e se a estrada tem buracos? e se o terreno é ingreme? e se as pedras são demasiado grandes?
não interessa. venha o que vier.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
quinta-feira, janeiro 22, 2009
the bad movie of my life...
gosto de ir ao cinema.
gosto de me sentar numa sala escura e, por duas horas, abstrair-me do mundo à minha volta, talvez sonhando um bocadinho que sou eu o agente secreto, ou o homem de negócios que largou tudo por amor...
é claro que, como qualquer pessoa que vá com frequencia ao cinema (embora nos dias que correm a frequencia já não seja assim tanta...)me deparo com muito bons e muito maus filmes.
curiosamente, dos muito maus filmes, tenho uma tendencia a esquecer.
podem falar do filme e até me pode vir à memoria qualquer coisa sobre o assunto, mas não me recordo realmente do filme.
por exemplo, há um filme de uma miuda que se apaixona por um sujeito mais novo cuja a mãe era a psiquiatra da... miuda.
não me recordo do nome do filme, não me recordo do elenco, nem me recordo quando e onde o vi.
de facto, com excepção das linhas supra, a única coisa que me lembro do filme é que adormeci. e olhem que eu sou um sujeito persistente que tenta dar sempre todas as oportunidades possíveis...
por outro lado, há filmes que toda a gente diz que são uma autêntica porcaria, que não presta, que é dinheiro mal gasto e que me vou arrepender de perder duas horas naquela sala.
idiota como todos somos, eu não ligo às criticas e vou ver o filme.
e, de facto, a verdade é que já vi muios filmes que toda a gente dizia que eram maus e gostei, assim como já aconteceu ir ver filmes que toda a gente diz que adora e que tiveram as melhores criticas e, pura e simplesmente, nem dos títulos me lembro.
já lá dizia o outro: "posso não saber de arte, mas eu sei do que gosto".
eu, provavelmente, ainda não sei o que gosto, mas sei que gosto e podem ter a certeza que, daqueles filmesn que toda a gente diz que são maus e que são demasiado comerciais ou, pior, são demasiado intelectuais, ou são, simplesmente, uma porcaria, mas que eu gosto, eu digo abertamente que gosto e defendo o filme.
afinal de contas, o importante é que eu goste e que dê aquele tempo por bem gasto.
eu gosto de ir ao cinema e formar uma opinião por mim próprio e não temo ir ver um mau filme. até pode ser que goste. e, se gostar, não me importa o que os outros dizem. vou comprar o dvd e exibi-lo no móvel da sala e vê-lo quantas vezes me apetecer. afinal de contas, eu gosto
não desisto do que parece ser um mau filme à partida.
com as pessoas também não.
gosto de me sentar numa sala escura e, por duas horas, abstrair-me do mundo à minha volta, talvez sonhando um bocadinho que sou eu o agente secreto, ou o homem de negócios que largou tudo por amor...
é claro que, como qualquer pessoa que vá com frequencia ao cinema (embora nos dias que correm a frequencia já não seja assim tanta...)me deparo com muito bons e muito maus filmes.
curiosamente, dos muito maus filmes, tenho uma tendencia a esquecer.
podem falar do filme e até me pode vir à memoria qualquer coisa sobre o assunto, mas não me recordo realmente do filme.
por exemplo, há um filme de uma miuda que se apaixona por um sujeito mais novo cuja a mãe era a psiquiatra da... miuda.
não me recordo do nome do filme, não me recordo do elenco, nem me recordo quando e onde o vi.
de facto, com excepção das linhas supra, a única coisa que me lembro do filme é que adormeci. e olhem que eu sou um sujeito persistente que tenta dar sempre todas as oportunidades possíveis...
por outro lado, há filmes que toda a gente diz que são uma autêntica porcaria, que não presta, que é dinheiro mal gasto e que me vou arrepender de perder duas horas naquela sala.
idiota como todos somos, eu não ligo às criticas e vou ver o filme.
e, de facto, a verdade é que já vi muios filmes que toda a gente dizia que eram maus e gostei, assim como já aconteceu ir ver filmes que toda a gente diz que adora e que tiveram as melhores criticas e, pura e simplesmente, nem dos títulos me lembro.
já lá dizia o outro: "posso não saber de arte, mas eu sei do que gosto".
eu, provavelmente, ainda não sei o que gosto, mas sei que gosto e podem ter a certeza que, daqueles filmesn que toda a gente diz que são maus e que são demasiado comerciais ou, pior, são demasiado intelectuais, ou são, simplesmente, uma porcaria, mas que eu gosto, eu digo abertamente que gosto e defendo o filme.
afinal de contas, o importante é que eu goste e que dê aquele tempo por bem gasto.
eu gosto de ir ao cinema e formar uma opinião por mim próprio e não temo ir ver um mau filme. até pode ser que goste. e, se gostar, não me importa o que os outros dizem. vou comprar o dvd e exibi-lo no móvel da sala e vê-lo quantas vezes me apetecer. afinal de contas, eu gosto
não desisto do que parece ser um mau filme à partida.
com as pessoas também não.
quarta-feira, janeiro 21, 2009
no trapézio...
odeio os momentos em que estou parado.
fico a pensar na vida e, em consequência de um síndrome bem português, começo a ficar deprimido.
talvez não esteja a acontecer tudo segundo o plano. lá está, as circuntâncias alteram-se e temos de mudar o plano no momento.
valemo-nos, ao menos, da nossa capacidade de adaptação e do facto de o vento lá ir correndo em nosso favor.
odeio estes momentos.
parece que tudo não é mais que uma imagem coberta pela névoa enquanto a vemos do lado de dentro de um qualquer aquário.
talvez seja um discurso péssimista.
talvez seja apenas o facto de eu odiar estes momentos.
os planos alteram-se e, com a mutação das circuntâncias, também nós nos temos de adaptar.
se não podermos fazer A, talvez isso seja a oportunidade para fazer B.
não sei. estou preocupado. de repente, talvez não seja assim tão vantajoso.
a pouco e pouco, sinto-me como se o tapete da minha vida me fugisse debaixo dos pés, a modos que sinto que estou a correr em cima da água.
assim, se nos momentos iniciais, a velocidade me consegue manter à tona, eventualmente o peso vai-me fazer ir ao fundo.
agora que penso bem, a minha vida não é correr na água. sinto-me mais como se estivesse num trapézio sem rede: lá vou fazendo as minhas acrobacias e fazendo brilhar os olhos do público que vê o espetáculo sem sequer respirar.
contudo, sei que é apenas público, alguém que pagou o bilhete para ver o espectáculo, seja ele uma pessoa a fazer as coisas mais maravilhosas e ginasticadas, seja a escorregar e estatelar-se no chão.
o meu problema é que sei que não tenho rede por debaixo dos meus pés e começo a ficar com as mãos suadas.
eventualmente, vou escorregar e, nesse momento, sei que não tenho a minha rede.
