quarta-feira, junho 06, 2007

O MEDO...

há umas horas atrás, conversava com uma amiga. uma daquelas conversas sem grande sentido, maioritariamente para avacalhar, mas, no meio da conversa, surgiu um tema que me inquieta:"onde estaremos, daqui a 10 anos?"
sei que toda a gente acaba por se interrogar com questões destas, de uma forma, ou de outra.
aparecem num minuto e desaparecem no outro. no fundo, não lhes damos muita importância. porquê? bem, por um lado, porque se as nossas expectativas de sucesso no trabalho, no amor e na vida acabam por nos pôr com um sorriso na cara, no minuto seguinte, acabamos por perceber que isso, muito provavelmente, não passa de uma fantasia.
depois, começamos a interrogar-nos sobre se vai ser mesmo assim, ou, antes, se não vamos acabar na miséria, sozinhos e infelizes.
penso que isto seja normal, mas assusta-nos. quanto mais não seja, porque todos esperamos encontar o sucesso, fazer as escolhas certas e ser felizes, mas o ser humano é, por natureza, medroso, não gosta de arriscar e, dessa forma, é muito mais provavel que encontremos a vida mediana que não queremos.
temos medo disso. temos medo de falhar e, provavelmente, vamos acabar por falhar devido a esse medo.
o medo é uma coisa terrivel e é o que acaba por nos prender a uma realidade na qual não queremos viver.
é esse medo que nos leva a fazer a segunda melhor escolha, se é que isso existe.
é esse medo que nos prende a um chão poeirento e não nos permite voar mais alto.
é esse medo que não nos deixa arriscar em algo novo, por muito melhor que seja, porque não gostamos de sofrer desilusões, ou sequer, pensar que as podemos ter.
contudo, não lhe podemos chamar medo. a sociedade de coninhas que não arriscam não nos deixa. pensam que "conformismo" é uma palavra muito mais bonita.
como estão eles enganados.
o conformismo é a mesma coisa que o medo e é esse medo que nos leva a não alcançar os nossos sonhos.
basicamente, o meu ponto de hoje é muito simples: ARRISQUEM, NÃO TENHAM MEDO, E PODE SER QUE ALCANÇAM ALGO MUITO MELHOR.

sábado, junho 02, 2007

sinto...


sinto-me distante, inquieto, nervoso e preocupado com aquilo que sinto que não devo.

não sei porque é que me sinto assim. na verdade, se calhar, até sei, mas não percebo.

a minha vida não é má de todo. não tenho tudo o que quero mas, como diz o outro, "também não sou uma pessoa de posses".

contudo, não se justifica que ande a desperdiçar a minha vida, a ter ideias que não vingam e projectos que não levantam.

sinto-me cansado de ter algo na cabeça.

sinto-me farto de não conseguir ser feliz.

sinto-me sem forças por não estar nas minhas capacidades.

sinto os meus amigos a desvanecer e sinto-me a desaparecer da vista deles.

não por culpa deles, mas porque me estou a transformar.

sinto-me alguém que não sou.

sinto-me alguém de quem não gostaria, mas não tenho remorsos, não tenho emoções.

sinto-me, cada vez mais, como uma máquina.

mas não consigo sentir que isso seja mau.

não consigo sentir a alegria dos outros e sinto a paz com as suas agonias.

o que se passa comigo?

como é que eu paro isto?

como é que volto a ser quem era?

mas será que quero voltar a antigamente?

será que quero voltar a ser tolo?

será que quero voltar ao sofredor silencioso?

não sei. nem sei se quero saber.

sou um novo eu.

alguém mais confiante.

alguém mais perigoso.

alguém mais capaz.

não sei.

quero ter paz, mas será que, realmente a quero?

será que quero o que os outros querem?

ou será que quero o que mais ninguém pode ter?

não sei, e calculo que vocês também não...

sexta-feira, maio 25, 2007

"ai que tenho problemas"

ter problemas não serve de desculpa.

às vezes, as pessoas, a maioria delas, fazem coisas pouco sociais, não respeitam, passam à frente de uma fila de gente que espera.

