha. não era aquilo o fim. é apenas o começo de algo muito maior. é o surgir de novos objectivos. é o nascer de novas ambições.

contudo, era um sentimento tão forte que não me deixava pensar direito. era um sentimento que me pôs a chorar.

não eram lágrimas de dor, não eram lágrimas de trsiteza,mas eram as minhas lágrimas de vitória. as minhas lágrimas de contentamento. as minhas lágrimas de querer mais.

foi com essas lágrimas que esqueci, por momentos, todos os outros e que me fizeram olhar só para mim.

estava feliz. estava, não. estou feliz.

feliz pelo que atingi e, sobretudo, por tudo aquilo que ainda vou vou alcançar.

não obstante, ainda não estar nada acabado. na verdade, ainda mal começou, mas, mesmo assim, só um pensamento me acompanhou durante esses 400 kms:

"EU CONSEGUI."

segunda-feira, julho 23, 2007

Resposta ao Blog Ipsis Verbis

Cinco livros que me marcaram.

1º- " O Amor é fodido" de Miguel Esteves Cardoso.
Li-o numa altura em que me fez perfeito sentido e captou-me desde as primeiras linhas pois me identifiquei logo com a frustração do eu lírico. "Quem me dera que ainda estivesses viva. Apenas o tempo suficiente para te matar.

2º- "O maçon de Viena" de José Braga Gonçalves. Muito fiquei eu a pensar nas maquinações que se encontravam por detrás da reconstrução da Velha Lisboa. Ainda por cima, à altura em que o li, morava na Baixa Pombalina.

3º- "Apocalipse Nau" de Rui Zink. Por ser o fim anunciado do mundo numa perspectiva de quem, na verdade, o desconhece e, no Fim, nada realmente acontece.

4º- "O Fiel Jardineiro" de John La Carré. por ser uma história de amor intensa que se desenrola, depois, apesar, e acima da morte da mulher que ama. A prova que o amor não é algo instantâneo.

5º- "O evangelho segundo Jesus Cristo" de José Saramago. Por ser polémico e por trazer uma visão diferente dos dogmas que temos como certos.

Passo a desafiar outros cinco:

Meghy, do Blog Ambloguidades.blogspot.com
Muro das Lamentações,do blog palavrasquevoam.blogspot.com
Vera, do blog caliceporpura.logspot.com
bruno, do blog cenasdosamigosdobruno.blogspot.com
momentos, do blog maniadosucesso.blogspot.com

segunda-feira, julho 02, 2007

sem destino...

peguei no carro.
fiz-me à estrada. segui sem destino, sem local para ir. não era o meu objectivo chegar a lado algum, mas afastar-me de onde saí.
segui, segui, ao sabor do vento e ao som de uma qualquer canção. segui sempre, até o carro dar o berro. não fiquei chateado, não gritei. saí do carro e continuei a andar. andei até ao mar, onde entrei sem sequer tirar as calças.
porque o fiz?
não sei. não estava a fugir de nada. não estava a fugir dos meus problemas, não estava a fugir de ninguém. apenas cedi a uma loucura de chegar a lugar algum sem, sequer, pensar se conseguia voltar.
andei até o carro dar o berro. continuei a andar até não haver mais terra para caminhar.
o que tinha na cabeça? nada, com excepção de um vão objectivo de ir, de correr, de sair de um lado sem ter que chegar a outro.
conduzi, andei, nadei sem olhar para trás, sem pensar no passado e, muito menos, sem ver o futuro.
fui eu, no presente, o único tempo que realmente existe, a única altura que realmente importa, o único momento que realmente interessa.
sou doido?
talvez, mas também já fiz coisas "piores".
arrependo-me?
de absolutamente nada.
quis fazê-lo e fiz. sem pensar, sem reflectir, sem planear. simplesmente, fui.
fui livre por momentos. livre de regras, livre de destinos, livre de um passado e de um futuro que mais não existem que não na nossa cabeça.
fui livre de amor, fui livre de sofrimento, fui livre de mim próprio...
e, por momentos, deixei de ser aquilo que esperam de mim, deixei de ser aquilo que eu próprio exijo de mim.
por momentos, fui sem o ser.


