7 coisas que faço bem (ou que tento fazer bem):
- ouvir
-beber
-o nó da gravata
-divagar
-fugir de compromissos
-arranjar sarilhos
-encomendar comida
7 coisas que não faço (ou não sei fazer):
-ser cínico
-passar camisas a ferro
-exercício
-seguir uma linha pré-definida
-abstrair-me dos problemas dos outros
-esquecer-me das responsabilidades
-fazer o jantar
7 coisas que me atrem no sexo oposto:
-o desafio
-a personalidade
-o sorriso
-o traseiro
-a frente
-a "putice"
-o saber cozinhar
7 coisas que digo frequentemente:
-"coiso..."
-"fodasse..."
-"pó caralho..."
-"isso é fixe..."
-"quer dizer..."
-"podia ser pior..."
-"podes contar comigo..."
7 actores ou actrizes:
-sean connery
-pierce brosnan
-anthony hopkins
-marcia cross
-angelina jolie
-jodie foster
-monica bellucci
Desafiar outros 7:
-delirantementefeliz.blogspot.com
-palavrasquevoam.blogspot.com
-maniadosucesso.blogspot.com
-kemoalquimista.blogspot.com
-www.gatofedorento.blogspot.com
-jumpkid.blogspot.com
-barvelho.blospot.com
sábado, abril 28, 2007
quinta-feira, abril 26, 2007
inside
há coisas que são complicadas de tirar da cabeça.
há coisas que são difíceis de tirar da cabeça.
há coisas que são impossíveis de tirar da cabeça.
por muito que se tente, estão sempre lá. não digo que para nos atormentar, mas a marcar uma presença que se pode tornar incómoda.
porque não saem da cabeça? não sei bem. às vezes, porque são fortes, porque teimam em não ir embora, porque continuam a existir, mesmo que sejam apenas uma voz baixa e rouca que continuamos a ouvir.
outras, pelo simples facto de não querermos que se vão embora, porque insistimos para que se mantenham conosco.
são essas que mais me assustam.
afinal de contas, se algo não se vai embora porque não vai, ultrapassa o nosso poder. não podemos fazer nada, não podemos lutar.
agora, se não partem porque não conseguimos lutar contra elas, porque insistimos para que continuem aqui, conosco, dentro de nós, então, estamos perante uma grave situação.
se, nas primeiras, temos que nos resignar, nas segundas, entramos em conflito conosco.
sabemos que têm de se ir embora, mas não deixamos. não queremos deixar, não podemos deixar.
mas se isso nos faz mal, porque o fazemos? fácil, pelo medo do vazio, pelo medo de não haver nada que prencha aquele espaço, pelo medo que aquilo, afinal, não seja assim tão mau.
acontece a todos, numa, ou noutra altura e é isso que nos corrói, que nos corrompe, que nos vence. não essas coisas que não vão embora, mas nós próprios.
é essa a nossa grande luta: a luta interior do homem contra esse próprio homem.
e é, provávelmente, a luta mais perigosa que alguma vez vamos travar. afinal de contas, como posso eu lutar comigo próprio e vencer?
há coisas que são difíceis de tirar da cabeça.
há coisas que são impossíveis de tirar da cabeça.
por muito que se tente, estão sempre lá. não digo que para nos atormentar, mas a marcar uma presença que se pode tornar incómoda.
porque não saem da cabeça? não sei bem. às vezes, porque são fortes, porque teimam em não ir embora, porque continuam a existir, mesmo que sejam apenas uma voz baixa e rouca que continuamos a ouvir.
outras, pelo simples facto de não querermos que se vão embora, porque insistimos para que se mantenham conosco.
são essas que mais me assustam.
afinal de contas, se algo não se vai embora porque não vai, ultrapassa o nosso poder. não podemos fazer nada, não podemos lutar.
agora, se não partem porque não conseguimos lutar contra elas, porque insistimos para que continuem aqui, conosco, dentro de nós, então, estamos perante uma grave situação.
se, nas primeiras, temos que nos resignar, nas segundas, entramos em conflito conosco.
sabemos que têm de se ir embora, mas não deixamos. não queremos deixar, não podemos deixar.
mas se isso nos faz mal, porque o fazemos? fácil, pelo medo do vazio, pelo medo de não haver nada que prencha aquele espaço, pelo medo que aquilo, afinal, não seja assim tão mau.
acontece a todos, numa, ou noutra altura e é isso que nos corrói, que nos corrompe, que nos vence. não essas coisas que não vão embora, mas nós próprios.
é essa a nossa grande luta: a luta interior do homem contra esse próprio homem.
e é, provávelmente, a luta mais perigosa que alguma vez vamos travar. afinal de contas, como posso eu lutar comigo próprio e vencer?
segunda-feira, abril 23, 2007
e assim foram quatro anos...
foi a minha relação mais longa com o que quer que fosse. nem numa casa consegui aguntar tanto tempo...
quatro anos é muito tempo. já estava habituado, já não era novidade.
"mas porquê mudar?". bem, para melhor, muda-se sempre, como diz o outro, "mas tu não mudaste para melhor", dizem muitos. " a idade não te faz confusão?" perguntam sempre.
bem, na verdade, a idade nunca tem grande coisa
a ver.
quando se quer algo, não é a idade o motivo nos demove. talvez o sentimento de mdo de ficar "apeado no meio da estrada", mas não a idade.
foi a minha relação mais longa com o que quer que fosse. nem numa casa consegui aguntar tanto tempo...
quatro anos é muito tempo. já estava habituado, já não era novidade.
"mas porquê mudar?". bem, para melhor, muda-se sempre, como diz o outro, "mas tu não mudaste para melhor", dizem muitos. " a idade não te faz confusão?" perguntam sempre.
bem, na verdade, a idade nunca tem grande coisa
a ver.
quando se quer algo, não é a idade o motivo nos demove. talvez o sentimento de mdo de ficar "apeado no meio da estrada", mas não a idade.
sexta-feira, março 23, 2007
jagger was right

jagger tem razão.
"you can't allways get what you you want, but, if you try sometimes, you get what you need".
Sempre achei que a lírica desta canção era um pouco, vá, para o deprimente.
Afinal de contas, que raio de conselho é este que nos diz que nem sempre conseguimos o que queremos? pessoalmente, era um pouco deitar abaixo os sonhos de alguém, mantê-lo agarrado a um mundo terreno, um chão duro e um realidade que não nos permite sonhar com voos mais altos.
era a mesma coisa que dizer que nunca teremos aquele emprego, aquele carro, aquela mulher, aquele filho, aquele cabelo que sempre sonhamos ter.
assim, cada vez que entrava no carro e ouvia aquela música, dava comigo a andar devagarinho. não porque a música me acalmava, mas porque me deprimia "like hell".
and then, algo mudou.
não há muito tempo, eu queria tudo. queria o céu e o inferno, queria o sucesso desmesurado e queria aquilo que não podia ter.
quando vi que o meu projecto, a minha ambição, a minha demanda ia falhar, fiquei ainda mais deprimido porque vi que não ia alcançar aquele ponto, aquele pico, aquele...nirvana.
não teria o sucesso que estava à espera, não teria a ovação que ambicionava.
de facto, não aconteceu assim, mas aconteceu.
tentei de tudo, fiz tudo. admito que suei, admito que me preocupei, mas o sucesso veio.
não da forma desmesurada que eu sonhava, não com a enchente que eu queria, não com o sentido que eu queria que fosse.
aconteceu de forma diferente. não de uma forma pior. apenas diferente.
o sonho acabou por se realizar. de uma forma mais comedida, mas aconteceu.
no ínicio, estava lá o sentimento de derrota mas, ao longo do tempo, comecei a ver o sonho a realizar-se. comecei a sorrir, comeceia aceitar.
foi muito bom. diferente do que estava à espera, mas muito bom.
sorri, brilhei e o mundo era outra vez meu.
nesse dia, voltei para casa e lá estava jagger no rádio. lá estva a música que me deprimia, mas não o fez desta vez.
pela primeira vez, percebi a quela lírica. nesse dia, voltei devagarinho para casa. não porque estava deprimido, mas porque estava realizado.
podemos nem sempre ter o que queremos. agora vejo isso, porque o que queremos pode ser demasiado para nós, podemos não aguentar, podemos derreter as nossas asas de cera a caminho do sol, mas se tentarmos, se sonharmos moderadamente, se nos dedicar-mos um bocadinho, nós conseguimos aquilo de que precisamos.
jagger was right. you can't allways get what you want, but if you try, sometimes, you get what you need.
terça-feira, fevereiro 20, 2007

abri uma garrafa. já há muito tempo que nadava andava a precisar disto.
não que não houvesse oportunidade de apanhar um pifo, mas porque há muito tempo que não conseguia cumprir este ritual.
sim, para mim, é um ritual. a espera e a expectativa, o escolher do vinho certo e o abrir da garrafa.
para mim tudo isso é um ritual, tal como fumar um charuto.
bebo-a sozinho e, se não a fizer, fico chato.
muitos dirão que é triste essa mania de beber sozinho. não acho que seja assim.
nós bebemos em público, náo por nós, mas pela aceitação dos outros, parar sermos reconhecidos no grupo. não vejo as coisas assim. quando abro uma garrafa, não a torno a fechar até que esteja vazia, assim como a bebo sozinha pois, no meu entendimento, é um privilégio beber com a pessoa de quem gostamos. assim, bebo sozinho porque sou a pessoa em quem mais confio.
a garrfa já está quase vazia. tão bom este ritual onde nos esquecemos que existe um mundo lá fora, onde não existem problemas para além daqueles que escolhemos ter.