às vezes, dão a desculpa de estarem com problemas, da vida delas "ser uma merda", de serem umas desgraçadas.

não sei bem porquê, não me interessa. "com os problemas dos outros, posso eu bem..." já diz o povo. e tenho que admitir, o povo está certo: todos nós temos problemas, todos nós temos que os enfrentar, ou viver com eles. caso todos dessemos uma desculpa de "ai que tenho problemas, a minha vida é uma merda, não sou feliz, ai que ninguém me curte...". meus amigos, e amigas, se a vossa vida é assim tão má, pá, matem-se, acabem com ela.

agora, não me venham dar a desculpa da vida ser uma merda para passar à frente de uma fila e ser cínico com aqueles que, de facto, respeitam.

eu sei, não é típico de mim andar a dar lições acerca de normas do trato social.

de facto, não é.

mas a resposta a isso é simples: egoísta como todos somos, não me interessa que não respeitem as filas, as regras de trânsito, a merda de um lugar no cinema. não admito é que me prejudiquem a mim por causa disso.

todos temos problemas e, sinceramente, estou-me a cagar para isso. é-me indiferente que tenham problemas, ou não. eu também os tenho e nem por isso ando a desrespeitar os outros.

mas, por acaso, é engraçado, com merdas como estas, ainda começo a pensar que ter problemas, pode ser a melhor coisa que acontece a uma caramelo. "ai que tenho problemas, vou passar à frente dos outros..." pá, os vossos problemas não me interessam e não se venham fazer de vítimas. se calhar os problemas não são o sinal de a nossa vida ser "uma merda". podem ser Karma, pode ser o destino a trazer até nós a merda que fizémos aos outros.

assim, se a vossa vida é assim tão má, bem, só vos posso dizer uma coisa: vocês não são obrigados a estar vivos.

segunda-feira, maio 14, 2007

fracture


este fim-de-semana fui ao cinema.

como podem adivinhar pelo título, fui ver o "fracture" , com sir anthony hopkins.

sinceramente, adorei o filme. melhor, adorei o enredo, melhor ainda, adorei a trama.

é daqueles filmes que nos prendem à cadeira porque mal acreditamos no que está a acontecer.

já era um grande fã de sir anthony hopkins, especialmente, pela inteligência da personagem "Hannibal". aqui, mais do que a sua inteligência, admiro o seu calculismo, o faco de balear a sangue frio, provocando-lhe morte cerebral, servir-se do amante dela para se ilibar e, depois, simplesmente, desligar-lhe a ficha cometendo homicidio qualificado perfeitamente lícito. admitamos, é brilhante.

na verdade, podemos dizer que todos somos um pouco calculistas.

que venha alguém dizer que não tem um plano qualquer para chegar a lado algum, que eu digo-lhe que é um mentiroso.

todos temos um plano, seja para ter sucesso, seja para controlar as massas, seja para cometermos o homicidio "licito". todos temos um plano, uma agenda que tencionamos cumprir.

não quero com isto dizer que todos o conseguimos. a maioria dos planos acaba por não se concretizar , ou por falta de coragem, ou, simplesmente, porque não somos tão bons como gostariamos de ser.

independentemente disso, todos queremos algo e já visionamos, na nossa cabeça, como o fazer.

agora, se o vamos fazer...

será medo? falta de coragem? respeito pelo próximo?

aqui, já todas as desculpas servem.

contudo, quer-me parecer que só não o pomos em marcha porque, na verdade, não somos assim tão bons...

const3.blogspot.com

Convido-vos a visitar.
não é nada de especial mas, uma vez que tinha que fazer um trabalho, mais vale deixá-lo à vista de todos do que apenas à consideração do assistente.

sábado, abril 28, 2007

Resposta ao desafio do blog ipsisverbis.blogspot.com

7 coisas que faço bem (ou que tento fazer bem):
- ouvir
-beber
-o nó da gravata
-divagar
-fugir de compromissos
-arranjar sarilhos
-encomendar comida

7 coisas que não faço (ou não sei fazer):
-ser cínico
-passar camisas a ferro
-exercício
-seguir uma linha pré-definida
-abstrair-me dos problemas dos outros
-esquecer-me das responsabilidades
-fazer o jantar

7 coisas que me atrem no sexo oposto:
-o desafio
-a personalidade
-o sorriso
-o traseiro
-a frente
-a "putice"
-o saber cozinhar

7 coisas que digo frequentemente:
-"coiso..."
-"fodasse..."
-"pó caralho..."
-"isso é fixe..."
-"quer dizer..."
-"podia ser pior..."
-"podes contar comigo..."

