não gosto de surpresas.
tal deve-se ao facto de, raramente ficar surpreendido com algo que valha a pena.
prefiro saber com o que conto.
porquê? pá, porque, até ao momento, muito poucas pessoas me conseguiram realmente surpreender, e curiosamente, ainda menos pela positiva.
as pessoas tem aniversários, tem festas, tem comemorações nas quais estão à espera de ser surpreendidas. eu já desisti.
afinal de contas, fazer uma surpresa a alguém tem um misto de enigma e antecipação que termina com um enorme sorriso por parte de quem é surpreendido.
infelizmente, as pessoas que me tentam surpreender claramente não me conhecem.
consequentemente, quando fazem a sua grande surpresa, ou acabo por estar exactamente à espera que aquilo acontecesse porque, vá, como não havia ideias para me surpreender, fazem um monte de perguntas estupidas e acabo por levar com algo que eu disse só porque me perguntaram, ou sou totalmente surpreendido com uma merda qualquer para a qual tenho que esboçar um sorriso e dizer que adorei e que não deviam ter feito aquilo e que são o máximo e que me conhecem tão bem quando, na verdade estou a fazer contas à vida para ver onde é que vou enfiar tamanho traste.
é a vida. a culpa não é vossa.
quando celebrei os meus 18 anos, tal como qualquer miúdo com 18 anos e prestes a tirar a carta, só havia uma coisa que eu podia querer: um carro. na altura, nem me interessava que fosse potente, novo, bonito, económico, verde-alface ou não tivesse rádio. queria um carro e dei bastantes indirectas aos meus pais.
desde constantes revistas da especialidade que apareciam subitamente na mesa de jantar, na cama do meu pai, na casa de banho, espalhadas pelo chão, por todo o lado.
tambem não sei bem como, mas já tinha explicado todas as especificações técnicas e preços e cotações de todos os carros em todos os stands desde vila nova de cerveira até à maia.
acho que os meus pais tinham percebido a indirecta e sabiam o que eu queria.
no dia dos meus anos, ainda não via nenhum carro e começava a desanimar. nessa altura, alguém meu conhecido me diz que, logo à noite, vou ter um carro. que não lhe perguntasse como sabia porque não me iria dizer, mas que ia ter um carro.
não me disse mais nada e eu aguardei impaciente o momento em que acabaram as aulas para me meter no primeiro autocarro para casa.
quando cheguei, lembro-me perfeitamente de correr até à garagem que eu ajudei a construir com o meu sangue, suor e lágrimas, e não estava lá nada. completamente vazia, sem carro à vista.
pensei eu que o meu pai não seria parvo para deixar lá o carro para eu ver sem que ele cehgasse.
fui para o meu quarto tentar manter-me ocupado, mas havia só uma coisa que me passava pela cabeça: o carro, como seria, de que cor, de três ou cinco portas, gasolina ou diesel, teria jantes especiais, então e um motor turbo, seria um clio, um mercedes, um opel... era o que me passava pela cabeça.
lembro-me de ouvir um carro a chegar e fui a correr para a varanda. era o carro do meu pai, com o meu pai lá dentro. não havia carro para mim.
mas espera, quando o meu pai comprou o carro dele, foi o meu irmão que o trouxe para casa. seria, concerteza o esquema que se ia passar naquela noite.
mas não, o meu irmão chegou no carro dele. quando chegou, não vinha com ele, nem o meu sobrinho, nem a minha cunhada. "foram a casa dos pais dela. vem a pé" diz o meu irmão. e pronto, lá volta a minha expectativa de receber um carro, trazido pela minha cunhada, mas não. eles chegaram mesmo a pé e subi eu o caminho da saída de minha casa para ver se não estaria lá nada estacionado. mas não havia lá nada.
e lá foram as minhas expectativas esmorecendo, tal comoo sentimento de alguma vez ter um carro. convenhamos, não ia receber um carro dos meus paise tinha gasto as minhas economias a tirar a carta. já me estava a ver a só comprar um carro dois anos depois de sair a universidade. a minha liberdade estava adiada. passei o jantar do meu aniversário calado.
e foi aí que chegou o bolo de anos. toda a gente a cantar e no escuro, cheio de velas, apareceu... um bolo em forma de carro...
foi a coisa mais estupida que alguma vez me tinham feito e, provavelmente, a maior crueldade que podiam terfeito comigo.
sabiam o que eu queria, deram-me esperanças e causaram-me o sentimento que o iria ter e quando me puseram as expectativas bem no alto por tal prenda, tirararm-me o tapete de baixo dos pés.
fui deitar-me desiludido, sozinho e profundamente magoado com o "presente" que me prometeram.
a partir daí, nunca mais celebrei o meu aniversário. é apenas mais um dia em que é suposto termos as expectativas bem altas para serem rapidamebte deitadas abaixo.
tmbém nunca mais gostei de receber prendas enm que me fizessem surpresas porque me apercebi que as surpresas que todos nos fazem são uma valente merda.
continuo a não gostar de surpresas, gosto de saber com o que conto. ao menos, assim, já me posso ir preparando.
ao menos, nos dias que correm já não fico desiludido. é a vantagem de já não esperar muito daqueles que, supostamente, me conhecem.
domingo, janeiro 25, 2009
sábado, janeiro 24, 2009
a check-list
na actividade profissional que exerço, existe algo denominado de check-list.
na verdade, a maior parte dos prestadores de serviços intelectuais usam esta ferramenta.
em si, não tem nada de especial.
mais não é que um conjunto de questões-chave que se devem fazer ao cliente por forma a conseguir um maior inside da actividade económica do agente e consequentemente, conseguir prestar melhor os serviços propostos.
por outras palavras, é um conjunto de perguntas que permite reconhecer o ponto em que está.
esta é feita, no ínicio da relação de prestação de serviços (faz sentido...) e repete-se a proeza com alguma regularidade por forma a fornecer um serviço personalizado e próximo de quem o encomenda.
a check-list é uma ferramenta útil e, na verdade, não é só usada apenas pelos profissionais.
pode é não ter a mesma designação, nem os mesmos propósitos.
na verdade, a maior parte dos prestadores de serviços intelectuais usam esta ferramenta.
em si, não tem nada de especial.
mais não é que um conjunto de questões-chave que se devem fazer ao cliente por forma a conseguir um maior inside da actividade económica do agente e consequentemente, conseguir prestar melhor os serviços propostos.
por outras palavras, é um conjunto de perguntas que permite reconhecer o ponto em que está.
esta é feita, no ínicio da relação de prestação de serviços (faz sentido...) e repete-se a proeza com alguma regularidade por forma a fornecer um serviço personalizado e próximo de quem o encomenda.
a check-list é uma ferramenta útil e, na verdade, não é só usada apenas pelos profissionais.
pode é não ter a mesma designação, nem os mesmos propósitos.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
pedras no caminho...
e se a estrada tem buracos? e se o terreno é ingreme? e se as pedras são demasiado grandes?
não interessa. venha o que vier.
não interessa. venha o que vier.
quinta-feira, janeiro 22, 2009
the bad movie of my life...
gosto de ir ao cinema.
gosto de me sentar numa sala escura e, por duas horas, abstrair-me do mundo à minha volta, talvez sonhando um bocadinho que sou eu o agente secreto, ou o homem de negócios que largou tudo por amor...
é claro que, como qualquer pessoa que vá com frequencia ao cinema (embora nos dias que correm a frequencia já não seja assim tanta...)me deparo com muito bons e muito maus filmes.
curiosamente, dos muito maus filmes, tenho uma tendencia a esquecer.
podem falar do filme e até me pode vir à memoria qualquer coisa sobre o assunto, mas não me recordo realmente do filme.
por exemplo, há um filme de uma miuda que se apaixona por um sujeito mais novo cuja a mãe era a psiquiatra da... miuda.
não me recordo do nome do filme, não me recordo do elenco, nem me recordo quando e onde o vi.
de facto, com excepção das linhas supra, a única coisa que me lembro do filme é que adormeci. e olhem que eu sou um sujeito persistente que tenta dar sempre todas as oportunidades possíveis...
por outro lado, há filmes que toda a gente diz que são uma autêntica porcaria, que não presta, que é dinheiro mal gasto e que me vou arrepender de perder duas horas naquela sala.
idiota como todos somos, eu não ligo às criticas e vou ver o filme.
e, de facto, a verdade é que já vi muios filmes que toda a gente dizia que eram maus e gostei, assim como já aconteceu ir ver filmes que toda a gente diz que adora e que tiveram as melhores criticas e, pura e simplesmente, nem dos títulos me lembro.
já lá dizia o outro: "posso não saber de arte, mas eu sei do que gosto".
eu, provavelmente, ainda não sei o que gosto, mas sei que gosto e podem ter a certeza que, daqueles filmesn que toda a gente diz que são maus e que são demasiado comerciais ou, pior, são demasiado intelectuais, ou são, simplesmente, uma porcaria, mas que eu gosto, eu digo abertamente que gosto e defendo o filme.
afinal de contas, o importante é que eu goste e que dê aquele tempo por bem gasto.
eu gosto de ir ao cinema e formar uma opinião por mim próprio e não temo ir ver um mau filme. até pode ser que goste. e, se gostar, não me importa o que os outros dizem. vou comprar o dvd e exibi-lo no móvel da sala e vê-lo quantas vezes me apetecer. afinal de contas, eu gosto
não desisto do que parece ser um mau filme à partida.
com as pessoas também não.
gosto de me sentar numa sala escura e, por duas horas, abstrair-me do mundo à minha volta, talvez sonhando um bocadinho que sou eu o agente secreto, ou o homem de negócios que largou tudo por amor...
é claro que, como qualquer pessoa que vá com frequencia ao cinema (embora nos dias que correm a frequencia já não seja assim tanta...)me deparo com muito bons e muito maus filmes.
curiosamente, dos muito maus filmes, tenho uma tendencia a esquecer.
podem falar do filme e até me pode vir à memoria qualquer coisa sobre o assunto, mas não me recordo realmente do filme.
por exemplo, há um filme de uma miuda que se apaixona por um sujeito mais novo cuja a mãe era a psiquiatra da... miuda.
não me recordo do nome do filme, não me recordo do elenco, nem me recordo quando e onde o vi.
de facto, com excepção das linhas supra, a única coisa que me lembro do filme é que adormeci. e olhem que eu sou um sujeito persistente que tenta dar sempre todas as oportunidades possíveis...
por outro lado, há filmes que toda a gente diz que são uma autêntica porcaria, que não presta, que é dinheiro mal gasto e que me vou arrepender de perder duas horas naquela sala.
idiota como todos somos, eu não ligo às criticas e vou ver o filme.
e, de facto, a verdade é que já vi muios filmes que toda a gente dizia que eram maus e gostei, assim como já aconteceu ir ver filmes que toda a gente diz que adora e que tiveram as melhores criticas e, pura e simplesmente, nem dos títulos me lembro.
já lá dizia o outro: "posso não saber de arte, mas eu sei do que gosto".
eu, provavelmente, ainda não sei o que gosto, mas sei que gosto e podem ter a certeza que, daqueles filmesn que toda a gente diz que são maus e que são demasiado comerciais ou, pior, são demasiado intelectuais, ou são, simplesmente, uma porcaria, mas que eu gosto, eu digo abertamente que gosto e defendo o filme.
afinal de contas, o importante é que eu goste e que dê aquele tempo por bem gasto.
eu gosto de ir ao cinema e formar uma opinião por mim próprio e não temo ir ver um mau filme. até pode ser que goste. e, se gostar, não me importa o que os outros dizem. vou comprar o dvd e exibi-lo no móvel da sala e vê-lo quantas vezes me apetecer. afinal de contas, eu gosto
não desisto do que parece ser um mau filme à partida.
com as pessoas também não.
quarta-feira, janeiro 21, 2009
no trapézio...
odeio os momentos em que estou parado.
fico a pensar na vida e, em consequência de um síndrome bem português, começo a ficar deprimido.
talvez não esteja a acontecer tudo segundo o plano. lá está, as circuntâncias alteram-se e temos de mudar o plano no momento.
valemo-nos, ao menos, da nossa capacidade de adaptação e do facto de o vento lá ir correndo em nosso favor.
odeio estes momentos.
parece que tudo não é mais que uma imagem coberta pela névoa enquanto a vemos do lado de dentro de um qualquer aquário.
talvez seja um discurso péssimista.
talvez seja apenas o facto de eu odiar estes momentos.
os planos alteram-se e, com a mutação das circuntâncias, também nós nos temos de adaptar.
se não podermos fazer A, talvez isso seja a oportunidade para fazer B.
não sei. estou preocupado. de repente, talvez não seja assim tão vantajoso.
a pouco e pouco, sinto-me como se o tapete da minha vida me fugisse debaixo dos pés, a modos que sinto que estou a correr em cima da água.
assim, se nos momentos iniciais, a velocidade me consegue manter à tona, eventualmente o peso vai-me fazer ir ao fundo.
agora que penso bem, a minha vida não é correr na água. sinto-me mais como se estivesse num trapézio sem rede: lá vou fazendo as minhas acrobacias e fazendo brilhar os olhos do público que vê o espetáculo sem sequer respirar.
contudo, sei que é apenas público, alguém que pagou o bilhete para ver o espectáculo, seja ele uma pessoa a fazer as coisas mais maravilhosas e ginasticadas, seja a escorregar e estatelar-se no chão.
o meu problema é que sei que não tenho rede por debaixo dos meus pés e começo a ficar com as mãos suadas.
eventualmente, vou escorregar e, nesse momento, sei que não tenho a minha rede.
