Coisas que consigo fazer com relativa facilidade:
- rir-me,
- contar piadas,
- ser um bom confidente
Coisas que consigo fazer, apesar da relativa dificuldade:
- cozinhar,
- passar camisas a ferro,
- fazer-me entender quando estou com os copos
Coisas que não consigo fazer, em situação alguma:
- assumir compromissos,
- contar a velha mentira piedosa,
- ser cínico.
i'm what i'm...
so, fuck off...
quarta-feira, novembro 21, 2007
sábado, novembro 10, 2007
e se a minha vida já tiver um destino marcado?
e se tudo o que acontece já estivevesse destinado para que possa cumprir um objectivo marcado?
e se eu não tiver qualquer tipo de escolha porque tudo o que faço por livre arbitrio já está, na verdade, destinado a acontecer?
e se eu estiver destinado a amar-te?
e se tu não estiveres destinada a fazer o mesmo?
o que hei-de eu fazer?
como hei-de eu ultrapassar isto?
mais, pergunto eu, estarei mesmo destinado a ultrapassar?
porque é que não tenho forças para que isto não continue?
porque é que te amo?
e se tudo o que acontece já estivevesse destinado para que possa cumprir um objectivo marcado?
e se eu não tiver qualquer tipo de escolha porque tudo o que faço por livre arbitrio já está, na verdade, destinado a acontecer?
e se eu estiver destinado a amar-te?
e se tu não estiveres destinada a fazer o mesmo?
o que hei-de eu fazer?
como hei-de eu ultrapassar isto?
mais, pergunto eu, estarei mesmo destinado a ultrapassar?
porque é que não tenho forças para que isto não continue?
porque é que te amo?
quinta-feira, novembro 08, 2007
queiramos ou não, a vida é um jogo.
às vezes ganhamos, outras vezes perdemos.
não vejo mal nenhum nisso.
de facto, às vezes, penso que temos que levar a nossa vida como se fosse um jogo de poker.
há que fazer acreditar no nosso bluff.
agora, sendo a vida um jogo de pokr, devemos sentir-nos culpados por ganharmos?
e se dessa jogada de bluff surgir uma cartada perfeitamente legítima?
devemos abster-nos de jogar?
não penso assim, mas há quem me faça querer pensar assim.
agora, vem a pergunta, se não podermos fazer o bluff que nosm leva a arrecadar o prémio, porque é que continuamos a jogar?
às vezes ganhamos, outras vezes perdemos.
não vejo mal nenhum nisso.
de facto, às vezes, penso que temos que levar a nossa vida como se fosse um jogo de poker.
há que fazer acreditar no nosso bluff.
agora, sendo a vida um jogo de pokr, devemos sentir-nos culpados por ganharmos?
e se dessa jogada de bluff surgir uma cartada perfeitamente legítima?
devemos abster-nos de jogar?
não penso assim, mas há quem me faça querer pensar assim.
agora, vem a pergunta, se não podermos fazer o bluff que nosm leva a arrecadar o prémio, porque é que continuamos a jogar?
sábado, novembro 03, 2007

ja mal sinto a cabeça que se tenta levantar.
ja mal consigo sentir este corpo usado que teima em me deixar mal...
o alcool não me ajuda, mas é o que me faz viver.
é o que me anestesia desta dor que sinto, destes sentimentos de culpa, destes desejos que tudo fosse diferente.
garrafa, minha amiga, que me fazes ver um mundo diferente, um mundo semdor porque só há um sentimento depois de ti: a abstracção.
sinto nada porque estou anestesiado.
chateio-me com nada porque estou bebedo.
ai co o gostava de estar assim o dia todo, sem conseguir sequer pensar em pensar nos problemas.
quem me dera a mim , estar assim o dia todo par não pensar em ti, para não me sentir mal por não ter estado lá, pr não ter estado quando mais precisaste.
a mesma garrfa que me mata, leva-me a acreditar, ou pelo menos, convencer-me disso.me, que tudo foi pacifico, que aconteceu enquanto dormias, que não sofreste, que partiste sem saudades de mim, apesar das saudades que eu sinto de ti...
ai esta garrfa que se torna, a cada gole que lhe dou, minha amiga, porque me impede de sofrer, ou, se calhar, de me lembrar que também sofro...
sinto atua falta, ou talvez seja só a falta de que estejas a meu lado....
não sei, e a garrafa também já não me deixa pensar como deve ser, mas sinto a tua falta. seja por ti, seja por nós.
não sei, não sei.
e sofro por isso, mas quero que voltes a estar comigo.
quero que voltes ao meu lado, pelo menos para que possa saber que não foste embora.