7 actores ou actrizes:
-sean connery
-pierce brosnan
-anthony hopkins
-marcia cross
-angelina jolie
-jodie foster
-monica bellucci

Desafiar outros 7:
-delirantementefeliz.blogspot.com
-palavrasquevoam.blogspot.com
-maniadosucesso.blogspot.com
-kemoalquimista.blogspot.com
-www.gatofedorento.blogspot.com
-jumpkid.blogspot.com
-barvelho.blospot.com

quinta-feira, abril 26, 2007

inside

há coisas que são complicadas de tirar da cabeça.
há coisas que são difíceis de tirar da cabeça.
há coisas que são impossíveis de tirar da cabeça.
por muito que se tente, estão sempre lá. não digo que para nos atormentar, mas a marcar uma presença que se pode tornar incómoda.
porque não saem da cabeça? não sei bem. às vezes, porque são fortes, porque teimam em não ir embora, porque continuam a existir, mesmo que sejam apenas uma voz baixa e rouca que continuamos a ouvir.
outras, pelo simples facto de não querermos que se vão embora, porque insistimos para que se mantenham conosco.
são essas que mais me assustam.
afinal de contas, se algo não se vai embora porque não vai, ultrapassa o nosso poder. não podemos fazer nada, não podemos lutar.
agora, se não partem porque não conseguimos lutar contra elas, porque insistimos para que continuem aqui, conosco, dentro de nós, então, estamos perante uma grave situação.
se, nas primeiras, temos que nos resignar, nas segundas, entramos em conflito conosco.
sabemos que têm de se ir embora, mas não deixamos. não queremos deixar, não podemos deixar.
mas se isso nos faz mal, porque o fazemos? fácil, pelo medo do vazio, pelo medo de não haver nada que prencha aquele espaço, pelo medo que aquilo, afinal, não seja assim tão mau.
acontece a todos, numa, ou noutra altura e é isso que nos corrói, que nos corrompe, que nos vence. não essas coisas que não vão embora, mas nós próprios.
é essa a nossa grande luta: a luta interior do homem contra esse próprio homem.
e é, provávelmente, a luta mais perigosa que alguma vez vamos travar. afinal de contas, como posso eu lutar comigo próprio e vencer?

segunda-feira, abril 23, 2007

e assim foram quatro anos...
foi a minha relação mais longa com o que quer que fosse. nem numa casa consegui aguntar tanto tempo...
quatro anos é muito tempo. já estava habituado, já não era novidade.
"mas porquê mudar?". bem, para melhor, muda-se sempre, como diz o outro, "mas tu não mudaste para melhor", dizem muitos. " a idade não te faz confusão?" perguntam sempre.
bem, na verdade, a idade nunca tem grande coisa
a ver.
quando se quer algo, não é a idade o motivo nos demove. talvez o sentimento de mdo de ficar "apeado no meio da estrada", mas não a idade.

sexta-feira, março 23, 2007

jagger was right


jagger tem razão.


"you can't allways get what you you want, but, if you try sometimes, you get what you need".


Sempre achei que a lírica desta canção era um pouco, vá, para o deprimente.

Afinal de contas, que raio de conselho é este que nos diz que nem sempre conseguimos o que queremos? pessoalmente, era um pouco deitar abaixo os sonhos de alguém, mantê-lo agarrado a um mundo terreno, um chão duro e um realidade que não nos permite sonhar com voos mais altos.

era a mesma coisa que dizer que nunca teremos aquele emprego, aquele carro, aquela mulher, aquele filho, aquele cabelo que sempre sonhamos ter.

assim, cada vez que entrava no carro e ouvia aquela música, dava comigo a andar devagarinho. não porque a música me acalmava, mas porque me deprimia "like hell".


and then, algo mudou.


não há muito tempo, eu queria tudo. queria o céu e o inferno, queria o sucesso desmesurado e queria aquilo que não podia ter.

quando vi que o meu projecto, a minha ambição, a minha demanda ia falhar, fiquei ainda mais deprimido porque vi que não ia alcançar aquele ponto, aquele pico, aquele...nirvana.

não teria o sucesso que estava à espera, não teria a ovação que ambicionava.

de facto, não aconteceu assim, mas aconteceu.

tentei de tudo, fiz tudo. admito que suei, admito que me preocupei, mas o sucesso veio.

não da forma desmesurada que eu sonhava, não com a enchente que eu queria, não com o sentido que eu queria que fosse.

aconteceu de forma diferente. não de uma forma pior. apenas diferente.

o sonho acabou por se realizar. de uma forma mais comedida, mas aconteceu.

no ínicio, estava lá o sentimento de derrota mas, ao longo do tempo, comecei a ver o sonho a realizar-se. comecei a sorrir, comeceia aceitar.

foi muito bom. diferente do que estava à espera, mas muito bom.

sorri, brilhei e o mundo era outra vez meu.

nesse dia, voltei para casa e lá estava jagger no rádio. lá estva a música que me deprimia, mas não o fez desta vez.

pela primeira vez, percebi a quela lírica. nesse dia, voltei devagarinho para casa. não porque estava deprimido, mas porque estava realizado.