é uma adrenalina do caraças. admito que é, mas será a queda um mal-menor desta minha acrobacia?
não sei. só sei que não tenho rede e estou lançado bem no alto do trapézio...
fico a pensar na vida e, em consequência de um síndrome bem português, começo a ficar deprimido.
talvez não esteja a acontecer tudo segundo o plano. lá está, as circuntâncias alteram-se e temos de mudar o plano no momento.
valemo-nos, ao menos, da nossa capacidade de adaptação e do facto de o vento lá ir correndo em nosso favor.
odeio estes momentos.
parece que tudo não é mais que uma imagem coberta pela névoa enquanto a vemos do lado de dentro de um qualquer aquário.
talvez seja um discurso péssimista.
talvez seja apenas o facto de eu odiar estes momentos.
os planos alteram-se e, com a mutação das circuntâncias, também nós nos temos de adaptar.
se não podermos fazer A, talvez isso seja a oportunidade para fazer B.
não sei. estou preocupado. de repente, talvez não seja assim tão vantajoso.
a pouco e pouco, sinto-me como se o tapete da minha vida me fugisse debaixo dos pés, a modos que sinto que estou a correr em cima da água.
assim, se nos momentos iniciais, a velocidade me consegue manter à tona, eventualmente o peso vai-me fazer ir ao fundo.
agora que penso bem, a minha vida não é correr na água. sinto-me mais como se estivesse num trapézio sem rede: lá vou fazendo as minhas acrobacias e fazendo brilhar os olhos do público que vê o espetáculo sem sequer respirar.
contudo, sei que é apenas público, alguém que pagou o bilhete para ver o espectáculo, seja ele uma pessoa a fazer as coisas mais maravilhosas e ginasticadas, seja a escorregar e estatelar-se no chão.
o meu problema é que sei que não tenho rede por debaixo dos meus pés e começo a ficar com as mãos suadas.
eventualmente, vou escorregar e, nesse momento, sei que não tenho a minha rede.
é uma adrenalina do caraças. admito que é, mas será a queda um mal-menor desta minha acrobacia?
não sei. só sei que não tenho rede e estou lançado bem no alto do trapézio...
domingo, janeiro 18, 2009
jogos...
peguei no códi e fiz um pequeno exercício.
não fiquei muito feliz, mas, por outro lado, não está tão mau como estava à espera.
acho que dá. não sei, vamos ver.
quer-me parecer que há movimentações à minha volta.
ainda não as percebi por completo, mas já as notei.
não é nada que eu não esteja à espera, mas chateia-me o não saber "quando".
não interessa. tudo o que acontece acontece por um motivo e quer-me parecer que vou conseguir.
se estiver enganado, pá, fodi-me, e lá terei de rever as minhas previsões. não é nada de vergonhoso. afinal de contas, se até o governo o faz, porque não eu?
mas acho que as minhas contas estão certas. pode ser que me safe.
não sei, mas pode ser.
de qualquer forma, por muito complicado que possa vir a ser, pior do que já é é dificil.
assim, podem fazer as vossas jogadas. tal como num jogo de poker, fazem bem em não revelar a vossa mão, até porque sei o que estãoa pensar.
contudo, é importante que não substimem o adversário. é assim que todos os jogos se perdem.
aqui fica o meu conselho. agora, eu não vou revelar as minhas cartas.
mas lá que vou fazer o meu jogo, isso vou.
de qualquer forma, este mês, chega-me o meu ás de trunfo.
não fiquei muito feliz, mas, por outro lado, não está tão mau como estava à espera.
acho que dá. não sei, vamos ver.
quer-me parecer que há movimentações à minha volta.
ainda não as percebi por completo, mas já as notei.
não é nada que eu não esteja à espera, mas chateia-me o não saber "quando".
não interessa. tudo o que acontece acontece por um motivo e quer-me parecer que vou conseguir.
se estiver enganado, pá, fodi-me, e lá terei de rever as minhas previsões. não é nada de vergonhoso. afinal de contas, se até o governo o faz, porque não eu?
mas acho que as minhas contas estão certas. pode ser que me safe.
não sei, mas pode ser.
de qualquer forma, por muito complicado que possa vir a ser, pior do que já é é dificil.
assim, podem fazer as vossas jogadas. tal como num jogo de poker, fazem bem em não revelar a vossa mão, até porque sei o que estãoa pensar.
contudo, é importante que não substimem o adversário. é assim que todos os jogos se perdem.
aqui fica o meu conselho. agora, eu não vou revelar as minhas cartas.
mas lá que vou fazer o meu jogo, isso vou.
de qualquer forma, este mês, chega-me o meu ás de trunfo.
resquicios de uma noite de sabado...
" - boa noite. o que vão tomar?
- boa noite. queria uma imperial e um cinzeiro, se faz favor.
mas olhe, não era suposto estar a decorrer um concerto de
bossa-nova?
- era, mas um dos músicos está gripado e tivemos de cancelar. daqui a alguns momentos, começa uma sessão de jazz nesta sala.
- hmm, parece-me bem. então olhe, traga-me, antes um gin tónico e o anti-cristo..."
- boa noite. queria uma imperial e um cinzeiro, se faz favor.
mas olhe, não era suposto estar a decorrer um concerto de
bossa-nova?
- era, mas um dos músicos está gripado e tivemos de cancelar. daqui a alguns momentos, começa uma sessão de jazz nesta sala.
- hmm, parece-me bem. então olhe, traga-me, antes um gin tónico e o anti-cristo..."
quinta-feira, janeiro 15, 2009
mercado imobiliário

ultimamente, tenho andado a ver bastantes anúncios de habitação.
não sei se é por estar completamente farto de partilhar a casa com uma espécie de sanguessuga, se simplesmente, começo a achar que talvez esteja a chegar a altura de ter o meu próprio buraco onde sou rei e senhor.
por outro lado, e apesar de ainda não reunir as condições mínimas para proceder à compra de uma casa, é sobretudo, esse o negócio que tenho andado a pesquisar.
também não sei bem se, por um sentimento de "mais vale prevenir do que remediar" ou talvez um leve desejo de constituir família, a minha pesquisa tem-se focado, maioriatariamente na tipologia T3.
ora, nestas pesquisas, uma pessoa encontra de tudo um pouco.
Encontramos desde autênticos palacetes principescamente construídos e equipados, com todas as mordomias e indispensável garagem para os meninos a preços realmente exorbitantes, às barracas mais manhosas e a cair aos pedaços que um tostão consegue comprar.
Relativamente a estas segundas, não pude deixar de reparar que os T3 mais manhosos, normalmente com a descrição "a precisar de melhoramentos", ou "para remodelar" ou, ainda, "grande potencial para melhoramentos".
Basicamente, e tendo em conta esta descrição e as fotos que nos são apresentadas, só podemos, devemos, e na verdade é o que se sucede, estamos a falar de autênticas espeluncas onde teríamos nojo de bater à porta, quanto mais morar lá.
ainda falando desta espécie de habitação em análise, não pude deixar de reparar que, nestas espeluncas às quais é atribuído pelos vendedores "um enorme potencial de melhoração" (pudera...), acabamos por ter sempre mais uma pequena nota: "ideal para estudantes".
é aqui que a porca torce um bocadinho o rabo e uma pessoa fica extremamente estupecfacta.
é-nos apresentada uma casa com paredes já se tinta, com soalo em madeira podre cheia de buracos, térmitas e caruncho onde quase nem um sem-abrigo gostaría de ficar.
o dono quer-se livrar daquela merda, vendendo ou arrendando, sem se querer preocupar com a autêntica fortuna que teria que gastar para transformar aquele sítio numa espécie de habitação mínimamente digna ( que, a propósito, não se vai traduzir em desconto algum na hora de pagar a renda ou o montante da compra-e-venda) e quer fazer uns trocos. então acrescenta uma notinha a dizer que a casa é "ideal para estudantes".
agora, pensem comigo. será que os jovens estudantes de agora são uma espécie assim com tão poucos padrões de exigência que não se importam de morar numa situação nada digna e mesmo perigosa?
ou será que é muita filha-da-putice desses proprietários tentarem aproveitar-se da inexperiência das pessoas que têm de abandonar o sítio onde nasceram para vir estudar de forma a conseguirem garantir, ou tentar, um futuro mais digno?
dado que, eu próprio, já fui um dos destinatários desses anúncios, enoja-me um bocado e, na verdade, em cinco anos de estudante, consegui morar em cinco casas, mas fugi sempre das supostas casas "ideais para estudantes".
é que, por muito que a casa seja "ideal para estudantes", se calhar os estudantes até podem responder o anúncio, mas, senhores proprietários, já repararm que os estudantes, apesar das borgas, bebedeiras e afins, ainda tem aqueles cinco sentidos que os alertam que aquilo é casa ideal, mas para o caruncho?
quarta-feira, janeiro 14, 2009
"isto, aquilo, mais isto e mais aquilo."
"eu sou isto e vai acontecer isto e mais isto e provavelmente vamos fazer isto e vai-te acontecer isto".
"é melhor não por causa disto e daquilo e mais disto e daquilo", afinal de contas "eu sou isto e aquilo e mais isto e mais aquilo e estou isto e mais aquilo e isso vai fazer com que tudo isto e mais aquilo".
"não por causa disto e mais daquilo e sei que tu isto e mais aquilo e mais isto"
então e depois?
se acontecer isto e mais aquilo é um risco que temos de tomar.
quem sabe se, em vez de acontecer isto e mais aquilo e eu ficar isto e mais aquilo e tu ficares isto em mais aquilo, não pode acontecer algo perfeitamente diferente disto e daquilo que nos tem acontecido?
se não tentarmos isto e mais aquilo, nunca saberemos.
toma uma para ti:
e mais uma para todos aqueles que não perceberem isto e aquilo que eu acabei de escrever...
"eu sou isto e vai acontecer isto e mais isto e provavelmente vamos fazer isto e vai-te acontecer isto".
"é melhor não por causa disto e daquilo e mais disto e daquilo", afinal de contas "eu sou isto e aquilo e mais isto e mais aquilo e estou isto e mais aquilo e isso vai fazer com que tudo isto e mais aquilo".
"não por causa disto e mais daquilo e sei que tu isto e mais aquilo e mais isto"
então e depois?
se acontecer isto e mais aquilo é um risco que temos de tomar.
quem sabe se, em vez de acontecer isto e mais aquilo e eu ficar isto e mais aquilo e tu ficares isto em mais aquilo, não pode acontecer algo perfeitamente diferente disto e daquilo que nos tem acontecido?
se não tentarmos isto e mais aquilo, nunca saberemos.
toma uma para ti:
e mais uma para todos aqueles que não perceberem isto e aquilo que eu acabei de escrever...
domingo, janeiro 11, 2009
Aceitando o desafio de DJ, do blog ipsisverbis, de responder a algumas perguntas com nomes de músicas de alguns grupos, aqui vai:
1. És homem ou mulher?
- "the man song", de sean morey;
2. Descreve-te:
- "number 1", dos scorpions;
3. o que as pessoas pensam de ti:
-"i'm an asshole", de dennis leary;
4. como descreves o teu último relacionamento?
- "life is a rollercoaster" de ronan keating;
5. descreve o estado actual da tua relação:
- "sgt. pepper´s lonely hearts club band", dos beatles;
6. onde querias estar agora:
- "san francisco", de scott mckenzie;
7. o que pensas a respeito do amor?
- "she will be loved", dos maroon 5;
8. como é a tua vida?
- "i'm alive", de tom jones;
9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo?
- "all you need is love", dos beatles;
10. escreve uma frase sábia:
- "always look at the bright side of live", dos monty python.
agora, desafio cinco blogues a responder:
- http://thelifeofbrendon.blogspot.com/
- http://emissoracaoticaportuguesa.blogspot.com/
- http://desejo-a-vida.blogspot.com/
- http://ambloguidades.blogspot.com/
- http://tulipasnegrasdavida.blogspot.com/
1. És homem ou mulher?
- "the man song", de sean morey;
2. Descreve-te:
- "number 1", dos scorpions;
3. o que as pessoas pensam de ti:
-"i'm an asshole", de dennis leary;
4. como descreves o teu último relacionamento?
- "life is a rollercoaster" de ronan keating;
5. descreve o estado actual da tua relação:
- "sgt. pepper´s lonely hearts club band", dos beatles;
6. onde querias estar agora:
- "san francisco", de scott mckenzie;
7. o que pensas a respeito do amor?
- "she will be loved", dos maroon 5;
8. como é a tua vida?
- "i'm alive", de tom jones;
9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo?
- "all you need is love", dos beatles;
10. escreve uma frase sábia:
- "always look at the bright side of live", dos monty python.
agora, desafio cinco blogues a responder:
- http://thelifeofbrendon.blogspot.com/
- http://emissoracaoticaportuguesa.blogspot.com/
- http://desejo-a-vida.blogspot.com/
- http://ambloguidades.blogspot.com/
- http://tulipasnegrasdavida.blogspot.com/
sábado, janeiro 10, 2009
"um dia..."

Lá no trabalho, devo admitir, a não ser que recorramos à nespresso, que o café é, vá, no mínimo, péssimo.
na verdade, é mesmo uma porcaria.
por outro lado, os pacotes de açucar, na verdade, contém um açucar perfeitamente normal sem qualquer tipo de adição que nos aumente o rendimento ou nos transforme em super-consultores, é um açucar normal.
contudo, tem uma coisa que o faz especial: a nicola faz a campanha "um dia" e em todos os pacotes de açucar tem uma mensagem diferente.
na verdade, é mesmo uma porcaria.
por outro lado, os pacotes de açucar, na verdade, contém um açucar perfeitamente normal sem qualquer tipo de adição que nos aumente o rendimento ou nos transforme em super-consultores, é um açucar normal.
contudo, tem uma coisa que o faz especial: a nicola faz a campanha "um dia" e em todos os pacotes de açucar tem uma mensagem diferente.
mensagens do tipo "um dia faço uma tatuagem", "um dia começo a cantar no meio da rua", "um dia escrevo-te uma canção", "um dia ponho a mochila às costas e vou conhecer o mundo", "um dia fujo do trabalho para brincar com a minha filha",(... espera, essa, acho que foi censurada por motivos de produtividade).
enfim, todos os dias, uma pessoa chega para beber um café e tem uma mensagem.
a maior parte das pessoas, provavelmente, nem se dá ao trabalho de olhar para o pacote de açucar e ler a mensagem de apelo à rebeldia a que aquela marca incita. aqueles que a leem, esboçam um pequeno sorriso, bebem o seu café e voltam para as suas vidas completamente controladas pelo cabs (para os meus leitores que não sabem o que é o cabs, deixem-se estar assim. um dia, vão conhecê-lo e agradecer-me por não vos ter dito o que era mais cedo).
eu, quando faço uma pausa dessa minha vida controlada pelo cabs e vou beber um café, dou-me ao trabalho de ler o que aquele pacotinho de açucar tem para me dizer e fico um bocadinho a reflectir no que aquela pequena frase me incita e, sobretudo, porque é que ainda não fiz. afinal de contas, são coisas relativamente simples de realizar.
então, porque não as fazemos?
bem, a única resposta que eu encontro é esta: "nós fazemos parte da sociedade e somos controlados por ela e, se fizermos algo que pareça relativamente afastado do que ela espera de nós, vai-nos castigar".
somos um grupo de individuos tolhidos pelo medo dos outros individuos e bradamos a nossa liberdade ao mundo, mas só quando o mundo não está a ouvir.
estas pequenas coisas que o café nos sugere fazer são, para a sociedade em geral, uma loucura que não é esperada de nós e nós não a relaizamos pelo medo das represálias da sociedade.
por isso, não faremos a tatuagem porque seremos conotados com marginais, não começamos a cantar na rua porque temos medo dos olhares em redor e da reprovação daqueles que nem conhecemos, mas que, decerto, nos vão julgar, não escrevemos um canção porque temos medo de expôr os nossos sentimentos e que o seu ouvinte a ache ridicula, não pomos a mochila às costas e vamos conhecer o mundo porque temos medo de sair do nosso pequeno circulo de influencia e aventurar-mo-nos num desconhecido que não controlamos, não fugimos do trabalho para brincar com os nossos filhos, ou equiparados, porque temos demasiado medo do cabs para deixar de trabalhar...
estamos constantemente a ter medo de fazer as coisas, por muito pequenas que sejam, porque tememos a reacção dos outros.
não devíamos ser assim, não devíamos temer que os nossos actos sejam julgados.
afinal de contas, se " a minha liberdade termina onde começa a liberdade do próximo", então, desde que não prejudiquemos ninguém, devíamos para de dizer "um dia..." e passar aos actos.
afinal de contas, a vida é nossa, nós fazemos dela o que nós quisermos e temos o direito de ser felizes.
