segunda-feira, setembro 24, 2007

"no more mr. nice guy"

sinceramente, já estou um pouco farto dos queixume dos outros.
sinceramente, já estou um pouco farto de ser o apoio que todos procuram.
sinceramente, já é altura de pensar em mim.
sim, eu sei que me estou a tornar, vá, num cabrão.
então e depois?
até parece que sou o único.
já me fartei de me sacrificar pelo sofrimento alheio.
já me fartei de fazer as coisas em prol dos outros.
então e eu?
ah, pois é...

noutros tempos, as coisas não seriam assim, mas as coisas mudam.
já dizia o outro:
"mudam-se os tempos,
mudam-se as vontades...." ou uma qualquer merda parecida com isto.

de facto, mudei.
de facto, estou diferente.
de facto, posso até chocar aqueles que não o esperavam.
contudo, não me choca a mim e, afinal de contas, não é isso que interessa?

estou diferente.
estou mais insensivel.estou mais cabrão.

talvez seja este o verdadeiro renascer da fénix.
talvéz seja só uma fase, como quando cortamos o cabelo, ou algo do género, mas não é assim que o sinto.

é bom?
é mau?
é-me indiferente.

contudo, uma coisa é certa:
citando as palavras de alice cooper, ""no more mr. nice guy".

quarta-feira, setembro 19, 2007

"Um mundo para construir..."


a inércia das pessoas irrita-me.

não me irrita quando a pessoa quer, ou precisa de, fazer algo e não faz porque não pode.

mas irrita-me quando o ser humano não age por pura preguiça, por não lhe apetecer, ou, simplesmente, porque não quer.

se nós sabemos que há algo para ser feito, então, fazemos.

não devemos ficar à espera que aconteça por si, para o bem ou para o mal.

teremos nós medo de descobrir?

e depois? mais vale saber do que morrer na ignorancia.

não quero entrar num post de frases feitas, mas, uma vez, houve alguém que me chamou a atenção para um ponto de vista.

disse-me ela que "se temos uma vida para viver, é porque temos um mundo para construir."

talvez na altura não me tenha feito grande espécie, mas agora que penso nessas palavras, agora, sei que estão correctas, que são sábias e que devem ser seguidas de forma quase cega.

não podemos ficar à espera que as coisas aconteçam.

temos que fazer as coisas por nós. mesmo que isso signifique que podemos sofrer mais cedo do que queremos.

é que também esse sofrimento faz parte da nossa vida.

por isso, vamos vivê-la, vamos senti-la.

não a vamos desperdiçar, não vamos ficar sentados a assistir a um espectáculo que podia ser nosso.

"se temos uma vida para viver, é porque temos um mundo para construir".

levantem esses cus do sofá e comecem o trabalho.

a tempestade


gostei da chuva de hoje.

quer dizer, não gostei da chuva em si, que de tanta que era, quase me fazia resvalar da auto-estrada.

mas apreciei o momento.

apreciei o facto de estar a conduzir enquanto o horizonte, em minha frente, se tornava cinzento escuro, quase preto, e não se distinguir onde começava o céu, ou acabava a terra.

e a chuva continuou a cair, até ao momento em que conduziamos cegos, sem ver nada à frente.

se repararem, ou pouco como acontece com a nossa própria vida.

de facto, até podemos saber onde, na vida, queremos chegar.

até podemos saber como lá chegar, mas nenhum de nós controla a "metereologia" que encontramos pelo caminho.

de facto, em todas as alturas do nosso caminho, encontramos uma tempestade que nos turva a vista.

a diferença para com os outros é que uns conseguem ultrapassar essa tempestade na vida. outros não.

a forma como lidamos com essa tempestade varia de pessoa para pessoa.

a forma como fugimos, ou a enfrentamos, a nós diz respeito.

afinal de contas, somo s livres.

afinal, ninguém manda em nós.somos espíritos livres.

não nos encurralem.

terça-feira, setembro 18, 2007

sinto-me velho e, contudo,
rodeado de juventude.
eles chegam,
cheios de ambições, sonhos e alegrias
e só estou lá eu para os receber.
eu, o fruto de uma outra era, o resquício de um passado que, embora não seja longinquo, já não faz parte do seu presente.
eles vem com sonhos para serem destruídos.
vem com esperanças que vão desaparecer.
tenho pena deles, ou tenho pena de mim.
não sei.
o que é pior,ter sonhos que desaparecem, ou os sonhos já terem desaparecido?

quinta-feira, setembro 13, 2007

Dedicado a ti! Sim, a ti...