podemos nem sempre ter o que queremos. agora vejo isso, porque o que queremos pode ser demasiado para nós, podemos não aguentar, podemos derreter as nossas asas de cera a caminho do sol, mas se tentarmos, se sonharmos moderadamente, se nos dedicar-mos um bocadinho, nós conseguimos aquilo de que precisamos.

jagger was right. you can't allways get what you want, but if you try, sometimes, you get what you need.

terça-feira, fevereiro 20, 2007


abri uma garrafa. já há muito tempo que nadava andava a precisar disto.
não que não houvesse oportunidade de apanhar um pifo, mas porque há muito tempo que não conseguia cumprir este ritual.
sim, para mim, é um ritual. a espera e a expectativa, o escolher do vinho certo e o abrir da garrafa.
para mim tudo isso é um ritual, tal como fumar um charuto.
bebo-a sozinho e, se não a fizer, fico chato.
muitos dirão que é triste essa mania de beber sozinho. não acho que seja assim.
nós bebemos em público, náo por nós, mas pela aceitação dos outros, parar sermos reconhecidos no grupo. não vejo as coisas assim. quando abro uma garrafa, não a torno a fechar até que esteja vazia, assim como a bebo sozinha pois, no meu entendimento, é um privilégio beber com a pessoa de quem gostamos. assim, bebo sozinho porque sou a pessoa em quem mais confio.
a garrfa já está quase vazia. tão bom este ritual onde nos esquecemos que existe um mundo lá fora, onde não existem problemas para além daqueles que escolhemos ter.
às vezes, neste estado, vejo como é boa a vida de um sonhador pois, este, tal como o bebado, também se abstrai de um mundo que o magoa. somos felizes neste estado. é essa a verdade.
ah, como desejo eu estar constantemente neste estado. não posso, mas desejo-o. está tudo bem, ninguém chateia, ninguém julga pois esse mundo é nosso. mas não é o que acontece. temos que voltar à dura realidade.
por isso, gosto destes momentos programados para beber, pois são esses momentos que me fazem esquecer que sou humano como os outros.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

egoísmo

ás vezes, ponho-me a pensar em coisas estupidas.
bem,nesses momentos, lembrei-me das palavras de uma amiga minha. qualquer coisa sobre a perda e sobre a falta que os outros nos fazem.
depois das palavras dela, fiquei, de facto, com a dúvida: "porque é que sentimos saudades dos outros. é por eles,ou será, antes, por nós?"
bem, a resposta é simples e egoista: "é por nós".
de facto, nós só sentimos a falta daqueles que nos dizem algo, daqueles que nos tocaram, daqueles que nos fazem falta. e reparem, eu uso o termo "nos" com um sentido. é que até podemos fazer falta a alguém, podemos ser tudo para alguém, podemos, até, ser o centro do mundo para alguém mas, se esse aguém não nos fizer falta, se não nos tocar, se não nos dizer akgo, então esse alguém vai sentir a nossa falta, mas nós nem vamos dar pela falta dessa pessoa, não vamos falar dela, não vamos, sequer, ter um impulso de ir ao seu encontro.
isto é uma forma muito egoísta de evr as coisas mas, certamente, é a forma mais lógica.
por muito boas pessoas que sejamos, todos nós somos egoístas, todos nós sentimos um impulso para colocar as nossas necessidades à frente das dos outros.
isto não é mau. muito pelo contrário. sinceramente, não sei se consigo sentir saudades de alguém que não põe os seus sentimentos à frente dos meus pois sei que essa falta de egoísmo é, acima de tudo, uma falta de qualquer tipo de ambição. seria a mesma coisa que sentir a falta de uma ameba.
mas enfim, não vamos divagar mais. voltemos à parte do egoísmo. é esse egoísmo que nos move e é esse egoísmoq que nos faz mover. e não me venham com essa história de "ai eu não. eu não sou minimamente egoísta". meus amigos, só tenho para vos dizer: ou são completamente normais, ou são uns grandessíssimos mentirosos. não me venham dizer que não olham primeiro para vocês e só depois para os outros. não me digam que, se virem uma nota perdida no chão, a vão deixar lá para que o próximo a passar fique com ela.
não é assim que as coisas funcionam. não é assim que nós funcionamos.
nós sentimos a falta dos outros por sermos egoístas, nós vivemos porque somos egoístas. podemos ser muito, podemos ser pouco, mas somos.
é assim que funcionam as coisas. é a lei da vida

terça-feira, fevereiro 13, 2007

liberdade de expressão!