é uma adrenalina do caraças. admito que é, mas será a queda um mal-menor desta minha acrobacia?
não sei. só sei que não tenho rede e estou lançado bem no alto do trapézio...
fico a pensar na vida e, em consequência de um síndrome bem português, começo a ficar deprimido.
talvez não esteja a acontecer tudo segundo o plano. lá está, as circuntâncias alteram-se e temos de mudar o plano no momento.
valemo-nos, ao menos, da nossa capacidade de adaptação e do facto de o vento lá ir correndo em nosso favor.
odeio estes momentos.
parece que tudo não é mais que uma imagem coberta pela névoa enquanto a vemos do lado de dentro de um qualquer aquário.
talvez seja um discurso péssimista.
talvez seja apenas o facto de eu odiar estes momentos.
os planos alteram-se e, com a mutação das circuntâncias, também nós nos temos de adaptar.
se não podermos fazer A, talvez isso seja a oportunidade para fazer B.
não sei. estou preocupado. de repente, talvez não seja assim tão vantajoso.
a pouco e pouco, sinto-me como se o tapete da minha vida me fugisse debaixo dos pés, a modos que sinto que estou a correr em cima da água.
assim, se nos momentos iniciais, a velocidade me consegue manter à tona, eventualmente o peso vai-me fazer ir ao fundo.
agora que penso bem, a minha vida não é correr na água. sinto-me mais como se estivesse num trapézio sem rede: lá vou fazendo as minhas acrobacias e fazendo brilhar os olhos do público que vê o espetáculo sem sequer respirar.
contudo, sei que é apenas público, alguém que pagou o bilhete para ver o espectáculo, seja ele uma pessoa a fazer as coisas mais maravilhosas e ginasticadas, seja a escorregar e estatelar-se no chão.
o meu problema é que sei que não tenho rede por debaixo dos meus pés e começo a ficar com as mãos suadas.
eventualmente, vou escorregar e, nesse momento, sei que não tenho a minha rede.
é uma adrenalina do caraças. admito que é, mas será a queda um mal-menor desta minha acrobacia?
não sei. só sei que não tenho rede e estou lançado bem no alto do trapézio...
domingo, janeiro 18, 2009
jogos...
peguei no códi e fiz um pequeno exercício.
não fiquei muito feliz, mas, por outro lado, não está tão mau como estava à espera.
acho que dá. não sei, vamos ver.
quer-me parecer que há movimentações à minha volta.
ainda não as percebi por completo, mas já as notei.
não é nada que eu não esteja à espera, mas chateia-me o não saber "quando".
não interessa. tudo o que acontece acontece por um motivo e quer-me parecer que vou conseguir.
se estiver enganado, pá, fodi-me, e lá terei de rever as minhas previsões. não é nada de vergonhoso. afinal de contas, se até o governo o faz, porque não eu?
mas acho que as minhas contas estão certas. pode ser que me safe.
não sei, mas pode ser.
de qualquer forma, por muito complicado que possa vir a ser, pior do que já é é dificil.
assim, podem fazer as vossas jogadas. tal como num jogo de poker, fazem bem em não revelar a vossa mão, até porque sei o que estãoa pensar.
contudo, é importante que não substimem o adversário. é assim que todos os jogos se perdem.
aqui fica o meu conselho. agora, eu não vou revelar as minhas cartas.
mas lá que vou fazer o meu jogo, isso vou.
de qualquer forma, este mês, chega-me o meu ás de trunfo.
não fiquei muito feliz, mas, por outro lado, não está tão mau como estava à espera.
acho que dá. não sei, vamos ver.
quer-me parecer que há movimentações à minha volta.
ainda não as percebi por completo, mas já as notei.
não é nada que eu não esteja à espera, mas chateia-me o não saber "quando".
não interessa. tudo o que acontece acontece por um motivo e quer-me parecer que vou conseguir.
se estiver enganado, pá, fodi-me, e lá terei de rever as minhas previsões. não é nada de vergonhoso. afinal de contas, se até o governo o faz, porque não eu?
mas acho que as minhas contas estão certas. pode ser que me safe.
não sei, mas pode ser.
de qualquer forma, por muito complicado que possa vir a ser, pior do que já é é dificil.
assim, podem fazer as vossas jogadas. tal como num jogo de poker, fazem bem em não revelar a vossa mão, até porque sei o que estãoa pensar.
contudo, é importante que não substimem o adversário. é assim que todos os jogos se perdem.
aqui fica o meu conselho. agora, eu não vou revelar as minhas cartas.
mas lá que vou fazer o meu jogo, isso vou.
de qualquer forma, este mês, chega-me o meu ás de trunfo.
resquicios de uma noite de sabado...
" - boa noite. o que vão tomar?
- boa noite. queria uma imperial e um cinzeiro, se faz favor.
mas olhe, não era suposto estar a decorrer um concerto de
bossa-nova?
- era, mas um dos músicos está gripado e tivemos de cancelar. daqui a alguns momentos, começa uma sessão de jazz nesta sala.
- hmm, parece-me bem. então olhe, traga-me, antes um gin tónico e o anti-cristo..."
- boa noite. queria uma imperial e um cinzeiro, se faz favor.
mas olhe, não era suposto estar a decorrer um concerto de
bossa-nova?
- era, mas um dos músicos está gripado e tivemos de cancelar. daqui a alguns momentos, começa uma sessão de jazz nesta sala.