às vezes, neste estado, vejo como é boa a vida de um sonhador pois, este, tal como o bebado, também se abstrai de um mundo que o magoa. somos felizes neste estado. é essa a verdade.
ah, como desejo eu estar constantemente neste estado. não posso, mas desejo-o. está tudo bem, ninguém chateia, ninguém julga pois esse mundo é nosso. mas não é o que acontece. temos que voltar à dura realidade.
por isso, gosto destes momentos programados para beber, pois são esses momentos que me fazem esquecer que sou humano como os outros.
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
egoísmo
ás vezes, ponho-me a pensar em coisas estupidas.
bem,nesses momentos, lembrei-me das palavras de uma amiga minha. qualquer coisa sobre a perda e sobre a falta que os outros nos fazem.
depois das palavras dela, fiquei, de facto, com a dúvida: "porque é que sentimos saudades dos outros. é por eles,ou será, antes, por nós?"
bem, a resposta é simples e egoista: "é por nós".
de facto, nós só sentimos a falta daqueles que nos dizem algo, daqueles que nos tocaram, daqueles que nos fazem falta. e reparem, eu uso o termo "nos" com um sentido. é que até podemos fazer falta a alguém, podemos ser tudo para alguém, podemos, até, ser o centro do mundo para alguém mas, se esse aguém não nos fizer falta, se não nos tocar, se não nos dizer akgo, então esse alguém vai sentir a nossa falta, mas nós nem vamos dar pela falta dessa pessoa, não vamos falar dela, não vamos, sequer, ter um impulso de ir ao seu encontro.
isto é uma forma muito egoísta de evr as coisas mas, certamente, é a forma mais lógica.
por muito boas pessoas que sejamos, todos nós somos egoístas, todos nós sentimos um impulso para colocar as nossas necessidades à frente das dos outros.
isto não é mau. muito pelo contrário. sinceramente, não sei se consigo sentir saudades de alguém que não põe os seus sentimentos à frente dos meus pois sei que essa falta de egoísmo é, acima de tudo, uma falta de qualquer tipo de ambição. seria a mesma coisa que sentir a falta de uma ameba.
mas enfim, não vamos divagar mais. voltemos à parte do egoísmo. é esse egoísmo que nos move e é esse egoísmoq que nos faz mover. e não me venham com essa história de "ai eu não. eu não sou minimamente egoísta". meus amigos, só tenho para vos dizer: ou são completamente normais, ou são uns grandessíssimos mentirosos. não me venham dizer que não olham primeiro para vocês e só depois para os outros. não me digam que, se virem uma nota perdida no chão, a vão deixar lá para que o próximo a passar fique com ela.
não é assim que as coisas funcionam. não é assim que nós funcionamos.
nós sentimos a falta dos outros por sermos egoístas, nós vivemos porque somos egoístas. podemos ser muito, podemos ser pouco, mas somos.
é assim que funcionam as coisas. é a lei da vida
bem,nesses momentos, lembrei-me das palavras de uma amiga minha. qualquer coisa sobre a perda e sobre a falta que os outros nos fazem.
depois das palavras dela, fiquei, de facto, com a dúvida: "porque é que sentimos saudades dos outros. é por eles,ou será, antes, por nós?"
bem, a resposta é simples e egoista: "é por nós".
de facto, nós só sentimos a falta daqueles que nos dizem algo, daqueles que nos tocaram, daqueles que nos fazem falta. e reparem, eu uso o termo "nos" com um sentido. é que até podemos fazer falta a alguém, podemos ser tudo para alguém, podemos, até, ser o centro do mundo para alguém mas, se esse aguém não nos fizer falta, se não nos tocar, se não nos dizer akgo, então esse alguém vai sentir a nossa falta, mas nós nem vamos dar pela falta dessa pessoa, não vamos falar dela, não vamos, sequer, ter um impulso de ir ao seu encontro.
isto é uma forma muito egoísta de evr as coisas mas, certamente, é a forma mais lógica.
por muito boas pessoas que sejamos, todos nós somos egoístas, todos nós sentimos um impulso para colocar as nossas necessidades à frente das dos outros.
isto não é mau. muito pelo contrário. sinceramente, não sei se consigo sentir saudades de alguém que não põe os seus sentimentos à frente dos meus pois sei que essa falta de egoísmo é, acima de tudo, uma falta de qualquer tipo de ambição. seria a mesma coisa que sentir a falta de uma ameba.
mas enfim, não vamos divagar mais. voltemos à parte do egoísmo. é esse egoísmo que nos move e é esse egoísmoq que nos faz mover. e não me venham com essa história de "ai eu não. eu não sou minimamente egoísta". meus amigos, só tenho para vos dizer: ou são completamente normais, ou são uns grandessíssimos mentirosos. não me venham dizer que não olham primeiro para vocês e só depois para os outros. não me digam que, se virem uma nota perdida no chão, a vão deixar lá para que o próximo a passar fique com ela.
não é assim que as coisas funcionam. não é assim que nós funcionamos.
nós sentimos a falta dos outros por sermos egoístas, nós vivemos porque somos egoístas. podemos ser muito, podemos ser pouco, mas somos.
é assim que funcionam as coisas. é a lei da vida
terça-feira, fevereiro 13, 2007
liberdade de expressão!
chegou ao meu conhecimento, através de terceiro, que este blog é considerado ofensivo.
ao que parece, existem pessoas que se ofenderam com estas minhas húmildes palavras e spbre as diversas considerações da minha vida e, ao que parece, da deles.
meus "amigos", a única resposta é esta: "TODOS PRÓ CARALHO, ESTOU-ME A CAGAR PARA O QUE VOCÊS PENSAM".
tomei café, hoje, com uma pesoa amiga. ao que parece, alguém, cujo nome não vou dar, contou-lhe que a ofendi ( a essa pessoa incógnita) nestas páginas demonstrando, assim, uma falta de maturidade extrema.
pois bem, não estou interessado no que essa pessoa diz.
afinal de contas, este blog, mais do que vos distrair por uns momentos, serve para expressar a minha visão da vida, os meus pensamentos e os episódios da minha vida que, na MINHA opinião, velem a pena ser contados.
depois, não sei se algum dos leitores já reparou mas, à excepção do post dedicado à minha amiga ALEXANDRINA e para o qual obtive uma autorização prévia, nenhum dos restantes posts faz qualquer referência a nomes que possam identificar a pessoa de quem falo.
assim, se alguém vem dizer que eu o(a) ofendi no meu blog, em posts que não comportam qualquer nome ou referencia especifica, então, quer-me parecer que existe uma certa sede de protagonismo. não que seja mau. muito gente sofre do mesmo mal, mas se vem dizer que post x fala de pessoa y sem que o mesmo identifique essa pessoa, quer-me parecer que está à procura de uma luz na ribalta. só pode porque, para falar mal de mim, os meus leitores já devem ter percebido que o consigo fazer sozinho.
ora, se eu não falo dessa pessoa em concreto, porque raio não hei-de dizer o que me vai na alma?