ps: o carro está na oficina.

sexta-feira, junho 29, 2007

pequenas coisas...

um sorriso.
uma palavra.
um gesto.
uma companhia.
um abraço.
um beijo.
pequenas coisas.
serão essas pequenas coisas suficientes?
serão essas pequenas coisas o nosso contentamento?
ou será que devo procurar algo mais?
será que devo tentar alcançar uma nova barreira?
será que sei o que estou a fazer?
será que tenho certeza daquillo que sinto?será que tu tens a certeza daquilo que eu sinto?
será que há mesmo certezas?
será que há futuro?
será que temos presente?
será?
ou estarei a imaginar?
será que está tudo na minha cabeça?
ou, será que existe mesmo?

terça-feira, junho 19, 2007

"live free or die trying..."


a rotina mata-nos.

acordar,trabalhar,vegetar, dormir,acordar,trabalhar,vegetar,dormir.

não suporto a rotina. não suporto que aconteça sempre a mesma coisa, não suporto estar sempre preso ao mesmo compromisso.

a rotina acaba por nos matar, sabem?

talvez não mate tão depressa como uma bala e, provavelmente, também é mais lenta que um cancro. mas acreditem, embora o processo seja lento, o desfecho é rapido. acontece num ápice, tal como nos atirar-nos de um prédio abaixo.

a rotina é uma seca, a rotina é uma morte anunciada.

felizmente, é das poucas doenças, sim, eu acho que é uma doença, que tem uma cura quase miagrosa. quer dizer, desde que o "ser" (esta tem direitos de autor, mas não te preocupes que tos pago...) se aperceba que caiu nessa rotina e que queira fazer algo por si.

de facto, há muito boa gente, e alguma má, que cai na rotina sem, sequer se aperceber, e, depois, não consegue sair dessa situação.

criam uma tanta habituação a fazer sempre a mesma coisa, ir sempre aos mesmos sítios, estar sempre com a mesma pessoa que começam a acreditar que já se trata de amor.

na verdade, essa habituação não traz a felicidade ou o amor que essas pessoas pensam ter. apenas cria uma ilusão de que é o que se passa pois quando tomam consciência, se é que algum dia a vão tomar, que já não conhecem mais nada.

aí é que o ciclo vicioso estraga tudo. deixamos de ser (erróneamente) felizes, para nos tornarmos mártires de uma causa que nos toma a vida como baixas em combate, mas sem o sangue. esse já o perdemos a pensar que estavamos a viver.

dou-vos um conselho: fujam à rotina, sejam imprevisiveis e tornem-se pessoas diferentes, quiçá mesmo, felizes.

não custa muito. de facto, nem é preciso dinheiro para fugir à rotina. só precisamos de ter consciencia que "parar é morrer", que cair na rotina é cair num poço sem saída.

depois, só precisam da vontade de cometer uma loucura, de fugir de uma rotina que nos aniquila e apaixonar-mo-nos. apaixonar-mo-nos pela vida, por aquela pessoa especial que nos espera, quiçá, apaixonar-mo-nos por nós próprios, na falta de melhor termo.

saiam à rua, vejam o sol, vejam a lua, dancem à chuva, peguem no carro e guiem sem destino até ficarem sem gasolina e, depois, peçam boleia sem destino.

sejam imprevísiveis, sejam apaixonados, mas não se deixem matar por uma rotina que nos engana.