- hmm, parece-me bem. então olhe, traga-me, antes um gin tónico e o anti-cristo..."
quinta-feira, janeiro 15, 2009
mercado imobiliário

ultimamente, tenho andado a ver bastantes anúncios de habitação.
não sei se é por estar completamente farto de partilhar a casa com uma espécie de sanguessuga, se simplesmente, começo a achar que talvez esteja a chegar a altura de ter o meu próprio buraco onde sou rei e senhor.
por outro lado, e apesar de ainda não reunir as condições mínimas para proceder à compra de uma casa, é sobretudo, esse o negócio que tenho andado a pesquisar.
também não sei bem se, por um sentimento de "mais vale prevenir do que remediar" ou talvez um leve desejo de constituir família, a minha pesquisa tem-se focado, maioriatariamente na tipologia T3.
ora, nestas pesquisas, uma pessoa encontra de tudo um pouco.
Encontramos desde autênticos palacetes principescamente construídos e equipados, com todas as mordomias e indispensável garagem para os meninos a preços realmente exorbitantes, às barracas mais manhosas e a cair aos pedaços que um tostão consegue comprar.
Relativamente a estas segundas, não pude deixar de reparar que os T3 mais manhosos, normalmente com a descrição "a precisar de melhoramentos", ou "para remodelar" ou, ainda, "grande potencial para melhoramentos".
Basicamente, e tendo em conta esta descrição e as fotos que nos são apresentadas, só podemos, devemos, e na verdade é o que se sucede, estamos a falar de autênticas espeluncas onde teríamos nojo de bater à porta, quanto mais morar lá.
ainda falando desta espécie de habitação em análise, não pude deixar de reparar que, nestas espeluncas às quais é atribuído pelos vendedores "um enorme potencial de melhoração" (pudera...), acabamos por ter sempre mais uma pequena nota: "ideal para estudantes".
é aqui que a porca torce um bocadinho o rabo e uma pessoa fica extremamente estupecfacta.
é-nos apresentada uma casa com paredes já se tinta, com soalo em madeira podre cheia de buracos, térmitas e caruncho onde quase nem um sem-abrigo gostaría de ficar.
o dono quer-se livrar daquela merda, vendendo ou arrendando, sem se querer preocupar com a autêntica fortuna que teria que gastar para transformar aquele sítio numa espécie de habitação mínimamente digna ( que, a propósito, não se vai traduzir em desconto algum na hora de pagar a renda ou o montante da compra-e-venda) e quer fazer uns trocos. então acrescenta uma notinha a dizer que a casa é "ideal para estudantes".
agora, pensem comigo. será que os jovens estudantes de agora são uma espécie assim com tão poucos padrões de exigência que não se importam de morar numa situação nada digna e mesmo perigosa?
ou será que é muita filha-da-putice desses proprietários tentarem aproveitar-se da inexperiência das pessoas que têm de abandonar o sítio onde nasceram para vir estudar de forma a conseguirem garantir, ou tentar, um futuro mais digno?
dado que, eu próprio, já fui um dos destinatários desses anúncios, enoja-me um bocado e, na verdade, em cinco anos de estudante, consegui morar em cinco casas, mas fugi sempre das supostas casas "ideais para estudantes".
é que, por muito que a casa seja "ideal para estudantes", se calhar os estudantes até podem responder o anúncio, mas, senhores proprietários, já repararm que os estudantes, apesar das borgas, bebedeiras e afins, ainda tem aqueles cinco sentidos que os alertam que aquilo é casa ideal, mas para o caruncho?
quarta-feira, janeiro 14, 2009
"isto, aquilo, mais isto e mais aquilo."
"eu sou isto e vai acontecer isto e mais isto e provavelmente vamos fazer isto e vai-te acontecer isto".
"é melhor não por causa disto e daquilo e mais disto e daquilo", afinal de contas "eu sou isto e aquilo e mais isto e mais aquilo e estou isto e mais aquilo e isso vai fazer com que tudo isto e mais aquilo".
"não por causa disto e mais daquilo e sei que tu isto e mais aquilo e mais isto"
então e depois?
se acontecer isto e mais aquilo é um risco que temos de tomar.
quem sabe se, em vez de acontecer isto e mais aquilo e eu ficar isto e mais aquilo e tu ficares isto em mais aquilo, não pode acontecer algo perfeitamente diferente disto e daquilo que nos tem acontecido?
se não tentarmos isto e mais aquilo, nunca saberemos.
toma uma para ti:
e mais uma para todos aqueles que não perceberem isto e aquilo que eu acabei de escrever...
"eu sou isto e vai acontecer isto e mais isto e provavelmente vamos fazer isto e vai-te acontecer isto".
"é melhor não por causa disto e daquilo e mais disto e daquilo", afinal de contas "eu sou isto e aquilo e mais isto e mais aquilo e estou isto e mais aquilo e isso vai fazer com que tudo isto e mais aquilo".
"não por causa disto e mais daquilo e sei que tu isto e mais aquilo e mais isto"
então e depois?
se acontecer isto e mais aquilo é um risco que temos de tomar.
quem sabe se, em vez de acontecer isto e mais aquilo e eu ficar isto e mais aquilo e tu ficares isto em mais aquilo, não pode acontecer algo perfeitamente diferente disto e daquilo que nos tem acontecido?
se não tentarmos isto e mais aquilo, nunca saberemos.
toma uma para ti:
e mais uma para todos aqueles que não perceberem isto e aquilo que eu acabei de escrever...
domingo, janeiro 11, 2009
Aceitando o desafio de DJ, do blog ipsisverbis, de responder a algumas perguntas com nomes de músicas de alguns grupos, aqui vai:
1. És homem ou mulher?
- "the man song", de sean morey;
2. Descreve-te:
- "number 1", dos scorpions;
3. o que as pessoas pensam de ti:
-"i'm an asshole", de dennis leary;
4. como descreves o teu último relacionamento?
- "life is a rollercoaster" de ronan keating;
5. descreve o estado actual da tua relação:
- "sgt. pepper´s lonely hearts club band", dos beatles;
6. onde querias estar agora:
- "san francisco", de scott mckenzie;
7. o que pensas a respeito do amor?
- "she will be loved", dos maroon 5;
8. como é a tua vida?
- "i'm alive", de tom jones;
9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo?