Dedico este post a uma pessoa muito querida para mim.
na verdade, eu avisei-a que o ia fazer e ela ameaçou-me de porrada, mas como eu faço o que eu quero...
por motivos obvios, não vou revelar o seu nome. provavelmente, tambem não a conhecem, mas deviam conhecer.
antes de mais, porque é sempre bom conhecer pessoas novas. depois, porque é sempre muito bom quando se conhece esta pessoa(estás a ver? nem tudo o que escrevo ofende os outros...).
é uma pessoa que está sempre a dizer que eu sou, e cito, "um grande chato".
não sei se quando o diz é com um certo sentido carinhoso por trás, ou não. eu gosto de ir pensando que sim.
mas ela tem razão. eu consigo mesmo ser um grande chato, e ela que o diga pois é raro ter um momento de sossego quando estou perto dela. não é que o faça por mal, mas dá-me para estas coisas e, pensando bem, ela até tem razão nas coisas que me diz.
por exemplo, um simples tema, que não vou discutir aqui mas posso assegurar que é perfeitamente banal, tem sido tema de discussão nossa há, vá, três meses?
eu faço-lhe aquela simples pergunta, e tu nunca me respondes. na verdade, dizes que "depois vejo", mas nunca chega o "depois".
por isso, insisto.
ainda hoje lhe telefonei e fiz a pergunta da praxe, e mais uma vez,ela deixou-me pendurado.
sempre a mesma coisa. talvez por isso isto se esteja a tornar mais num desporto do que numa simples curiosidade.
mas uma coisa também te digo, menina M..., apesar de me chamares chato e teimoso, isso também se deve ao facto de também o seres. caso contrário, também já me tinhas respondido há, vá, não dogo há três meses atrás, mas sendo constantemente bombardeada com o mesmo assunto, pelo menos, há um mesito, não achas?
de facto, é assim esta pessoa. o seu maior defeito e a sua maior qualidade são exactamente a mesma coisa: é teimosa como uma mula. se calhar, é mesmo tão teimosa como eu.
aquilo que quer fazer, faz.
aquilo que não quer fazer, boa sorte se a conseguirem convencer.
faz o que quer e o que bem entende sem se preocupar com o que os outros dizem , ou deixam de dizer.
na verdade, é isso que admiro nela: essa auto-confiança que a muitos faz, ou se ñão faz devia fazer, inveja.
não digo que, neste ponto, seja tudo bom, mas é impossível não admirar, não apreciar, não gostar de uma pessoa assim.
tem muitos defeitos, é verdade.
tem algumas qualidades...cof cof... (desculpa, estou um pouco para o rouco...),
mas é por esta que se torna um desafio conviver com ela, e é por essa que também se torna tão gratificante.
a piada de eu estar a escrever este humilde texto, é que ele segue na sequência desta pessoa não me responder à minha pergunta.
a chatice é que, depois de ler isto, e eu sei que ela também faz parte do meu adorado público, muito menos me vai contar.
o mais provável é que me telefone a dizer que, efectivamente, eu sou um garnde estúpido, teimoso e um íncrivel chato.
posso-te adiantar que já estou preparado para isso.
se não o fizer, não será a pessoa teimosa que eu pensava conhecer.
de qualquer forma, aqui fica o meu pequeno tributo para essa menina que tantas dores de cabeça consegue dar, quando quer.
não obstante, espero que gostes.
Beijo e boa sorte para o exame de amanhã. @»-

Quem é que nunca se sentiu assim?