é que, um dia, no futuro, vamos olhar para trás. nessa altura,vão lembra-se de levar aquela vida enfadonha, rotineira, ao lado de alguém que pensamos gostar ou, antes, vão lembra-se que correram riscos, aterraram no mundo e transformaram-no na vossa ostra, que arriscaram sair da casca e alcançaram o sucesso e, mesmo que não o tenham alcançado, ao menos, tem aquela satisfação, aquele sorriso porque morreram a perseguir esse objectivo?

a escolha é vossa. eu já fiz a minha.

quarta-feira, junho 06, 2007

O MEDO...

há umas horas atrás, conversava com uma amiga. uma daquelas conversas sem grande sentido, maioritariamente para avacalhar, mas, no meio da conversa, surgiu um tema que me inquieta:"onde estaremos, daqui a 10 anos?"
sei que toda a gente acaba por se interrogar com questões destas, de uma forma, ou de outra.
aparecem num minuto e desaparecem no outro. no fundo, não lhes damos muita importância. porquê? bem, por um lado, porque se as nossas expectativas de sucesso no trabalho, no amor e na vida acabam por nos pôr com um sorriso na cara, no minuto seguinte, acabamos por perceber que isso, muito provavelmente, não passa de uma fantasia.
depois, começamos a interrogar-nos sobre se vai ser mesmo assim, ou, antes, se não vamos acabar na miséria, sozinhos e infelizes.
penso que isto seja normal, mas assusta-nos. quanto mais não seja, porque todos esperamos encontar o sucesso, fazer as escolhas certas e ser felizes, mas o ser humano é, por natureza, medroso, não gosta de arriscar e, dessa forma, é muito mais provavel que encontremos a vida mediana que não queremos.
temos medo disso. temos medo de falhar e, provavelmente, vamos acabar por falhar devido a esse medo.
o medo é uma coisa terrivel e é o que acaba por nos prender a uma realidade na qual não queremos viver.
é esse medo que nos leva a fazer a segunda melhor escolha, se é que isso existe.
é esse medo que nos prende a um chão poeirento e não nos permite voar mais alto.
é esse medo que não nos deixa arriscar em algo novo, por muito melhor que seja, porque não gostamos de sofrer desilusões, ou sequer, pensar que as podemos ter.
contudo, não lhe podemos chamar medo. a sociedade de coninhas que não arriscam não nos deixa. pensam que "conformismo" é uma palavra muito mais bonita.
como estão eles enganados.
o conformismo é a mesma coisa que o medo e é esse medo que nos leva a não alcançar os nossos sonhos.
basicamente, o meu ponto de hoje é muito simples: ARRISQUEM, NÃO TENHAM MEDO, E PODE SER QUE ALCANÇAM ALGO MUITO MELHOR.

sábado, junho 02, 2007

sinto...


sinto-me distante, inquieto, nervoso e preocupado com aquilo que sinto que não devo.

não sei porque é que me sinto assim. na verdade, se calhar, até sei, mas não percebo.

a minha vida não é má de todo. não tenho tudo o que quero mas, como diz o outro, "também não sou uma pessoa de posses".

contudo, não se justifica que ande a desperdiçar a minha vida, a ter ideias que não vingam e projectos que não levantam.

sinto-me cansado de ter algo na cabeça.

sinto-me farto de não conseguir ser feliz.

sinto-me sem forças por não estar nas minhas capacidades.

sinto os meus amigos a desvanecer e sinto-me a desaparecer da vista deles.

não por culpa deles, mas porque me estou a transformar.

sinto-me alguém que não sou.

sinto-me alguém de quem não gostaria, mas não tenho remorsos, não tenho emoções.

sinto-me, cada vez mais, como uma máquina.

mas não consigo sentir que isso seja mau.

não consigo sentir a alegria dos outros e sinto a paz com as suas agonias.

o que se passa comigo?

como é que eu paro isto?

como é que volto a ser quem era?

mas será que quero voltar a antigamente?

será que quero voltar a ser tolo?

será que quero voltar ao sofredor silencioso?

não sei. nem sei se quero saber.

sou um novo eu.

alguém mais confiante.

alguém mais perigoso.

alguém mais capaz.

não sei.

quero ter paz, mas será que, realmente a quero?

será que quero o que os outros querem?

ou será que quero o que mais ninguém pode ter?

não sei, e calculo que vocês também não...

sexta-feira, maio 25, 2007

"ai que tenho problemas"

ter problemas não serve de desculpa.