- "all you need is love", dos beatles;
10. escreve uma frase sábia:
- "always look at the bright side of live", dos monty python.
agora, desafio cinco blogues a responder:
- http://thelifeofbrendon.blogspot.com/
- http://emissoracaoticaportuguesa.blogspot.com/
- http://desejo-a-vida.blogspot.com/
- http://ambloguidades.blogspot.com/
- http://tulipasnegrasdavida.blogspot.com/
1. És homem ou mulher?
- "the man song", de sean morey;
2. Descreve-te:
- "number 1", dos scorpions;
3. o que as pessoas pensam de ti:
-"i'm an asshole", de dennis leary;
4. como descreves o teu último relacionamento?
- "life is a rollercoaster" de ronan keating;
5. descreve o estado actual da tua relação:
- "sgt. pepper´s lonely hearts club band", dos beatles;
6. onde querias estar agora:
- "san francisco", de scott mckenzie;
7. o que pensas a respeito do amor?
- "she will be loved", dos maroon 5;
8. como é a tua vida?
- "i'm alive", de tom jones;
9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo?
- "all you need is love", dos beatles;
10. escreve uma frase sábia:
- "always look at the bright side of live", dos monty python.
agora, desafio cinco blogues a responder:
- http://thelifeofbrendon.blogspot.com/
- http://emissoracaoticaportuguesa.blogspot.com/
- http://desejo-a-vida.blogspot.com/
- http://ambloguidades.blogspot.com/
- http://tulipasnegrasdavida.blogspot.com/
sábado, janeiro 10, 2009
"um dia..."

Lá no trabalho, devo admitir, a não ser que recorramos à nespresso, que o café é, vá, no mínimo, péssimo.
na verdade, é mesmo uma porcaria.
por outro lado, os pacotes de açucar, na verdade, contém um açucar perfeitamente normal sem qualquer tipo de adição que nos aumente o rendimento ou nos transforme em super-consultores, é um açucar normal.
contudo, tem uma coisa que o faz especial: a nicola faz a campanha "um dia" e em todos os pacotes de açucar tem uma mensagem diferente.
na verdade, é mesmo uma porcaria.
por outro lado, os pacotes de açucar, na verdade, contém um açucar perfeitamente normal sem qualquer tipo de adição que nos aumente o rendimento ou nos transforme em super-consultores, é um açucar normal.
contudo, tem uma coisa que o faz especial: a nicola faz a campanha "um dia" e em todos os pacotes de açucar tem uma mensagem diferente.
mensagens do tipo "um dia faço uma tatuagem", "um dia começo a cantar no meio da rua", "um dia escrevo-te uma canção", "um dia ponho a mochila às costas e vou conhecer o mundo", "um dia fujo do trabalho para brincar com a minha filha",(... espera, essa, acho que foi censurada por motivos de produtividade).
enfim, todos os dias, uma pessoa chega para beber um café e tem uma mensagem.
a maior parte das pessoas, provavelmente, nem se dá ao trabalho de olhar para o pacote de açucar e ler a mensagem de apelo à rebeldia a que aquela marca incita. aqueles que a leem, esboçam um pequeno sorriso, bebem o seu café e voltam para as suas vidas completamente controladas pelo cabs (para os meus leitores que não sabem o que é o cabs, deixem-se estar assim. um dia, vão conhecê-lo e agradecer-me por não vos ter dito o que era mais cedo).
eu, quando faço uma pausa dessa minha vida controlada pelo cabs e vou beber um café, dou-me ao trabalho de ler o que aquele pacotinho de açucar tem para me dizer e fico um bocadinho a reflectir no que aquela pequena frase me incita e, sobretudo, porque é que ainda não fiz. afinal de contas, são coisas relativamente simples de realizar.
então, porque não as fazemos?
bem, a única resposta que eu encontro é esta: "nós fazemos parte da sociedade e somos controlados por ela e, se fizermos algo que pareça relativamente afastado do que ela espera de nós, vai-nos castigar".
somos um grupo de individuos tolhidos pelo medo dos outros individuos e bradamos a nossa liberdade ao mundo, mas só quando o mundo não está a ouvir.
estas pequenas coisas que o café nos sugere fazer são, para a sociedade em geral, uma loucura que não é esperada de nós e nós não a relaizamos pelo medo das represálias da sociedade.
por isso, não faremos a tatuagem porque seremos conotados com marginais, não começamos a cantar na rua porque temos medo dos olhares em redor e da reprovação daqueles que nem conhecemos, mas que, decerto, nos vão julgar, não escrevemos um canção porque temos medo de expôr os nossos sentimentos e que o seu ouvinte a ache ridicula, não pomos a mochila às costas e vamos conhecer o mundo porque temos medo de sair do nosso pequeno circulo de influencia e aventurar-mo-nos num desconhecido que não controlamos, não fugimos do trabalho para brincar com os nossos filhos, ou equiparados, porque temos demasiado medo do cabs para deixar de trabalhar...
estamos constantemente a ter medo de fazer as coisas, por muito pequenas que sejam, porque tememos a reacção dos outros.
não devíamos ser assim, não devíamos temer que os nossos actos sejam julgados.
afinal de contas, se " a minha liberdade termina onde começa a liberdade do próximo", então, desde que não prejudiquemos ninguém, devíamos para de dizer "um dia..." e passar aos actos.
afinal de contas, a vida é nossa, nós fazemos dela o que nós quisermos e temos o direito de ser felizes.
Hoje, eu não disse "um dia..."... outra vez!
terça-feira, janeiro 06, 2009
Citação do dia
"Se o aconselhassem a trocar o amor da sua vida por alguém mais novo, elegante e adapatado à moda, aceitaria?
Ou responderia que o amor não é racional, mas sim louco e que por isso é ele quem escolhe?"
in AutoHoje TT & Aventura...
Ou responderia que o amor não é racional, mas sim louco e que por isso é ele quem escolhe?"
in AutoHoje TT & Aventura...
segunda-feira, janeiro 05, 2009
é um jogo
tudo na vida acaba por se resumir a um jogo.
uma relação mais não é que um jogo em que cada uma das partes tenta ficar em cima da outra. nesse jogo, quem perde, também não se importa de ficar por baixo...
o trabalho mais não é que um jogo em que as partes se degladiam pelos olhares dos superiores, ou, para a malta da cat. b, pelo prémio de mais e melhores clientes.
todos queremos ser os melhores, e esses que dizem que não ligam a essas coisas e só querem ser felizes, epah, vão-se foder, o que vocês querem é ser mais felizes que os outros.