chegou ao meu conhecimento, através de terceiro, que este blog é considerado ofensivo.
ao que parece, existem pessoas que se ofenderam com estas minhas húmildes palavras e spbre as diversas considerações da minha vida e, ao que parece, da deles.
meus "amigos", a única resposta é esta: "TODOS PRÓ CARALHO, ESTOU-ME A CAGAR PARA O QUE VOCÊS PENSAM".
tomei café, hoje, com uma pesoa amiga. ao que parece, alguém, cujo nome não vou dar, contou-lhe que a ofendi ( a essa pessoa incógnita) nestas páginas demonstrando, assim, uma falta de maturidade extrema.
pois bem, não estou interessado no que essa pessoa diz.
afinal de contas, este blog, mais do que vos distrair por uns momentos, serve para expressar a minha visão da vida, os meus pensamentos e os episódios da minha vida que, na MINHA opinião, velem a pena ser contados.
depois, não sei se algum dos leitores já reparou mas, à excepção do post dedicado à minha amiga ALEXANDRINA e para o qual obtive uma autorização prévia, nenhum dos restantes posts faz qualquer referência a nomes que possam identificar a pessoa de quem falo.
assim, se alguém vem dizer que eu o(a) ofendi no meu blog, em posts que não comportam qualquer nome ou referencia especifica, então, quer-me parecer que existe uma certa sede de protagonismo. não que seja mau. muito gente sofre do mesmo mal, mas se vem dizer que post x fala de pessoa y sem que o mesmo identifique essa pessoa, quer-me parecer que está à procura de uma luz na ribalta. só pode porque, para falar mal de mim, os meus leitores já devem ter percebido que o consigo fazer sozinho.
ora, se eu não falo dessa pessoa em concreto, porque raio não hei-de dizer o que me vai na alma?
é que, afinal, ainda existe aquela coisa...como é que se cahama,mesmo?...humm,...ah, já sei: LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
pois, se existe liberdade de expressão e, como diz um amigo meu, se "as opiniões são como as vaginas:cada um tem a sua e dá-a a quem quer", porque raio não posso eu postar o que quiser?
sinceramente, para aqueles que se sentem ofendidos, se calhar "até vos serve a carapuça" mas, uma vez que eu não vos identifico, se não querem ser referidos, pá, estejam calados e ninguém sabe quem vocês são.
se, mesmo assim, continuam com o dói-dói, bem, a minha caixa de comments não comporta censura de nenhuma forma pelo que poem aí exercer o "vosso" direito ao contraditório.
se não a querem utilizar,bem, também sabem todos quem sou eu e onde me podem encontrar para tirar as vossas teimas.
agora, se acham que o blog é ofensivo, bem, só vos posso dizer que o blog é meu e aqui escrevo o que vejo, o que sinto mas, acima de tudo, AQUILO QUE QUERO!!!

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

podre


tenho saudades de casa. não são saudades daquelas em que queremos ver a família o mais depressa possível.
são, antes, aquelas saudades de quem se quer ir embora e começar uma nova vida.
não, não estou deprimido, não andoa beber para esquecer ou sequer a pensar em desistir do curso.
simplesmente, quando este acabar, apetece-me sair daqui, voltar às minhas origens e mudar de ambiente.
a minha terra é linda. sim, eu sei que é isso que toda a gente diz e que é só para passar férias porque não conseguimos viver longe de lisboa.
não é disso que falo. quero voltar lá para cima, quero trabalhar lá, viver lá, quem sabe, ser feliz por lá.
a esta hora, já não conheço ninguém por aquelas bandas. sabem que mais? óptimo, é mesmo isso que um gajo precisa para se poder recomeçar tudo.
quando ceguei cá, era um míudo. tinha sonhos e ambições.
bem, as ambições ainda cá estão. os sonhos é que se desvaneceram.
lisboa faz-nos disto. se, para além disso, andarmos na fdl, está o caldo todo entornado.
uma faculdade de direito, a melhor do país, com os melhores professores e com os melhores assistentes. não é assim que a vejo. a imagem que passam é exactamente isso: uma imagem, daquelas que se passam numa brochura de publicidade. mas não é assim que se passam as coisas. a ética, por lá, não existe. a diligência, muito menos, e todos confiam num nome que há muito está morto.
mas não posso culpar a faculdade. ela é, pura e simplesmente, um reflexo das pessoas que lhe dão vida. ela é o fruto de uma sociedade e a cara de uma gente. se a sociedade à sua volta não é melhor, porque raio havia de ser a faculdade uma ilha nesse mar de filha-da-putice?
não tem. ela é o fruto da sua época.
de facto, o meu problema não é com ela, nem com as suas gentes.
o meu problema é com este interminável ciclo em que os valores já não são atendidos, a ética não é respeitada e a lei não passa de uma trave que facílmente se levanta.
por isso me quero ir embora, antes que seja consumido por este sistema, antes que me faltem as forças para resistir, antes que me deixe deliciar por este sistema corrupto que neste idade habita.
quero-me pôr a milhas, para o meu bem. uero ir para um sítio mais simples, daqueles sítios onde as coisas ainda são como as vemos. é isso que eu quero.
acredito que este post ofenda muita gente. compreendo perfeitamente, mas não estou, sinceramente, peocupado com isso. afinal de contas, o blog é meu, assim como a opinião.
se não gostam, existe a caixa dos comments onde podem exercer o vosso direito do contraditório ou, ainda, o direito de não comentarem e presentear-me, assim, com a vossa indiferença. é-me igual.
agora, que esta cidade está podre, só não vê quem não quer, ou quem não lhe convém.