preciso de saber que não acabou. que é só uma fase, que vamos voltar a encontrar-nos, que me perdoas por não ter lá estado, na hora, no momento, no final.
a garraf já não me deixa raciocinar, mas continuo o meu pensamento.
preciso que não te vás embora.
preciso que não me abandones, embora já o tenhas feito...
talvez esteja a ser egoísta. provavélmente sabes que estou, mas também sabes que sou assim...
provavélmente, a única pessoa que sabe realmente como sou.
ao menos, sei que fica o segredo guardado, que não o dirás a ninguém, mas revolta-me, e talvez seja a garrafa já afalar, mas custa.
sinto a tua falta, sinto falta de não ter a quem ligar, de não ter a quem confessar os meus pecados.
sinto falta de não conseguir ultrapassar os problemas porque o meu apoio já não está lá.
a garrafa, disso, já nada me diz.
na verdade, não me diz nada de nada, mas torna-me auente, sem resposta.
talvez seja o melhor por agora.
talvez não o seja, mas sinto a tua falta, sinto a tua ausencia, sinto que preciso de ti.
não estou sentido por me teres abandonado. sei que a culpa não foi tua, mas sinto-me sentido com Ele por te levar dessa forma.
talvez tenha sido pelo melhor, mas não compreendo porquê,
não entendo porque o fez,
não entendo porque teve que brincar contigo...
revolta-me isso.
revolta-me contra Ele, revolta-me contr todos os que não me entendem.
revolta-me que não perceba porquê.
sinto a tua falta.
quinta-feira, novembro 01, 2007
quinta-feira, outubro 25, 2007
sexta-feira, outubro 19, 2007
este cansaço assola-me.
não é o cansaço do corpo, nem tão pouco o cansaço do espírito.
é simplesmente o cansaço.
quero lutar contra ele, e, ao mesmo tempo, entregar-me....
continuar, ou desistir?
lutar, ou render-me?
ser o inconformado, ou seguir o sistema?
não sei.
são dois caminhos.
aliás, como em tudo na vida, são dois caminhos.
talvez seja só confusão, mas o cansaço está lá.
talvez seja apenas a incerteza, mas o cansaço está lá.
talvez seja o não saber o que fazer.
talvez seja exactamente aquilo que sei que devo fazer.
não é o cansaço do corpo, nem tão pouco o cansaço do espírito.
é simplesmente o cansaço.
quero lutar contra ele, e, ao mesmo tempo, entregar-me....
continuar, ou desistir?
lutar, ou render-me?
ser o inconformado, ou seguir o sistema?
não sei.
são dois caminhos.
aliás, como em tudo na vida, são dois caminhos.
talvez seja só confusão, mas o cansaço está lá.
talvez seja apenas a incerteza, mas o cansaço está lá.
talvez seja o não saber o que fazer.
talvez seja exactamente aquilo que sei que devo fazer.
segunda-feira, outubro 01, 2007

será que fizemos o suficiente?
será que fiz o melhor para ti?
será que consegui lá estar quando mais precisaste?
sei que não estive lá a toda a hora. sei que não fui o mais presente.
mas também sei que entendes e me perdoas por isso.
agora, não sei se consigo lá estar. não sei se aguento lá estar. não por ti, mas porque sei que a dor que vou sentir vai ser demasiado insuportável.
afinal de contas, foram muitas horas, muitas conversas, muitas confidências, muitas lágrimas e muitas alegrias.
e agora, agora não posso estar contigo. estou preso por um dever e por uma grande distância, assim como estou preso por um medo que meenche o coração.
mas, uma coisa é certa, e disso podes ter a certeza. que vou estar contigo e tu vais estar sempre presente no meu coração.
ensinaste-me a coragem,e espero que a tenhas agora.
ensinaste-me a compreensão e espero que tu não a esqueças.
ensinaste-me a amizade e só anseio que não me esqueças.
eu sei que o tempo não jogo do nosso lado, e sei que que...
eu não quero que...
não sei se aguento...
já nem isto consigo acabar.
mas digo-te, não tudo aquilo que ficou por dizer pois acho que não precisas de o ouvir para saber que o sinto.
digo-te apenas que estarei lá, seja lá onde for, contigo.
beijo
quinta-feira, setembro 27, 2007
o infinito...

acabamos sempre por ter menos do que queremos.
na verdade, até podemos ter aquilo que precisamos, e até podemos viver bem com isso, mas se fosse só mais um bocadinho...
ahh, como seria bom se tivesses tudo isso que queriamos. como seria bom poder esticar só mais um bocadinho e poder ter só mais um valor, uma nota, um desejo.
mas nem tudo é possível.
nem tudo é realizável, pelo menos com o mesmo esforço que se fez até agora.
mas, apesar disso, queremos sempre mais e devemos ser assim.
devemos querer o impossível.
devemos alcançar o inalcançável e, acima de tudo, devemos ir mais além.
por muito que nos custe, por muito que vá doer, por muito suor que haja.
ir mais além , ser mais forte, ser melhor.