Hoje, eu não disse "um dia..."... outra vez!
terça-feira, janeiro 06, 2009
Citação do dia
"Se o aconselhassem a trocar o amor da sua vida por alguém mais novo, elegante e adapatado à moda, aceitaria?
Ou responderia que o amor não é racional, mas sim louco e que por isso é ele quem escolhe?"
in AutoHoje TT & Aventura...
Ou responderia que o amor não é racional, mas sim louco e que por isso é ele quem escolhe?"
in AutoHoje TT & Aventura...
segunda-feira, janeiro 05, 2009
é um jogo
tudo na vida acaba por se resumir a um jogo.
uma relação mais não é que um jogo em que cada uma das partes tenta ficar em cima da outra. nesse jogo, quem perde, também não se importa de ficar por baixo...
o trabalho mais não é que um jogo em que as partes se degladiam pelos olhares dos superiores, ou, para a malta da cat. b, pelo prémio de mais e melhores clientes.
todos queremos ser os melhores, e esses que dizem que não ligam a essas coisas e só querem ser felizes, epah, vão-se foder, o que vocês querem é ser mais felizes que os outros.
é essa a essência do homem: jogar, competir, vencer.
até porque, é ao alcançar essa vitória que nos sentimos plenos.
a vida é um jogo e nós estamos lá para ganhar, para deixar os outros para trás.
às vezes, admito que nem é preciso ser o vencedor incontestável, mas nessas alturas, o que interessa, é fazer o nosso jogo, ludibriar a concorrência, atingir os nossos objectivos e sair com a vitória sem que ninguém perceba como.
mas até isso é um jogo: o do gato e do rato.
e, sinceramente, é desse que eu gosto.
"let's play ball..."
nota do autor: este post diz mais do que o leitor, à primeira vista, consegue descodificar.
uma relação mais não é que um jogo em que cada uma das partes tenta ficar em cima da outra. nesse jogo, quem perde, também não se importa de ficar por baixo...
o trabalho mais não é que um jogo em que as partes se degladiam pelos olhares dos superiores, ou, para a malta da cat. b, pelo prémio de mais e melhores clientes.
todos queremos ser os melhores, e esses que dizem que não ligam a essas coisas e só querem ser felizes, epah, vão-se foder, o que vocês querem é ser mais felizes que os outros.
é essa a essência do homem: jogar, competir, vencer.
até porque, é ao alcançar essa vitória que nos sentimos plenos.
a vida é um jogo e nós estamos lá para ganhar, para deixar os outros para trás.
às vezes, admito que nem é preciso ser o vencedor incontestável, mas nessas alturas, o que interessa, é fazer o nosso jogo, ludibriar a concorrência, atingir os nossos objectivos e sair com a vitória sem que ninguém perceba como.
mas até isso é um jogo: o do gato e do rato.
e, sinceramente, é desse que eu gosto.
"let's play ball..."
nota do autor: este post diz mais do que o leitor, à primeira vista, consegue descodificar.
domingo, janeiro 04, 2009
pensamento do dia
"a melhor forma de planear um casamento é começar pelo local onde se vai realizar o divórcio!"
quinta-feira, janeiro 01, 2009
Feliz ano novo...
2008 não me deixa boas recordações.
não foi um ano particularmente feliz, ou memorável pelos melhores motivos.
em 2008, posso dizer que sofri. sofri de amor, sofri a perda, sofri a desilusão e sofri a redundante dor de simplesmente sofrer.
nem tudo foi mau, admito. contudo, acredito que o mau que este ano deixou consegue suplantar as coisas boas que nele vivi.
não obstante, aconteceram-me coisas boas.
foi o ano em que conheci pessoas muito especiais que me fazem sorrir e que me fazem ter vontade de estar vivo;
foi o ano em que a minha família fez 400 kilómetros para me ver trajar de preto pela última vez antes de seguir outros rumos;
foi o ano em que rumou a casa com a cabeça erguida e abracei a minha mãe e a minha avó, pela primeira vez enquanto dr. ;
foi o ano em que fui lançado ao mercado de trabalho para um desafio novo e que me faz sentir utíl;
foi o ano em que deixei de viver às custas dos meus pais e alcancei a independencia plena;
foi o ano em que alguém me tentou voltar a ensinar a cozinhar;
olhando para estes acontecimentos, não foi um mau ano. até podia dize que foi um ano relativamente feliz, mas também foi este o ano em que senti, pela primeira vez, as verdadeiras dores da perda, foi o ano em que desiludi e foi o ano em que me foi traçado um destino completamente inesperado.
assim, não posso dizer que 2008 me tenha corrido muito bem, mas como estamos no primeiro de 2009, e quero acreditar que é mesmo um ciclo que termina e outro que se inicia, espero sinceramente que este novo ano, apesar do que andam esses economistas para aí a dizer, corra bastante melhor do que aquilo que vivi em 2008.
assim, e como nada acontece por acaso, e somos nós os principais causadores do meu destino, lanço para aqui algumas resoluções que vou tentar atingir de forma a conseguir a melhoria que almejo.
assim, as minhas resoluções:
- fazer o "reset" emocional, esclarecer as situações antigas e permitir-me seguir em frente, de uma forma ou de outra, para conseguir ser feliz e conseguir fazer alguém feliz;
- ser menos rezingão e dar uma oportunidade às situações que tão bem sei pôr de parte sem que lhes permita, sequer, o benefício da duvida;
- trabalhar mais e melhor;
- ter tempo para os meus amigos, para as pessoas que me são queridas e não negligenciar ninguém em troca de outrém;
- ir morar sozinho e ter o sossego e o conforto das minha coisas, ao meu gosto;
- partir para um aventura. encher o depósito, entrar pela A2 e sair algures no meio da ásia;
- deixar bigode por um dia e ir trabalhar;
- inscrever-me numa pós-graduação;
há mais, mas acho que é melhor fazer as coisas devagarinho...
Feliz Ano Novo!
domingo, dezembro 28, 2008
Voltei... talvez.
ou, se calhar, não, mas, neste momento, alguém me fez sentir vivo.
não sei. mas lá que o tom a sabe toda, isso sabe...
não sei. mas lá que o tom a sabe toda, isso sabe...
domingo, dezembro 21, 2008
Mensagem de boas festas!
hoje, fui fazer as últimas comprs de natal.
este ano, nem todos aqueles que são importantes para mim recebem uma prenda para mim.
dizem qe é a crise, que são os preços inflaccionados e mais uma data de coisas.
não sei qual é a desculpa dos outros. a minha é simples: o dinheiro não abunda e prefiro fazer um telefonema ou enviar uma mensagem de natal do que gastar os tostões a comprar coisas para todos na loja do chinês que já sei que vão avariar 5 minutos depois de a ter oferecido, ou que tenha uma qualidade tão fraca que aqueles que recebem presentes meus até tem vergonha de receber.
assim, optei por pôr os "ovos todos no mesmo cesto" e dar poucos presentes, se bem que bons.
e foi a comprar estes ultimos presentes que me veio a emoção ao de cima.
afinal de contas, não se se passa o mesmo convosco, mas, foi ao comprar os presentes que me surgiu a tristeza de já não ter tanta gente a quem os dar.
sim, muito objectivamente, é bom não termos de nos preocupar com que havemos de oferecer (afinal de contas, há muita gente esquisitinha por aí que não se contenta com pouca coisa, ou sem aquela coisa especifica na qual nunca conseguimos acertar), mas também é aí que sentimos a falta dessa pessoa em que temos o pensamento, mas sabemos que já não faz parte da nossa vida. pelo menos, da forma como fazia.
é uma sensação estranha essa de perder pessoas, perder familiares, perder amigos.
eu não gosto dessa sensação de perda. talvez seja parte da vida.
tenho uma amiga que diz que nós entramos na vida das outras pessoas com um objectivo. seja de ajudar essas pessoas, seja para lhes ensinar algo (positivo ou nem tanto) e depois de cumprirmos esse objectivo que nos levou a entrar na vida dessa pessoa, da mesma forma que entramos, devemos sair.
ao que parece, é um processo contínuo que pode durar muito ou pouco tempo.
pode demorar uma noite, ou uma vida.
talvez essa minha amiga tenha razão.
talvez não tenha.
não sei.
sei que me custou não comprar aquelas prendas hoje.
custou-me porque já não tenho os seus beneficiários na minha vida, por esta ou aquela circunstancia, e custa-me não ter a sua companhia.
talvez seja um sentimento natural, mas a verdade é que não consigo ser sempre objectivo e, a verdade é que me dói não ter comigo as pessoas que perdi.
em breve, farei uma curta viagem para próximo dos meus, daqueles que ainda me restam e com qem partilho mais uma dor de perda.
vou por poucos dias ,e levo a mala um bocado mais vazia do que aquilo que gostaría, para uma festa que não é festa.
comprar presentes não é o que me entristece.
é o já não ter a quem os oferecer.
de qualquer forma, e porque não se aqui volto a escrever antes do meu retorno, desejo a todos um santo e feliz natal, junto dos vossos e daqueles que amam.
FELIZ NATAL!!!
este ano, nem todos aqueles que são importantes para mim recebem uma prenda para mim.
dizem qe é a crise, que são os preços inflaccionados e mais uma data de coisas.
não sei qual é a desculpa dos outros. a minha é simples: o dinheiro não abunda e prefiro fazer um telefonema ou enviar uma mensagem de natal do que gastar os tostões a comprar coisas para todos na loja do chinês que já sei que vão avariar 5 minutos depois de a ter oferecido, ou que tenha uma qualidade tão fraca que aqueles que recebem presentes meus até tem vergonha de receber.
assim, optei por pôr os "ovos todos no mesmo cesto" e dar poucos presentes, se bem que bons.
e foi a comprar estes ultimos presentes que me veio a emoção ao de cima.
afinal de contas, não se se passa o mesmo convosco, mas, foi ao comprar os presentes que me surgiu a tristeza de já não ter tanta gente a quem os dar.
sim, muito objectivamente, é bom não termos de nos preocupar com que havemos de oferecer (afinal de contas, há muita gente esquisitinha por aí que não se contenta com pouca coisa, ou sem aquela coisa especifica na qual nunca conseguimos acertar), mas também é aí que sentimos a falta dessa pessoa em que temos o pensamento, mas sabemos que já não faz parte da nossa vida. pelo menos, da forma como fazia.
é uma sensação estranha essa de perder pessoas, perder familiares, perder amigos.
eu não gosto dessa sensação de perda. talvez seja parte da vida.
tenho uma amiga que diz que nós entramos na vida das outras pessoas com um objectivo. seja de ajudar essas pessoas, seja para lhes ensinar algo (positivo ou nem tanto) e depois de cumprirmos esse objectivo que nos levou a entrar na vida dessa pessoa, da mesma forma que entramos, devemos sair.
ao que parece, é um processo contínuo que pode durar muito ou pouco tempo.
pode demorar uma noite, ou uma vida.
talvez essa minha amiga tenha razão.
talvez não tenha.
não sei.
sei que me custou não comprar aquelas prendas hoje.
custou-me porque já não tenho os seus beneficiários na minha vida, por esta ou aquela circunstancia, e custa-me não ter a sua companhia.
talvez seja um sentimento natural, mas a verdade é que não consigo ser sempre objectivo e, a verdade é que me dói não ter comigo as pessoas que perdi.
em breve, farei uma curta viagem para próximo dos meus, daqueles que ainda me restam e com qem partilho mais uma dor de perda.
vou por poucos dias ,e levo a mala um bocado mais vazia do que aquilo que gostaría, para uma festa que não é festa.
comprar presentes não é o que me entristece.
é o já não ter a quem os oferecer.
de qualquer forma, e porque não se aqui volto a escrever antes do meu retorno, desejo a todos um santo e feliz natal, junto dos vossos e daqueles que amam.