domingo, fevereiro 11, 2007

VERITAS

"And the truth shall set you free."

sábado, fevereiro 10, 2007

o ciclo


a vida é, de facto, um ciclo vicioso.
"sim, grande novidade que tu nos trazes...sempre podias dizer algo que não fosse tão óbvio, não?" dirão os poucos, mas bons, ou talvez não, leitores deste sítio de quem não tem mais nada que fazer, mas, enfim, o blog é meu, escrevo que me vem à cabeça.
contudo, não deixa de ser engraçada esta constatação. é que, normalmente, as pessoas veem a vida (ou direi,antes, mísera existência?) como um conjunto de reacções em cadeia: "toda a acção comporta uma reacção" dizem eles com o rei na barriga.
lamento, mas, nesta minha humilde ignorância, só vos posso dizer que estão redondamente enganados. na verdade, a vida é composta por essas reacções, mas não com essas pessoas.
assim, em vez de alguém nos fazer algo, digamos, um profundo desgosto amoroso, não quer dizer que os nossos actos vão incidir sobre essa pessoa que nos magoou, traumatizou, ou coisas assim.
não, os nossos actos, frustrações, medos e inseguranças formam a bela de uma armadura afectiva que se vai reflectir na próxima desgraçada que nos apareça à frente.
é isto injusto? sem dúvida. vamos magoar alguém, ainda que sem essa intenção? óbvio que sim.
vamos lixar essa nova relação? tão certo como a morte.
e para quem ainda não tinha percebido, no nosso ciclo de intervenientes, já chegamos àquele terceiro que, segundo a "doutrina tradicional da acção-reacção", não deveria para aí ser chamado.
mas como a vida não é regida por essas teorias fixas, esse terceiro, ainda que inadvertidamente, vai fazer tudo aquilo que se queixava no segundo mas para com um quarto, e por aí adiante.
"bem, por esta perspectiva, estamos todos condenados a tornar-nos em valentes cabrões e audaciosas putas", já diz o leitor.
não, isso já não é verdade. é que, de facto, essa faceta de cabrões e putas sempre existiu dentro de nós. sempre lá esteve, umas vezes, bem a descoberto, outras, adormecida à espera desse fusível para nos iniciar. mas descansem, nem tudo está perdido. ainda existe, por aí, algures, ouvi dizer, gente que consegue controlar essas facetas.
sinceramente, não sou uma delas.
a vida é um ciclo vicioso e não há grande coisa a fazer.
o melhor conselho que vos dou é que apreciem a viagem enquanto dura. pode ser que até seja eterna...por seis meses.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

hoje, sinto-me particularmente desinspirado.
não é que não o esteja todos os dias em que aqui escrevo algo. nesses dias, trata-se, pura e simplesmente, de uma total falta de talento do gajo que escreve cá.
hoje é diferente. além da já referida falta de talento, existe um deficit de inspiração que até a mim me preocupa.
se calhar, a culpa é da máquina. não desta em particular, mas do facto de ver obrigado a passar os dias à frente do computador. até tem a sua ironia, se pensarmos que gosto tanto de computadores como de lavar a loiça. quer dizer, até gosto menos do que lavar a loiça...
mas enfim, o bloqueio é meu e vocês não são obrigados a levar com ele, assim como não são obrigados a levar comigo.
quando me sentir mais apto para escrever, eu prometo que não vos desiludo...muito.
bem, talvez desiluda, mas nada de especial. talvez apenas tanto como um casal jovem ao fim de cinco anos de casamento, mas não mais que isso.

domingo, fevereiro 04, 2007

mais um...já não falta tudo...