é isso que devemos querer e é isso que devemos alcançar: o infinito, ou talvez mais um pouco.
terça-feira, setembro 25, 2007
estrelas, bons samaritanos, egoístas... Todos no mesmo saco.
o céu está limpo, mas não vejo as estrelas.
talvez seja das fortes luzes da cidade, não sei.
mas sei que não vejo as estrelas.
não posso dizer que me fazem realmente falta. afinal de contas, não é que tenham muito uso.
também não é que precise delas. afinal de contas, não é que me sirvam de muito.
contudo, não posso deixar de reparar que não estão lá.
quero-as lá. não porque preciso delas, mas porque já estva habituado.
são assim as coisas da vida.
queremos tudo, mesmo que não precisemos, apenas porque nos acostumamos.
bolas... como odeio eu esta mania de ser comodista.
talvez as estrelas não sejam bom exemplo, mas terá de servir.
afinal de contas, já todos estamos acostumados a olhar para cima e lá estarem elas para nós, ou assim pensamos.
elas não estão lá para nós. elas estão lá por elas e para elas, exactamente da mesma forma que nós, quando estamos, estamos principalmente por nós.
ajudar os outros, tal como se ensina na cadeira de economia política, não é mais do que uma externalidade positiva.
sim, porque mostrem-me o homem que faz tudo pelos outros e eu mostrar-vos-ei o homem que apenas o faz para se ajudar a si.
não é mau. de facto, até ajuda o sistema a evoluir, mas não me digam que o altruísmo não é a forma mais perversa de ser egoísta. é a verdade. aceitem-na.
mas, já agora, respondam-me lá a isto: e se, por acaso, a nossa forma de demonstrar egoísmo deixar de passar por ser o altruísta de serviço, o bom samaritano, the nice guy? passamos a ser maus? passamos a ser uns merdas?
bem, eu tenho uma resposta a isso: NÃO QUERO SABER. parte de ser egoísta também é não ter que responder a estas merdas.
talvez seja das fortes luzes da cidade, não sei.
mas sei que não vejo as estrelas.
não posso dizer que me fazem realmente falta. afinal de contas, não é que tenham muito uso.
também não é que precise delas. afinal de contas, não é que me sirvam de muito.
contudo, não posso deixar de reparar que não estão lá.
quero-as lá. não porque preciso delas, mas porque já estva habituado.
são assim as coisas da vida.
queremos tudo, mesmo que não precisemos, apenas porque nos acostumamos.
bolas... como odeio eu esta mania de ser comodista.
talvez as estrelas não sejam bom exemplo, mas terá de servir.
afinal de contas, já todos estamos acostumados a olhar para cima e lá estarem elas para nós, ou assim pensamos.
elas não estão lá para nós. elas estão lá por elas e para elas, exactamente da mesma forma que nós, quando estamos, estamos principalmente por nós.
ajudar os outros, tal como se ensina na cadeira de economia política, não é mais do que uma externalidade positiva.
sim, porque mostrem-me o homem que faz tudo pelos outros e eu mostrar-vos-ei o homem que apenas o faz para se ajudar a si.
não é mau. de facto, até ajuda o sistema a evoluir, mas não me digam que o altruísmo não é a forma mais perversa de ser egoísta. é a verdade. aceitem-na.
mas, já agora, respondam-me lá a isto: e se, por acaso, a nossa forma de demonstrar egoísmo deixar de passar por ser o altruísta de serviço, o bom samaritano, the nice guy? passamos a ser maus? passamos a ser uns merdas?
bem, eu tenho uma resposta a isso: NÃO QUERO SABER. parte de ser egoísta também é não ter que responder a estas merdas.
segunda-feira, setembro 24, 2007
"no more mr. nice guy"
sinceramente, já estou um pouco farto dos queixume dos outros.
sinceramente, já estou um pouco farto de ser o apoio que todos procuram.
sinceramente, já é altura de pensar em mim.
sim, eu sei que me estou a tornar, vá, num cabrão.
então e depois?
até parece que sou o único.
já me fartei de me sacrificar pelo sofrimento alheio.
já me fartei de fazer as coisas em prol dos outros.
então e eu?
ah, pois é...
noutros tempos, as coisas não seriam assim, mas as coisas mudam.
já dizia o outro:
"mudam-se os tempos,
mudam-se as vontades...." ou uma qualquer merda parecida com isto.
de facto, mudei.
de facto, estou diferente.
de facto, posso até chocar aqueles que não o esperavam.
contudo, não me choca a mim e, afinal de contas, não é isso que interessa?
estou diferente.
estou mais insensivel.estou mais cabrão.
talvez seja este o verdadeiro renascer da fénix.
talvéz seja só uma fase, como quando cortamos o cabelo, ou algo do género, mas não é assim que o sinto.