é que, afinal, ainda existe aquela coisa...como é que se cahama,mesmo?...humm,...ah, já sei: LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
pois, se existe liberdade de expressão e, como diz um amigo meu, se "as opiniões são como as vaginas:cada um tem a sua e dá-a a quem quer", porque raio não posso eu postar o que quiser?
sinceramente, para aqueles que se sentem ofendidos, se calhar "até vos serve a carapuça" mas, uma vez que eu não vos identifico, se não querem ser referidos, pá, estejam calados e ninguém sabe quem vocês são.
se, mesmo assim, continuam com o dói-dói, bem, a minha caixa de comments não comporta censura de nenhuma forma pelo que poem aí exercer o "vosso" direito ao contraditório.
se não a querem utilizar,bem, também sabem todos quem sou eu e onde me podem encontrar para tirar as vossas teimas.
agora, se acham que o blog é ofensivo, bem, só vos posso dizer que o blog é meu e aqui escrevo o que vejo, o que sinto mas, acima de tudo, AQUILO QUE QUERO!!!
ao que parece, existem pessoas que se ofenderam com estas minhas húmildes palavras e spbre as diversas considerações da minha vida e, ao que parece, da deles.
meus "amigos", a única resposta é esta: "TODOS PRÓ CARALHO, ESTOU-ME A CAGAR PARA O QUE VOCÊS PENSAM".
tomei café, hoje, com uma pesoa amiga. ao que parece, alguém, cujo nome não vou dar, contou-lhe que a ofendi ( a essa pessoa incógnita) nestas páginas demonstrando, assim, uma falta de maturidade extrema.
pois bem, não estou interessado no que essa pessoa diz.
afinal de contas, este blog, mais do que vos distrair por uns momentos, serve para expressar a minha visão da vida, os meus pensamentos e os episódios da minha vida que, na MINHA opinião, velem a pena ser contados.
depois, não sei se algum dos leitores já reparou mas, à excepção do post dedicado à minha amiga ALEXANDRINA e para o qual obtive uma autorização prévia, nenhum dos restantes posts faz qualquer referência a nomes que possam identificar a pessoa de quem falo.
assim, se alguém vem dizer que eu o(a) ofendi no meu blog, em posts que não comportam qualquer nome ou referencia especifica, então, quer-me parecer que existe uma certa sede de protagonismo. não que seja mau. muito gente sofre do mesmo mal, mas se vem dizer que post x fala de pessoa y sem que o mesmo identifique essa pessoa, quer-me parecer que está à procura de uma luz na ribalta. só pode porque, para falar mal de mim, os meus leitores já devem ter percebido que o consigo fazer sozinho.
ora, se eu não falo dessa pessoa em concreto, porque raio não hei-de dizer o que me vai na alma?
é que, afinal, ainda existe aquela coisa...como é que se cahama,mesmo?...humm,...ah, já sei: LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
pois, se existe liberdade de expressão e, como diz um amigo meu, se "as opiniões são como as vaginas:cada um tem a sua e dá-a a quem quer", porque raio não posso eu postar o que quiser?
sinceramente, para aqueles que se sentem ofendidos, se calhar "até vos serve a carapuça" mas, uma vez que eu não vos identifico, se não querem ser referidos, pá, estejam calados e ninguém sabe quem vocês são.
se, mesmo assim, continuam com o dói-dói, bem, a minha caixa de comments não comporta censura de nenhuma forma pelo que poem aí exercer o "vosso" direito ao contraditório.
se não a querem utilizar,bem, também sabem todos quem sou eu e onde me podem encontrar para tirar as vossas teimas.
agora, se acham que o blog é ofensivo, bem, só vos posso dizer que o blog é meu e aqui escrevo o que vejo, o que sinto mas, acima de tudo, AQUILO QUE QUERO!!!
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
podre

tenho saudades de casa. não são saudades daquelas em que queremos ver a família o mais depressa possível.
são, antes, aquelas saudades de quem se quer ir embora e começar uma nova vida.
não, não estou deprimido, não andoa beber para esquecer ou sequer a pensar em desistir do curso.
simplesmente, quando este acabar, apetece-me sair daqui, voltar às minhas origens e mudar de ambiente.
a minha terra é linda. sim, eu sei que é isso que toda a gente diz e que é só para passar férias porque não conseguimos viver longe de lisboa.
não é disso que falo. quero voltar lá para cima, quero trabalhar lá, viver lá, quem sabe, ser feliz por lá.
a esta hora, já não conheço ninguém por aquelas bandas. sabem que mais? óptimo, é mesmo isso que um gajo precisa para se poder recomeçar tudo.
quando ceguei cá, era um míudo. tinha sonhos e ambições.
bem, as ambições ainda cá estão. os sonhos é que se desvaneceram.
lisboa faz-nos disto. se, para além disso, andarmos na fdl, está o caldo todo entornado.
uma faculdade de direito, a melhor do país, com os melhores professores e com os melhores assistentes. não é assim que a vejo. a imagem que passam é exactamente isso: uma imagem, daquelas que se passam numa brochura de publicidade. mas não é assim que se passam as coisas. a ética, por lá, não existe. a diligência, muito menos, e todos confiam num nome que há muito está morto.
mas não posso culpar a faculdade. ela é, pura e simplesmente, um reflexo das pessoas que lhe dão vida. ela é o fruto de uma sociedade e a cara de uma gente. se a sociedade à sua volta não é melhor, porque raio havia de ser a faculdade uma ilha nesse mar de filha-da-putice?
não tem. ela é o fruto da sua época.
de facto, o meu problema não é com ela, nem com as suas gentes.
o meu problema é com este interminável ciclo em que os valores já não são atendidos, a ética não é respeitada e a lei não passa de uma trave que facílmente se levanta.
por isso me quero ir embora, antes que seja consumido por este sistema, antes que me faltem as forças para resistir, antes que me deixe deliciar por este sistema corrupto que neste idade habita.
quero-me pôr a milhas, para o meu bem. uero ir para um sítio mais simples, daqueles sítios onde as coisas ainda são como as vemos. é isso que eu quero.
acredito que este post ofenda muita gente. compreendo perfeitamente, mas não estou, sinceramente, peocupado com isso. afinal de contas, o blog é meu, assim como a opinião.
se não gostam, existe a caixa dos comments onde podem exercer o vosso direito do contraditório ou, ainda, o direito de não comentarem e presentear-me, assim, com a vossa indiferença. é-me igual.
agora, que esta cidade está podre, só não vê quem não quer, ou quem não lhe convém.
domingo, fevereiro 11, 2007
sábado, fevereiro 10, 2007
o ciclo

a vida é, de facto, um ciclo vicioso.
"sim, grande novidade que tu nos trazes...sempre podias dizer algo que não fosse tão óbvio, não?" dirão os poucos, mas bons, ou talvez não, leitores deste sítio de quem não tem mais nada que fazer, mas, enfim, o blog é meu, escrevo que me vem à cabeça.
contudo, não deixa de ser engraçada esta constatação. é que, normalmente, as pessoas veem a vida (ou direi,antes, mísera existência?) como um conjunto de reacções em cadeia: "toda a acção comporta uma reacção" dizem eles com o rei na barriga.
lamento, mas, nesta minha humilde ignorância, só vos posso dizer que estão redondamente enganados. na verdade, a vida é composta por essas reacções, mas não com essas pessoas.
assim, em vez de alguém nos fazer algo, digamos, um profundo desgosto amoroso, não quer dizer que os nossos actos vão incidir sobre essa pessoa que nos magoou, traumatizou, ou coisas assim.
não, os nossos actos, frustrações, medos e inseguranças formam a bela de uma armadura afectiva que se vai reflectir na próxima desgraçada que nos apareça à frente.
é isto injusto? sem dúvida. vamos magoar alguém, ainda que sem essa intenção? óbvio que sim.
vamos lixar essa nova relação? tão certo como a morte.
e para quem ainda não tinha percebido, no nosso ciclo de intervenientes, já chegamos àquele terceiro que, segundo a "doutrina tradicional da acção-reacção", não deveria para aí ser chamado.
mas como a vida não é regida por essas teorias fixas, esse terceiro, ainda que inadvertidamente, vai fazer tudo aquilo que se queixava no segundo mas para com um quarto, e por aí adiante.