é essa a essência do homem: jogar, competir, vencer.
até porque, é ao alcançar essa vitória que nos sentimos plenos.
a vida é um jogo e nós estamos lá para ganhar, para deixar os outros para trás.
às vezes, admito que nem é preciso ser o vencedor incontestável, mas nessas alturas, o que interessa, é fazer o nosso jogo, ludibriar a concorrência, atingir os nossos objectivos e sair com a vitória sem que ninguém perceba como.
mas até isso é um jogo: o do gato e do rato.
e, sinceramente, é desse que eu gosto.
"let's play ball..."
nota do autor: este post diz mais do que o leitor, à primeira vista, consegue descodificar.
uma relação mais não é que um jogo em que cada uma das partes tenta ficar em cima da outra. nesse jogo, quem perde, também não se importa de ficar por baixo...
o trabalho mais não é que um jogo em que as partes se degladiam pelos olhares dos superiores, ou, para a malta da cat. b, pelo prémio de mais e melhores clientes.
todos queremos ser os melhores, e esses que dizem que não ligam a essas coisas e só querem ser felizes, epah, vão-se foder, o que vocês querem é ser mais felizes que os outros.
é essa a essência do homem: jogar, competir, vencer.
até porque, é ao alcançar essa vitória que nos sentimos plenos.
a vida é um jogo e nós estamos lá para ganhar, para deixar os outros para trás.
às vezes, admito que nem é preciso ser o vencedor incontestável, mas nessas alturas, o que interessa, é fazer o nosso jogo, ludibriar a concorrência, atingir os nossos objectivos e sair com a vitória sem que ninguém perceba como.
mas até isso é um jogo: o do gato e do rato.
e, sinceramente, é desse que eu gosto.
"let's play ball..."
nota do autor: este post diz mais do que o leitor, à primeira vista, consegue descodificar.
domingo, janeiro 04, 2009
pensamento do dia
"a melhor forma de planear um casamento é começar pelo local onde se vai realizar o divórcio!"
quinta-feira, janeiro 01, 2009
Feliz ano novo...
2008 não me deixa boas recordações.
não foi um ano particularmente feliz, ou memorável pelos melhores motivos.
em 2008, posso dizer que sofri. sofri de amor, sofri a perda, sofri a desilusão e sofri a redundante dor de simplesmente sofrer.
nem tudo foi mau, admito. contudo, acredito que o mau que este ano deixou consegue suplantar as coisas boas que nele vivi.
não obstante, aconteceram-me coisas boas.
foi o ano em que conheci pessoas muito especiais que me fazem sorrir e que me fazem ter vontade de estar vivo;
foi o ano em que a minha família fez 400 kilómetros para me ver trajar de preto pela última vez antes de seguir outros rumos;
foi o ano em que rumou a casa com a cabeça erguida e abracei a minha mãe e a minha avó, pela primeira vez enquanto dr. ;
foi o ano em que fui lançado ao mercado de trabalho para um desafio novo e que me faz sentir utíl;
foi o ano em que deixei de viver às custas dos meus pais e alcancei a independencia plena;
foi o ano em que alguém me tentou voltar a ensinar a cozinhar;
olhando para estes acontecimentos, não foi um mau ano. até podia dize que foi um ano relativamente feliz, mas também foi este o ano em que senti, pela primeira vez, as verdadeiras dores da perda, foi o ano em que desiludi e foi o ano em que me foi traçado um destino completamente inesperado.
assim, não posso dizer que 2008 me tenha corrido muito bem, mas como estamos no primeiro de 2009, e quero acreditar que é mesmo um ciclo que termina e outro que se inicia, espero sinceramente que este novo ano, apesar do que andam esses economistas para aí a dizer, corra bastante melhor do que aquilo que vivi em 2008.
assim, e como nada acontece por acaso, e somos nós os principais causadores do meu destino, lanço para aqui algumas resoluções que vou tentar atingir de forma a conseguir a melhoria que almejo.
assim, as minhas resoluções:
- fazer o "reset" emocional, esclarecer as situações antigas e permitir-me seguir em frente, de uma forma ou de outra, para conseguir ser feliz e conseguir fazer alguém feliz;
- ser menos rezingão e dar uma oportunidade às situações que tão bem sei pôr de parte sem que lhes permita, sequer, o benefício da duvida;
- trabalhar mais e melhor;
- ter tempo para os meus amigos, para as pessoas que me são queridas e não negligenciar ninguém em troca de outrém;
- ir morar sozinho e ter o sossego e o conforto das minha coisas, ao meu gosto;
- partir para um aventura. encher o depósito, entrar pela A2 e sair algures no meio da ásia;
- deixar bigode por um dia e ir trabalhar;
- inscrever-me numa pós-graduação;
há mais, mas acho que é melhor fazer as coisas devagarinho...
Feliz Ano Novo!
domingo, dezembro 28, 2008
Voltei... talvez.
ou, se calhar, não, mas, neste momento, alguém me fez sentir vivo.
não sei. mas lá que o tom a sabe toda, isso sabe...
não sei. mas lá que o tom a sabe toda, isso sabe...
domingo, dezembro 21, 2008
Mensagem de boas festas!
hoje, fui fazer as últimas comprs de natal.
este ano, nem todos aqueles que são importantes para mim recebem uma prenda para mim.
dizem qe é a crise, que são os preços inflaccionados e mais uma data de coisas.
não sei qual é a desculpa dos outros. a minha é simples: o dinheiro não abunda e prefiro fazer um telefonema ou enviar uma mensagem de natal do que gastar os tostões a comprar coisas para todos na loja do chinês que já sei que vão avariar 5 minutos depois de a ter oferecido, ou que tenha uma qualidade tão fraca que aqueles que recebem presentes meus até tem vergonha de receber.
assim, optei por pôr os "ovos todos no mesmo cesto" e dar poucos presentes, se bem que bons.
e foi a comprar estes ultimos presentes que me veio a emoção ao de cima.
afinal de contas, não se se passa o mesmo convosco, mas, foi ao comprar os presentes que me surgiu a tristeza de já não ter tanta gente a quem os dar.
sim, muito objectivamente, é bom não termos de nos preocupar com que havemos de oferecer (afinal de contas, há muita gente esquisitinha por aí que não se contenta com pouca coisa, ou sem aquela coisa especifica na qual nunca conseguimos acertar), mas também é aí que sentimos a falta dessa pessoa em que temos o pensamento, mas sabemos que já não faz parte da nossa vida. pelo menos, da forma como fazia.