é bom?
é mau?
é-me indiferente.
contudo, uma coisa é certa:
citando as palavras de alice cooper, ""no more mr. nice guy".
sinceramente, já estou um pouco farto de ser o apoio que todos procuram.
sinceramente, já é altura de pensar em mim.
sim, eu sei que me estou a tornar, vá, num cabrão.
então e depois?
até parece que sou o único.
já me fartei de me sacrificar pelo sofrimento alheio.
já me fartei de fazer as coisas em prol dos outros.
então e eu?
ah, pois é...
noutros tempos, as coisas não seriam assim, mas as coisas mudam.
já dizia o outro:
"mudam-se os tempos,
mudam-se as vontades...." ou uma qualquer merda parecida com isto.
de facto, mudei.
de facto, estou diferente.
de facto, posso até chocar aqueles que não o esperavam.
contudo, não me choca a mim e, afinal de contas, não é isso que interessa?
estou diferente.
estou mais insensivel.estou mais cabrão.
talvez seja este o verdadeiro renascer da fénix.
talvéz seja só uma fase, como quando cortamos o cabelo, ou algo do género, mas não é assim que o sinto.
é bom?
é mau?
é-me indiferente.
contudo, uma coisa é certa:
citando as palavras de alice cooper, ""no more mr. nice guy".
quarta-feira, setembro 19, 2007
"Um mundo para construir..."

a inércia das pessoas irrita-me.
não me irrita quando a pessoa quer, ou precisa de, fazer algo e não faz porque não pode.
mas irrita-me quando o ser humano não age por pura preguiça, por não lhe apetecer, ou, simplesmente, porque não quer.
se nós sabemos que há algo para ser feito, então, fazemos.
não devemos ficar à espera que aconteça por si, para o bem ou para o mal.
teremos nós medo de descobrir?
e depois? mais vale saber do que morrer na ignorancia.
não quero entrar num post de frases feitas, mas, uma vez, houve alguém que me chamou a atenção para um ponto de vista.
disse-me ela que "se temos uma vida para viver, é porque temos um mundo para construir."
talvez na altura não me tenha feito grande espécie, mas agora que penso nessas palavras, agora, sei que estão correctas, que são sábias e que devem ser seguidas de forma quase cega.
não podemos ficar à espera que as coisas aconteçam.
temos que fazer as coisas por nós. mesmo que isso signifique que podemos sofrer mais cedo do que queremos.
é que também esse sofrimento faz parte da nossa vida.
por isso, vamos vivê-la, vamos senti-la.
não a vamos desperdiçar, não vamos ficar sentados a assistir a um espectáculo que podia ser nosso.
"se temos uma vida para viver, é porque temos um mundo para construir".
levantem esses cus do sofá e comecem o trabalho.
a tempestade

gostei da chuva de hoje.
quer dizer, não gostei da chuva em si, que de tanta que era, quase me fazia resvalar da auto-estrada.
mas apreciei o momento.
apreciei o facto de estar a conduzir enquanto o horizonte, em minha frente, se tornava cinzento escuro, quase preto, e não se distinguir onde começava o céu, ou acabava a terra.
e a chuva continuou a cair, até ao momento em que conduziamos cegos, sem ver nada à frente.
se repararem, ou pouco como acontece com a nossa própria vida.
de facto, até podemos saber onde, na vida, queremos chegar.
até podemos saber como lá chegar, mas nenhum de nós controla a "metereologia" que encontramos pelo caminho.
de facto, em todas as alturas do nosso caminho, encontramos uma tempestade que nos turva a vista.
a diferença para com os outros é que uns conseguem ultrapassar essa tempestade na vida. outros não.
a forma como lidamos com essa tempestade varia de pessoa para pessoa.
a forma como fugimos, ou a enfrentamos, a nós diz respeito.
afinal de contas, somo s livres.
afinal, ninguém manda em nós.somos espíritos livres.
não nos encurralem.
terça-feira, setembro 18, 2007
sinto-me velho e, contudo,
rodeado de juventude.
eles chegam,
cheios de ambições, sonhos e alegrias
e só estou lá eu para os receber.
eu, o fruto de uma outra era, o resquício de um passado que, embora não seja longinquo, já não faz parte do seu presente.
eles vem com sonhos para serem destruídos.
vem com esperanças que vão desaparecer.
tenho pena deles, ou tenho pena de mim.
não sei.
o que é pior,ter sonhos que desaparecem, ou os sonhos já terem desaparecido?
rodeado de juventude.
eles chegam,
cheios de ambições, sonhos e alegrias
e só estou lá eu para os receber.
eu, o fruto de uma outra era, o resquício de um passado que, embora não seja longinquo, já não faz parte do seu presente.
eles vem com sonhos para serem destruídos.
vem com esperanças que vão desaparecer.
tenho pena deles, ou tenho pena de mim.
não sei.
o que é pior,ter sonhos que desaparecem, ou os sonhos já terem desaparecido?
quinta-feira, setembro 13, 2007
Dedicado a ti! Sim, a ti...