"bem, por esta perspectiva, estamos todos condenados a tornar-nos em valentes cabrões e audaciosas putas", já diz o leitor.
não, isso já não é verdade. é que, de facto, essa faceta de cabrões e putas sempre existiu dentro de nós. sempre lá esteve, umas vezes, bem a descoberto, outras, adormecida à espera desse fusível para nos iniciar. mas descansem, nem tudo está perdido. ainda existe, por aí, algures, ouvi dizer, gente que consegue controlar essas facetas.
sinceramente, não sou uma delas.
a vida é um ciclo vicioso e não há grande coisa a fazer.
o melhor conselho que vos dou é que apreciem a viagem enquanto dura. pode ser que até seja eterna...por seis meses.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
hoje, sinto-me particularmente desinspirado.
não é que não o esteja todos os dias em que aqui escrevo algo. nesses dias, trata-se, pura e simplesmente, de uma total falta de talento do gajo que escreve cá.
hoje é diferente. além da já referida falta de talento, existe um deficit de inspiração que até a mim me preocupa.
se calhar, a culpa é da máquina. não desta em particular, mas do facto de ver obrigado a passar os dias à frente do computador. até tem a sua ironia, se pensarmos que gosto tanto de computadores como de lavar a loiça. quer dizer, até gosto menos do que lavar a loiça...
mas enfim, o bloqueio é meu e vocês não são obrigados a levar com ele, assim como não são obrigados a levar comigo.
quando me sentir mais apto para escrever, eu prometo que não vos desiludo...muito.
bem, talvez desiluda, mas nada de especial. talvez apenas tanto como um casal jovem ao fim de cinco anos de casamento, mas não mais que isso.
não é que não o esteja todos os dias em que aqui escrevo algo. nesses dias, trata-se, pura e simplesmente, de uma total falta de talento do gajo que escreve cá.
hoje é diferente. além da já referida falta de talento, existe um deficit de inspiração que até a mim me preocupa.
se calhar, a culpa é da máquina. não desta em particular, mas do facto de ver obrigado a passar os dias à frente do computador. até tem a sua ironia, se pensarmos que gosto tanto de computadores como de lavar a loiça. quer dizer, até gosto menos do que lavar a loiça...
mas enfim, o bloqueio é meu e vocês não são obrigados a levar com ele, assim como não são obrigados a levar comigo.
quando me sentir mais apto para escrever, eu prometo que não vos desiludo...muito.
bem, talvez desiluda, mas nada de especial. talvez apenas tanto como um casal jovem ao fim de cinco anos de casamento, mas não mais que isso.
domingo, fevereiro 04, 2007
mais um...já não falta tudo...

e mais um que passou.
sem grandes alaridos, sem grande festa.
porquê? é fácil: porque não havia nada a festejar.
as pessoas devem festejar os factos que são grandes , na vida, os acontecimentos para os quais contribuíram, as lutas que ganharam e aqueles que perderam.
sinceramente, acho que só devemos festejar aquilo que merece ser festejado pelo nosso trabalho, pelo nosso esforço.
foi por isso que não festejei. foi um dia como os outros pois, na hora da celebração, me apercebi que não havia nada, naquele dia, que fosse digno de se festejar.
"que péssimismo", muitos dirão, mas não o é.
pura e simplesmente, não é o facto de estarmos vivos que nos dá o direito de fazer uma festa. não é o facto de se repetir o dia do nosso nascimento que nos dá o direito de nos sentirmos especiais.
sim , há sempre as mensagens de parabéns a nos lembrar que somos especiais e que, sem nós, a vida no universo não teria sentido, mas já repararam como são essas mensagens sempre tão genéricas? é que não se dão parabéns em concreto. porquê? porque ninguém se consegue lembrar, em concreto, de alguma merda de jeito que fizémos e com a qual contribuimos para uma sociedade.
mas enfim, este já passou. faltam os outros. só espero que, pela altura dos meus 26 anos, já me possam dar parabéns concretos acerca de algo concreto que eu fiz nesta vida concreta. aí, sim, sou bem capaz de celebrar esse facto de estar vivo.
segunda-feira, novembro 27, 2006
inverno

chegou, oficialmente, a estação das chuvas.
cheias em todo o lado, casas inundadas, carros submersos e as pessoas começam a utilizar transportes alternativos, nomeadamente, barquinhos de borracha- afinal de contas, ter cedido à birra do puto, nas férias grandes, até compensou.quer dizer, um gajo chega todo molhado ao emprego, mas ao menos não nada até lá...
nesta altura, a pior coisa que se pode fazer é, decididamente, andar de guarda-chuva. sem contar com a chatice de se molhar tudo por onde passamos, acabamos sempre por perdê-lo, já nem se sabe onde. depois, há a pequena chatice de nunca nos proteger da chuva: coisa para a qual foi... criado.
não obstante, eu gosto desta altura do ano. "bolas, este gajo não deve bater bem dos cornos" dirão vocês, meu público. se calhar, até com razão, mas gosto.
antes de mais, desisti de andar com guarda-chuva. sim, chego sempre todo molhado, mas isso não é, necessáriamente mau. afinal de contas, com os horários a que um gajo anda sujeito, não faz nada mal uma aguazinha nas "bentas" para acordar.
depois, existe sempre aquele ritual de renovação, de limpeza e até de lazer. quem é que nunca andou a dançar à chuva, só por andar?
é divertido, meus caros. experimentem.
uma das coisas que me leva a gostar desta época é a total ausência de suor. tudo bem, andamos todos molhados na mesma, mas, ao menos, não cheiramos mal.
contudo, uma das coisas que mais me agrada no inverno, é a possibilidade de ficar em casa, no quentinho, sem sentimentos de remorso por não sair de casa sujeitos a panhar uma chuvada. é nesse quentinho que podem acontecer coisas mágicas ou, pelo menos, agradáveis.
provavelmente, não estoua conseguir convencer ninguém. tudo bem, também não é esse o meu objectivo.
mas que gosto do inverno, da chuva, do frio e até do vento a bater-me na cara, isso gosto.
sábado, novembro 25, 2006
bond, o sacana do bond...

fui, hoje, ao cinema.
ver o novo bond e dizer de minha justiça.
sem querer parecer um crítico de cinema, odiei.
o filme não está enquadrado e o daniel craig, apesar de lhe querer dar o benefício da dúvida, é uma porcaria como 007.
"olha mais um dos saudosistas" dirão alguns. não é bem verdade, apesar de preferir os clássicos.
o meu problema é com o enquadramento do filme. ele torna-se um "00". tudo bem, não se ia fazer um filme retro, mas há coisas que não se podem deixar passar. nomeadamente, não sei se alguém alguma vez reparou mas, o primeiro m era um homem, james bond é um homem sarcástico. tipo, talvez fosse bom que daniel craig dissesse alguma piada no filme. quer dizer, já era bom que falasse, de vez em quando.
mas tudo bem, o filme é uma merda e só vai ser apreciado por quem não conhece o verdadeiro bond.
contudo, agora afastando-me um pouco da péssima escolha do actor, do enredo e deste filme em geral, há algo na personagem de bond que cativa toda a gente. bem, toda a gente, não. mas, seguramente, cativa todos os homens.
é porque, de facto, todos nós queríamos ser como ele: um gajo bem parecido, com fundos sempre à sua disposição, os melhores carros, as melhores mulheres e, sempre que estivesse farto do engate, lá se matava alguém e se salvava o mundo de novo.
parece ser uma vida divertida, esta de mistério, perigo e classe, muita classe.
mas, apesar de todas estas caracteristcas de bond que fazem inveja a todos os homens, existe uma qualidade que nos faz ficar ainda mais vermelhos: é que ele faz tudo isso e deixa-nos a ideia de que é fácil.
"bond, james bond", vodka-martini, conhece o mau da fita, vai atrás do mau da fita, come a mulher do mau da fita, come a míuda gira que até é a boazinha da fita, mata o mau da fita, volta a petiscar, a boa e a má, e vai para casa descansar um bocadinho antes de ir para o engate.