e mais um que passou.
sem grandes alaridos, sem grande festa.
porquê? é fácil: porque não havia nada a festejar.
as pessoas devem festejar os factos que são grandes , na vida, os acontecimentos para os quais contribuíram, as lutas que ganharam e aqueles que perderam.
sinceramente, acho que só devemos festejar aquilo que merece ser festejado pelo nosso trabalho, pelo nosso esforço.
foi por isso que não festejei. foi um dia como os outros pois, na hora da celebração, me apercebi que não havia nada, naquele dia, que fosse digno de se festejar.
"que péssimismo", muitos dirão, mas não o é.
pura e simplesmente, não é o facto de estarmos vivos que nos dá o direito de fazer uma festa. não é o facto de se repetir o dia do nosso nascimento que nos dá o direito de nos sentirmos especiais.
sim , há sempre as mensagens de parabéns a nos lembrar que somos especiais e que, sem nós, a vida no universo não teria sentido, mas já repararam como são essas mensagens sempre tão genéricas? é que não se dão parabéns em concreto. porquê? porque ninguém se consegue lembrar, em concreto, de alguma merda de jeito que fizémos e com a qual contribuimos para uma sociedade.
mas enfim, este já passou. faltam os outros. só espero que, pela altura dos meus 26 anos, já me possam dar parabéns concretos acerca de algo concreto que eu fiz nesta vida concreta. aí, sim, sou bem capaz de celebrar esse facto de estar vivo.

segunda-feira, novembro 27, 2006

inverno


chegou, oficialmente, a estação das chuvas.
cheias em todo o lado, casas inundadas, carros submersos e as pessoas começam a utilizar transportes alternativos, nomeadamente, barquinhos de borracha- afinal de contas, ter cedido à birra do puto, nas férias grandes, até compensou.quer dizer, um gajo chega todo molhado ao emprego, mas ao menos não nada até lá...
nesta altura, a pior coisa que se pode fazer é, decididamente, andar de guarda-chuva. sem contar com a chatice de se molhar tudo por onde passamos, acabamos sempre por perdê-lo, já nem se sabe onde. depois, há a pequena chatice de nunca nos proteger da chuva: coisa para a qual foi... criado.
não obstante, eu gosto desta altura do ano. "bolas, este gajo não deve bater bem dos cornos" dirão vocês, meu público. se calhar, até com razão, mas gosto.
antes de mais, desisti de andar com guarda-chuva. sim, chego sempre todo molhado, mas isso não é, necessáriamente mau. afinal de contas, com os horários a que um gajo anda sujeito, não faz nada mal uma aguazinha nas "bentas" para acordar.
depois, existe sempre aquele ritual de renovação, de limpeza e até de lazer. quem é que nunca andou a dançar à chuva, só por andar?
é divertido, meus caros. experimentem.
uma das coisas que me leva a gostar desta época é a total ausência de suor. tudo bem, andamos todos molhados na mesma, mas, ao menos, não cheiramos mal.
contudo, uma das coisas que mais me agrada no inverno, é a possibilidade de ficar em casa, no quentinho, sem sentimentos de remorso por não sair de casa sujeitos a panhar uma chuvada. é nesse quentinho que podem acontecer coisas mágicas ou, pelo menos, agradáveis.
provavelmente, não estoua conseguir convencer ninguém. tudo bem, também não é esse o meu objectivo.
mas que gosto do inverno, da chuva, do frio e até do vento a bater-me na cara, isso gosto.

sábado, novembro 25, 2006

bond, o sacana do bond...


fui, hoje, ao cinema.
ver o novo bond e dizer de minha justiça.
sem querer parecer um crítico de cinema, odiei.
o filme não está enquadrado e o daniel craig, apesar de lhe querer dar o benefício da dúvida, é uma porcaria como 007.
"olha mais um dos saudosistas" dirão alguns. não é bem verdade, apesar de preferir os clássicos.
o meu problema é com o enquadramento do filme. ele torna-se um "00". tudo bem, não se ia fazer um filme retro, mas há coisas que não se podem deixar passar. nomeadamente, não sei se alguém alguma vez reparou mas, o primeiro m era um homem, james bond é um homem sarcástico. tipo, talvez fosse bom que daniel craig dissesse alguma piada no filme. quer dizer, já era bom que falasse, de vez em quando.
mas tudo bem, o filme é uma merda e só vai ser apreciado por quem não conhece o verdadeiro bond.
contudo, agora afastando-me um pouco da péssima escolha do actor, do enredo e deste filme em geral, há algo na personagem de bond que cativa toda a gente. bem, toda a gente, não. mas, seguramente, cativa todos os homens.
é porque, de facto, todos nós queríamos ser como ele: um gajo bem parecido, com fundos sempre à sua disposição, os melhores carros, as melhores mulheres e, sempre que estivesse farto do engate, lá se matava alguém e se salvava o mundo de novo.
parece ser uma vida divertida, esta de mistério, perigo e classe, muita classe.
mas, apesar de todas estas caracteristcas de bond que fazem inveja a todos os homens, existe uma qualidade que nos faz ficar ainda mais vermelhos: é que ele faz tudo isso e deixa-nos a ideia de que é fácil.
"bond, james bond", vodka-martini, conhece o mau da fita, vai atrás do mau da fita, come a mulher do mau da fita, come a míuda gira que até é a boazinha da fita, mata o mau da fita, volta a petiscar, a boa e a má, e vai para casa descansar um bocadinho antes de ir para o engate.
é esta facilidade que chateia os homens. afinal de contas, até podemos engatar uma míuda jeitosa e "get lucky tonight", mas não acontece todos os dias. até podemos sacar uma mulher casada, mas quais são as probabilidades de sacar a mulher casada com um todo-poderoso senhorcom um plano para se apoderar do mundo? pois é, não é assim tão fácil como parece.
bem, até é, mas para o bond porque nós não temos essa sorte.
de facto, começo a ver porque é que esta personagem é tão queridapelos homens: porque nos permite sonhar com uma vida mais excitante que a nossa,com perigo, sem ligações fortes, sem ter que telefonar no dia seguinte.
bond é bond e nós não somos bond. gostaríamos de ser, mas não somos.
talvez seja melhor assim, não sei. fica ao vosso critério.