Dedico este post a uma pessoa muito querida para mim.
na verdade, eu avisei-a que o ia fazer e ela ameaçou-me de porrada, mas como eu faço o que eu quero...
por motivos obvios, não vou revelar o seu nome. provavelmente, tambem não a conhecem, mas deviam conhecer.
antes de mais, porque é sempre bom conhecer pessoas novas. depois, porque é sempre muito bom quando se conhece esta pessoa(estás a ver? nem tudo o que escrevo ofende os outros...).
é uma pessoa que está sempre a dizer que eu sou, e cito, "um grande chato".
não sei se quando o diz é com um certo sentido carinhoso por trás, ou não. eu gosto de ir pensando que sim.
mas ela tem razão. eu consigo mesmo ser um grande chato, e ela que o diga pois é raro ter um momento de sossego quando estou perto dela. não é que o faça por mal, mas dá-me para estas coisas e, pensando bem, ela até tem razão nas coisas que me diz.
por exemplo, um simples tema, que não vou discutir aqui mas posso assegurar que é perfeitamente banal, tem sido tema de discussão nossa há, vá, três meses?
eu faço-lhe aquela simples pergunta, e tu nunca me respondes. na verdade, dizes que "depois vejo", mas nunca chega o "depois".
por isso, insisto.
ainda hoje lhe telefonei e fiz a pergunta da praxe, e mais uma vez,ela deixou-me pendurado.
sempre a mesma coisa. talvez por isso isto se esteja a tornar mais num desporto do que numa simples curiosidade.
mas uma coisa também te digo, menina M..., apesar de me chamares chato e teimoso, isso também se deve ao facto de também o seres. caso contrário, também já me tinhas respondido há, vá, não dogo há três meses atrás, mas sendo constantemente bombardeada com o mesmo assunto, pelo menos, há um mesito, não achas?
de facto, é assim esta pessoa. o seu maior defeito e a sua maior qualidade são exactamente a mesma coisa: é teimosa como uma mula. se calhar, é mesmo tão teimosa como eu.
aquilo que quer fazer, faz.
aquilo que não quer fazer, boa sorte se a conseguirem convencer.
faz o que quer e o que bem entende sem se preocupar com o que os outros dizem , ou deixam de dizer.
na verdade, é isso que admiro nela: essa auto-confiança que a muitos faz, ou se ñão faz devia fazer, inveja.
não digo que, neste ponto, seja tudo bom, mas é impossível não admirar, não apreciar, não gostar de uma pessoa assim.
tem muitos defeitos, é verdade.
tem algumas qualidades...cof cof... (desculpa, estou um pouco para o rouco...),
mas é por esta que se torna um desafio conviver com ela, e é por essa que também se torna tão gratificante.
a piada de eu estar a escrever este humilde texto, é que ele segue na sequência desta pessoa não me responder à minha pergunta.
a chatice é que, depois de ler isto, e eu sei que ela também faz parte do meu adorado público, muito menos me vai contar.
o mais provável é que me telefone a dizer que, efectivamente, eu sou um garnde estúpido, teimoso e um íncrivel chato.
posso-te adiantar que já estou preparado para isso.
se não o fizer, não será a pessoa teimosa que eu pensava conhecer.
de qualquer forma, aqui fica o meu pequeno tributo para essa menina que tantas dores de cabeça consegue dar, quando quer.
não obstante, espero que gostes.
Beijo e boa sorte para o exame de amanhã. @»-
na verdade, eu avisei-a que o ia fazer e ela ameaçou-me de porrada, mas como eu faço o que eu quero...
por motivos obvios, não vou revelar o seu nome. provavelmente, tambem não a conhecem, mas deviam conhecer.
antes de mais, porque é sempre bom conhecer pessoas novas. depois, porque é sempre muito bom quando se conhece esta pessoa(estás a ver? nem tudo o que escrevo ofende os outros...).