When I'm looking in your eyes
Everything seems to fade away
After all these years we had do I know you now
Have I trusted blindly in your love, too many times
You said: "hey, my love, I'm sorry but we can't go on 'cause
I'm in love with someone else"
Tell me, what do you want me to say
When you treat me this way
Oh, I love you, maybe
And I hope it goes away
Oh, how I want you daily
I know it's gonna stay
You are so self satisfied
Always ready for a ride
Double crossing, lousy cheat, love you anyway
You have warm and tender devils soul, you are so low
I can hear you say:
"I'm sorry, should we still go on,
I'm not in love with that someone else"
Tell me, what do you want me to say
When you treat me this way
Oh I love you, maybe?
And I hope it goes away
Oh, how I want you daily
I have found the whore in you
Why can't I tell you no
Time will show, the last word is for me
If you fail to see the problem we have, one room full of walls
Jar of love isn't dry until the last drop falls
The moment I will step aside, you're ready for another ride
Walking in the cool night air without underwear
You have red light burning in your soul,
I've seen the glow
In every dream
I have I say: "I'm not in love with you"
But every day I say I do
You have messed with my head so many times
Forced me to love you
Now that...
I have found the whore in you
Why Can't I tell you no
Time will show, the last word is for me
If you fail to see the problem we have, one room full of walls
I will try until the last drop falls...

segunda-feira, setembro 03, 2007


para ela...

quarta-feira, julho 25, 2007


nunca o meu nome junto a um número tinha feito tanto sentido.

nunca, numa situação destas, me tinha sentido com uma energia tão forte.

consegui. cumpri aquilo que me tinha imposto a mim mesmo e, acima de tudo, não desiludi aqueles que depositaram a sua confiança em mim.

foi aí que não me apeteceu festejar. pelo menos, festejar da forma que sempre faço.

meti-me no carro e meti-me na auto-estrada. eram 400 kms, estava cansado, ainda não tinha comido nada, mas isso não me demoveu. fiz-me à estrada com o desejo de aproveitar o pouco tempo que tenho, com o desejo de abraçar a família, de ver os amigos e de, acima de tudo, voltar a ver a minha terra, voltar às minhas origens, sentir-me integrado, de novo.

o cansaço era grande, mas também o era a vontade de ver a terra que me criou.

admito que o carro voou e nem o medo das multas me demoveu. eu ia continuar até chegar pois tinha que festejar.

não era apenas um festejo comum.

era o festejo que nunca tinha sentido na vida. era a sensação de dever cumprido. o sentimento que alcancei todos os meus objectivos.

era esse sentimento que me movia, assim como era ele que me trazia uma sensação estranha. não era aquilo o fim. é apenas o começo de algo muito maior. é o surgir de novos objectivos. é o nascer de novas ambições.

contudo, era um sentimento tão forte que não me deixava pensar direito. era um sentimento que me pôs a chorar.

não eram lágrimas de dor, não eram lágrimas de trsiteza,mas eram as minhas lágrimas de vitória. as minhas lágrimas de contentamento. as minhas lágrimas de querer mais.

foi com essas lágrimas que esqueci, por momentos, todos os outros e que me fizeram olhar só para mim.

estava feliz. estava, não. estou feliz.

feliz pelo que atingi e, sobretudo, por tudo aquilo que ainda vou vou alcançar.

não obstante, ainda não estar nada acabado. na verdade, ainda mal começou, mas, mesmo assim, só um pensamento me acompanhou durante esses 400 kms:

"EU CONSEGUI."

segunda-feira, julho 23, 2007

Resposta ao Blog Ipsis Verbis

Cinco livros que me marcaram.

1º- " O Amor é fodido" de Miguel Esteves Cardoso.
Li-o numa altura em que me fez perfeito sentido e captou-me desde as primeiras linhas pois me identifiquei logo com a frustração do eu lírico. "Quem me dera que ainda estivesses viva. Apenas o tempo suficiente para te matar.

2º- "O maçon de Viena" de José Braga Gonçalves. Muito fiquei eu a pensar nas maquinações que se encontravam por detrás da reconstrução da Velha Lisboa. Ainda por cima, à altura em que o li, morava na Baixa Pombalina.

3º- "Apocalipse Nau" de Rui Zink. Por ser o fim anunciado do mundo numa perspectiva de quem, na verdade, o desconhece e, no Fim, nada realmente acontece.

4º- "O Fiel Jardineiro" de John La Carré. por ser uma história de amor intensa que se desenrola, depois, apesar, e acima da morte da mulher que ama. A prova que o amor não é algo instantâneo.

5º- "O evangelho segundo Jesus Cristo" de José Saramago. Por ser polémico e por trazer uma visão diferente dos dogmas que temos como certos.