FELIZ NATAL!!!
sábado, dezembro 20, 2008
crónica de um dia de inverno
senti a ressaca ao acordar.
os inúmeros copos mandados abaixo numa noite de festa, por entre caras conhecidas numa multidão de ilustres desconhecidos que, comigo, tem a característica de ser D:
foram copos atrás de copos e senti uma boa-disposição momentânea naqueles momentos em que comi, bebi, dancei, ri.
foi bom. durante aquelas horas, era uma festa, sem as preocupações que deixei lá fora, ou com os então silenciosos problemas que me servem de companhia.
acordei e senti a ressaca. levantei-me para o meu mundo e iniciei a minha rotina sob pena de causar uma ruptura no universo de ligações mais ou menos claras que domina a minha vida.
senti um raio de sol na cara e, por momentos, vieram-me à memória dias felizes sem qualquer ligação entre si. não era memórias, mas sentimentos presentes que reportam a outras vidas. o sorriso desvaneceu-se.
talvez o f. tenha razão. talvez eu atinja a organização suprema da minha vida no universo caótico que é a minha existência sem que os que me rodeiam percebam minimamente o meu método nem sequer se dão ao trabalho de o tentar entender.
o certo é que aquele raio de sol, me deixei com eternas saudades idas dos tempos futuros que não alcancei e que já não posso atingir.
ficam, ao menos, as recordações e afecto de quem parte para longe de nós sem se despedir, sem uma palavra, sem um gesto. apenas um telefonema por parte de outrem que também não foi contemplado com a despedida.
ficarão as palavras por dizer, os perdões por pedir e os afectos por demonstrar.
ao menos a ressaca está comigo. moendo-me as poucas energias que consegui carregar numa noite/dia mal dormida/o e a sensação que me estou a perder dentro de mim.
afinal, os sentimentos provocam dor.
os inúmeros copos mandados abaixo numa noite de festa, por entre caras conhecidas numa multidão de ilustres desconhecidos que, comigo, tem a característica de ser D:
foram copos atrás de copos e senti uma boa-disposição momentânea naqueles momentos em que comi, bebi, dancei, ri.
foi bom. durante aquelas horas, era uma festa, sem as preocupações que deixei lá fora, ou com os então silenciosos problemas que me servem de companhia.
acordei e senti a ressaca. levantei-me para o meu mundo e iniciei a minha rotina sob pena de causar uma ruptura no universo de ligações mais ou menos claras que domina a minha vida.
senti um raio de sol na cara e, por momentos, vieram-me à memória dias felizes sem qualquer ligação entre si. não era memórias, mas sentimentos presentes que reportam a outras vidas. o sorriso desvaneceu-se.
talvez o f. tenha razão. talvez eu atinja a organização suprema da minha vida no universo caótico que é a minha existência sem que os que me rodeiam percebam minimamente o meu método nem sequer se dão ao trabalho de o tentar entender.
o certo é que aquele raio de sol, me deixei com eternas saudades idas dos tempos futuros que não alcancei e que já não posso atingir.
ficam, ao menos, as recordações e afecto de quem parte para longe de nós sem se despedir, sem uma palavra, sem um gesto. apenas um telefonema por parte de outrem que também não foi contemplado com a despedida.
ficarão as palavras por dizer, os perdões por pedir e os afectos por demonstrar.
ao menos a ressaca está comigo. moendo-me as poucas energias que consegui carregar numa noite/dia mal dormida/o e a sensação que me estou a perder dentro de mim.
afinal, os sentimentos provocam dor.
segunda-feira, dezembro 15, 2008
mea culpa
ultimammente, ando a falhar como as notas de 500...
esqueço-me de enviar coisas importantes que amigos estão a precisar, termino chamadas com a nota ligo de volta "já a seguir" e não mais voltar a tocar no telefone.
tenho reparado que essas pessoas que se queixam, na verdade, até tem razão.
eu tento estar com toda a gente, conviver com toda a gente e não deixar ninguém de fora.
e, por muito bons que sejam os meus motivos, acabo sempre por deixar alguém na fossa...
eu sei. a culpa é minha. talvez esta coisa de tentar estar com todos, e quando estou a dar toda a atenção uns, acabo por deixar os outros de fora. talvez seja esta a minha forma de ser egoísta.
não sei o é. sei apenas que é a forma como desaponto os meus amigos.
eu não o faço por mal, não o faço para magoar alguém. bem pelo contrário.
contudo, por muito boas intenções que eu tenha, sei que me vou esquecer.
lá no fundo, só não sei se sou mais um "filho-da-puta egoísta e egocêntrico" ou apenas "o homem com o toque de midas invertido". afinal de contas, "everything i touch turns to shit..."
"podia ser pior...", dizem alguns.
outros já não dizem nada.
o mais certo é começarem a desistir de mim.
afinal de contas, sou falível.
sou falível com os meus amigos, sou falível com as minhas relações, sou falível com a minha família. que o diga a minha avó, se puder...
de facto, agora que me lembro, até sou falível com as minhas coisas.
nem o cacto se safou de um destino terrível.
vá, e convenhamos, era um cacto...
não posso dizer que vou mudar. talvez porque nem eu me consigo enganar dessa maneira.
posso tentar ficar mais atento àqueles que precisam de mim, e começar a regar as plantas (triste fim o daquele cacto...).
não garanto que consiga, mas vou tentar.
desculpem quaquer coisita.
esqueço-me de enviar coisas importantes que amigos estão a precisar, termino chamadas com a nota ligo de volta "já a seguir" e não mais voltar a tocar no telefone.
tenho reparado que essas pessoas que se queixam, na verdade, até tem razão.
eu tento estar com toda a gente, conviver com toda a gente e não deixar ninguém de fora.
e, por muito bons que sejam os meus motivos, acabo sempre por deixar alguém na fossa...
eu sei. a culpa é minha. talvez esta coisa de tentar estar com todos, e quando estou a dar toda a atenção uns, acabo por deixar os outros de fora. talvez seja esta a minha forma de ser egoísta.
não sei o é. sei apenas que é a forma como desaponto os meus amigos.
eu não o faço por mal, não o faço para magoar alguém. bem pelo contrário.
contudo, por muito boas intenções que eu tenha, sei que me vou esquecer.
lá no fundo, só não sei se sou mais um "filho-da-puta egoísta e egocêntrico" ou apenas "o homem com o toque de midas invertido". afinal de contas, "everything i touch turns to shit..."
"podia ser pior...", dizem alguns.
outros já não dizem nada.
o mais certo é começarem a desistir de mim.
afinal de contas, sou falível.
sou falível com os meus amigos, sou falível com as minhas relações, sou falível com a minha família. que o diga a minha avó, se puder...
de facto, agora que me lembro, até sou falível com as minhas coisas.
nem o cacto se safou de um destino terrível.
vá, e convenhamos, era um cacto...
não posso dizer que vou mudar. talvez porque nem eu me consigo enganar dessa maneira.
posso tentar ficar mais atento àqueles que precisam de mim, e começar a regar as plantas (triste fim o daquele cacto...).
não garanto que consiga, mas vou tentar.
desculpem quaquer coisita.
segunda-feira, dezembro 08, 2008
foi às 9 da manha de dia 6...
obrigado aos meus amigos que apareceram e me deixaram chorar no seu ombro;
obrigado aos meus amigos pelos telefonemas e mensagens de apoio;
obrigado aos meus amigos por estarem lá para me ajudar a suportar a dor que ainda sinto.
obrigado.
obrigado aos meus amigos pelos telefonemas e mensagens de apoio;
obrigado aos meus amigos por estarem lá para me ajudar a suportar a dor que ainda sinto.
obrigado.
sexta-feira, dezembro 05, 2008
significado das coisas???
"jantar" | s. m. | v. tr. | v. int.
"do Lat. jentare, almoçar
s. m.,
uma das principais refeições do dia, que é tomada ao fim da tarde;
iguarias que a compõem;
antigo tributo enfitêutico;
tributo que as povoações pagavam aos reis para sustento da sua comitiva, quando iam exercer justiça;
v. tr.,
comer por ocasião da principal refeição;
v. int.,
tomar essa refeição."
já repararam que, cada vez que tentamos definir algo, acabamos sempre num sentido redutor?
acho que é um bocadinho mais.
"do Lat. jentare, almoçar
s. m.,
uma das principais refeições do dia, que é tomada ao fim da tarde;
iguarias que a compõem;
antigo tributo enfitêutico;
tributo que as povoações pagavam aos reis para sustento da sua comitiva, quando iam exercer justiça;
v. tr.,
comer por ocasião da principal refeição;
v. int.,
tomar essa refeição."
já repararam que, cada vez que tentamos definir algo, acabamos sempre num sentido redutor?
acho que é um bocadinho mais.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
os tempos de hoje...

se há algo que me faz lembrar a todos os momentos que os tempos mudam, que a evolução é constante e merdas desse género, essa coisa é, sem sombra de duvidas, o meu telemóvel.
antigamente, iamos até uma loja de telemóveis.
compravamos o último modelo (vá, colaborem...), pagavamos, levavamos o traste para casa.
chegados a casa, era só tirar o telemóvel da caixa, colocar o cartão, digitar o pin e pronto. estava o telemóvel pronto a usar.
e esses eram os telemóveis mais complicados. havia outros que nem do pin precisavamos.
e não é que os sacanas faziam tudo o que era necessário?
faziam chamadas, quer dizer, os bons faziam chamadas. os menos bons faziam chamadas para a rede nacional. lembro-me perfeitamente de ter um motorola que não podia fazer chamadas para o estrangeiro. também... nessa altura, não precisava muito dessas mariquices... telefonar para o estrangeiro... pfff...
mas enfim, faziam as suas chamadas, enviam umas mensagens (não muitas porque as pessoas ainda não se tinham lembrado do bom que é poder dizer uma merda qualquer ao patrão sem ter de o ouvir, ou ainda dos namorados que não recisavam de vir para a rua fria para falar ao telemóvel com a respectiva sem que ela percebesse que estavam a aquecer-se no confortável calor de uma casa de strip... perdão... dança erótica... (são coisas perfeitamente diferentes...).
depois, além das chamadas e das mensagens escritas, os telemóveis de antigamente (os bastante mais caros) já tinham uma série de luxos. alguns, além do toque por vibração (que só era possível se comprassemos a bateria especial que custava tanto como o telemóvel em si...) alguns, os bastante mais caros, chegavam a ter, vá, o relógio com função de despertador.
aqueles mesmo muito caros, tinham mesmo o calendário...
agora, os tempos são outros.
vá-se lá saber porquê, está tudo informatizado e vá, todos sabemos disto, até já andam por aí uma série de vírus para os coitados dos telemóveis.
contudo, estes coitados não desistem de nos tentar ( TENTAR) facilitar a vida.
chegam os blackberrys, os iphones e coisas do género para que possamos ser um bocadinho mais independentes.
alguns até já trazem o belo do gps para que certas e determinadas pessoas possam variar as suas saídas à noite pegando no carro e dirigindo-se a um sítio onde nunca estiveram e sem, sequer, saberem onde fica. assim, sim.
só que, estes telemóveis que nasceram para nos facilitar a vida, não são assim tão simples de usar como os de antigamente.
decidido a trocar o meu N73, fui ontem a uma loja. não é que o meu telefone fosse mau. de facto, gosto imenso dele, mas, por diversas razões, nomeadamente, trabalho e jantares de sábado, achei que talvez fosse melhor arranjar algo ligeiramente acima.
´não comprei nada de especial. é um telemóvel normalissimo, de preço médio com as funcionalidades habituais nos telefones de agora.
em comparação com o meu anterior só muda mesmo o facto de ter gps, outlook, internet de banda larga, sistema para ouvir e ver praticamente todos os formatos disponíveis, televisão, bussula, as ferramentas do office e mais umas coisitas...
havia também a versão que faz café, mas não tinha pontos suficientes na tmn pelo que tive de ir comprar este à vodafone.
ora bem, com tanta tralha que esta coisa tem, o telefone só pode ter sido criado para me facilitar a vida.
sei lá, fazer pequenos trabalhos quando não estou no escritório, ver uns filmezitos enquanto estou à porta de alguém à espera, não me perder quando estoua tentar impressionar com um restaurante onde nunca pus os pés mas convém que a nossa companhia pense que somos uns entendidos... coisas dessas...
ora bem, depois de trazer o telemóvel para casa, tive de voltar à loja porque não conseguia abrir a máquina para lhe pôr o cartão lá dentro...
depois, tive de passar meia-hora a falar com o assistente da rede porque seria aconselhável adquirir pacotes de dados para evitar pagar uma factura de 300 EUR ao fim do mês.
(curioso que, mal liguei o telefone, e depois de colocar o pin, o sacana pediu-me logo o meu endereço de e-mail e a pass do mesmo... hmm... isto será de confiar???)
bem, como não estava a conseguir ligar certas aplicações que tinha no meu anterior, foi-me aconselhado fazer algumas actualizações no equipamento (ele tinha acabado de sair da caixa e o modelo foi lançado há menos de dois meses... como é que eu haveria de adivinhar que já existiam 7 actualizações para o sacana???).
mas enfim, agora, até posso dizer que já vou dominando a máquina.
afinal, depois de duas horas a instalar actualizações no telemóvel (e no pc, porque, ao nque parece, são unha e carne), já consegui utilizar o adobe, assim como, depois de 30 EUR de saldo, já consegui po-lo a enviar e-mails. só enho pena de ainda não ter conseguido que ele os receba e, depois de um dia inteiro a tentar, já consegui programar o gps para me dar as indicações para tomar café... do outro lado da rua...
outros tempos estes. giros, mas manhosos.
tenho saudades do meu star tac... era uma merda, mas, na altura, não havia melhor e eu sabia funcionar com ele... :(
terça-feira, novembro 25, 2008
limites?
às vezes, é preciso saber dizer "não".
o problema é quando, apesar de saber que temos de o dizer, nos vai saber tão bem dizer "sim".
por muito que saibamos que, se clhar, é melhor para nós não fazer aquela coisita que nós sabemos que nos vai roubar tempo de qualidade, mas, por outro lado, se nos vai roubar tempo que gostaríamos de ter para, sei lá, ir às compras de natal, ou até ir comer um bom bife àquele restaurante onde sabemos que vamos ser bem servidos, mas não conseguimos dizer "não" a um desafio e saber até onde conseguimos chegar.
eu acredito que todos nós somos movidos pelos desafios.
tanto na nossa vida profissional, como na nossa vida social, acho que não há uma pessoa (bem, talvez haja, mas não vou ponderar essas existências porque me estragam a filosofia...) que não acredite que consegue fazer mais e melhor e não o tentar fazer.
é algo que nasce connosco e não desaparece.
afinal de contas, quem é que não quer ser o melhor lá do escritório, encontrar o principe encantado ou a mulher dos seus sonhos e zarparem nuva aventura, só porque são capazes?
exijam a perfeição. o resto vem por si...
o problema é quando, apesar de saber que temos de o dizer, nos vai saber tão bem dizer "sim".
por muito que saibamos que, se clhar, é melhor para nós não fazer aquela coisita que nós sabemos que nos vai roubar tempo de qualidade, mas, por outro lado, se nos vai roubar tempo que gostaríamos de ter para, sei lá, ir às compras de natal, ou até ir comer um bom bife àquele restaurante onde sabemos que vamos ser bem servidos, mas não conseguimos dizer "não" a um desafio e saber até onde conseguimos chegar.
eu acredito que todos nós somos movidos pelos desafios.
tanto na nossa vida profissional, como na nossa vida social, acho que não há uma pessoa (bem, talvez haja, mas não vou ponderar essas existências porque me estragam a filosofia...) que não acredite que consegue fazer mais e melhor e não o tentar fazer.