é uma pessoa que está sempre a dizer que eu sou, e cito, "um grande chato".
não sei se quando o diz é com um certo sentido carinhoso por trás, ou não. eu gosto de ir pensando que sim.
mas ela tem razão. eu consigo mesmo ser um grande chato, e ela que o diga pois é raro ter um momento de sossego quando estou perto dela. não é que o faça por mal, mas dá-me para estas coisas e, pensando bem, ela até tem razão nas coisas que me diz.
por exemplo, um simples tema, que não vou discutir aqui mas posso assegurar que é perfeitamente banal, tem sido tema de discussão nossa há, vá, três meses?
eu faço-lhe aquela simples pergunta, e tu nunca me respondes. na verdade, dizes que "depois vejo", mas nunca chega o "depois".
por isso, insisto.
ainda hoje lhe telefonei e fiz a pergunta da praxe, e mais uma vez,ela deixou-me pendurado.
sempre a mesma coisa. talvez por isso isto se esteja a tornar mais num desporto do que numa simples curiosidade.
mas uma coisa também te digo, menina M..., apesar de me chamares chato e teimoso, isso também se deve ao facto de também o seres. caso contrário, também já me tinhas respondido há, vá, não dogo há três meses atrás, mas sendo constantemente bombardeada com o mesmo assunto, pelo menos, há um mesito, não achas?
de facto, é assim esta pessoa. o seu maior defeito e a sua maior qualidade são exactamente a mesma coisa: é teimosa como uma mula. se calhar, é mesmo tão teimosa como eu.
aquilo que quer fazer, faz.
aquilo que não quer fazer, boa sorte se a conseguirem convencer.
faz o que quer e o que bem entende sem se preocupar com o que os outros dizem , ou deixam de dizer.
na verdade, é isso que admiro nela: essa auto-confiança que a muitos faz, ou se ñão faz devia fazer, inveja.
não digo que, neste ponto, seja tudo bom, mas é impossível não admirar, não apreciar, não gostar de uma pessoa assim.
tem muitos defeitos, é verdade.
tem algumas qualidades...cof cof... (desculpa, estou um pouco para o rouco...),
mas é por esta que se torna um desafio conviver com ela, e é por essa que também se torna tão gratificante.
a piada de eu estar a escrever este humilde texto, é que ele segue na sequência desta pessoa não me responder à minha pergunta.
a chatice é que, depois de ler isto, e eu sei que ela também faz parte do meu adorado público, muito menos me vai contar.
o mais provável é que me telefone a dizer que, efectivamente, eu sou um garnde estúpido, teimoso e um íncrivel chato.
posso-te adiantar que já estou preparado para isso.
se não o fizer, não será a pessoa teimosa que eu pensava conhecer.
de qualquer forma, aqui fica o meu pequeno tributo para essa menina que tantas dores de cabeça consegue dar, quando quer.
não obstante, espero que gostes.
Beijo e boa sorte para o exame de amanhã. @»-
Quem é que nunca se sentiu assim?
When I'm looking in your eyes
Everything seems to fade away
After all these years we had do I know you now
Have I trusted blindly in your love, too many times
You said: "hey, my love, I'm sorry but we can't go on 'cause
I'm in love with someone else"
Tell me, what do you want me to say
When you treat me this way
Oh, I love you, maybe
And I hope it goes away
Oh, how I want you daily
I know it's gonna stay
You are so self satisfied
Always ready for a ride
Double crossing, lousy cheat, love you anyway
You have warm and tender devils soul, you are so low
I can hear you say:
"I'm sorry, should we still go on,
I'm not in love with that someone else"
Tell me, what do you want me to say
When you treat me this way
Oh I love you, maybe?
And I hope it goes away
Oh, how I want you daily
I have found the whore in you
Why can't I tell you no
Time will show, the last word is for me
If you fail to see the problem we have, one room full of walls
Jar of love isn't dry until the last drop falls
The moment I will step aside, you're ready for another ride
Walking in the cool night air without underwear
You have red light burning in your soul,
I've seen the glow
In every dream
I have I say: "I'm not in love with you"
But every day I say I do
You have messed with my head so many times
Forced me to love you
Now that...
I have found the whore in you
Why Can't I tell you no
Time will show, the last word is for me
If you fail to see the problem we have, one room full of walls
I will try until the last drop falls...
Everything seems to fade away
After all these years we had do I know you now
Have I trusted blindly in your love, too many times
You said: "hey, my love, I'm sorry but we can't go on 'cause
I'm in love with someone else"
Tell me, what do you want me to say
When you treat me this way
Oh, I love you, maybe
And I hope it goes away
Oh, how I want you daily
I know it's gonna stay
You are so self satisfied
Always ready for a ride
Double crossing, lousy cheat, love you anyway
You have warm and tender devils soul, you are so low
I can hear you say:
"I'm sorry, should we still go on,
I'm not in love with that someone else"
Tell me, what do you want me to say
When you treat me this way
Oh I love you, maybe?