é esta facilidade que chateia os homens. afinal de contas, até podemos engatar uma míuda jeitosa e "get lucky tonight", mas não acontece todos os dias. até podemos sacar uma mulher casada, mas quais são as probabilidades de sacar a mulher casada com um todo-poderoso senhorcom um plano para se apoderar do mundo? pois é, não é assim tão fácil como parece.
bem, até é, mas para o bond porque nós não temos essa sorte.
de facto, começo a ver porque é que esta personagem é tão queridapelos homens: porque nos permite sonhar com uma vida mais excitante que a nossa,com perigo, sem ligações fortes, sem ter que telefonar no dia seguinte.
bond é bond e nós não somos bond. gostaríamos de ser, mas não somos.
talvez seja melhor assim, não sei. fica ao vosso critério.
sábado, novembro 11, 2006

há coisas que acabámos or nunca dizer. às vezes acontece porue jánão há tempo, outras porque não se inserem no contexto, outras porque, simplemente, não nos quiseram ouvir.
o problema com estas situações é que continuamos com vontade de as dizer, por muito descabidas que possam parecer se as dissermos quando já não alem a pena.
ocorre-me uma situação para dar de exemplo: acaba-se uma relação, as comadres chateiam-se, dizem tud aquilo quepode magoar a outra parte, mas não dizem nada acerca daquela situação que, por parecer pequena, na altura, nem era digna de se suscitar.
depois, as pessoas andam para a frente, cicatrizam as feridas e voltam a ser felizes, ou tentam, ao menos.
espero que os meus leitores não pensem que este post é uma confissão de arrependimento por não poder voltar atrás. não é nada disso que se trata. o facto é que, apesar das pessoas seguirem em frente, de tentarem, ou conseguirem ser felizes, há-de haver sempre algo que lhes lembre daquela outra pessoa. não digo que isso seja mau. afinal de contas, se estivemos com alguém, então, fizémo-lo porque essa pessoa era, a nosso ver, especial e é natural que nos deixe lembranças, recordações de momentos bons e momntos maus. se não deixasse, isso sim, seria muito preocupante.
assim, chegamos à conclusão que é bom ter sempre essas recordações conosco, quantomais não seja, para não voltarmos a fazer os mesmos erros do passado.
o grande problema é quando temos, na mente, a recordação daquilo que sempre quizemos dizer, mas não chegamos a ter essa oportunidade de poder expôr tudo aquilo que nos estava a incomodar. é mau pois, cada vez que nos lembramos dessa pessoa, aprimeira, e às vezes, única coisa que nos vem à cabeça, é aquele pequeno assunto que não tinha sentido nenhum, aquele pequeno defeito que tanto nos saltava à vista, mas parecia não existir para os outros.
eu confesso que tenho alguma coisa para dizer e isso está a dar comigo em doido. muito provavelmente, toda a gente que estiver a ler este medíocre texto estará a pensar "o que raio tem este palerma para dizer?", "que coisa tão grave é que ele precisa de contar para dormir descansado?" ou ainda "mas que merda é esta? disseram-me que este blog era giro e diferente. este gajo devia estar internado na ala de psiquiatria...". bem, de facto, até nem é nada de importante. ninguém vai morrer por causa disto nem retirar uma grande lição de moral.
trata-se, simplesmente, de uma coisa que eu ando para dizer há uns bons dois anos e agora, vou dizê-lo, por muito deslocado darealidade que possa parecer, mesmo ao destinat´rio dessa declaração.
antes disso, convido, desde já, os meus leitores e todos aqueles que se encontrarem numa situação análoga à minha, que usem a caixa dos comments para deixar uma mensagem a todos aqueles que também vos deram uma dor de cabeça deste tipo.
então, para finalizar, aqui vai:
se estiveres a ler isto, saberás, concerteza, que é para ti (dessa forma, escuso de colocar nomes e invadir a esfera privada da pessoa). menti-te,dede aquela noite no bairro alto. na verdade, EU SEMPRE ODIEI AQUELAS TUAS BOTAS COR-DE-ROSA.
UFF, que alívio.
segunda-feira, outubro 30, 2006
para ti, alexandrina!!!
pela primeira vez neste blog, vou tratar um assunto ério, sem muitas divagações sem qualquer sentido ou interesse.
assim, peço. desde já, desculpa oas meus leitores se este não é o tipo de texto a que vos habituei, mas peço que o leiam até ao fim. pode ser que fiquemos todos a aprender algo.
vou contar-vos uma história verídica e sem qualquer tipo de hipérboles características deste blog.
tenho uma amiga, lá no norte.
antes que se ponham a especular sobre o tipo de amiga a que me refiro, apenas vos digo que lhe confiaria a minha vida sem pensar duas vezes.
chama-se alexandrina, estuda gestão, gosta de se divertir, tem cancro.
é precisamente sobre o seu cancro, leucemia, na verdade, que eu quero falar.
quando era pequenoo, sempre ouvi a minha mãe e a minha avó a falarem das pessoas que conheciam e que tinham cancro. chamavam-lhe "cancer" para ser ma palavra mais bonita, sem aquela conotação negativa de uma doença que nos destrói.
eu não o vou fazer. a alexandrina tem cancro, uma espécie de cancro, tão mortal como as outras, tão desgastante como as outras.
eu e a drina nunca fomos daqueles amigos que estavam sempre juntos, nem que falavam só por falar.
cada vez que nós falamos, tem sempre um sentido, um propósito que a muitos mortais será difícil de compreender.
tlvez por isso, não estranhei que a drina tivesse tanto tempo sem dar notícias. é assim que nós funcionamos, mas também foi com um choque que recebo uma mensagem dela em que me diz que está no hospital, no instituto português de oncologia do porto, para ser mais exacto, com leucemia. anda me lembro de receber essa mensagem. estava, naquele momeno, a assinar o contrato de arrendamento da minha quinta casa, em lisboa. perguntei-lhe onde estava e disse-lhe que no dia seguinte, estaria no porto, para estar com ela.
de facto, assim aconteceu, mas fiz uma pequena asneira pessoal: quando lhe perguntei quando tinha sido internada, respondeu-me ela que tinha sido a 27 de junho. na minha pressa de chegar, nem li bem a mensagem e entendi que tinha sido a 27 de julho.
assim, quando cheguei ao porto, no dia seguinte, depois de umas infracções do código da estrada (é o que dá adorar oporto, mas não aparecer lá vezes suficientes para me lembrar dos caminhos), entrei no ipo.
prguntei onde poderia encontrar uma florista. responderam-me que não havia. "idiotas" pensei eu, que nem uma florista tinham no raio do hospital. "fiz 400 kms para chegar ao minho e mais 100 para chegar até ela. o mínimo que poderiam fazer, era ter o raio de uma florista no hospital". é claro que não me deixei demover por toda aquela incompetência. antes de entrar, fui ao jardim e colhi umas flores que para lá cresciam. sabia lá a merda que eu estava a fazer. felizmente. fui travado, pela drina, de lhas entregar. mas nisso, tratarei mais à frente. afinal de cintas, que sou estúpido o suficiente para levar flores com bactérias a uma pessoa que não tem qualquer tipo de sistema imunológico, vocês já sabem que sou.
mas continuando, quando cheguei ao piso onde ela estava,reparei que a diferença de datas que eu não tinha reparado fez toda a diferença. lembro-me de ter entrado naquele quarto e pensar qu me tinha enganado. mal ento, no meio daquela sala de seis camas, todas ocupadas, ter visto seis mulheres, todas com uma máscara na cara e nenhuma com cabelo, admito que me assustei. procurei a drina e não reconheci ninguém. virei as costas e já estava a sair quando alguém me chamou. olhei para trás e, admiti que me assustei quando, via drina. sinceramente, fiquei assustado por aquela rapariga de cabeça careca e máscara na cara me ter chamado e ter reparado que era a minha amiga. não que não soubesse como são as coisas nestes casos, mas como tinha entendido mal a mensagem, não sabia que já estava naquela fase. admito que não era como me lembrava dela. a drina, além de uma personalidade fantástica, tinha, e voltrá a ter, estou certo disso, uns cabelos compridos como poucas raparigas usam. pretos e caídos sobre as costas, que sempre lhe ficaram muito bem, e era esta a imagem que eu tinha dela. naquele momento, não era isso que via e assustei-me, apenas porque não estava à espera.
ela chamou-me e eu não sabia bem como reagir. toda a gente que me conhece sabe que o meu humor é sarcástico e ,naquele momento, não me parecia muito boa ideia brincar com a situação, mas foi o que aconteceu. depois do choque inicial, do qual te peço desculpa, alexandrina, por nãp ter conseguido lidar com a situação como esperava, vi que era a minha amiga de sempre, a pessoa com quem sempre pude falar de tudo, principalmente nos momentos menos bons da minha vida. era a mesma, o mesmo sorriso por detrás da máscara, o mesmo humor, mesmo no sítio onde estávamos.
vi, nesse dia que nada na nossa amizade mudou. afinal de contas, porque haveria de mudar? mas também é verdade que, quando uma pessoa está doente, as pessoas tendem a mudar o seu comportamento. a drina mostrou-me que isso não era uma coisa necessária. TUDO ESTA
VA NA MESMA E DEMOS AS MESMAS RISADAS QUE SEMPRE DEMOS. agradeço-te por isso, alexandrina. por me mostrares que nada mudou. depois dessa visita, as coisa continuaram como sempre foram.
por outro lado, não foi o mesmo para ela. sei que as coisas não tem sido facéis para ti. no percurso desta viagem de seis meses de tratamento, que ainda não esão para acabar, a drina já perdeu amigos, um ano de faculdade e o namorado, aquele que supostamente, estaria sempre lá para ela. afinal de contas, é isso que se espera das pessoas que amamos. não foi o que aconteceu.