é algo que nasce connosco e não desaparece.
afinal de contas, quem é que não quer ser o melhor lá do escritório, encontrar o principe encantado ou a mulher dos seus sonhos e zarparem nuva aventura, só porque são capazes?
exijam a perfeição. o resto vem por si...
domingo, novembro 23, 2008
sábado à noite
gps não funciona.
a pedir indicações, também mal nos safamos.
mas lá se chega. restaurante acolhedor, boa comida, bom ambiente.
pela pancadinha que o empregado me deu nas costas, também me parece que estva em boa companhia... ;)
poiso seguinte, hmm, melhor pedir algumas informações: 20 pedidos, 20 respostas diferentes. acho também passamos 20 vezes pelo mesmo sítio.
"olha, policia municipal"...
sim, eles devem saber. hmm, se calhar esperamos que o senhor aprenda como se desça o vidro. pois... está dificil... ah, já tá... hmm, não tem muito bem a certeza onde possa ser...
tudo bem, era mesmo ali ao lado...
hmm..., sitio interessante... cultura... livros, pintura, concertos, ah, e copos...
hmm,... interessante o conceito... beber um copo, enquanto aprendemos o existencialismo e ouvimos um recital de piano... bom!
aquele sujeito trás de nós tem é um ar um pouco estranho... quer dizer, pedófilo... , mas o ambiente é bom...
vamos dançar?... hmm, vamos para o nosso poiso... ok...
aquela senhora já ali estva da ultima vez... hmm, acho que está a tentar juntar-se a nós... é melhor não... pois...
"a tua mulher?"... "está no ataque..." ... pois... relação interessante... "se fosses mulhr dele, também estarias...", "pressupostos errados, nunca seria mulher dele...", uff...
nota: não me desiquilibrar... click... dei-te cabo das costas...
DESCULPA... :(
hmm... "boa sorte"... vamos para casa!!!
Resumo: uma noite como todas as outras: diferente e divertida.
a pedir indicações, também mal nos safamos.
mas lá se chega. restaurante acolhedor, boa comida, bom ambiente.
pela pancadinha que o empregado me deu nas costas, também me parece que estva em boa companhia... ;)
poiso seguinte, hmm, melhor pedir algumas informações: 20 pedidos, 20 respostas diferentes. acho também passamos 20 vezes pelo mesmo sítio.
"olha, policia municipal"...
sim, eles devem saber. hmm, se calhar esperamos que o senhor aprenda como se desça o vidro. pois... está dificil... ah, já tá... hmm, não tem muito bem a certeza onde possa ser...
tudo bem, era mesmo ali ao lado...
hmm..., sitio interessante... cultura... livros, pintura, concertos, ah, e copos...
hmm,... interessante o conceito... beber um copo, enquanto aprendemos o existencialismo e ouvimos um recital de piano... bom!
aquele sujeito trás de nós tem é um ar um pouco estranho... quer dizer, pedófilo... , mas o ambiente é bom...
vamos dançar?... hmm, vamos para o nosso poiso... ok...
aquela senhora já ali estva da ultima vez... hmm, acho que está a tentar juntar-se a nós... é melhor não... pois...
"a tua mulher?"... "está no ataque..." ... pois... relação interessante... "se fosses mulhr dele, também estarias...", "pressupostos errados, nunca seria mulher dele...", uff...
nota: não me desiquilibrar... click... dei-te cabo das costas...
DESCULPA... :(
hmm... "boa sorte"... vamos para casa!!!
Resumo: uma noite como todas as outras: diferente e divertida.
doutores????
no meio dos episódios todos que se passam numa noite diferente, como outra qualquer, eis que vou ao bar buscar bebidas para os dois.
com a demora que os barmen estavam a demorar, reparei que, ao meu lado, estava um senhor que eu já conhecia há largos anos. funcionário da faculdade, com quem lidei inumeras vezes enquanto nos meus tempos de associação.
pode-se mesmo dizer que até o conhecia relativamente bem, e havia uma certa confiança.
perguntou-me como estava, se já tinha acabado o curso, se já estava a trabalhar... essas coisas normais. nada de especial.
quando disse que já, começou automaticamente a tratar-me por "dr.".
disse-lhe que não o fizesse, que não era necessário nem, tendo em conta o ambiente onde estavamos, apropriado. pedi-lhe que não o fizesse. afinal de contas, a única coisa que eu fiz foi acabar um curso e que isso não era nada de especial. não me sentia melhor nem pior com isso e, de facto, tratar-me por "dr." nem era algo assim de tão extraordinário, além do facto do senhor já me conhecer há uns bons cinco anos. não precisava de proceder àquele tratamento.
e eis que el me responde com "dr. eu posso trabalhar na garagem, e sei onde é o meu lugar e como se devem tratar as pessoas. os doutores lá na faculdade exigem e dizem "oiça lá, sabe com quem está a falar? olhe que eu sou doutor...", por isso devem-se tratar as pessoas pelos títulos"...
fiquei abismado com o que ouvi a boca daquele homem. é que, "os doutores exigem...".
ora, eu até posso ser novo nestas coisas de ser dr., não sei, mas... que merda é esta?
aquele homem procede a este tratamento porque eles exigem e zangam-se e não se squecem de colocar aquele homem no seu sítio: na garagem.
pois bem, acho isso um bocadinho triste e, sinceramente, só pessoas com uma auto-estima muito baixa e com uns horizontes muito limitados podem exigir um tratamento assim.
não digo que não se deva usar o trato, mas exigi-lo. meus amigos, todos bardamerda.
um grau adquire-se pelos onhecimentos demonstrados, ou pelos amigos que se têm..., mas disso não falo agora, mas pelos vistos, a dignidade de usar não se encontra inerente ao mesmo.
para receber o justo tratamento, comportem-se como tal e mereçam-no. não o exijam só porque o são pois, tal como eu, muitos se lembram das figuras tristes que vocês fazem e as violações éticas que praticam.
querem ser tratados por "doutores"? comportem-se como tal.
eu dou mais sinais de respeito `quele senhor que está a batalhar para fazer o curso profissional para acabar o 12º...
merdas...
com a demora que os barmen estavam a demorar, reparei que, ao meu lado, estava um senhor que eu já conhecia há largos anos. funcionário da faculdade, com quem lidei inumeras vezes enquanto nos meus tempos de associação.
pode-se mesmo dizer que até o conhecia relativamente bem, e havia uma certa confiança.
perguntou-me como estava, se já tinha acabado o curso, se já estava a trabalhar... essas coisas normais. nada de especial.
quando disse que já, começou automaticamente a tratar-me por "dr.".
disse-lhe que não o fizesse, que não era necessário nem, tendo em conta o ambiente onde estavamos, apropriado. pedi-lhe que não o fizesse. afinal de contas, a única coisa que eu fiz foi acabar um curso e que isso não era nada de especial. não me sentia melhor nem pior com isso e, de facto, tratar-me por "dr." nem era algo assim de tão extraordinário, além do facto do senhor já me conhecer há uns bons cinco anos. não precisava de proceder àquele tratamento.
e eis que el me responde com "dr. eu posso trabalhar na garagem, e sei onde é o meu lugar e como se devem tratar as pessoas. os doutores lá na faculdade exigem e dizem "oiça lá, sabe com quem está a falar? olhe que eu sou doutor...", por isso devem-se tratar as pessoas pelos títulos"...
fiquei abismado com o que ouvi a boca daquele homem. é que, "os doutores exigem...".
ora, eu até posso ser novo nestas coisas de ser dr., não sei, mas... que merda é esta?
aquele homem procede a este tratamento porque eles exigem e zangam-se e não se squecem de colocar aquele homem no seu sítio: na garagem.
pois bem, acho isso um bocadinho triste e, sinceramente, só pessoas com uma auto-estima muito baixa e com uns horizontes muito limitados podem exigir um tratamento assim.
não digo que não se deva usar o trato, mas exigi-lo. meus amigos, todos bardamerda.
um grau adquire-se pelos onhecimentos demonstrados, ou pelos amigos que se têm..., mas disso não falo agora, mas pelos vistos, a dignidade de usar não se encontra inerente ao mesmo.
para receber o justo tratamento, comportem-se como tal e mereçam-no. não o exijam só porque o são pois, tal como eu, muitos se lembram das figuras tristes que vocês fazem e as violações éticas que praticam.
querem ser tratados por "doutores"? comportem-se como tal.
eu dou mais sinais de respeito `quele senhor que está a batalhar para fazer o curso profissional para acabar o 12º...
merdas...
quinta-feira, novembro 20, 2008
a chatice de ser feliz...
não tenho muito que me queixar!
se isto continua assim, o raio do blog perde qualidade...
se isto continua assim, o raio do blog perde qualidade...
segunda-feira, novembro 10, 2008
hmm...
para as pessoas que me conhecem, acho que não é novidade nenhuma que eu gosto imenso de carros.
todos os meus amigos reparam que, passando pelo quiosque para comprar tabaco ou o jornal do dia, tenho de trazer a automotor, a autofoco, a autohoje ou algo do género.
gosto de carros.
há quem goste de comprar roupa. eu gosto de carros.
mas eu não gosto apenas dos carros novos, das super-máquinas ou dos TT mais eficazes que nos levam ao cume do everest enquanto nos aquecem o chá e nos fazem uma massagem (sim, há carros que fazem isso...).
gosto, particularmente, de carros clássicos.
não sei bem porquê. não sei se é pelo facto de serem de outras eras e já andaram por cá há mais tempo do que eu e por todos os períodos pelos quais já passaram. não sei se é pela sua simplicidade, mas boa construção, pelos interiores que, ao contrário dos carros de hoje, eram esculpidos à mão, ou até pelo facto de serem produzidos da forma que deveriam ser, sem as ajudas electrónicas dos de hoje que quase nos obrigam a tirar um curso de engenharia apara ligar o motor, ou pelo facto de serem criados simplesmente pela emoção de serem e não serem cosntrangidos pelas soluções de espaço, conforto ou constrangimentos ambienatais que travam os bólides de hoje.
talvez seja antes pelo estilo que tinham, e têm, por aquele design que os faz aparecer e ser quase impossível confundi-los com qualquer outro carro.
talvez sejam todas os motivos citados. não sei, mas sei que gosto.
um dia, assim que conseguir amealhar um dinheirinho que permita o devaneio ( e com os dias que correm, não me parece lá muito fácil...), acho que não vou comprar um carro novo.
acho que faria melhor investimento em comprar um bom clássico, um carro fiável, de uma outra era, as que não me desvalorize como os carros de agora o fazem.
talvez por isso, além das revistas já referidas, ando sempre a comprar revistas de clássicos (a maioria inglesas que são onde se conseguem as melhores criticas e os melhores negócios).
ora, para quem me conhece, também já deve ter reparado que, no momento da compra do meu clássico, a minha escolha terá que recair, obrigatóriamente, num Mercedes.
toda a gente tem uma panca, não é?
pois bem, a minha são os mercedes.
talvez por isso, ande à procura de 280's da época de '70.
são bons carros, tanto as berlinas como os desportivos, e é uma óptima e fiável forma de ter os meus primeiros clássicos.
são bons carros, com um motor generoso que permite as nossas aceleradelas, de vez em quando, e, pelo menos, para mim, tem imenso estilo.
são comfortáveis, não chegam a poluir tanto como o meu pequeno 190d, e aqueles intreriores em couro (da altura em que ainda eram os interiores feitos de pele de vaca verdadeira)praticamente cosidos à mão são sinais de um luxo que hoje já não há.
carros rápidos e confortáveis.
é claro que, por vezes, temos que pensar bem na nossa vida e tentar entender se são mesmo aquilo que nos convém.
afinal de contas, é perfeitamente possível encontrar um desses exemplares por um preço bem em conta, sem estar a qualidade ou fiabilidade da estrutura e motor postos em causa.
por outro lado, há que pensar que também são carros exigentes.
dão-nos tudo que nós queremos, mas temos de fazer as contas porque nos vão exigir uma garagem que lhes proteja a pintura do frio e vão ter que mudar óleo mais frequentemente que o clio de todos os dias.
como se isto não bastasse, os 280's são carros com potência, e que não fogem a um desafio na estrada não olhando para a idade que apresentam no livrete mas, além de não ser aconselhável andar com o motor sempre em alta, não se vão coibir de consumir os seus 20 litrinhos de 98...
são bons carros e desejo mesmo ter um.
contudo, às vezes também sou obrigado a recuar pois, na minha posição, ainda não me posso dar ao luxo de usá-los como carros do dia-a-dia, assim como ainda não tenho posses para os ter enquanto carro do fim-de-semana.
são escolhas difíceis, estas.
vai valendo a parte de ainda não ter dinheiro para ter de as tomar... :)
todos os meus amigos reparam que, passando pelo quiosque para comprar tabaco ou o jornal do dia, tenho de trazer a automotor, a autofoco, a autohoje ou algo do género.
gosto de carros.
há quem goste de comprar roupa. eu gosto de carros.
mas eu não gosto apenas dos carros novos, das super-máquinas ou dos TT mais eficazes que nos levam ao cume do everest enquanto nos aquecem o chá e nos fazem uma massagem (sim, há carros que fazem isso...).
gosto, particularmente, de carros clássicos.
não sei bem porquê. não sei se é pelo facto de serem de outras eras e já andaram por cá há mais tempo do que eu e por todos os períodos pelos quais já passaram. não sei se é pela sua simplicidade, mas boa construção, pelos interiores que, ao contrário dos carros de hoje, eram esculpidos à mão, ou até pelo facto de serem produzidos da forma que deveriam ser, sem as ajudas electrónicas dos de hoje que quase nos obrigam a tirar um curso de engenharia apara ligar o motor, ou pelo facto de serem criados simplesmente pela emoção de serem e não serem cosntrangidos pelas soluções de espaço, conforto ou constrangimentos ambienatais que travam os bólides de hoje.
talvez seja antes pelo estilo que tinham, e têm, por aquele design que os faz aparecer e ser quase impossível confundi-los com qualquer outro carro.
talvez sejam todas os motivos citados. não sei, mas sei que gosto.
um dia, assim que conseguir amealhar um dinheirinho que permita o devaneio ( e com os dias que correm, não me parece lá muito fácil...), acho que não vou comprar um carro novo.
acho que faria melhor investimento em comprar um bom clássico, um carro fiável, de uma outra era, as que não me desvalorize como os carros de agora o fazem.
talvez por isso, além das revistas já referidas, ando sempre a comprar revistas de clássicos (a maioria inglesas que são onde se conseguem as melhores criticas e os melhores negócios).
ora, para quem me conhece, também já deve ter reparado que, no momento da compra do meu clássico, a minha escolha terá que recair, obrigatóriamente, num Mercedes.
toda a gente tem uma panca, não é?
pois bem, a minha são os mercedes.
talvez por isso, ande à procura de 280's da época de '70.
são bons carros, tanto as berlinas como os desportivos, e é uma óptima e fiável forma de ter os meus primeiros clássicos.
são bons carros, com um motor generoso que permite as nossas aceleradelas, de vez em quando, e, pelo menos, para mim, tem imenso estilo.
são comfortáveis, não chegam a poluir tanto como o meu pequeno 190d, e aqueles intreriores em couro (da altura em que ainda eram os interiores feitos de pele de vaca verdadeira)praticamente cosidos à mão são sinais de um luxo que hoje já não há.
carros rápidos e confortáveis.