às vezes, as pessoas, a maioria delas, fazem coisas pouco sociais, não respeitam, passam à frente de uma fila de gente que espera.

às vezes, dão a desculpa de estarem com problemas, da vida delas "ser uma merda", de serem umas desgraçadas.

não sei bem porquê, não me interessa. "com os problemas dos outros, posso eu bem..." já diz o povo. e tenho que admitir, o povo está certo: todos nós temos problemas, todos nós temos que os enfrentar, ou viver com eles. caso todos dessemos uma desculpa de "ai que tenho problemas, a minha vida é uma merda, não sou feliz, ai que ninguém me curte...". meus amigos, e amigas, se a vossa vida é assim tão má, pá, matem-se, acabem com ela.

agora, não me venham dar a desculpa da vida ser uma merda para passar à frente de uma fila e ser cínico com aqueles que, de facto, respeitam.

eu sei, não é típico de mim andar a dar lições acerca de normas do trato social.

de facto, não é.

mas a resposta a isso é simples: egoísta como todos somos, não me interessa que não respeitem as filas, as regras de trânsito, a merda de um lugar no cinema. não admito é que me prejudiquem a mim por causa disso.

todos temos problemas e, sinceramente, estou-me a cagar para isso. é-me indiferente que tenham problemas, ou não. eu também os tenho e nem por isso ando a desrespeitar os outros.

mas, por acaso, é engraçado, com merdas como estas, ainda começo a pensar que ter problemas, pode ser a melhor coisa que acontece a uma caramelo. "ai que tenho problemas, vou passar à frente dos outros..." pá, os vossos problemas não me interessam e não se venham fazer de vítimas. se calhar os problemas não são o sinal de a nossa vida ser "uma merda". podem ser Karma, pode ser o destino a trazer até nós a merda que fizémos aos outros.

assim, se a vossa vida é assim tão má, bem, só vos posso dizer uma coisa: vocês não são obrigados a estar vivos.

segunda-feira, maio 14, 2007

fracture


este fim-de-semana fui ao cinema.

como podem adivinhar pelo título, fui ver o "fracture" , com sir anthony hopkins.

sinceramente, adorei o filme. melhor, adorei o enredo, melhor ainda, adorei a trama.

é daqueles filmes que nos prendem à cadeira porque mal acreditamos no que está a acontecer.

já era um grande fã de sir anthony hopkins, especialmente, pela inteligência da personagem "Hannibal". aqui, mais do que a sua inteligência, admiro o seu calculismo, o faco de balear a sangue frio, provocando-lhe morte cerebral, servir-se do amante dela para se ilibar e, depois, simplesmente, desligar-lhe a ficha cometendo homicidio qualificado perfeitamente lícito. admitamos, é brilhante.

na verdade, podemos dizer que todos somos um pouco calculistas.

que venha alguém dizer que não tem um plano qualquer para chegar a lado algum, que eu digo-lhe que é um mentiroso.

todos temos um plano, seja para ter sucesso, seja para controlar as massas, seja para cometermos o homicidio "licito". todos temos um plano, uma agenda que tencionamos cumprir.

não quero com isto dizer que todos o conseguimos. a maioria dos planos acaba por não se concretizar , ou por falta de coragem, ou, simplesmente, porque não somos tão bons como gostariamos de ser.

independentemente disso, todos queremos algo e já visionamos, na nossa cabeça, como o fazer.

agora, se o vamos fazer...

será medo? falta de coragem? respeito pelo próximo?

aqui, já todas as desculpas servem.

contudo, quer-me parecer que só não o pomos em marcha porque, na verdade, não somos assim tão bons...