Passo a desafiar outros cinco:

Meghy, do Blog Ambloguidades.blogspot.com
Muro das Lamentações,do blog palavrasquevoam.blogspot.com
Vera, do blog caliceporpura.logspot.com
bruno, do blog cenasdosamigosdobruno.blogspot.com
momentos, do blog maniadosucesso.blogspot.com

segunda-feira, julho 02, 2007

sem destino...

peguei no carro.
fiz-me à estrada. segui sem destino, sem local para ir. não era o meu objectivo chegar a lado algum, mas afastar-me de onde saí.
segui, segui, ao sabor do vento e ao som de uma qualquer canção. segui sempre, até o carro dar o berro. não fiquei chateado, não gritei. saí do carro e continuei a andar. andei até ao mar, onde entrei sem sequer tirar as calças.
porque o fiz?
não sei. não estava a fugir de nada. não estava a fugir dos meus problemas, não estava a fugir de ninguém. apenas cedi a uma loucura de chegar a lugar algum sem, sequer, pensar se conseguia voltar.
andei até o carro dar o berro. continuei a andar até não haver mais terra para caminhar.
o que tinha na cabeça? nada, com excepção de um vão objectivo de ir, de correr, de sair de um lado sem ter que chegar a outro.
conduzi, andei, nadei sem olhar para trás, sem pensar no passado e, muito menos, sem ver o futuro.
fui eu, no presente, o único tempo que realmente existe, a única altura que realmente importa, o único momento que realmente interessa.
sou doido?
talvez, mas também já fiz coisas "piores".
arrependo-me?
de absolutamente nada.
quis fazê-lo e fiz. sem pensar, sem reflectir, sem planear. simplesmente, fui.
fui livre por momentos. livre de regras, livre de destinos, livre de um passado e de um futuro que mais não existem que não na nossa cabeça.
fui livre de amor, fui livre de sofrimento, fui livre de mim próprio...
e, por momentos, deixei de ser aquilo que esperam de mim, deixei de ser aquilo que eu próprio exijo de mim.
por momentos, fui sem o ser.


ps: o carro está na oficina.

sexta-feira, junho 29, 2007

pequenas coisas...

um sorriso.
uma palavra.
um gesto.
uma companhia.
um abraço.
um beijo.
pequenas coisas.
serão essas pequenas coisas suficientes?
serão essas pequenas coisas o nosso contentamento?
ou será que devo procurar algo mais?
será que devo tentar alcançar uma nova barreira?
será que sei o que estou a fazer?
será que tenho certeza daquillo que sinto?será que tu tens a certeza daquilo que eu sinto?
será que há mesmo certezas?
será que há futuro?
será que temos presente?
será?
ou estarei a imaginar?
será que está tudo na minha cabeça?
ou, será que existe mesmo?

terça-feira, junho 19, 2007

"live free or die trying..."


a rotina mata-nos.

acordar,trabalhar,vegetar, dormir,acordar,trabalhar,vegetar,dormir.

não suporto a rotina. não suporto que aconteça sempre a mesma coisa, não suporto estar sempre preso ao mesmo compromisso.

a rotina acaba por nos matar, sabem?

talvez não mate tão depressa como uma bala e, provavelmente, também é mais lenta que um cancro. mas acreditem, embora o processo seja lento, o desfecho é rapido. acontece num ápice, tal como nos atirar-nos de um prédio abaixo.

a rotina é uma seca, a rotina é uma morte anunciada.

felizmente, é das poucas doenças, sim, eu acho que é uma doença, que tem uma cura quase miagrosa. quer dizer, desde que o "ser" (esta tem direitos de autor, mas não te preocupes que tos pago...) se aperceba que caiu nessa rotina e que queira fazer algo por si.

de facto, há muito boa gente, e alguma má, que cai na rotina sem, sequer se aperceber, e, depois, não consegue sair dessa situação.

criam uma tanta habituação a fazer sempre a mesma coisa, ir sempre aos mesmos sítios, estar sempre com a mesma pessoa que começam a acreditar que já se trata de amor.

na verdade, essa habituação não traz a felicidade ou o amor que essas pessoas pensam ter. apenas cria uma ilusão de que é o que se passa pois quando tomam consciência, se é que algum dia a vão tomar, que já não conhecem mais nada.

aí é que o ciclo vicioso estraga tudo. deixamos de ser (erróneamente) felizes, para nos tornarmos mártires de uma causa que nos toma a vida como baixas em combate, mas sem o sangue. esse já o perdemos a pensar que estavamos a viver.