contudo, apesar destas adversidades, a minha grande amiga alexandrina, continua a lutar, continua a viver, continua a acreditar na minha vida e, acima de tudo, aquilo que eu prezo comtudo o que tenho, continua a ser minha amiga. ela continua a acreditar no futuro e vai lutar para vencer uma doença grave. aquilo que ela me disse foi que "agora dá valor às pequenas coisas. ao convivio com os amigos, às saídas até ao cinema, aos simples fins-de-tarde".
ela continua a lutar e a acreditar, e ,por isso, continuo eu a acreditar nela.
sinceramente, já nem sei se este post é sobre a alexandrina, ou sobre todos nós, mas daqui tiro uma lição que gostava de vos transmitir a todos que leem este blog: "NÃO SE DEIXEM IR ABAIXO PELAS COISINHAS DA VIDA, POIS, POUCOS E NÓS TEM PROBLEMAS A SÉRIO. AVIDA É UMA DÁDIVA QUE NÃO DEVEMOS ESGOTAR EM COISAS MESQUINHAS".
alexandrina, este post seria suposto contar a tua históriae espero que o comentes com as necessárias palavras que só tu puderás dizer.
quanto aos outos, espero que aprendam que vida é muito mais do que temos à frente e esqueçam as coisas pequenas da vida e aprendam a ser felizes com o que temos. que o exemplo da minha AMIGA vos sirva de lição. sejam felizes, apesar da vida...
assim, peço. desde já, desculpa oas meus leitores se este não é o tipo de texto a que vos habituei, mas peço que o leiam até ao fim. pode ser que fiquemos todos a aprender algo.
vou contar-vos uma história verídica e sem qualquer tipo de hipérboles características deste blog.
tenho uma amiga, lá no norte.
antes que se ponham a especular sobre o tipo de amiga a que me refiro, apenas vos digo que lhe confiaria a minha vida sem pensar duas vezes.
chama-se alexandrina, estuda gestão, gosta de se divertir, tem cancro.
é precisamente sobre o seu cancro, leucemia, na verdade, que eu quero falar.
quando era pequenoo, sempre ouvi a minha mãe e a minha avó a falarem das pessoas que conheciam e que tinham cancro. chamavam-lhe "cancer" para ser ma palavra mais bonita, sem aquela conotação negativa de uma doença que nos destrói.
eu não o vou fazer. a alexandrina tem cancro, uma espécie de cancro, tão mortal como as outras, tão desgastante como as outras.
eu e a drina nunca fomos daqueles amigos que estavam sempre juntos, nem que falavam só por falar.
cada vez que nós falamos, tem sempre um sentido, um propósito que a muitos mortais será difícil de compreender.
tlvez por isso, não estranhei que a drina tivesse tanto tempo sem dar notícias. é assim que nós funcionamos, mas também foi com um choque que recebo uma mensagem dela em que me diz que está no hospital, no instituto português de oncologia do porto, para ser mais exacto, com leucemia. anda me lembro de receber essa mensagem. estava, naquele momeno, a assinar o contrato de arrendamento da minha quinta casa, em lisboa. perguntei-lhe onde estava e disse-lhe que no dia seguinte, estaria no porto, para estar com ela.
de facto, assim aconteceu, mas fiz uma pequena asneira pessoal: quando lhe perguntei quando tinha sido internada, respondeu-me ela que tinha sido a 27 de junho. na minha pressa de chegar, nem li bem a mensagem e entendi que tinha sido a 27 de julho.
assim, quando cheguei ao porto, no dia seguinte, depois de umas infracções do código da estrada (é o que dá adorar oporto, mas não aparecer lá vezes suficientes para me lembrar dos caminhos), entrei no ipo.
prguntei onde poderia encontrar uma florista. responderam-me que não havia. "idiotas" pensei eu, que nem uma florista tinham no raio do hospital. "fiz 400 kms para chegar ao minho e mais 100 para chegar até ela. o mínimo que poderiam fazer, era ter o raio de uma florista no hospital". é claro que não me deixei demover por toda aquela incompetência. antes de entrar, fui ao jardim e colhi umas flores que para lá cresciam. sabia lá a merda que eu estava a fazer. felizmente. fui travado, pela drina, de lhas entregar. mas nisso, tratarei mais à frente. afinal de cintas, que sou estúpido o suficiente para levar flores com bactérias a uma pessoa que não tem qualquer tipo de sistema imunológico, vocês já sabem que sou.
mas continuando, quando cheguei ao piso onde ela estava,reparei que a diferença de datas que eu não tinha reparado fez toda a diferença. lembro-me de ter entrado naquele quarto e pensar qu me tinha enganado. mal ento, no meio daquela sala de seis camas, todas ocupadas, ter visto seis mulheres, todas com uma máscara na cara e nenhuma com cabelo, admito que me assustei. procurei a drina e não reconheci ninguém. virei as costas e já estava a sair quando alguém me chamou. olhei para trás e, admiti que me assustei quando, via drina. sinceramente, fiquei assustado por aquela rapariga de cabeça careca e máscara na cara me ter chamado e ter reparado que era a minha amiga. não que não soubesse como são as coisas nestes casos, mas como tinha entendido mal a mensagem, não sabia que já estava naquela fase. admito que não era como me lembrava dela. a drina, além de uma personalidade fantástica, tinha, e voltrá a ter, estou certo disso, uns cabelos compridos como poucas raparigas usam. pretos e caídos sobre as costas, que sempre lhe ficaram muito bem, e era esta a imagem que eu tinha dela. naquele momento, não era isso que via e assustei-me, apenas porque não estava à espera.
ela chamou-me e eu não sabia bem como reagir. toda a gente que me conhece sabe que o meu humor é sarcástico e ,naquele momento, não me parecia muito boa ideia brincar com a situação, mas foi o que aconteceu. depois do choque inicial, do qual te peço desculpa, alexandrina, por nãp ter conseguido lidar com a situação como esperava, vi que era a minha amiga de sempre, a pessoa com quem sempre pude falar de tudo, principalmente nos momentos menos bons da minha vida. era a mesma, o mesmo sorriso por detrás da máscara, o mesmo humor, mesmo no sítio onde estávamos.
vi, nesse dia que nada na nossa amizade mudou. afinal de contas, porque haveria de mudar? mas também é verdade que, quando uma pessoa está doente, as pessoas tendem a mudar o seu comportamento. a drina mostrou-me que isso não era uma coisa necessária. TUDO ESTA
VA NA MESMA E DEMOS AS MESMAS RISADAS QUE SEMPRE DEMOS. agradeço-te por isso, alexandrina. por me mostrares que nada mudou. depois dessa visita, as coisa continuaram como sempre foram.
por outro lado, não foi o mesmo para ela. sei que as coisas não tem sido facéis para ti. no percurso desta viagem de seis meses de tratamento, que ainda não esão para acabar, a drina já perdeu amigos, um ano de faculdade e o namorado, aquele que supostamente, estaria sempre lá para ela. afinal de contas, é isso que se espera das pessoas que amamos. não foi o que aconteceu.
contudo, apesar destas adversidades, a minha grande amiga alexandrina, continua a lutar, continua a viver, continua a acreditar na minha vida e, acima de tudo, aquilo que eu prezo comtudo o que tenho, continua a ser minha amiga. ela continua a acreditar no futuro e vai lutar para vencer uma doença grave. aquilo que ela me disse foi que "agora dá valor às pequenas coisas. ao convivio com os amigos, às saídas até ao cinema, aos simples fins-de-tarde".
ela continua a lutar e a acreditar, e ,por isso, continuo eu a acreditar nela.
sinceramente, já nem sei se este post é sobre a alexandrina, ou sobre todos nós, mas daqui tiro uma lição que gostava de vos transmitir a todos que leem este blog: "NÃO SE DEIXEM IR ABAIXO PELAS COISINHAS DA VIDA, POIS, POUCOS E NÓS TEM PROBLEMAS A SÉRIO. AVIDA É UMA DÁDIVA QUE NÃO DEVEMOS ESGOTAR EM COISAS MESQUINHAS".
alexandrina, este post seria suposto contar a tua históriae espero que o comentes com as necessárias palavras que só tu puderás dizer.
quanto aos outos, espero que aprendam que vida é muito mais do que temos à frente e esqueçam as coisas pequenas da vida e aprendam a ser felizes com o que temos. que o exemplo da minha AMIGA vos sirva de lição. sejam felizes, apesar da vida...
quarta-feira, outubro 25, 2006
tempo
o tempo é, sem sombra de duvida, o nosso pior inimigo. quer dizer, se bão contarmos com a própria pessoa e com os seus inimigos.
o tempo é um senhor feudal, um esclavagista, um oportunista e nós somos seus servos, seus escravos, seu leito matrimonial onde lhe fazemos as suas vontades.
este é um post de resignação. afinal de contas, contra os nossos outros inimigos, existem sempre formas de os vencer, de os levar ao cansaço, de os humilhar e de os fazer sentir na pele a merda de pessoa que são. já o tempo vence sempre.
podemos até chegar atrasados a qualquer sítio, mas o filme já começou. o tempo venceu. podemos ir até ao bar porque estamos cheios de fome, mas já o professor nos marcou falta porque o relógio dele é soberano. o tempo vence de novo. podemos até fazer directas, sentirmo-nos mais jovens que nunca, mas as rugas aparecem, assim como o reumatismo e um eventual ataque cardiaco. isto é a forma do tempo nos dize que já passamos do prazo de validade e já é altura de deixarmos espaço aos mais novos que võ cometer os mesmos erros que nós. o tempo volta a vencer e, desta vez, o round final.
