domingo, setembro 06, 2009

Até breve.

dear all,

Este blog iniciou a sua actividade a 25 de Junho de 2006.
Com ele, também eu me iniciei nas avalanches de verborreias mentais que aqui comecei a escrever e nunca mais parei.

Nestes mais de três anos, foram várias as posições que aqui tomei.
foram contraditórios os meus pensamentos.
aqui, despejei as minhas alegrias, as minhas lágrimas.
aqui me despedi dos mortos e também de alguns vivos.
durante estes mais de três anos, esta foi a minha janela para o mundo que nunca cheguei a compreender.

este é o meu blog que, com o tempo, acabou por ser mais o blog dos meus leitores.

agora, e sim, sei que já disse isso antes, embora sem grande resultado prático, acho que é o fim.

durante um período de tempo, não há muito, deixei de escrever aqui. fiz a minha introspecção para mim, por assim dizer, e prometi voltar a escrever quando chegasse do caminho que me propus a percorrer.
e, na verdade, assim fiz.

contudo, aquilo que eu escrevi à minha volta, não era nada de especial, nada de sentido. na verdade, eu próprio admito que é mais fácil encontrar inspiração para fazer uma injunção do que para escrever algo que me apelasse ao âmago.

e, por isso, acho que chegou mesmo a hora deste blog voltar às suas cinzas e deixar-me renascer noutro sítio.

é que a minha inspiração voltou, e acreditem, tenho muito para escrever, mas acho que este já não é o sítio para o fazer.
afinal de contas, as pessoas mudam e, mais do que dar ao mundo o meu canto, apetece-me antes bradar as minhas verdades draconianas.

neste contexto, vou-me mudar.

não mato a fénix. ficará aqui para que todos possam ver três anos de emoções e sensações, mas as minhas verdades passarão a ser contadas ao mundo noutro lugar.

Godspeed!

Phoenix

domingo, agosto 23, 2009

so what?

it's gone...
simply gone. i don't why, or how it happened, but how it's gone.
and i don't feel sad or anything like that.
i don't know if this was what i was especting, or simply if i already have given up.
well, i don't care.

quarta-feira, agosto 19, 2009

talvez

ando um pouco cansado, mas não posso dizer que tenha terminado.
os últimos tempos tem sido algo diferentes. talvez diferentes em tudo, talvez diferentes em nada.
não posso dizer que a mudança tenha ocorrido em mim.
afinal de contas, continuo o mesmo vendido de sempre.
por outro lado, de uma forma ou de outra, sinto que as coisas mudaram à minha volta.
nada de especial, mas é como diz o outro: "está tudo nas pequenas coisas".
e, efectivamente, tenho reparado na mudança das pequenas coisas.
tenho notado a mudança nos pequenos sentimentos, tenho sentido a diferença dos pequenos sorrisos.
parece que tenho vivido muito de pequenas coisas, por assim dizer.
e sabem que mais?
gosto. gosto das pequenas nuances que a minha vida está a tomar.
de certa forma, mudou drásticamente, de certa forma, trabalho mais, de certeza que uso mais a inteligência, e, ao mesmo tempo, parece que vou conseguindo cheirar as rosas.
talvez seja isso, talvez o banco de jardim depois do almoço me saiba bem.
não sei.

coisas que não mudam mesmo: o carro.

(nota: apreciem a ironia do vídeo)

domingo, agosto 09, 2009

HOJE...

... fiz yoga em cima do tecto do meu carro;
... empanturrei-me de marisco;
... passeei à beira-mar;
... tomei café a ver o pôr-do-sol;
... apanhei pouco trânsito na ponte.

Globalmente, não me posso queixar!

terça-feira, agosto 04, 2009

no cume...


do alto de mim mesmo vos olho.
a viagem acabou.
do alto de lá do fundo, vi o meu futuro, vi-me a mim mesmo e, depois disso, renasci.

afinal de contas, a vida é mesmo feita disso. de mortes e renascimentos. de encontros e desencontros, de sonhos estilhaçados que abrem a pele para novos mundos.
a minha viagem acabou.
agora, é tempo de olhar para trás, para o passado, para a outra vida que eu vivi e acenar-lhe com um profundo adeus.
depois, é hora de olhar para o cume da montanha e arregaçar as mangas.
uma viagem pode acabar, mas nós não nos podemos dar ao luxo de fazer o mesmo.
talvez eu não tenha feito uma viagem que acabou.
muito provavelmente, ainda estou a fazer essa viagem.
afinal de contas, o cume ainda está longínquo e nunca sabemos quando é que vai aparecer mais uma tempestade.
não interessa.
acho que, sendo esta uma nova viagem, ou apenas uma nova etapa de uma viagem que já iniciei há muito, o que interessa é que, de facto, não temo a subida agreste.
porra, não temo nada.
talvez me sinta no cume do mundo sem ainda lá estar. não sei, é possível.
não interessa. o que interessa é que estou a subir o cume e o desafio é grande como a minha ambição.
voltei, para partir...