const3.blogspot.com

Convido-vos a visitar.
não é nada de especial mas, uma vez que tinha que fazer um trabalho, mais vale deixá-lo à vista de todos do que apenas à consideração do assistente.

sábado, abril 28, 2007

Resposta ao desafio do blog ipsisverbis.blogspot.com

7 coisas que faço bem (ou que tento fazer bem):
- ouvir
-beber
-o nó da gravata
-divagar
-fugir de compromissos
-arranjar sarilhos
-encomendar comida

7 coisas que não faço (ou não sei fazer):
-ser cínico
-passar camisas a ferro
-exercício
-seguir uma linha pré-definida
-abstrair-me dos problemas dos outros
-esquecer-me das responsabilidades
-fazer o jantar

7 coisas que me atrem no sexo oposto:
-o desafio
-a personalidade
-o sorriso
-o traseiro
-a frente
-a "putice"
-o saber cozinhar

7 coisas que digo frequentemente:
-"coiso..."
-"fodasse..."
-"pó caralho..."
-"isso é fixe..."
-"quer dizer..."
-"podia ser pior..."
-"podes contar comigo..."

7 actores ou actrizes:
-sean connery
-pierce brosnan
-anthony hopkins
-marcia cross
-angelina jolie
-jodie foster
-monica bellucci

Desafiar outros 7:
-delirantementefeliz.blogspot.com
-palavrasquevoam.blogspot.com
-maniadosucesso.blogspot.com
-kemoalquimista.blogspot.com
-www.gatofedorento.blogspot.com
-jumpkid.blogspot.com
-barvelho.blospot.com

quinta-feira, abril 26, 2007

inside

há coisas que são complicadas de tirar da cabeça.
há coisas que são difíceis de tirar da cabeça.
há coisas que são impossíveis de tirar da cabeça.
por muito que se tente, estão sempre lá. não digo que para nos atormentar, mas a marcar uma presença que se pode tornar incómoda.
porque não saem da cabeça? não sei bem. às vezes, porque são fortes, porque teimam em não ir embora, porque continuam a existir, mesmo que sejam apenas uma voz baixa e rouca que continuamos a ouvir.
outras, pelo simples facto de não querermos que se vão embora, porque insistimos para que se mantenham conosco.
são essas que mais me assustam.
afinal de contas, se algo não se vai embora porque não vai, ultrapassa o nosso poder. não podemos fazer nada, não podemos lutar.
agora, se não partem porque não conseguimos lutar contra elas, porque insistimos para que continuem aqui, conosco, dentro de nós, então, estamos perante uma grave situação.
se, nas primeiras, temos que nos resignar, nas segundas, entramos em conflito conosco.
sabemos que têm de se ir embora, mas não deixamos. não queremos deixar, não podemos deixar.
mas se isso nos faz mal, porque o fazemos? fácil, pelo medo do vazio, pelo medo de não haver nada que prencha aquele espaço, pelo medo que aquilo, afinal, não seja assim tão mau.
acontece a todos, numa, ou noutra altura e é isso que nos corrói, que nos corrompe, que nos vence. não essas coisas que não vão embora, mas nós próprios.
é essa a nossa grande luta: a luta interior do homem contra esse próprio homem.
e é, provávelmente, a luta mais perigosa que alguma vez vamos travar. afinal de contas, como posso eu lutar comigo próprio e vencer?

segunda-feira, abril 23, 2007

e assim foram quatro anos...
foi a minha relação mais longa com o que quer que fosse. nem numa casa consegui aguntar tanto tempo...
quatro anos é muito tempo. já estava habituado, já não era novidade.
"mas porquê mudar?". bem, para melhor, muda-se sempre, como diz o outro, "mas tu não mudaste para melhor", dizem muitos. " a idade não te faz confusão?" perguntam sempre.
bem, na verdade, a idade nunca tem grande coisa
a ver.
quando se quer algo, não é a idade o motivo nos demove. talvez o sentimento de mdo de ficar "apeado no meio da estrada", mas não a idade.