é uma sensação estranha essa de perder pessoas, perder familiares, perder amigos.
eu não gosto dessa sensação de perda. talvez seja parte da vida.
tenho uma amiga que diz que nós entramos na vida das outras pessoas com um objectivo. seja de ajudar essas pessoas, seja para lhes ensinar algo (positivo ou nem tanto) e depois de cumprirmos esse objectivo que nos levou a entrar na vida dessa pessoa, da mesma forma que entramos, devemos sair.
ao que parece, é um processo contínuo que pode durar muito ou pouco tempo.
pode demorar uma noite, ou uma vida.
talvez essa minha amiga tenha razão.
talvez não tenha.
não sei.
sei que me custou não comprar aquelas prendas hoje.
custou-me porque já não tenho os seus beneficiários na minha vida, por esta ou aquela circunstancia, e custa-me não ter a sua companhia.
talvez seja um sentimento natural, mas a verdade é que não consigo ser sempre objectivo e, a verdade é que me dói não ter comigo as pessoas que perdi.
em breve, farei uma curta viagem para próximo dos meus, daqueles que ainda me restam e com qem partilho mais uma dor de perda.
vou por poucos dias ,e levo a mala um bocado mais vazia do que aquilo que gostaría, para uma festa que não é festa.
comprar presentes não é o que me entristece.
é o já não ter a quem os oferecer.
de qualquer forma, e porque não se aqui volto a escrever antes do meu retorno, desejo a todos um santo e feliz natal, junto dos vossos e daqueles que amam.
FELIZ NATAL!!!
este ano, nem todos aqueles que são importantes para mim recebem uma prenda para mim.
dizem qe é a crise, que são os preços inflaccionados e mais uma data de coisas.
não sei qual é a desculpa dos outros. a minha é simples: o dinheiro não abunda e prefiro fazer um telefonema ou enviar uma mensagem de natal do que gastar os tostões a comprar coisas para todos na loja do chinês que já sei que vão avariar 5 minutos depois de a ter oferecido, ou que tenha uma qualidade tão fraca que aqueles que recebem presentes meus até tem vergonha de receber.
assim, optei por pôr os "ovos todos no mesmo cesto" e dar poucos presentes, se bem que bons.
e foi a comprar estes ultimos presentes que me veio a emoção ao de cima.
afinal de contas, não se se passa o mesmo convosco, mas, foi ao comprar os presentes que me surgiu a tristeza de já não ter tanta gente a quem os dar.
sim, muito objectivamente, é bom não termos de nos preocupar com que havemos de oferecer (afinal de contas, há muita gente esquisitinha por aí que não se contenta com pouca coisa, ou sem aquela coisa especifica na qual nunca conseguimos acertar), mas também é aí que sentimos a falta dessa pessoa em que temos o pensamento, mas sabemos que já não faz parte da nossa vida. pelo menos, da forma como fazia.
é uma sensação estranha essa de perder pessoas, perder familiares, perder amigos.
eu não gosto dessa sensação de perda. talvez seja parte da vida.
tenho uma amiga que diz que nós entramos na vida das outras pessoas com um objectivo. seja de ajudar essas pessoas, seja para lhes ensinar algo (positivo ou nem tanto) e depois de cumprirmos esse objectivo que nos levou a entrar na vida dessa pessoa, da mesma forma que entramos, devemos sair.
ao que parece, é um processo contínuo que pode durar muito ou pouco tempo.
pode demorar uma noite, ou uma vida.
talvez essa minha amiga tenha razão.
talvez não tenha.
não sei.
sei que me custou não comprar aquelas prendas hoje.
custou-me porque já não tenho os seus beneficiários na minha vida, por esta ou aquela circunstancia, e custa-me não ter a sua companhia.
talvez seja um sentimento natural, mas a verdade é que não consigo ser sempre objectivo e, a verdade é que me dói não ter comigo as pessoas que perdi.
em breve, farei uma curta viagem para próximo dos meus, daqueles que ainda me restam e com qem partilho mais uma dor de perda.
vou por poucos dias ,e levo a mala um bocado mais vazia do que aquilo que gostaría, para uma festa que não é festa.
comprar presentes não é o que me entristece.
é o já não ter a quem os oferecer.
de qualquer forma, e porque não se aqui volto a escrever antes do meu retorno, desejo a todos um santo e feliz natal, junto dos vossos e daqueles que amam.
FELIZ NATAL!!!
sábado, dezembro 20, 2008
crónica de um dia de inverno
senti a ressaca ao acordar.
os inúmeros copos mandados abaixo numa noite de festa, por entre caras conhecidas numa multidão de ilustres desconhecidos que, comigo, tem a característica de ser D:
foram copos atrás de copos e senti uma boa-disposição momentânea naqueles momentos em que comi, bebi, dancei, ri.
foi bom. durante aquelas horas, era uma festa, sem as preocupações que deixei lá fora, ou com os então silenciosos problemas que me servem de companhia.
acordei e senti a ressaca. levantei-me para o meu mundo e iniciei a minha rotina sob pena de causar uma ruptura no universo de ligações mais ou menos claras que domina a minha vida.
senti um raio de sol na cara e, por momentos, vieram-me à memória dias felizes sem qualquer ligação entre si. não era memórias, mas sentimentos presentes que reportam a outras vidas. o sorriso desvaneceu-se.
talvez o f. tenha razão. talvez eu atinja a organização suprema da minha vida no universo caótico que é a minha existência sem que os que me rodeiam percebam minimamente o meu método nem sequer se dão ao trabalho de o tentar entender.
o certo é que aquele raio de sol, me deixei com eternas saudades idas dos tempos futuros que não alcancei e que já não posso atingir.
ficam, ao menos, as recordações e afecto de quem parte para longe de nós sem se despedir, sem uma palavra, sem um gesto. apenas um telefonema por parte de outrem que também não foi contemplado com a despedida.