dou-vos um conselho: fujam à rotina, sejam imprevisiveis e tornem-se pessoas diferentes, quiçá mesmo, felizes.

não custa muito. de facto, nem é preciso dinheiro para fugir à rotina. só precisamos de ter consciencia que "parar é morrer", que cair na rotina é cair num poço sem saída.

depois, só precisam da vontade de cometer uma loucura, de fugir de uma rotina que nos aniquila e apaixonar-mo-nos. apaixonar-mo-nos pela vida, por aquela pessoa especial que nos espera, quiçá, apaixonar-mo-nos por nós próprios, na falta de melhor termo.

saiam à rua, vejam o sol, vejam a lua, dancem à chuva, peguem no carro e guiem sem destino até ficarem sem gasolina e, depois, peçam boleia sem destino.

sejam imprevísiveis, sejam apaixonados, mas não se deixem matar por uma rotina que nos engana.

é que, um dia, no futuro, vamos olhar para trás. nessa altura,vão lembra-se de levar aquela vida enfadonha, rotineira, ao lado de alguém que pensamos gostar ou, antes, vão lembra-se que correram riscos, aterraram no mundo e transformaram-no na vossa ostra, que arriscaram sair da casca e alcançaram o sucesso e, mesmo que não o tenham alcançado, ao menos, tem aquela satisfação, aquele sorriso porque morreram a perseguir esse objectivo?

a escolha é vossa. eu já fiz a minha.

quarta-feira, junho 06, 2007

O MEDO...

há umas horas atrás, conversava com uma amiga. uma daquelas conversas sem grande sentido, maioritariamente para avacalhar, mas, no meio da conversa, surgiu um tema que me inquieta:"onde estaremos, daqui a 10 anos?"
sei que toda a gente acaba por se interrogar com questões destas, de uma forma, ou de outra.
aparecem num minuto e desaparecem no outro. no fundo, não lhes damos muita importância. porquê? bem, por um lado, porque se as nossas expectativas de sucesso no trabalho, no amor e na vida acabam por nos pôr com um sorriso na cara, no minuto seguinte, acabamos por perceber que isso, muito provavelmente, não passa de uma fantasia.
depois, começamos a interrogar-nos sobre se vai ser mesmo assim, ou, antes, se não vamos acabar na miséria, sozinhos e infelizes.
penso que isto seja normal, mas assusta-nos. quanto mais não seja, porque todos esperamos encontar o sucesso, fazer as escolhas certas e ser felizes, mas o ser humano é, por natureza, medroso, não gosta de arriscar e, dessa forma, é muito mais provavel que encontremos a vida mediana que não queremos.
temos medo disso. temos medo de falhar e, provavelmente, vamos acabar por falhar devido a esse medo.
o medo é uma coisa terrivel e é o que acaba por nos prender a uma realidade na qual não queremos viver.
é esse medo que nos leva a fazer a segunda melhor escolha, se é que isso existe.
é esse medo que nos prende a um chão poeirento e não nos permite voar mais alto.
é esse medo que não nos deixa arriscar em algo novo, por muito melhor que seja, porque não gostamos de sofrer desilusões, ou sequer, pensar que as podemos ter.
contudo, não lhe podemos chamar medo. a sociedade de coninhas que não arriscam não nos deixa. pensam que "conformismo" é uma palavra muito mais bonita.
como estão eles enganados.
o conformismo é a mesma coisa que o medo e é esse medo que nos leva a não alcançar os nossos sonhos.
basicamente, o meu ponto de hoje é muito simples: ARRISQUEM, NÃO TENHAM MEDO, E PODE SER QUE ALCANÇAM ALGO MUITO MELHOR.

sábado, junho 02, 2007

sinto...


sinto-me distante, inquieto, nervoso e preocupado com aquilo que sinto que não devo.

não sei porque é que me sinto assim. na verdade, se calhar, até sei, mas não percebo.

a minha vida não é má de todo. não tenho tudo o que quero mas, como diz o outro, "também não sou uma pessoa de posses".

contudo, não se justifica que ande a desperdiçar a minha vida, a ter ideias que não vingam e projectos que não levantam.

sinto-me cansado de ter algo na cabeça.

sinto-me farto de não conseguir ser feliz.

sinto-me sem forças por não estar nas minhas capacidades.

sinto os meus amigos a desvanecer e sinto-me a desaparecer da vista deles.