é impossível lutar contra o tempo. ele não nos dá descanso e é sob as suas regras que vivemos.
depois, em defesa do tempo, existe um grande aliado: nada mais, nada menos que a sociedade, o sistema e o direito.
assim, não se vale a pena lutar contra o tempo. o melhor que temos a fazer é usá-lo porque o cinema vai continuar a não esperar por ninguém, o assistente vai continuar a marcar a falta e o nosso patrão só não nos vai continuar a despedir porque só trabalharemos para ele uma vez,.
não lutem contra o tempo porque é feio e não leva a lado nenhum.
cheguem a horas e façam todo o mundo feliz.
o tempo é um senhor feudal, um esclavagista, um oportunista e nós somos seus servos, seus escravos, seu leito matrimonial onde lhe fazemos as suas vontades.
este é um post de resignação. afinal de contas, contra os nossos outros inimigos, existem sempre formas de os vencer, de os levar ao cansaço, de os humilhar e de os fazer sentir na pele a merda de pessoa que são. já o tempo vence sempre.
podemos até chegar atrasados a qualquer sítio, mas o filme já começou. o tempo venceu. podemos ir até ao bar porque estamos cheios de fome, mas já o professor nos marcou falta porque o relógio dele é soberano. o tempo vence de novo. podemos até fazer directas, sentirmo-nos mais jovens que nunca, mas as rugas aparecem, assim como o reumatismo e um eventual ataque cardiaco. isto é a forma do tempo nos dize que já passamos do prazo de validade e já é altura de deixarmos espaço aos mais novos que võ cometer os mesmos erros que nós. o tempo volta a vencer e, desta vez, o round final.
é impossível lutar contra o tempo. ele não nos dá descanso e é sob as suas regras que vivemos.
depois, em defesa do tempo, existe um grande aliado: nada mais, nada menos que a sociedade, o sistema e o direito.
assim, não se vale a pena lutar contra o tempo. o melhor que temos a fazer é usá-lo porque o cinema vai continuar a não esperar por ninguém, o assistente vai continuar a marcar a falta e o nosso patrão só não nos vai continuar a despedir porque só trabalharemos para ele uma vez,.
não lutem contra o tempo porque é feio e não leva a lado nenhum.
cheguem a horas e façam todo o mundo feliz.
quarta-feira, outubro 18, 2006
r.i.p.

hoje, durante uma aula de penal, entre a definição kantiana de pena e a contagem das lâmpadas existentes no anfiteatro 6, que são 82 , se não contarmos com as de emegência, das quais 44 estavavam desligadas, só a título de curiosidade, ocorreu-me um certo pensamento sobre a morte. talvez acontecesse porque me sentia na obrigação moral de acabar de vez com a minha vida a ter que ouvir a senhora a dissertar sobre kant, deus e uma ilha onde se iriam executar os condenados porque tinha de ser.
ora bem, se pensarmos um bocadinho, a morte não é mais que uma fase da nossa... vida. pode ser a última, mas, mesmo assim, é apenas uma fase.
já todos nós tivemos experiências com a morte, seja a de alguém que conhecemos, o caixão que já tivemos de carregar ou, simplesmente, andar de carro com qualquer amigo nosso que, de tanto álcool ingerido, quase nos manda de volta ao criador porque as luzes que vinham ontra nós não eram, necessáriamente, anjos mas um camião prontinho para nos passar por cima.
a morte é uma coisa normalíssima e acontece, até, nas melhores famílias.
se temos consciência da morte, do nosso estado putrefacto e mal-cheiroso, isso é outra conversa que para aí não estou, hoje, virado.
a grande piada que eu acho na nossa morte é o facto que, uma vez consumada, é a única altura da nossa vida que somos realmente, e perdoem-me a redundância, grandes.
senão vejamos: em certas culturas, não muitos distantes da nossa, coma irlandesa, é costume que se faça uma grande festa no velório. as pessoas comem, bebem, dançam ao lado, à volta e ,por vezes, em cima do morto.
nós fazemos exactamente o mesmo, se bem que em moldes um pouco mais contidos. podemos não dançar à volta do de cujus, mas conseguimos enaltecê-lo de uma tal forma que até dá gosto estar morto.
a morte passa sempre pelas cerimónias e pelos discursos. sejam estes do padre, dos amigos, do amante da mulher, que até pode ser um dos melhores amigos do finado, a verdade é que vão todos dizer coisas muito agradáveis de se ouvir. não interessa que sejam verdade, interessa que sejam ditas pois o gajo morreu e já não se pode falar mal.
exemplos disto, já os vi e ninguém me contou. "um bom homem, amigo do seu amigo, fiel à mulher e um pai dedicado que nunca negligenciou nada para com a sua família, ou, mesmo para os desgraçados que encontrou pela frente. sério como todos deviam ser e puro como apenas alguns almejam". GANDA TRETA. os padres devem ter o mesmo discurso-padrão para todos os funerais pois oiço sempre a mesma coisa quando, de facto, o gajo batia a todas as horas na mulher, era um bêbado de primeira, perdão,alcoólico, dava coça nos filhos, estava desempregado e está morto porque apanhou um balázio na cabeça a tentar assaltar a mercearia da ti marquinhas para ir ao tasco beber mais um copinho de tinto.
mas é claro que nestas situações fica mal dizer a verdade e, assim sendo, passamos a ser a melhor pessoa do mundo, talvez porque já não fazemos cá falta.
depois desta conversa toda, até tento imaginar o que dirão, um dia, de mim, e ,a única coisa que me deixa triste para quando chegar a minha hora, é mesmo o facto de não poder ouvir os falsos elogios que me vão fazer,ver as falsas lágrimas no canto do olho de toda a gente quando, ao fim e ao cabo, querem é despachar a coisa porque o jogo começa às 7...
segunda-feira, outubro 16, 2006
o regresso
ano novo, vida nova, as mesmas merdas de sempre.
arranjei boa forma de começar o ano , ou seja, a faltar às aulas porque haviam outros compromissos para serem honrados.
contudo, hoje decidi que já há muito tempo que não me passeava por aqueles anfiteatros com um livro debaixo dos braços para dar a leve impressão que até vou às teóricas.
bem, deixei-me dormir, chuva lá fora e uma hora para conseguir fazer três quilometros... de carro.
bem, não posso dizer que comecei o ano da melhor forma. porém, o benfica, quando ganha campeonatos, também começa sempre com o "pé esquerdo".
não deixei de sentir, contudo, uma sensação estranha de voltar a um sítio onde todos me conhecem e onde eu conheço quase todos.
não sei se serão as novas aulas, as novas turmas, as politiquices, os novos horários ou, simplesmente, o facto de já não estar lá há já muito tempo.