é claro que, por vezes, temos que pensar bem na nossa vida e tentar entender se são mesmo aquilo que nos convém.
afinal de contas, é perfeitamente possível encontrar um desses exemplares por um preço bem em conta, sem estar a qualidade ou fiabilidade da estrutura e motor postos em causa.
por outro lado, há que pensar que também são carros exigentes.
dão-nos tudo que nós queremos, mas temos de fazer as contas porque nos vão exigir uma garagem que lhes proteja a pintura do frio e vão ter que mudar óleo mais frequentemente que o clio de todos os dias.
como se isto não bastasse, os 280's são carros com potência, e que não fogem a um desafio na estrada não olhando para a idade que apresentam no livrete mas, além de não ser aconselhável andar com o motor sempre em alta, não se vão coibir de consumir os seus 20 litrinhos de 98...
são bons carros e desejo mesmo ter um.
contudo, às vezes também sou obrigado a recuar pois, na minha posição, ainda não me posso dar ao luxo de usá-los como carros do dia-a-dia, assim como ainda não tenho posses para os ter enquanto carro do fim-de-semana.
são escolhas difíceis, estas.
vai valendo a parte de ainda não ter dinheiro para ter de as tomar... :)
domingo, novembro 09, 2008
sábado, novembro 08, 2008
old????
vamos todos mudando.
não digo que deixemos de ser os mesmos idiotas, mas, de alguma forma, acabamos por já não querer fazer as mesmas coisas.
continuamos a gostar de as fazer, mas sabe bem, de vez em quando, em vez de sair do trabalho e rumar para um jantar bem regado, seguido de mais uns copos pela noite fora, ficar antes por casa, na ronha a imaginar o frio que estará lá fora enquanto ficamos cá dentro, no quentinho.
não creio que sejamos uma geração envelhecida precocemente.
apenas vamos aproveitando todas as experiências que a vida nos reserva. nem que seja apenas o prazer de uma noite calma... :)
não digo que deixemos de ser os mesmos idiotas, mas, de alguma forma, acabamos por já não querer fazer as mesmas coisas.
continuamos a gostar de as fazer, mas sabe bem, de vez em quando, em vez de sair do trabalho e rumar para um jantar bem regado, seguido de mais uns copos pela noite fora, ficar antes por casa, na ronha a imaginar o frio que estará lá fora enquanto ficamos cá dentro, no quentinho.
não creio que sejamos uma geração envelhecida precocemente.
apenas vamos aproveitando todas as experiências que a vida nos reserva. nem que seja apenas o prazer de uma noite calma... :)
domingo, novembro 02, 2008
ri-te macambúzio...
o importante é ser versátil e ter a companhia certa para a ocasião.
ir jantar a sítio diferente, escondidinho a lisboa a que estamos habituados, pedir um bife, receber o bife e, no momento em que saboriamos o bife, encontrar a tampa do molho no prato pode ser chato.
por outro lado, com a companhia certa, transforma-se apenas num ponto alto da noite e garante gargalhadas genuinas para boa parte da noite. :)
usar um gps para encontrar o sitio escondidinho e, mesmo assim, andar uns quilómetros para lá do destino pode ser chato.
on the other hand, com a companhia certa, dará para conhecer aqueles prédios erfeitamente normais, mas que, relamente, não conhecíamos. :)
usar uma camisola de gola alta dá jeito para a noite, não dá para a dicoteca. é chato.
por outro lado, ameaçar tirá-la e expôr uma peça de indumentária ainda mais à frente, com a companhia certa, leva a inúmeras gargalhadas que duram umas boas 5 horas. :)
ver um condutor tresloucado a conduzir aos "ss" por cima de um pavimento cheio de crateras mesmo em direcção a nós pode ser chato.
por outro lado, com a companhia certa, bem que podia ser pior.
pior como? hmm, talvez ir comer um hamburguer a uma roulote frequentada por pessoas de aparencia e comporatmento duvidoso prestes a começar uma briga pelo preço de uma cerveja, vbem..., pode ser chato.
agora, se levarmos a companhia certa, é só mais um sítio para puxar mais um passinho de dança...
aquilo que realmente importa é ter a companhia certa que nos faz sentir bem independentemente do quão estranha pode ser a situação de ter que fazer um pequeno desvio até quase à amadora para chegar às bandas das docas quando estavamos em belém.
é importante rir e rir com vontade.
é importante ter com quem rir e quem nos puxe o riso.
claro que também também é importante ter quem nos aguente qando não paramos de cantar boney m e tentamos fazer as coreografias na rua, no carro, na roulote.
assim, acho que é seguro afirmar que a noite podia tinha de tudo para ser uma noite de qualidade média-baixa.
por outro lado, com a companhia, 5 estrelas...
ir jantar a sítio diferente, escondidinho a lisboa a que estamos habituados, pedir um bife, receber o bife e, no momento em que saboriamos o bife, encontrar a tampa do molho no prato pode ser chato.
por outro lado, com a companhia certa, transforma-se apenas num ponto alto da noite e garante gargalhadas genuinas para boa parte da noite. :)
usar um gps para encontrar o sitio escondidinho e, mesmo assim, andar uns quilómetros para lá do destino pode ser chato.
on the other hand, com a companhia certa, dará para conhecer aqueles prédios erfeitamente normais, mas que, relamente, não conhecíamos. :)
usar uma camisola de gola alta dá jeito para a noite, não dá para a dicoteca. é chato.
por outro lado, ameaçar tirá-la e expôr uma peça de indumentária ainda mais à frente, com a companhia certa, leva a inúmeras gargalhadas que duram umas boas 5 horas. :)
ver um condutor tresloucado a conduzir aos "ss" por cima de um pavimento cheio de crateras mesmo em direcção a nós pode ser chato.
por outro lado, com a companhia certa, bem que podia ser pior.
pior como? hmm, talvez ir comer um hamburguer a uma roulote frequentada por pessoas de aparencia e comporatmento duvidoso prestes a começar uma briga pelo preço de uma cerveja, vbem..., pode ser chato.
agora, se levarmos a companhia certa, é só mais um sítio para puxar mais um passinho de dança...
aquilo que realmente importa é ter a companhia certa que nos faz sentir bem independentemente do quão estranha pode ser a situação de ter que fazer um pequeno desvio até quase à amadora para chegar às bandas das docas quando estavamos em belém.
é importante rir e rir com vontade.
é importante ter com quem rir e quem nos puxe o riso.
claro que também também é importante ter quem nos aguente qando não paramos de cantar boney m e tentamos fazer as coreografias na rua, no carro, na roulote.
assim, acho que é seguro afirmar que a noite podia tinha de tudo para ser uma noite de qualidade média-baixa.
por outro lado, com a companhia, 5 estrelas...
sábado, novembro 01, 2008
work work work...
não acredito lá muito no dia das bruxas.
é uma daquelas tradições com as quais não cresci. se calhar é por isso que não acho muita piada em mascarar-me nesse dia. se calhar, foi por isso que não me mascarei.
por outro lado, também não é um dia em que podemos ser lá muito originais.
vá, no carnaval, num baile de máscaras, em afins, sempre temos uma margem mais larga de propostas para nos mascararmos.
agora, no halloween, estamos confinados a ser vampiros, mortos-vivos ou bruxos...
sim, ok, também há o cavaleiro sem cabeça, mas tentem lá enfiar uma cerveja pela goela abaixo com esse disfarce... não é nada fácil.
talvez por essas razões, ou, simplesmente, porque nem se lembraram, ontem, andamos orgulhosamente normais... :) e continuou a ser uma boa noite.
divertimo-nos, falamos da vid, bebemos uns copos (ok... eu bebi uns copos, eles foram acompanhando...) e fizemos aquilo que já não faziamos há algum tempo: estar juntos.
de facto, ao longo que o tempo vai passando, e as responsabilidades surgindo, vamos acabando por voltar menos àqueles sitios que nos dizem alguma coisa.
continuamos todos (ou quase), mas vamos alterando um bocadinho os programas.
em vez da noite da pesada, vai sendo uma noite de copos;
em vez da noite de copos, se calhar é melhor fazer um café alargado;
em vez do café alargado, se calhar é mesmo melhor um cafézinho lá na rua porque amanhã acordamos cedo e aquele projecto requer alguma atenção;
em vez do cafézinho lá da rua, é mesmo melhor combinar um almoço de 30 minutos porque aquele projecto requer mesmo muita atenção... e por aí adiante.
se calhar, estamos a ser consumidos por essa coisa que nos ocupa 75% do nosso dia.
bem, ao menos, quando estamos juntos, uma vez que vamos trabalhando em áreas diferentes, não falamos muito em trabalho.
espera, falamos.
mas, tomamos conciencia disso e mudamos de assunto para algo que não seja de trabalho.
por exemplo, gajas.
"oh pá, espera aí, é que lá no escritório há uma miuda de comer e chorar por mais" e pronto, lá voltamos nós a falar do trabalho...
pronto, trabalhamos 75% do nosso dia e no tempo de lazer falamos de trabalho.
é um bocadinho triste. quer dizer, não é.
é chato, até parece que as nossas vidas são dominadas pelo que fazemos.
não sei.
também pode ser por estarmos todos entusiasmados e com aquele sentimento de que o mundo é a nossa ostra e conseguiremos alcançar aquele pontinho um bocadinho mais além do infinito.
o que é que posso dizer? somos jovens que estão agora a dar os promeiros passos e temos ennergia para isto, para aquilo e para mais alguma coisa.
acho normal. nem só disso vive o homem, mas das coisas que não envolvem trabalho, falamos com os nossos colegas de escritório.
afinal de contas, há que equilibrar as coisas
PS: para o gaj0 da concorrência que conheci ontem, por muito que digas que não, quando chegares àquela fase em que podes comprar um Ferrari, vais ver a luz e comprar o Aston Martin.
É inevitável...
é uma daquelas tradições com as quais não cresci. se calhar é por isso que não acho muita piada em mascarar-me nesse dia. se calhar, foi por isso que não me mascarei.
por outro lado, também não é um dia em que podemos ser lá muito originais.
vá, no carnaval, num baile de máscaras, em afins, sempre temos uma margem mais larga de propostas para nos mascararmos.
agora, no halloween, estamos confinados a ser vampiros, mortos-vivos ou bruxos...
sim, ok, também há o cavaleiro sem cabeça, mas tentem lá enfiar uma cerveja pela goela abaixo com esse disfarce... não é nada fácil.
talvez por essas razões, ou, simplesmente, porque nem se lembraram, ontem, andamos orgulhosamente normais... :) e continuou a ser uma boa noite.
divertimo-nos, falamos da vid, bebemos uns copos (ok... eu bebi uns copos, eles foram acompanhando...) e fizemos aquilo que já não faziamos há algum tempo: estar juntos.
de facto, ao longo que o tempo vai passando, e as responsabilidades surgindo, vamos acabando por voltar menos àqueles sitios que nos dizem alguma coisa.
continuamos todos (ou quase), mas vamos alterando um bocadinho os programas.
em vez da noite da pesada, vai sendo uma noite de copos;
em vez da noite de copos, se calhar é melhor fazer um café alargado;
em vez do café alargado, se calhar é mesmo melhor um cafézinho lá na rua porque amanhã acordamos cedo e aquele projecto requer alguma atenção;
em vez do cafézinho lá da rua, é mesmo melhor combinar um almoço de 30 minutos porque aquele projecto requer mesmo muita atenção... e por aí adiante.
se calhar, estamos a ser consumidos por essa coisa que nos ocupa 75% do nosso dia.
bem, ao menos, quando estamos juntos, uma vez que vamos trabalhando em áreas diferentes, não falamos muito em trabalho.
espera, falamos.
mas, tomamos conciencia disso e mudamos de assunto para algo que não seja de trabalho.
por exemplo, gajas.
"oh pá, espera aí, é que lá no escritório há uma miuda de comer e chorar por mais" e pronto, lá voltamos nós a falar do trabalho...
pronto, trabalhamos 75% do nosso dia e no tempo de lazer falamos de trabalho.
é um bocadinho triste. quer dizer, não é.
é chato, até parece que as nossas vidas são dominadas pelo que fazemos.
não sei.
também pode ser por estarmos todos entusiasmados e com aquele sentimento de que o mundo é a nossa ostra e conseguiremos alcançar aquele pontinho um bocadinho mais além do infinito.
o que é que posso dizer? somos jovens que estão agora a dar os promeiros passos e temos ennergia para isto, para aquilo e para mais alguma coisa.
acho normal. nem só disso vive o homem, mas das coisas que não envolvem trabalho, falamos com os nossos colegas de escritório.
afinal de contas, há que equilibrar as coisas
PS: para o gaj0 da concorrência que conheci ontem, por muito que digas que não, quando chegares àquela fase em que podes comprar um Ferrari, vais ver a luz e comprar o Aston Martin.