não por culpa deles, mas porque me estou a transformar.

sinto-me alguém que não sou.

sinto-me alguém de quem não gostaria, mas não tenho remorsos, não tenho emoções.

sinto-me, cada vez mais, como uma máquina.

mas não consigo sentir que isso seja mau.

não consigo sentir a alegria dos outros e sinto a paz com as suas agonias.

o que se passa comigo?

como é que eu paro isto?

como é que volto a ser quem era?

mas será que quero voltar a antigamente?

será que quero voltar a ser tolo?

será que quero voltar ao sofredor silencioso?

não sei. nem sei se quero saber.

sou um novo eu.

alguém mais confiante.

alguém mais perigoso.

alguém mais capaz.

não sei.

quero ter paz, mas será que, realmente a quero?

será que quero o que os outros querem?

ou será que quero o que mais ninguém pode ter?

não sei, e calculo que vocês também não...

sexta-feira, maio 25, 2007

"ai que tenho problemas"

ter problemas não serve de desculpa.

às vezes, as pessoas, a maioria delas, fazem coisas pouco sociais, não respeitam, passam à frente de uma fila de gente que espera.

às vezes, dão a desculpa de estarem com problemas, da vida delas "ser uma merda", de serem umas desgraçadas.

não sei bem porquê, não me interessa. "com os problemas dos outros, posso eu bem..." já diz o povo. e tenho que admitir, o povo está certo: todos nós temos problemas, todos nós temos que os enfrentar, ou viver com eles. caso todos dessemos uma desculpa de "ai que tenho problemas, a minha vida é uma merda, não sou feliz, ai que ninguém me curte...". meus amigos, e amigas, se a vossa vida é assim tão má, pá, matem-se, acabem com ela.

agora, não me venham dar a desculpa da vida ser uma merda para passar à frente de uma fila e ser cínico com aqueles que, de facto, respeitam.

eu sei, não é típico de mim andar a dar lições acerca de normas do trato social.

de facto, não é.

mas a resposta a isso é simples: egoísta como todos somos, não me interessa que não respeitem as filas, as regras de trânsito, a merda de um lugar no cinema. não admito é que me prejudiquem a mim por causa disso.

todos temos problemas e, sinceramente, estou-me a cagar para isso. é-me indiferente que tenham problemas, ou não. eu também os tenho e nem por isso ando a desrespeitar os outros.

mas, por acaso, é engraçado, com merdas como estas, ainda começo a pensar que ter problemas, pode ser a melhor coisa que acontece a uma caramelo. "ai que tenho problemas, vou passar à frente dos outros..." pá, os vossos problemas não me interessam e não se venham fazer de vítimas. se calhar os problemas não são o sinal de a nossa vida ser "uma merda". podem ser Karma, pode ser o destino a trazer até nós a merda que fizémos aos outros.

assim, se a vossa vida é assim tão má, bem, só vos posso dizer uma coisa: vocês não são obrigados a estar vivos.

segunda-feira, maio 14, 2007

fracture


este fim-de-semana fui ao cinema.

como podem adivinhar pelo título, fui ver o "fracture" , com sir anthony hopkins.

sinceramente, adorei o filme. melhor, adorei o enredo, melhor ainda, adorei a trama.

é daqueles filmes que nos prendem à cadeira porque mal acreditamos no que está a acontecer.

já era um grande fã de sir anthony hopkins, especialmente, pela inteligência da personagem "Hannibal". aqui, mais do que a sua inteligência, admiro o seu calculismo, o faco de balear a sangue frio, provocando-lhe morte cerebral, servir-se do amante dela para se ilibar e, depois, simplesmente, desligar-lhe a ficha cometendo homicidio qualificado perfeitamente lícito. admitamos, é brilhante.

na verdade, podemos dizer que todos somos um pouco calculistas.

que venha alguém dizer que não tem um plano qualquer para chegar a lado algum, que eu digo-lhe que é um mentiroso.

todos temos um plano, seja para ter sucesso, seja para controlar as massas, seja para cometermos o homicidio "licito". todos temos um plano, uma agenda que tencionamos cumprir.

não quero com isto dizer que todos o conseguimos. a maioria dos planos acaba por não se concretizar , ou por falta de coragem, ou, simplesmente, porque não somos tão bons como gostariamos de ser.