And I hope it goes away
Oh, how I want you daily
I have found the whore in you
Why can't I tell you no
Time will show, the last word is for me
If you fail to see the problem we have, one room full of walls
Jar of love isn't dry until the last drop falls
The moment I will step aside, you're ready for another ride
Walking in the cool night air without underwear
You have red light burning in your soul,
I've seen the glow
In every dream
I have I say: "I'm not in love with you"
But every day I say I do
You have messed with my head so many times
Forced me to love you
Now that...
I have found the whore in you
Why Can't I tell you no
Time will show, the last word is for me
If you fail to see the problem we have, one room full of walls
I will try until the last drop falls...
segunda-feira, setembro 03, 2007
quarta-feira, julho 25, 2007

nunca o meu nome junto a um número tinha feito tanto sentido.
nunca, numa situação destas, me tinha sentido com uma energia tão forte.
consegui. cumpri aquilo que me tinha imposto a mim mesmo e, acima de tudo, não desiludi aqueles que depositaram a sua confiança em mim.
foi aí que não me apeteceu festejar. pelo menos, festejar da forma que sempre faço.
meti-me no carro e meti-me na auto-estrada. eram 400 kms, estava cansado, ainda não tinha comido nada, mas isso não me demoveu. fiz-me à estrada com o desejo de aproveitar o pouco tempo que tenho, com o desejo de abraçar a família, de ver os amigos e de, acima de tudo, voltar a ver a minha terra, voltar às minhas origens, sentir-me integrado, de novo.
o cansaço era grande, mas também o era a vontade de ver a terra que me criou.
admito que o carro voou e nem o medo das multas me demoveu. eu ia continuar até chegar pois tinha que festejar.
não era apenas um festejo comum.
era o festejo que nunca tinha sentido na vida. era a sensação de dever cumprido. o sentimento que alcancei todos os meus objectivos.
era esse sentimento que me movia, assim como era ele que me trazia uma sensação estranha. não era aquilo o fim. é apenas o começo de algo muito maior. é o surgir de novos objectivos. é o nascer de novas ambições.
contudo, era um sentimento tão forte que não me deixava pensar direito. era um sentimento que me pôs a chorar.
não eram lágrimas de dor, não eram lágrimas de trsiteza,mas eram as minhas lágrimas de vitória. as minhas lágrimas de contentamento. as minhas lágrimas de querer mais.
foi com essas lágrimas que esqueci, por momentos, todos os outros e que me fizeram olhar só para mim.
estava feliz. estava, não. estou feliz.
feliz pelo que atingi e, sobretudo, por tudo aquilo que ainda vou vou alcançar.
não obstante, ainda não estar nada acabado. na verdade, ainda mal começou, mas, mesmo assim, só um pensamento me acompanhou durante esses 400 kms:
"EU CONSEGUI."
segunda-feira, julho 23, 2007
Resposta ao Blog Ipsis Verbis
Cinco livros que me marcaram.
1º- " O Amor é fodido" de Miguel Esteves Cardoso.
Li-o numa altura em que me fez perfeito sentido e captou-me desde as primeiras linhas pois me identifiquei logo com a frustração do eu lírico. "Quem me dera que ainda estivesses viva. Apenas o tempo suficiente para te matar.
2º- "O maçon de Viena" de José Braga Gonçalves. Muito fiquei eu a pensar nas maquinações que se encontravam por detrás da reconstrução da Velha Lisboa. Ainda por cima, à altura em que o li, morava na Baixa Pombalina.
3º- "Apocalipse Nau" de Rui Zink. Por ser o fim anunciado do mundo numa perspectiva de quem, na verdade, o desconhece e, no Fim, nada realmente acontece.
4º- "O Fiel Jardineiro" de John La Carré. por ser uma história de amor intensa que se desenrola, depois, apesar, e acima da morte da mulher que ama. A prova que o amor não é algo instantâneo.
5º- "O evangelho segundo Jesus Cristo" de José Saramago. Por ser polémico e por trazer uma visão diferente dos dogmas que temos como certos.
Passo a desafiar outros cinco:
Meghy, do Blog Ambloguidades.blogspot.com
Muro das Lamentações,do blog palavrasquevoam.blogspot.com
Vera, do blog caliceporpura.logspot.com
bruno, do blog cenasdosamigosdobruno.blogspot.com
momentos, do blog maniadosucesso.blogspot.com
1º- " O Amor é fodido" de Miguel Esteves Cardoso.