sábado, novembro 11, 2006


há coisas que acabámos or nunca dizer. às vezes acontece porue jánão há tempo, outras porque não se inserem no contexto, outras porque, simplemente, não nos quiseram ouvir.

o problema com estas situações é que continuamos com vontade de as dizer, por muito descabidas que possam parecer se as dissermos quando já não alem a pena.

ocorre-me uma situação para dar de exemplo: acaba-se uma relação, as comadres chateiam-se, dizem tud aquilo quepode magoar a outra parte, mas não dizem nada acerca daquela situação que, por parecer pequena, na altura, nem era digna de se suscitar.

depois, as pessoas andam para a frente, cicatrizam as feridas e voltam a ser felizes, ou tentam, ao menos.

espero que os meus leitores não pensem que este post é uma confissão de arrependimento por não poder voltar atrás. não é nada disso que se trata. o facto é que, apesar das pessoas seguirem em frente, de tentarem, ou conseguirem ser felizes, há-de haver sempre algo que lhes lembre daquela outra pessoa. não digo que isso seja mau. afinal de contas, se estivemos com alguém, então, fizémo-lo porque essa pessoa era, a nosso ver, especial e é natural que nos deixe lembranças, recordações de momentos bons e momntos maus. se não deixasse, isso sim, seria muito preocupante.

assim, chegamos à conclusão que é bom ter sempre essas recordações conosco, quantomais não seja, para não voltarmos a fazer os mesmos erros do passado.

o grande problema é quando temos, na mente, a recordação daquilo que sempre quizemos dizer, mas não chegamos a ter essa oportunidade de poder expôr tudo aquilo que nos estava a incomodar. é mau pois, cada vez que nos lembramos dessa pessoa, aprimeira, e às vezes, única coisa que nos vem à cabeça, é aquele pequeno assunto que não tinha sentido nenhum, aquele pequeno defeito que tanto nos saltava à vista, mas parecia não existir para os outros.

eu confesso que tenho alguma coisa para dizer e isso está a dar comigo em doido. muito provavelmente, toda a gente que estiver a ler este medíocre texto estará a pensar "o que raio tem este palerma para dizer?", "que coisa tão grave é que ele precisa de contar para dormir descansado?" ou ainda "mas que merda é esta? disseram-me que este blog era giro e diferente. este gajo devia estar internado na ala de psiquiatria...". bem, de facto, até nem é nada de importante. ninguém vai morrer por causa disto nem retirar uma grande lição de moral.

trata-se, simplesmente, de uma coisa que eu ando para dizer há uns bons dois anos e agora, vou dizê-lo, por muito deslocado darealidade que possa parecer, mesmo ao destinat´rio dessa declaração.

antes disso, convido, desde já, os meus leitores e todos aqueles que se encontrarem numa situação análoga à minha, que usem a caixa dos comments para deixar uma mensagem a todos aqueles que também vos deram uma dor de cabeça deste tipo.

então, para finalizar, aqui vai:

se estiveres a ler isto, saberás, concerteza, que é para ti (dessa forma, escuso de colocar nomes e invadir a esfera privada da pessoa). menti-te,dede aquela noite no bairro alto. na verdade, EU SEMPRE ODIEI AQUELAS TUAS BOTAS COR-DE-ROSA.

UFF, que alívio.