é possivel que não seja nada, assim como pode ser uma total diferença de um ano para o outro. a questão é que me senti diferente.
mais uma coisa que pode ter ajudado, pode ter sido o facto de sair de casa debaixo de chuva. raios partam como este tempo me põe nostálgico. seria bem melhor se estivesse um dia de sol, mas não me parece que possa contar com isso.
os dias são de chuva, mas isso será bom, espero eu. afinal de contas, a minha mãezinha sempre me disse que "chuvinha traz nova vida" ou coisa parecida... assim, parece-me que a maré vai mudar, as coisas vão melhorar e novos desafios se vão erguer.
aviso já que tenho planos para esta época que se aproxima. só espero ter tempo para tudo.
também, se não tiver, não há grande problema. não durmo e está feito. afinal de contas, dormir é uma perda de tempo e, como não devo sobreviver até à reforma, descanso quando morrer.
curiosamente, a morte também é um bom tema para um post futuro, mas não para hoje.
arranjei boa forma de começar o ano , ou seja, a faltar às aulas porque haviam outros compromissos para serem honrados.
contudo, hoje decidi que já há muito tempo que não me passeava por aqueles anfiteatros com um livro debaixo dos braços para dar a leve impressão que até vou às teóricas.
bem, deixei-me dormir, chuva lá fora e uma hora para conseguir fazer três quilometros... de carro.
bem, não posso dizer que comecei o ano da melhor forma. porém, o benfica, quando ganha campeonatos, também começa sempre com o "pé esquerdo".
não deixei de sentir, contudo, uma sensação estranha de voltar a um sítio onde todos me conhecem e onde eu conheço quase todos.
não sei se serão as novas aulas, as novas turmas, as politiquices, os novos horários ou, simplesmente, o facto de já não estar lá há já muito tempo.
é possivel que não seja nada, assim como pode ser uma total diferença de um ano para o outro. a questão é que me senti diferente.
mais uma coisa que pode ter ajudado, pode ter sido o facto de sair de casa debaixo de chuva. raios partam como este tempo me põe nostálgico. seria bem melhor se estivesse um dia de sol, mas não me parece que possa contar com isso.
os dias são de chuva, mas isso será bom, espero eu. afinal de contas, a minha mãezinha sempre me disse que "chuvinha traz nova vida" ou coisa parecida... assim, parece-me que a maré vai mudar, as coisas vão melhorar e novos desafios se vão erguer.
aviso já que tenho planos para esta época que se aproxima. só espero ter tempo para tudo.
também, se não tiver, não há grande problema. não durmo e está feito. afinal de contas, dormir é uma perda de tempo e, como não devo sobreviver até à reforma, descanso quando morrer.
curiosamente, a morte também é um bom tema para um post futuro, mas não para hoje.
quinta-feira, agosto 10, 2006
férias??????
que diz que vai de férias para descansar, não sabe mesmo do que fala.
não que não goste de ter férias, apenas não descanso, tal e qual, quando trabalho.
para aqueles que não acreditam, é fácil de perceber: dormimos até mais tarde, mas dormimos menos pois estamos de férias e os copos lá esperam pelo pessoal-por falar nisso,a ver se não me esqueço de avisar o pessoal que sábado vai ser de caixão à cova e só devo encontrar o caminho para casa lá para segunda à tardinha. "sim, pois, os copos cansam, mas é só isso..." dirão alguns, mas não é bem verdade. quer dizer, há que ganhar um pouco de bronze para que o pessoal não pense que ficamos o verão inteiro fechados em casa ou,ainda, livre-nos deus, de andar a trabalhar no verão. sim, porque muita gente trabalha no verão. o problema é que há aqueles empregos dos quais um gajo até gosta de se gabar, tipo "ya,este verão fui trabalhar numa daquelas discotecas maradas e ficava sempre bebado e comia uma gaja diferente por noite...". é claro que ele não come uma gaja diferente por noite, o que acontece é que o alcool não lhe permite ver que é sempre a mesma feiosa... mas pronto, sempre dá para se gabar um pouco. depois há aqueles empregos em que alguém só fala para que os outros sintam um pouco de pena e compaixão (note-se que passar-se por patético é uma práctica de engate usada por alguns e, às vezes, lá resulta) como, por exemplo, "ah, este verão, fui servir em casamentos e ganhar um dinheirinho que não me chega a nada. é que ando cheia de dívidas e tenho que me sujeitar. trabalho de sol a sol a servir, sem parar, aqueles idiotas que só comem e bebem e riem e estão tão felizes enquanto eu sou uma desgraçada infeliz que chega ao fim do dia com dores nas costas e sem me poder mexer...ai...ai".
há outros empregos de verão que podem não ser tão frutuosos como trabalhar na disco, ou tão desinteressantes que uma pessoa só ouve as queixas por pena. eu, trabalhei numa loja de roupa, por exemplo. tinha algum trabalho, mas diverti-me como tudo. ou se calhar, era mais o facto de ajudar as meninas a escolher os bikinis e a lingerie da ck que o tornava divertido.
agora que penso, ajudar as velhotas não era lá grande espada... espera...que estou eu a fazer?... miudas em bikini...miudas em bikini...ahh...agora sim,reprimi as outras recordações da loja e ficaram só as miudas em bikini... sim,trabalhar na loja de roupa foi muito fixe...
mas não era bem disto que eu queria falar. onde é que eu ia? ah,pois, trabalhar para o bronze.
bem, para trabalhar para o bronze há duas hipoteses: praia ou rio. em qualquer uma delas, não vamos ficar o dia todo deitados ao sol. há que dar umas braçadas e uns mergulhos para aliviar o calor e, acreditem, isso cansa.
não me vou adiantar muito mais nos exemplos de trabalho duro que fazemos nas férias, mas espero que percebam que isto de descansar fora do período de aulas, trabalho, narcotráfico, seja o que for, não é bem verdade.
e assim, cansado como estou, aqui vos desejo um bom resto de boas férias. espero que nos encontremos todos em setembro para descansar um pouco...
não que não goste de ter férias, apenas não descanso, tal e qual, quando trabalho.
para aqueles que não acreditam, é fácil de perceber: dormimos até mais tarde, mas dormimos menos pois estamos de férias e os copos lá esperam pelo pessoal-por falar nisso,a ver se não me esqueço de avisar o pessoal que sábado vai ser de caixão à cova e só devo encontrar o caminho para casa lá para segunda à tardinha. "sim, pois, os copos cansam, mas é só isso..." dirão alguns, mas não é bem verdade. quer dizer, há que ganhar um pouco de bronze para que o pessoal não pense que ficamos o verão inteiro fechados em casa ou,ainda, livre-nos deus, de andar a trabalhar no verão. sim, porque muita gente trabalha no verão. o problema é que há aqueles empregos dos quais um gajo até gosta de se gabar, tipo "ya,este verão fui trabalhar numa daquelas discotecas maradas e ficava sempre bebado e comia uma gaja diferente por noite...". é claro que ele não come uma gaja diferente por noite, o que acontece é que o alcool não lhe permite ver que é sempre a mesma feiosa... mas pronto, sempre dá para se gabar um pouco. depois há aqueles empregos em que alguém só fala para que os outros sintam um pouco de pena e compaixão (note-se que passar-se por patético é uma práctica de engate usada por alguns e, às vezes, lá resulta) como, por exemplo, "ah, este verão, fui servir em casamentos e ganhar um dinheirinho que não me chega a nada. é que ando cheia de dívidas e tenho que me sujeitar. trabalho de sol a sol a servir, sem parar, aqueles idiotas que só comem e bebem e riem e estão tão felizes enquanto eu sou uma desgraçada infeliz que chega ao fim do dia com dores nas costas e sem me poder mexer...ai...ai".
há outros empregos de verão que podem não ser tão frutuosos como trabalhar na disco, ou tão desinteressantes que uma pessoa só ouve as queixas por pena. eu, trabalhei numa loja de roupa, por exemplo. tinha algum trabalho, mas diverti-me como tudo. ou se calhar, era mais o facto de ajudar as meninas a escolher os bikinis e a lingerie da ck que o tornava divertido.
agora que penso, ajudar as velhotas não era lá grande espada... espera...que estou eu a fazer?... miudas em bikini...miudas em bikini...ahh...agora sim,reprimi as outras recordações da loja e ficaram só as miudas em bikini... sim,trabalhar na loja de roupa foi muito fixe...
mas não era bem disto que eu queria falar. onde é que eu ia? ah,pois, trabalhar para o bronze.
bem, para trabalhar para o bronze há duas hipoteses: praia ou rio. em qualquer uma delas, não vamos ficar o dia todo deitados ao sol. há que dar umas braçadas e uns mergulhos para aliviar o calor e, acreditem, isso cansa.
não me vou adiantar muito mais nos exemplos de trabalho duro que fazemos nas férias, mas espero que percebam que isto de descansar fora do período de aulas, trabalho, narcotráfico, seja o que for, não é bem verdade.
e assim, cansado como estou, aqui vos desejo um bom resto de boas férias. espero que nos encontremos todos em setembro para descansar um pouco...
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