Li-o numa altura em que me fez perfeito sentido e captou-me desde as primeiras linhas pois me identifiquei logo com a frustração do eu lírico. "Quem me dera que ainda estivesses viva. Apenas o tempo suficiente para te matar.
2º- "O maçon de Viena" de José Braga Gonçalves. Muito fiquei eu a pensar nas maquinações que se encontravam por detrás da reconstrução da Velha Lisboa. Ainda por cima, à altura em que o li, morava na Baixa Pombalina.
3º- "Apocalipse Nau" de Rui Zink. Por ser o fim anunciado do mundo numa perspectiva de quem, na verdade, o desconhece e, no Fim, nada realmente acontece.
4º- "O Fiel Jardineiro" de John La Carré. por ser uma história de amor intensa que se desenrola, depois, apesar, e acima da morte da mulher que ama. A prova que o amor não é algo instantâneo.
5º- "O evangelho segundo Jesus Cristo" de José Saramago. Por ser polémico e por trazer uma visão diferente dos dogmas que temos como certos.
Passo a desafiar outros cinco:
Meghy, do Blog Ambloguidades.blogspot.com
Muro das Lamentações,do blog palavrasquevoam.blogspot.com
Vera, do blog caliceporpura.logspot.com
bruno, do blog cenasdosamigosdobruno.blogspot.com
momentos, do blog maniadosucesso.blogspot.com
segunda-feira, julho 02, 2007
sem destino...
peguei no carro.
fiz-me à estrada. segui sem destino, sem local para ir. não era o meu objectivo chegar a lado algum, mas afastar-me de onde saí.
segui, segui, ao sabor do vento e ao som de uma qualquer canção. segui sempre, até o carro dar o berro. não fiquei chateado, não gritei. saí do carro e continuei a andar. andei até ao mar, onde entrei sem sequer tirar as calças.
porque o fiz?
não sei. não estava a fugir de nada. não estava a fugir dos meus problemas, não estava a fugir de ninguém. apenas cedi a uma loucura de chegar a lugar algum sem, sequer, pensar se conseguia voltar.
andei até o carro dar o berro. continuei a andar até não haver mais terra para caminhar.
o que tinha na cabeça? nada, com excepção de um vão objectivo de ir, de correr, de sair de um lado sem ter que chegar a outro.
conduzi, andei, nadei sem olhar para trás, sem pensar no passado e, muito menos, sem ver o futuro.
fui eu, no presente, o único tempo que realmente existe, a única altura que realmente importa, o único momento que realmente interessa.
sou doido?
talvez, mas também já fiz coisas "piores".
arrependo-me?
de absolutamente nada.
quis fazê-lo e fiz. sem pensar, sem reflectir, sem planear. simplesmente, fui.
fui livre por momentos. livre de regras, livre de destinos, livre de um passado e de um futuro que mais não existem que não na nossa cabeça.
fui livre de amor, fui livre de sofrimento, fui livre de mim próprio...
e, por momentos, deixei de ser aquilo que esperam de mim, deixei de ser aquilo que eu próprio exijo de mim.
por momentos, fui sem o ser.
ps: o carro está na oficina.
fiz-me à estrada. segui sem destino, sem local para ir. não era o meu objectivo chegar a lado algum, mas afastar-me de onde saí.
segui, segui, ao sabor do vento e ao som de uma qualquer canção. segui sempre, até o carro dar o berro. não fiquei chateado, não gritei. saí do carro e continuei a andar. andei até ao mar, onde entrei sem sequer tirar as calças.
porque o fiz?
não sei. não estava a fugir de nada. não estava a fugir dos meus problemas, não estava a fugir de ninguém. apenas cedi a uma loucura de chegar a lugar algum sem, sequer, pensar se conseguia voltar.
andei até o carro dar o berro. continuei a andar até não haver mais terra para caminhar.
o que tinha na cabeça? nada, com excepção de um vão objectivo de ir, de correr, de sair de um lado sem ter que chegar a outro.
conduzi, andei, nadei sem olhar para trás, sem pensar no passado e, muito menos, sem ver o futuro.
fui eu, no presente, o único tempo que realmente existe, a única altura que realmente importa, o único momento que realmente interessa.
sou doido?
talvez, mas também já fiz coisas "piores".
arrependo-me?
de absolutamente nada.
quis fazê-lo e fiz. sem pensar, sem reflectir, sem planear. simplesmente, fui.
fui livre por momentos. livre de regras, livre de destinos, livre de um passado e de um futuro que mais não existem que não na nossa cabeça.
fui livre de amor, fui livre de sofrimento, fui livre de mim próprio...
e, por momentos, deixei de ser aquilo que esperam de mim, deixei de ser aquilo que eu próprio exijo de mim.
por momentos, fui sem o ser.
ps: o carro está na oficina.
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