ficarão as palavras por dizer, os perdões por pedir e os afectos por demonstrar.
ao menos a ressaca está comigo. moendo-me as poucas energias que consegui carregar numa noite/dia mal dormida/o e a sensação que me estou a perder dentro de mim.
afinal, os sentimentos provocam dor.
os inúmeros copos mandados abaixo numa noite de festa, por entre caras conhecidas numa multidão de ilustres desconhecidos que, comigo, tem a característica de ser D:
foram copos atrás de copos e senti uma boa-disposição momentânea naqueles momentos em que comi, bebi, dancei, ri.
foi bom. durante aquelas horas, era uma festa, sem as preocupações que deixei lá fora, ou com os então silenciosos problemas que me servem de companhia.
acordei e senti a ressaca. levantei-me para o meu mundo e iniciei a minha rotina sob pena de causar uma ruptura no universo de ligações mais ou menos claras que domina a minha vida.
senti um raio de sol na cara e, por momentos, vieram-me à memória dias felizes sem qualquer ligação entre si. não era memórias, mas sentimentos presentes que reportam a outras vidas. o sorriso desvaneceu-se.
talvez o f. tenha razão. talvez eu atinja a organização suprema da minha vida no universo caótico que é a minha existência sem que os que me rodeiam percebam minimamente o meu método nem sequer se dão ao trabalho de o tentar entender.
o certo é que aquele raio de sol, me deixei com eternas saudades idas dos tempos futuros que não alcancei e que já não posso atingir.
ficam, ao menos, as recordações e afecto de quem parte para longe de nós sem se despedir, sem uma palavra, sem um gesto. apenas um telefonema por parte de outrem que também não foi contemplado com a despedida.
ficarão as palavras por dizer, os perdões por pedir e os afectos por demonstrar.
ao menos a ressaca está comigo. moendo-me as poucas energias que consegui carregar numa noite/dia mal dormida/o e a sensação que me estou a perder dentro de mim.
afinal, os sentimentos provocam dor.
segunda-feira, dezembro 15, 2008
mea culpa
ultimammente, ando a falhar como as notas de 500...
esqueço-me de enviar coisas importantes que amigos estão a precisar, termino chamadas com a nota ligo de volta "já a seguir" e não mais voltar a tocar no telefone.
tenho reparado que essas pessoas que se queixam, na verdade, até tem razão.
eu tento estar com toda a gente, conviver com toda a gente e não deixar ninguém de fora.
e, por muito bons que sejam os meus motivos, acabo sempre por deixar alguém na fossa...
eu sei. a culpa é minha. talvez esta coisa de tentar estar com todos, e quando estou a dar toda a atenção uns, acabo por deixar os outros de fora. talvez seja esta a minha forma de ser egoísta.
não sei o é. sei apenas que é a forma como desaponto os meus amigos.
eu não o faço por mal, não o faço para magoar alguém. bem pelo contrário.
contudo, por muito boas intenções que eu tenha, sei que me vou esquecer.
lá no fundo, só não sei se sou mais um "filho-da-puta egoísta e egocêntrico" ou apenas "o homem com o toque de midas invertido". afinal de contas, "everything i touch turns to shit..."
"podia ser pior...", dizem alguns.
outros já não dizem nada.
o mais certo é começarem a desistir de mim.
afinal de contas, sou falível.
sou falível com os meus amigos, sou falível com as minhas relações, sou falível com a minha família. que o diga a minha avó, se puder...
de facto, agora que me lembro, até sou falível com as minhas coisas.
nem o cacto se safou de um destino terrível.
vá, e convenhamos, era um cacto...
não posso dizer que vou mudar. talvez porque nem eu me consigo enganar dessa maneira.
posso tentar ficar mais atento àqueles que precisam de mim, e começar a regar as plantas (triste fim o daquele cacto...).
não garanto que consiga, mas vou tentar.
desculpem quaquer coisita.
esqueço-me de enviar coisas importantes que amigos estão a precisar, termino chamadas com a nota ligo de volta "já a seguir" e não mais voltar a tocar no telefone.
tenho reparado que essas pessoas que se queixam, na verdade, até tem razão.
eu tento estar com toda a gente, conviver com toda a gente e não deixar ninguém de fora.
e, por muito bons que sejam os meus motivos, acabo sempre por deixar alguém na fossa...
eu sei. a culpa é minha. talvez esta coisa de tentar estar com todos, e quando estou a dar toda a atenção uns, acabo por deixar os outros de fora. talvez seja esta a minha forma de ser egoísta.
não sei o é. sei apenas que é a forma como desaponto os meus amigos.
eu não o faço por mal, não o faço para magoar alguém. bem pelo contrário.
contudo, por muito boas intenções que eu tenha, sei que me vou esquecer.
lá no fundo, só não sei se sou mais um "filho-da-puta egoísta e egocêntrico" ou apenas "o homem com o toque de midas invertido". afinal de contas, "everything i touch turns to shit..."
"podia ser pior...", dizem alguns.
outros já não dizem nada.
o mais certo é começarem a desistir de mim.
afinal de contas, sou falível.
sou falível com os meus amigos, sou falível com as minhas relações, sou falível com a minha família. que o diga a minha avó, se puder...
de facto, agora que me lembro, até sou falível com as minhas coisas.
nem o cacto se safou de um destino terrível.
vá, e convenhamos, era um cacto...
não posso dizer que vou mudar. talvez porque nem eu me consigo enganar dessa maneira.
posso tentar ficar mais atento àqueles que precisam de mim, e começar a regar as plantas (triste fim o daquele cacto...).
não garanto que consiga, mas vou tentar.
desculpem quaquer coisita.
segunda-feira, dezembro 08, 2008
foi às 9 da manha de dia 6...
obrigado aos meus amigos que apareceram e me deixaram chorar no seu ombro;
obrigado aos meus amigos pelos telefonemas e mensagens de apoio;
obrigado aos meus amigos por estarem lá para me ajudar a suportar a dor que ainda sinto.
obrigado.
obrigado aos meus amigos pelos telefonemas e mensagens de apoio;
obrigado aos meus amigos por estarem lá para me ajudar a suportar a dor que ainda sinto.
obrigado.
sexta-feira, dezembro 05, 2008
significado das coisas???