É inevitável...
terça-feira, outubro 28, 2008
profundos desejos fúteis de um romântico coração de pedra socialista com uma pequena queda para o capitalismo selvagem...
não sei bem o que vai acontecer na minha vida. tenho um plano,mas, esse, está sempre a mudar...
de qualquer forma, lá me vou apercebendo que sempre há momentos que, apesar de não estarem no plano, ou não terem sido planeados para acontecerem daquela forma, roçam a perfeição.
assim, apercebi-me que quero mais desses momentos, que quero viver mais, que quero só mais um bocadinho de qualidade de vida.
não devo estar a "inventar a roda" quando digo que todos gostamos de pequenos luxos.
nada de especial. há mesmo quem ache que isso é cumprir os sonhos.
não sei se é isso, mas há coisas que, apesar de não me fazerem feliz, seriam capazes de me pôr um pequeno sorriso nos lábios. e dos lábios é que vem a felicidade. afinal de contas, ninguém gosta de alguém carrancudo.
sou feliz com o que tenho, mas não consigo deixar de pensar, pelo descrito supra, que podia ser um bocadinho melhor.
são aquelas pequenas nuances.
is it bad to get what you want?
acho que não.
por isso é que nos levantamos todos os dias e lutamos por algo.
se não o fazemos, deviamos...
de qualquer forma, lá me vou apercebendo que sempre há momentos que, apesar de não estarem no plano, ou não terem sido planeados para acontecerem daquela forma, roçam a perfeição.
assim, apercebi-me que quero mais desses momentos, que quero viver mais, que quero só mais um bocadinho de qualidade de vida.
não devo estar a "inventar a roda" quando digo que todos gostamos de pequenos luxos.
nada de especial. há mesmo quem ache que isso é cumprir os sonhos.
não sei se é isso, mas há coisas que, apesar de não me fazerem feliz, seriam capazes de me pôr um pequeno sorriso nos lábios. e dos lábios é que vem a felicidade. afinal de contas, ninguém gosta de alguém carrancudo.
sou feliz com o que tenho, mas não consigo deixar de pensar, pelo descrito supra, que podia ser um bocadinho melhor.
são aquelas pequenas nuances.
is it bad to get what you want?
acho que não.
por isso é que nos levantamos todos os dias e lutamos por algo.
se não o fazemos, deviamos...
segunda-feira, outubro 27, 2008
citação do dia:
"meu caro, nós temos um entendimento com Nossa Senhora de Fátima.
nós não tratamos maleitas e ela não trata de impostos..."
nós não tratamos maleitas e ela não trata de impostos..."
segunda-feira, outubro 20, 2008
No topo do mundo... :)

há dias bons.há dias em que me levanto, cheio de energia, faço a barba, tomo banho, limpo o espelho e, ao olhar para lá, me sinto instanteneamente bem por ser eu próprio.
há dias em que sabe bem, chegar à garagem, pegar no meu "cavalo branco" e rumar pela via rápida, ainda sem carros para o trabalho e sentir que, logo que saio daquele elevador, estou a ajudar alguém. ok, talvez não esteja a ajudar os pobres e desfavorecidos, mas sabe bem ajudar na mesma... :)
há dias em que nos sentimos bem. que chegamos a casa, deitamos a mala para um canto, o fato para o outro, vestimos um fato-de-treino e nos sabe bem correr, suar, deitar tudo cá para fora e cair de cansado, mas, ao mesmo tempo, sentir que ainda há energia para correr mais vinte.
há dias em que parece que o grupo de amigos nunca mais acaba, que não me consigo sentir sozinho, desde os dias de semana até à agitação do fim-de-semana em que nunca sabemos onde vamos para a seguir...
há desses dias em que me sinto bem na minha pele, que me sinto no topo do mundo e ainda a caminho de algo mais alto.
há dias bons...
estes tem-no sido, concerteza!!!
sábado, outubro 11, 2008

o meu menino fez anos.
a maior parte das pessoas. pronto...ok... ninguém percebe realmente a minha fixação com o meu carro.
as pessoas não percebem porque é que adoro tanto o meu carro, apesar de ser branco, e porque é que não faço como todos os outros e compro um carro novo, ou semi-novo, que me dure alguns anos para, depois, trocar por outro exactamente no mesmo esquema.
também já devo ter ouvido todas as piadas possíveis acerca do meu carro e é rara a pessoa que não entre lá dentro sem dizer uma graçola (se calhar, com essa atitude, deixam de entrar...).
pois bem, eu não os percebo e eles nem tentam perceber-me a mim.
pois bem, eu não percebo a piada de ter um carro mais novito que não é aquilo que queremos que nos vai aguentar por uns anitos, sem ser nada de especial, e, depois, arranja-se outro carrito no mesmo esquema que nos vai aguentar mais uns anitos e por aí continuam...
pá, eu não consigo pensar assim. eu não consigo, sequer, pensar em livrar-me do meu carro.
isso é aplicar aos carros a filosofia do mcdonalds.
pá, não posso pensar assim.
um carro, acreditem ou não, é capaz de ser a coisa que mais está presente na nossa vida.
é aquilo que nos acompanha para todo o lado, que nos acompanha nas viagens lisboa-porto, com o rádio ligado, sem se queixar da velocidade excessiva.
o carro é aquela coisa que está presente na altura de mudar de casa e levar as tralhas todas.
querem um exemplo mais gritante?
quantas namoradas( ou namorados) é que já tiveram que aguentassem mais tempo convosco do que o vosso carro? ah, pois é... bébés...
e por que é que eu não me posso fazer acompanhar por outro carro?
é fácil, o meu menino reflecte quem sou.
o meu menino é como eu: original. não há outro como ele e, acreditem, é muito bom ser único.
não há outra pessoa que os outros reconheçam tão rapidamente através da presença de um simples carro estacionada em qualqer sitio do que eu.
eu adoro o meu carro e não o troco. talvez compre outro, mas este fica comigo. não para os filhos e netos. é meu, o meu menino, o meu companheiro e aquele que amplia a minha presença original. e foi por isso que andei cinco anos à procura dele.
e este mês, o pequenito está mais crescido, está mais distinto,está um passo mais perto de se tornar o clássico que merece ser.
happy 21st...
quinta-feira, outubro 09, 2008
tinhas razão

alguém, certo dia, me falou de uma teoria.
fazia algum sentido, apesar de nenhum de nós percebermos muito bem the point.
contudo, fazia sentido.
era algo sobre as coisas acabarem.
as partes decidem (ou uma decide), vai cada um para seu lado e ficamos por ali.
faz sentido. afinal de contas, se acabou, porque raio é que não iria cada um para seu lado?
é que nem faria sentido ser de outra forma.
pá, e não é mau. afinal de contas, já lá dizia castelo branco (o vergílio. não o josé) que "a morte de amor é coisa que um tal de garrett inventou"... e não é que o homem ( que vá, convenhamos, também tinha uma legitimidade daquelas para dizer isso, mas...) até estava certo?
mas enfim, não me desviando muito do assunto.
as pessoas continuam. fazem a sua vida, às vezes bem, outras nem tanto, mas vão vivendo.
são bons estes intervalos.
é nessas alturas que as pessoas olham mais para o que está à sua volta e, depois de um sofrimento que é sempre compreensivel ,as que acaba por passar, acontece.
lá vem, de tempos a tempos, depois de já não haver mais nada, um "eu estou aqui".
já repararam no quão verídico isto é?
lá no fim de um mês que já não lebra a ninguém, depois de não se estar à espera de rigorosamente mais nada, lá vem um telefonema, uma mensagem, porra, até um e-mail, só a dizer "ola, ainda ando por aqui...".
não percebo qual é o objectivo disto.
afinal de contas, não se diz aí, se pensarem, nada.
não há ali sentimento, não há preocupação. se respondermos, nem uma resposta de volta há.
não serviu para nada, a não ser para nos lembrar que ainda existe.
pensando nestas coisas, tenho de me virar para ti e dizer-te que tinhas razão, assim como eu também estava certo quando te expliquei que servia esse acto para "marcar o território".
domingo, outubro 05, 2008
mudanças


todos acabamos por mudar.
uns para melhor. outros, bem, para algo que não melhor.
é a lei da vida e poucas são as pessoas por quem esse fenómeno de mudança passa ao lado.
afinal de contas, se olharem para as vossas fotos de há dez anos atrás, vão reparar que, apesar de continuarem a ter a vossa imagem, ela mudou.
seja porque já não se usam aquele tipo de calças, seja porque mudaram o penteado (falando a sério, não usem o mesmo penteado por dez anos seguidos. isso não é parar no tempo. é morrer para o mundo...), seja porque, pura e simplesmente, não há grande coisa a fazer em relação ao aperecimento das rugas e dos cabelos brancos, ou à queda dos mesmos...
às vezes, mudamos porque nos apetece. evoluímos, ou regredimos, porque a dada altura da nossa vida tomamos a decisão de ser um pouco diferentes.
outras vezes, mudamos por motivos profissionais. provavelmente ninguem nos vai levar muito a sério naquele escritório se continuarmos a usar o cabelo comprido que usavamos no tempo de faculdade enquanto nos vestíamos todos de preto. não sei.
depois, há sempre uma terceira via dos factos que nos levam a mudar, relativamente relacionado com o segundo motivo: a sociedade em que nos inserimos.
pensem bem, há duzentos anos atrás, os homens usavam todos cabelo comprido. aqueles que já não tinham cabelo (acontece a todos) usavam peruca. era fashion, era moda, era a época.
com os tempos, foram as modas mudando e lá foram os homens cortando o cabelo cada vez mais curto.
não porque gostavam ou deixavam de gostar.
era o conceito sócio-económico em que se inseriam.
ora, se até agora estava a cingir o meu post à mudança de penteados, na verdade, o que eu estou a escrever é algo sobre a mudança que nos afecta a todos.
afinal de contas, as coisas mudam e as pessoas mudam com elas.
o sujeito que há vinte anos atrás entrava numa discoteca com fato amarelo e camisa cor-de-rosa, provavelmente, ou não, nos dias de hoje já leva umas cores mais sóbrias. mudou, talvez porque não quisesse, mas porque a sociedade assim o obrigou.
e bem, não são apenas as pessoas que mudam.
muda tudo.
mudam as casas que habitamos, mudam os carros que conduzimos (com excepção do meu...), mudam até as marcas a que nos habituamos.
que o diga o simpático bonequinho que encontramos quando nos dirigiamos ao multibanco, sempre sorridente, a piscar os olhinhos enquanto nos indicava que queria que inserissemos o nosso cartão para que ele nos pudesse dar o rico dinheirinho.
pois é. fruto da sociedade em que vivemos e do meio perigoso em que o bonequinho do multibanco se movimenta, o bonequinho perdeu algumas das suas caracteristicas. está mais simples, sem tantos detalhes. provavelmente porque já não tem tanta liquidez (crise financeira?) e, como se não bastasse, tem agora o coitado os dois braços no ar, já se preparando para ser rapatado, mais uma vez, enfiado na mala de uma qualquer carrinha topo-de-gama que acabou de trocar de detentor por carjacking, assaltado e, por fim, abandonado numa qualquer valeta, sozinho e indefeso.
sinais dos tempos, tempos dificeis.
quarta-feira, outubro 01, 2008
lool

"Uma empresa de vestuário japonesa inventou a solução ideal para homens e mulheres demasiado ocupados para irem à lavandaria a seco: um fato de lã Merino que pode ser lavado no chuveiro. Numa altura em que se encontram já disponíveis nas lojas fatos laváveis à máquina e “non-iron”, o Konaka Group afirma que a sua gama Shower Clean é única. No website da empresa nipónica estão disponíveis as instruções que lhe permitem dominar a técnica de limpeza perfeita, bem como fotografias que orientam mesmo os mais inexperientes em assuntos domésticos.
Os fatos podem ser lavados no decorrer de um duche quente (a 40o C) sem detergente e não necessitam de ser passados a ferro. Deverão ser colocados do avesso, colocados num cabide e vaporizados com água quente durante uns minutos. Seguidamente, deve-se repetir o processo do outro lado, antes de serem deixados a secar, após o que voltarão à sua forma original. Bastam duas horas e ficam prontos a serem usados no dia seguinte.
Com uma estrutura cava de tecido, o fato permite a fácil circulação de ar possuindo misturas de tecidos ricos em lã: uma à base de pura lã e uma outra contendo lã e poliéster numa relação de 83 a 17%. Dotado de propriedades repelentes de água e entretelas laváveis na máquina, o artigo incorpora ainda processamento 3D eco-super que lhe permite reter a forma original. O acabamento final recorre à L-Cisteína – um tipo de aminoácido natural presente no cabelo, unhas e pele que mantém o fato impecável e sem enrugamentos.
Os fatos foram criados pelo designer japonês Kansai Yamamoto e pelo inglês John Pearse e estão já disponíveis nas lojas do Japão nas colecções Kansainan e John Pearse, com preços que variam entre os 163 e 311 euros. "
http://www.f2-fashionsquare.pt/FashionSquare_web/FashionSquare_shower%20clean.htm
afinal de contas, todos os minutos contam.
se não precisarmos de nos despir antes do duche para ir trabalhar, melhor...
Os fatos podem ser lavados no decorrer de um duche quente (a 40o C) sem detergente e não necessitam de ser passados a ferro. Deverão ser colocados do avesso, colocados num cabide e vaporizados com água quente durante uns minutos. Seguidamente, deve-se repetir o processo do outro lado, antes de serem deixados a secar, após o que voltarão à sua forma original. Bastam duas horas e ficam prontos a serem usados no dia seguinte.
Com uma estrutura cava de tecido, o fato permite a fácil circulação de ar possuindo misturas de tecidos ricos em lã: uma à base de pura lã e uma outra contendo lã e poliéster numa relação de 83 a 17%. Dotado de propriedades repelentes de água e entretelas laváveis na máquina, o artigo incorpora ainda processamento 3D eco-super que lhe permite reter a forma original. O acabamento final recorre à L-Cisteína – um tipo de aminoácido natural presente no cabelo, unhas e pele que mantém o fato impecável e sem enrugamentos.
Os fatos foram criados pelo designer japonês Kansai Yamamoto e pelo inglês John Pearse e estão já disponíveis nas lojas do Japão nas colecções Kansainan e John Pearse, com preços que variam entre os 163 e 311 euros. "
http://www.f2-fashionsquare.pt/FashionSquare_web/FashionSquare_shower%20clean.htm
afinal de contas, todos os minutos contam.
se não precisarmos de nos despir antes do duche para ir trabalhar, melhor...
domingo, setembro 28, 2008
meteorologia

o céu com nuvens não me faz nada bem.
quer dizer, eu gosto de um céu bastante carregado, desde que isso signifique que vai chover às carradas.
gosto de pequenos dilúvios, de sentir a chuva na cara e de dançar numa rua inundada.
agora, se não é para chuver, vento e um pequeno temporal, prefiro ver o céu sem nuvens.
assim, este tempo em que não chove nem me deixa ver a luz do sol deprime-me.
a sério, fico sem energia para fazer o que quer que seja.