independentemente disso, todos queremos algo e já visionamos, na nossa cabeça, como o fazer.

agora, se o vamos fazer...

será medo? falta de coragem? respeito pelo próximo?

aqui, já todas as desculpas servem.

contudo, quer-me parecer que só não o pomos em marcha porque, na verdade, não somos assim tão bons...

const3.blogspot.com

Convido-vos a visitar.
não é nada de especial mas, uma vez que tinha que fazer um trabalho, mais vale deixá-lo à vista de todos do que apenas à consideração do assistente.

sábado, abril 28, 2007

Resposta ao desafio do blog ipsisverbis.blogspot.com

7 coisas que faço bem (ou que tento fazer bem):
- ouvir
-beber
-o nó da gravata
-divagar
-fugir de compromissos
-arranjar sarilhos
-encomendar comida

7 coisas que não faço (ou não sei fazer):
-ser cínico
-passar camisas a ferro
-exercício
-seguir uma linha pré-definida
-abstrair-me dos problemas dos outros
-esquecer-me das responsabilidades
-fazer o jantar

7 coisas que me atrem no sexo oposto:
-o desafio
-a personalidade
-o sorriso
-o traseiro
-a frente
-a "putice"
-o saber cozinhar

7 coisas que digo frequentemente:
-"coiso..."
-"fodasse..."
-"pó caralho..."
-"isso é fixe..."
-"quer dizer..."
-"podia ser pior..."
-"podes contar comigo..."

7 actores ou actrizes:
-sean connery
-pierce brosnan
-anthony hopkins
-marcia cross
-angelina jolie
-jodie foster
-monica bellucci

Desafiar outros 7:
-delirantementefeliz.blogspot.com
-palavrasquevoam.blogspot.com
-maniadosucesso.blogspot.com
-kemoalquimista.blogspot.com
-www.gatofedorento.blogspot.com
-jumpkid.blogspot.com
-barvelho.blospot.com

quinta-feira, abril 26, 2007

inside

há coisas que são complicadas de tirar da cabeça.
há coisas que são difíceis de tirar da cabeça.
há coisas que são impossíveis de tirar da cabeça.
por muito que se tente, estão sempre lá. não digo que para nos atormentar, mas a marcar uma presença que se pode tornar incómoda.
porque não saem da cabeça? não sei bem. às vezes, porque são fortes, porque teimam em não ir embora, porque continuam a existir, mesmo que sejam apenas uma voz baixa e rouca que continuamos a ouvir.
outras, pelo simples facto de não querermos que se vão embora, porque insistimos para que se mantenham conosco.
são essas que mais me assustam.
afinal de contas, se algo não se vai embora porque não vai, ultrapassa o nosso poder. não podemos fazer nada, não podemos lutar.
agora, se não partem porque não conseguimos lutar contra elas, porque insistimos para que continuem aqui, conosco, dentro de nós, então, estamos perante uma grave situação.
se, nas primeiras, temos que nos resignar, nas segundas, entramos em conflito conosco.
sabemos que têm de se ir embora, mas não deixamos. não queremos deixar, não podemos deixar.
mas se isso nos faz mal, porque o fazemos? fácil, pelo medo do vazio, pelo medo de não haver nada que prencha aquele espaço, pelo medo que aquilo, afinal, não seja assim tão mau.
acontece a todos, numa, ou noutra altura e é isso que nos corrói, que nos corrompe, que nos vence. não essas coisas que não vão embora, mas nós próprios.
é essa a nossa grande luta: a luta interior do homem contra esse próprio homem.
e é, provávelmente, a luta mais perigosa que alguma vez vamos travar. afinal de contas, como posso eu lutar comigo próprio e vencer?

segunda-feira, abril 23, 2007

e assim foram quatro anos...
foi a minha relação mais longa com o que quer que fosse. nem numa casa consegui aguntar tanto tempo...
quatro anos é muito tempo. já estava habituado, já não era novidade.
"mas porquê mudar?". bem, para melhor, muda-se sempre, como diz o outro, "mas tu não mudaste para melhor", dizem muitos. " a idade não te faz confusão?" perguntam sempre.
bem, na verdade, a idade nunca tem grande coisa
a ver.
quando se quer algo, não é a idade o motivo nos demove. talvez o sentimento de mdo de ficar "apeado no meio da estrada", mas não a idade.