"jantar" | s. m. | v. tr. | v. int.
"do Lat. jentare, almoçar
s. m.,
uma das principais refeições do dia, que é tomada ao fim da tarde;
iguarias que a compõem;
antigo tributo enfitêutico;
tributo que as povoações pagavam aos reis para sustento da sua comitiva, quando iam exercer justiça;
v. tr.,
comer por ocasião da principal refeição;
v. int.,
tomar essa refeição."
já repararam que, cada vez que tentamos definir algo, acabamos sempre num sentido redutor?
acho que é um bocadinho mais.
"do Lat. jentare, almoçar
s. m.,
uma das principais refeições do dia, que é tomada ao fim da tarde;
iguarias que a compõem;
antigo tributo enfitêutico;
tributo que as povoações pagavam aos reis para sustento da sua comitiva, quando iam exercer justiça;
v. tr.,
comer por ocasião da principal refeição;
v. int.,
tomar essa refeição."
já repararam que, cada vez que tentamos definir algo, acabamos sempre num sentido redutor?
acho que é um bocadinho mais.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
os tempos de hoje...

se há algo que me faz lembrar a todos os momentos que os tempos mudam, que a evolução é constante e merdas desse género, essa coisa é, sem sombra de duvidas, o meu telemóvel.
antigamente, iamos até uma loja de telemóveis.
compravamos o último modelo (vá, colaborem...), pagavamos, levavamos o traste para casa.
chegados a casa, era só tirar o telemóvel da caixa, colocar o cartão, digitar o pin e pronto. estava o telemóvel pronto a usar.
e esses eram os telemóveis mais complicados. havia outros que nem do pin precisavamos.
e não é que os sacanas faziam tudo o que era necessário?
faziam chamadas, quer dizer, os bons faziam chamadas. os menos bons faziam chamadas para a rede nacional. lembro-me perfeitamente de ter um motorola que não podia fazer chamadas para o estrangeiro. também... nessa altura, não precisava muito dessas mariquices... telefonar para o estrangeiro... pfff...
mas enfim, faziam as suas chamadas, enviam umas mensagens (não muitas porque as pessoas ainda não se tinham lembrado do bom que é poder dizer uma merda qualquer ao patrão sem ter de o ouvir, ou ainda dos namorados que não recisavam de vir para a rua fria para falar ao telemóvel com a respectiva sem que ela percebesse que estavam a aquecer-se no confortável calor de uma casa de strip... perdão... dança erótica... (são coisas perfeitamente diferentes...).
depois, além das chamadas e das mensagens escritas, os telemóveis de antigamente (os bastante mais caros) já tinham uma série de luxos. alguns, além do toque por vibração (que só era possível se comprassemos a bateria especial que custava tanto como o telemóvel em si...) alguns, os bastante mais caros, chegavam a ter, vá, o relógio com função de despertador.
aqueles mesmo muito caros, tinham mesmo o calendário...
agora, os tempos são outros.
vá-se lá saber porquê, está tudo informatizado e vá, todos sabemos disto, até já andam por aí uma série de vírus para os coitados dos telemóveis.
contudo, estes coitados não desistem de nos tentar ( TENTAR) facilitar a vida.
chegam os blackberrys, os iphones e coisas do género para que possamos ser um bocadinho mais independentes.
alguns até já trazem o belo do gps para que certas e determinadas pessoas possam variar as suas saídas à noite pegando no carro e dirigindo-se a um sítio onde nunca estiveram e sem, sequer, saberem onde fica. assim, sim.
só que, estes telemóveis que nasceram para nos facilitar a vida, não são assim tão simples de usar como os de antigamente.
decidido a trocar o meu N73, fui ontem a uma loja. não é que o meu telefone fosse mau. de facto, gosto imenso dele, mas, por diversas razões, nomeadamente, trabalho e jantares de sábado, achei que talvez fosse melhor arranjar algo ligeiramente acima.
´não comprei nada de especial. é um telemóvel normalissimo, de preço médio com as funcionalidades habituais nos telefones de agora.
em comparação com o meu anterior só muda mesmo o facto de ter gps, outlook, internet de banda larga, sistema para ouvir e ver praticamente todos os formatos disponíveis, televisão, bussula, as ferramentas do office e mais umas coisitas...
havia também a versão que faz café, mas não tinha pontos suficientes na tmn pelo que tive de ir comprar este à vodafone.
ora bem, com tanta tralha que esta coisa tem, o telefone só pode ter sido criado para me facilitar a vida.
sei lá, fazer pequenos trabalhos quando não estou no escritório, ver uns filmezitos enquanto estou à porta de alguém à espera, não me perder quando estoua tentar impressionar com um restaurante onde nunca pus os pés mas convém que a nossa companhia pense que somos uns entendidos... coisas dessas...
ora bem, depois de trazer o telemóvel para casa, tive de voltar à loja porque não conseguia abrir a máquina para lhe pôr o cartão lá dentro...
depois, tive de passar meia-hora a falar com o assistente da rede porque seria aconselhável adquirir pacotes de dados para evitar pagar uma factura de 300 EUR ao fim do mês.
(curioso que, mal liguei o telefone, e depois de colocar o pin, o sacana pediu-me logo o meu endereço de e-mail e a pass do mesmo... hmm... isto será de confiar???)
bem, como não estava a conseguir ligar certas aplicações que tinha no meu anterior, foi-me aconselhado fazer algumas actualizações no equipamento (ele tinha acabado de sair da caixa e o modelo foi lançado há menos de dois meses... como é que eu haveria de adivinhar que já existiam 7 actualizações para o sacana???).
mas enfim, agora, até posso dizer que já vou dominando a máquina.
afinal, depois de duas horas a instalar actualizações no telemóvel (e no pc, porque, ao nque parece, são unha e carne), já consegui utilizar o adobe, assim como, depois de 30 EUR de saldo, já consegui po-lo a enviar e-mails. só enho pena de ainda não ter conseguido que ele os receba e, depois de um dia inteiro a tentar, já consegui programar o gps para me dar as indicações para tomar café... do outro lado da rua...
outros tempos estes. giros, mas manhosos.
tenho saudades do meu star tac... era uma merda, mas, na altura, não havia melhor e eu sabia funcionar com ele... :(
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