é que não dá para nada. simplesmente para ficar em casa, a olhar lá para fora e ver nuvens por cima de ruas desertas sem movimento nem vida.
se é para o tempo estar assim, então é bom mesmo que chova, que venham as cheias, que me deixem ir dançar nas poças de lama.
ou isso, ou então que possa ir para uma esplanada e ter motivos para colocar os óculos de sol, enquanto tomo o meu café e leio o jornal.
acho que aquilo que mais me deprime neste estado do tempo é mesmo a indefinição a que nos sujeita, sem sabermos se as nuvens se vão embora, ou se vão transformar numa chuva fria e agradável.
e tal como tempo, também o meu humor se torna indefinido...
sexta-feira, setembro 26, 2008
quarta-feira, setembro 24, 2008
desafiando...

sou,
sou impulsivo.
tenho uma grande tendencia a agir sem pensar em todas as consequências, a aceitar os desafios sem olhar às dificuldades e passar pelos limites sem reparar que já lá estavam;
sou apaixonado.
defendo o que é meu e aquilo que quero que seja meu.
não importa quem os outros são. defendo até ao fim porque acredito naquilo por que me apaixono;
sou parcial.
não consigo ficar parado sem assumir uma posição.
não resisto a tomar um lado e lutar por algo.
não consigo ser um espectador;
sou aluado.
tudo acaba por me passar ao lado, sem reparar na "grande novidade" de que toda a gente fala.
não sou a melhor pessoa para alguém perguntar das "notícias do burgo".
se não forem realmente importantes, não as sei;
sou obssessivo.
não consigo parar de tentar controlar o ambiente à minha volta.
não consigo parar de tentar manter tudo na ordem que estabeleci;
sou perfeccionista.
não consigo deixar as coisas a meio nem suporto fazê-las sem empenho.
não as consigo fazer sem o compromisso que não serão nada menos que perfeitas.
não,
não sou humilde.
sei as qualidades que tenho e não consigo escondê-las.
tenho a consciencia das minhas qualidades epouco me interessa se o mundo me vê como convencido.
afinal de contas, i'm what i'm. deal with it...
agora, desafio os autores dos seguintes sete blogs a escreverem as seis coisas que são e uma que não.
. ipsis verbis
sou impulsivo.
tenho uma grande tendencia a agir sem pensar em todas as consequências, a aceitar os desafios sem olhar às dificuldades e passar pelos limites sem reparar que já lá estavam;
sou apaixonado.
defendo o que é meu e aquilo que quero que seja meu.
não importa quem os outros são. defendo até ao fim porque acredito naquilo por que me apaixono;
sou parcial.
não consigo ficar parado sem assumir uma posição.
não resisto a tomar um lado e lutar por algo.
não consigo ser um espectador;
sou aluado.
tudo acaba por me passar ao lado, sem reparar na "grande novidade" de que toda a gente fala.
não sou a melhor pessoa para alguém perguntar das "notícias do burgo".
se não forem realmente importantes, não as sei;
sou obssessivo.
não consigo parar de tentar controlar o ambiente à minha volta.
não consigo parar de tentar manter tudo na ordem que estabeleci;
sou perfeccionista.
não consigo deixar as coisas a meio nem suporto fazê-las sem empenho.
não as consigo fazer sem o compromisso que não serão nada menos que perfeitas.
não,
não sou humilde.
sei as qualidades que tenho e não consigo escondê-las.
tenho a consciencia das minhas qualidades epouco me interessa se o mundo me vê como convencido.
afinal de contas, i'm what i'm. deal with it...
agora, desafio os autores dos seguintes sete blogs a escreverem as seis coisas que são e uma que não.
. ipsis verbis
.diga trinta e quatro
.tulipa negra
.ambloguidades
.constantes & inconstantes
.musa à parte
.pirata alegre
segunda-feira, setembro 22, 2008
dia das profissões
-então, que é que tu fazes da vida?
-sou arquitecto. então e tu?
-eu, eu sou metedor de patas na poça profissional... mas os brutos...
-sou arquitecto. então e tu?
-eu, eu sou metedor de patas na poça profissional... mas os brutos...
quinta-feira, setembro 18, 2008
terça-feira, setembro 16, 2008
crónica de um fim de tarde

saio do trabalho.
despeço-me dos meus colegas. hoje não os acompanho no "copo depois do trabalho".
meto-me no metro para tentar chegar ao carro.
chego ao carro e apanho trânsito a voltar para trás, chego atrasado. stresso, mas chego lá.
aí, já estou descansado. já cheguei e isso é que importa.
e para quê?
fácil, para um fim de tarde, para me sentar junto ao rio e ver as luzes, para tomar um chocolate quente, para tirar o meu casaco e pousa-lo nas costas de quem tinha frio e para, simplesmente, ao som de boa música, apreciar o momento.
momento de calma, momento de conforto, momento de tentar não pensar em trabalho.
simplesmente conversar, simplesmente ouvir, simplesmente estar.
não olhar para o relógio porque as responsabilidades só nascem com o dia e, naquele momento, era de noite, sem nuvens, sem barulho, simplesmente, noite.
são estes momentos que dão gozo à vida.
obrigado
sábado, setembro 13, 2008
peço desculpa
peço desculpa por ser uma pessoa social.
peço desculpa por me estar a ambientar a um novo ambiente que vai fazer parte da minha vida, espero eu, por muito tempo;
peço desculpa por ligar aos meus amigos para tomar café;
peço desculpa por deixar de ligar porque os meus amigos me dão a descasca de que sou um chato por lhes ligar para tomar café;
peço desculpa por não gostar de apanhar trânsito;
peço desculpa por ficar a mamar umas imperiais com a malta do trabalho depois de uma semana cansativa;
peço desculpa por ir jantar e beber uns copos ao bairro com o meus colegas porque os meus amigos não combinaram nada comigo;
peço desculpa por ter uma hora para almoçar e escolher ficar perto do trabalho e, vá, desgraçado que eu sou, almoçar com os meus colegas que, ainda por cima, alguns até são mulheres...
pá, peço desculpa. a sério, sou mesmo uma merda...
peço desculpa por me estar a ambientar a um novo ambiente que vai fazer parte da minha vida, espero eu, por muito tempo;
peço desculpa por ligar aos meus amigos para tomar café;
peço desculpa por deixar de ligar porque os meus amigos me dão a descasca de que sou um chato por lhes ligar para tomar café;
peço desculpa por não gostar de apanhar trânsito;
peço desculpa por ficar a mamar umas imperiais com a malta do trabalho depois de uma semana cansativa;
peço desculpa por ir jantar e beber uns copos ao bairro com o meus colegas porque os meus amigos não combinaram nada comigo;
peço desculpa por ter uma hora para almoçar e escolher ficar perto do trabalho e, vá, desgraçado que eu sou, almoçar com os meus colegas que, ainda por cima, alguns até são mulheres...
pá, peço desculpa. a sério, sou mesmo uma merda...
quinta-feira, setembro 11, 2008
quarta-feira, setembro 10, 2008
reciclagem...
se calhar, é tempo de uma reciclagem.
quer dizer, a reciclagem em si não é nada de especial, e se estamos a falar de algo mais do que lixo, então, se calhar,a reciclagem não ajuda em nada.
essa coisa do "reduzir, reciclar e reutilizar" pode funcionar muito bem para os ambientalistas mas, sinceramente, se não estivermos a falar de lixo, pá, é só um retorno de problemas.
reciclar, reutilizar pode não ser a solução que devemos procurar.
afinal de contas, reutilizar e reciclar é acabar com os mesmos problemas com que começamos, mas, agora, tem um ar mais...bem...mais... mais limpo, na falta de expressão melhor.
se calhar, em vez de de voltar a usar as coisas que já entendemos como gastas só porque é a solução mais conscienciosa, talvez devessemos mandá-las para o lixo.
afinal de contas, já repararam que só ficamos com a casa amontaoda de coisas que, provavelmente, nem nos vamos lembrar de voltar a usar?
o melhor é mesmo deitar tudo ao lixo e ir até ao shopping arranjar aquilo que precisamos novo.
se calhar, vou fazer isso.
já ando com muita coisa a amontoar-se...
quer dizer, a reciclagem em si não é nada de especial, e se estamos a falar de algo mais do que lixo, então, se calhar,a reciclagem não ajuda em nada.
essa coisa do "reduzir, reciclar e reutilizar" pode funcionar muito bem para os ambientalistas mas, sinceramente, se não estivermos a falar de lixo, pá, é só um retorno de problemas.
reciclar, reutilizar pode não ser a solução que devemos procurar.
afinal de contas, reutilizar e reciclar é acabar com os mesmos problemas com que começamos, mas, agora, tem um ar mais...bem...mais... mais limpo, na falta de expressão melhor.
se calhar, em vez de de voltar a usar as coisas que já entendemos como gastas só porque é a solução mais conscienciosa, talvez devessemos mandá-las para o lixo.
afinal de contas, já repararam que só ficamos com a casa amontaoda de coisas que, provavelmente, nem nos vamos lembrar de voltar a usar?
o melhor é mesmo deitar tudo ao lixo e ir até ao shopping arranjar aquilo que precisamos novo.
se calhar, vou fazer isso.
já ando com muita coisa a amontoar-se...
domingo, setembro 07, 2008
Citações da noite passada
"ah, sabes, é que eu tenho um órbita" by yours truly
e
"sabem como é que se distingue um advogado?
é aquele que tem as mãos nos bolsos.
se estiver frio, tem as mãos nos bolsos dele,
se não estiver, tem as mãos nos bolsos dos outros..." by barbas
e
"sabem como é que se distingue um advogado?
é aquele que tem as mãos nos bolsos.
se estiver frio, tem as mãos nos bolsos dele,
se não estiver, tem as mãos nos bolsos dos outros..." by barbas
sábado, setembro 06, 2008
fim-de-semana
fim-de-semana: é hora de curtir e fazer cenas...
ah, espera, agora sou mais um menos uma pessoa responsavel.
é melhor levar o fatos à lavandaria, limpara casa e o carro também tem de limpar.
afinal de contas, mais do que uma imagem que se tem de transmitir, é agradável não viver numa pocilga.
quer dizer, vai voltar a ser uma pocilga logo a partir do momento em que o outro idiota que vive cá em casa acorde, mas, até lá, é bom sentir o cheiro a lavado.
podia estar a fazer coisas mais interessantes, mas, já lá diz o outro: "se formos organizados, há tempo para tudo". e é bem verdade.
depois disto, é hora de sair lá para fora.
depois de uns dias a chegar ensopado ao trabalho e a rezar para que o pc não tenha apanhado água (dizem que é capaz de não fazer muito bem...), está um sol lindo lá fora.
quase que me chama para uma tarde de caracóis e cerveja.
e, daí, talvez vá só até à esplanada beber o meu café e ler a imprensa de fim-de-semana.
estou a gostar desta nova fase da minha vida.
parece que, de repente, cresci e criei alguns métodos.
tive sorte. felizmente, encontrei pessoas tão ou mais avariadas do que eu, e estou a adorar, assim como começo a ver que vou adorar as tardes de sexta-feira, quando todos descemos e vamos até ao bar lá de baixo beber umas imperiais antes de voltar à nossa outra vida.
é bom, é agradável e estou ansioso que as coisas se intensifiquem.
quando começar a sentir a adrenalina, aí sim, vou começar a gostar mesmo a sério.
hmm, se calhar, ia era até ao cinema.
também já lá vai um tempinho desde que não ponho lá os pés.
por outro lado, o solinho lá fora está mesmo a puxar por mim...
ah, espera, agora sou mais um menos uma pessoa responsavel.
é melhor levar o fatos à lavandaria, limpara casa e o carro também tem de limpar.
afinal de contas, mais do que uma imagem que se tem de transmitir, é agradável não viver numa pocilga.
quer dizer, vai voltar a ser uma pocilga logo a partir do momento em que o outro idiota que vive cá em casa acorde, mas, até lá, é bom sentir o cheiro a lavado.
podia estar a fazer coisas mais interessantes, mas, já lá diz o outro: "se formos organizados, há tempo para tudo". e é bem verdade.
depois disto, é hora de sair lá para fora.
depois de uns dias a chegar ensopado ao trabalho e a rezar para que o pc não tenha apanhado água (dizem que é capaz de não fazer muito bem...), está um sol lindo lá fora.
quase que me chama para uma tarde de caracóis e cerveja.
e, daí, talvez vá só até à esplanada beber o meu café e ler a imprensa de fim-de-semana.
estou a gostar desta nova fase da minha vida.
parece que, de repente, cresci e criei alguns métodos.
tive sorte. felizmente, encontrei pessoas tão ou mais avariadas do que eu, e estou a adorar, assim como começo a ver que vou adorar as tardes de sexta-feira, quando todos descemos e vamos até ao bar lá de baixo beber umas imperiais antes de voltar à nossa outra vida.
é bom, é agradável e estou ansioso que as coisas se intensifiquem.
quando começar a sentir a adrenalina, aí sim, vou começar a gostar mesmo a sério.
hmm, se calhar, ia era até ao cinema.
também já lá vai um tempinho desde que não ponho lá os pés.
por outro lado, o solinho lá fora está mesmo a puxar por mim...
domingo, agosto 31, 2008
let's play ball...

ok, eu admito.
estou com um certo friozinho na barriga.
parece que andei a vida toda a preparar-me para isto, para começar a trabalhar, para fazer algo de importante.
e, no entanto,neste momento, sinto-me completamente terrificado com o facto de entrar num sítio totalmente novo, com colegas que não conheço e começara a assumir responsabilidades daquelas em que os erros não nos deixam apenas com um buraco no peito, ou com uma sensação de tristeza.
agora, é a sério, e estou com receio. receio de falhar, receio de não gostar, receio de não ser tão bom como penso que sou.
talvez seja normal, não sei.
mas sei que o friozinho cá está.
parece que me sinto como um pássaro-bébé que atingiu a idade de sair do ninho e foi atirado pelo precipicio para que abra as asas e voe por si mesmo.
confio que vai correr tudo bem, mas não consigo deixar de pensar no que pode correr mal.
vamos lá ver.
é hora de me fazer à vida e ultrapassar isto tudo.
afinal de contas, citando pierce brosnan enquanto thomas crown, "let's play ball..."
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